Wolfgang Amadeus Mozart – Piano Concerto No. 21 – Andante

Por Timoneiro, 9 de fevereiro de 2010 6:00

Melodias imortais

Mozart

Wolfang Amadeus Mozart (27 jan 1756 - 5 dez 1791)

 
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Desfile das Escolas de Samba – Rosalí Amaral

Por Rosali Amaral, 8 de fevereiro de 2010 18:21

Grupo Especial

Conforme o Regulamento Específico dos Desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial para o Carnaval 2010, teremos:

- Os desfiles ocorrerão nos dias 14/02/2010 – DOMINGO com a participação de 6 escolas e 15/02/2010 – SEGUNDA-FEIRA com outras 6 escolas, à partir das 21:00 horas. O tempo de duração de cada escola de samba será no mínimo 65 minutos e no máximo 82 minutos.

- O desfile das campeãs, será composto pelas 6 primeiras colocadas do Grupo Especial à partir das 20 horas do sábado seguinte ao desfile.

- O corpo de julgadores será composto por 50 MEMBROS, sendo 05 para cada um dos quesitos.

- Além do que expôs muito bem, a Direção Artística do Desfile terá algumas comissões, que serão responsáveis por acompanhar as escolas de samba concorrentes, avaliando e propondo a aplicação de penalidades, se houverem. São elas:

  • Comissão de Concentração
  • Comissão de Cronometragem
  • Comissão de Dispersão
  • Comissão de Verificação das Obrigatoriedades Regulamentares.

As Escolas de Samba do Grupo Especial que desfilarão no sambódromo, versão 2010, serão:

DOMINGO, dia 14/02:

1ª) UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR:
Enredo: “D. Quixote de la Mancha… O Cavaleiro dos Sonhos Impossíveis”.

2ª) IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE:
Enredo: “Brasil de todos os Deuses”.

3ª) UNIDOS DA TIJUCA:
Enredo: “É Segredo”.

4ª) UNIDOS DO VIRADOURO:
Enredo: “México, o Paraíso das Cores, sob o Signo do Sol”.

5ª) ACADÊMICOS DO SALGUEIRO:
Enredo: “Histórias Sem Fim”.

6ª) BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS:
Enredo: “Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília do sonho à realidade, a capital da esperança”.

SEGUNDA-FEIRA, dia 15/02:

1ª) MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL:
Enredo: “Do Paraíso de Deus ao Paraíso da Loucura, cada um sabe o que procura”.

2ª) UNIDOS DO PORTO DA PEDRA:
Enredo: “Com que roupa… eu vou? Pro samba que você me convidou”.

3ª) PORTELA:
Enredo: “Derrubando fronteiras, conquistando liberdade… Rio de paz em estado de graça!”.

4ª) ACADÊMICOS DO GRANDE RIO:
Enredo: “Das Arquibancadas ao Camarote Nº1. Um ‘Grande Rio’ de Emoção na Apoteose do Seu Coração”.

5ª) UNIDOS DE VILA ISABEL:
Enredo: “Noel: A Presença do Poeta da Vila”.

6ª) ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA:
Enredo: “Mangueira é música do Brasil”.

  • O GRUPO DE ACESSO (LIESA), composto por 12 escolas de samba, desfilará no sábado, dia 13/02.
  • O GRUPO RIO DE JANEIRO 1 (AESCRJ), composto por 12 escolas de samba, desfilará na terça-feira, dia 16/02.
  • Já os GRUPOS RIO DE JANEIRO 2, 3 e 4 (AESCRJ),compostos por 14, 15 e 8 escolas, desfilarão no domingo, segunda e terça-feira respectivamente, na ESTRADA INTENDENTE MAGALHÃES-CAMPINHO.
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Escolas de Samba cariocas e quesitos de julgamento – LuDiasBH

Por LuDiasBH, 8 de fevereiro de 2010 18:00

Aqui, nas Minas Gerais, não temos tradição em escolas de samba. Nosso carnaval, de modo geral, é mais restrito aos blocos. Por isso, para entender os meandros do julgamento, que acontece no Sambódromo, durante os desfiles, recorri-me a um texto do Frederico (endereço citado abaixo do texto) e à Wikipédia, como fontes de pesquisa.

As escolas de samba, no Rio de Janeiro, trabalham, com esmero, para brilharem nos desfiles. Iniciam com os ensaios nos barracões e, posteriormente, com os chamados “ensaios técnicos”, para que possam cronometrar o desfile e fazer o posicionamento das alas.

A disputa entre as escolas de samba é acirrada. Elas são divididas, em quatro grupos:

  • Grupo Especial (onde estão as principais escolas)
  • Grupo A (grupo de acesso)
  • Grupo B
  • Grupo C

Atualmente, o desfile é feito em dois dias (sábado e domingo), porque houve um grande crescimento, no número de escolas.

A campeã é declarada, na quarta-feira, logo após a contagem dos votos dos jurados. Também, anuncia-se a escola que foi rebaixada do Grupo Especial para o Grupo A

No sábado seguinte, a campeã e as colocadas em segundo, terceiro e quarto lugares, e a primeira do Grupo A, voltam ao Sambódromo para o Desfile das Campeãs.

Dez quesitos são levados em conta, no julgamento das escolas de samba, de acordo com o estabelecido pelo regulamento oficial. São eles:

1- Bateria
2- Samba-Enredo
3- Harmonia
4- Evolução
5- Enredo
6- Conjunto
7- Alegorias e Adereços
8- Fantasias
9- Comissão de Frente
10-Mestre-Sala e Porta-Bandeira.

Os jurados são indicados pela LIESA (Liga Independente das Escolas de Samba do RJ), de cuja entidade trinta membros participam. E, logo após a escolha, eles passam por um curso de treinamento, ministrado pela liga das escolas.

Durante o desfile das escolas, os jurados devem permanecer incomunicáveis, dentro de suas cabines, espalhadas pela avenida. Não podem, nem mesmo, fazer uso de celulares. As notas só podem ser reveladas, após a apuração dos resultados. Cada nota deve ser justificada, por escrito.

Cada quesito é avaliado por quatro jurados. Portanto, ao todo, são 40 jurados.

Para quem gosta de acompanhar os desfiles das escolas, nada como saber um pouco, sobre como se processa o julgamento dessas:

Bateria – É o coração pulsante da escola. E, dentro dela, muitos quesitos são levados em conta, tais como ritmo, criatividade, capacidade de empolgar os foliões, etc. A criatividade e a versatilidade são fundamentais, assim como a sua cadência, que deve estar em perfeita sintonia com o samba-enredo da escola.

Embora conste, na bateria, um grande número de instrumentos, é o conjunto do som, emitido, por eles, que é avaliado.

A bateria não é julgada pela quantidade de participantes inclusos, nela.

Aquele recuo, que todas (ou quase todas) fazem, já tendo um espaço destinado a elas, assim como a parada, em frente ao local, onde se encontram os jurados, não são obrigatórios.

Samba-enredo – Leva-se, em conta, a letra e a melodia do samba.

A letra precisa estar em perfeita harmonia com o enredo, sem falar na riqueza dos versos. E, deve ser cantada por toda a escola, durante o desfile.

Na melodia, devem constar as característica rítmicas inerentes ao samba. Ela também deve ser capaz de ajudar os sambistas a fluírem com facilidade e leveza.

Problemas com o carro de som não tiram pontos da escola.

Harmonia – Leva em conta o entrosamento entre o ritmo da música, a bateria e o canto de quem interpreta o samba. Os participantes da escola têm a obrigação de cantar a música, junto com o puxador do samba. A alegria dos foliões é fundamental para a harmonia.

Evolução – É o quesito, que julga a empolgação e a agilidade dos foliões, durante a passagem da escola pela avenida. É importante, que as alas estejam bem definidas. A escola tem que estar compacta, ordenada e coesa no seu deslocamento, sem correrias ou retornos. A alegria dos foliões é fundamental.

Enredo – É a apresentação do tema desenvolvido pela escola, assim como a sintonia entre esse e as alas. As fantasias e alegorias devem estar de acordo com o enredo. Antes de entrar em cena, a escola apresenta um roteiro de disposição de suas alas, que deve ser rigorosamente seguido.

Fantasias – Devem estar de acordo com o enredo da escola, além de ostentarem beleza, originalidade e criatividade. Devem ajudar a contar a história proposta pela escola.

O material usado também é avaliado.

Alegorias e adereços – Assim como as fantasias, elas devem ajudar a desenvolver o tema da escola cantado em seu samba-enredo. Material usado, disposição das cores, e significados são importantes no julgamento. Objetos que não fazem parte do desfile (isopor, caixas, papelões, etc.) não podem estar à vista.

Comissão de frente – É responsável por saudar o público e apresentar a escola na avenida. Deve se exibir de forma coordenada e criativa. Quedas ou perdas de acessórios, durante o desfile, são levadas em conta pelos jurados.

Mestre-sala e porta-bandeira – É o casal mais importante da escola. Os dois devem se apresentar com harmonia, graça e leveza, apresentando movimentos clássicos da dança.

A porta-bandeira leva o símbolo mais importante de sua escola, conhecido como Pavilhão. Ao casal cabe a tarefa de apresentá-lo ao público.

Conjunto – É a harmonia, a uniformidade e o equilíbrio artístico da escola. É o corpo da escola, responsável pela definição de sua nota.

Escolas empatadas, em primeiro lugar, serão desempatadas por sorteios, que determinarão qual quesito terá a nota válida para o desempate.

Observação: Segundo a minha fonte de pesquisa, suas informações são relativas ao Carnaval de 2007. Como o Carnaval é dinâmico, se algumas mudanças aconteceram de lá para cá, é mais do que natural. Mas, o núcleo da disputa continua o mesmo.

Peço aos leitores, que tiverem conhecimento de algumas mudanças, repassem-nas, na parte de comentários, para que o nosso texto esteja completo em 2011.

Fonte de Pesquisa:

Frederico (http://flexus.wordpress.com/2009/02/24/carnaval-conheca-os-quesitos-para-avaliacao-das-escolas-de-samba/)

Wikipédia

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Dois Córregos no blog do Reinaldo Azevedo (Veja)

Por Timoneiro, 8 de fevereiro de 2010 17:39

Dois Córregos e o nosso blog estão no blog do Reinaldo Azevedo. Além da matéria, há um comentário meu, respondido pelo Reinaldo.

Para acessar, clique aqui.

Agradeço ao Carino, que foi quem descobriu a matéria.

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Daqui praí – Augusto Vilaça

Por Augusto Vilaça, 8 de fevereiro de 2010 6:49

janela

Foi bom enquanto durou, mas acabou-se o que era doce!

Como vocês que acompanham as crônicas sabem, estive recentemente no Brasil, de férias. A folga passou rápida como um raio e a programação, coordenada pelos meus dois filhos pequenos, foi super-intensa: zoológico, praia, shopping, parque de diversões e cinema (onde eu assisti de: Xuxa e o mistério da feiurinha até Sherlock Holmes, passando por Avatar e Astroboy).

No total foram vinte e seis dias, dos quais seis foram só viajando e vinte dias em casa.

Saindo do Timor, a primeira parada foi Bali e a empresa: Merpati – avião pequeno, entretanto a viagem estava só começando e, como era de se esperar, a excitação em voltar para casa, depois de oito longos meses, me fazia superar tudo, até mesmo o fato de não achar uma posição confortável para colocar as pernas, que insistiam em não caber no espaço entre uma fileira de poltronas e a outra. Ah, rolou almoço, com direito a sobremesa: uma espécie de pudinzinho em formato de flor, parece que estamos mordendo uma barra de sabonete mais macia.

Em Bali eu levei um chá de chão, meu voo só saía à noite e nem na parte interna do aeroporto eu podia esperar, tive de ficar do lado de fora, sentado no chão e vendo o tempo passar. Quando finalmente entrei, fiz o check-in e depois de passar por aqueles procedimentos de raio x e detectores de metal por duas vezes, uma ainda na entrada do aeroporto, enfim, partimos.

O próximo destino era Doha, a capital do Catar, nos Emirados Árabes. A empresa: Qatar (é assim que se escreve) Airways, o conforto mudou da água para o vinho, ou melhor, da água para um suco de uvas, já que vinho só serviam na classe executiva… Poltronas que me cabiam, tela individual com filmes, seriados, joguinhos e música. Nas refeições, havia até um menu (chique, hein?!), a comida, confesso, era de um paladar diferente do nosso, ainda assim, bem melhor que barrinhas de cereal. O estranho nesse vôo foi que, mesmo tendo passado, por duas vezes, naqueles procedimentos de segurança – raio x, detectores de metal, tira sapato, cinto, essas coisas… – no meio do caminho aterrisamos em Singapura, onde tivemos de descer da aeronave e passar por tudo outra vez para embarcar de novo e continuar a viagem.

Em Doha, me impressionei com o tamanho do aeroporto, o avião para a uma boa distância do prédio e tem uns ônibus esperando para nos conduzir, uma espécie de “integração” de luxo. A viagem leva quase 15 minutos, e aí vocês calculam a distância que é percorrida.

O lugar em si é requintado, fiquei até com medo de entrar no Duty Free, olha o nome: “Milionaire”, dá pra acreditar? Com o dinheiro mais do que contado, nem arrisquei. A única coisa de que eu não gostei foi o banheiro, imundo e fedorento, e se eu já era bastante contente por ter nascido homem, imagine encarando um sanitário daquela categoria, ainda bem que nosso equipamento de tirar água do joelho é mais prático que o das mulheres e possibilita o uso à distância.

No saguão eu vi um monte de pessoas com aquelas roupas enormes e que parecem abadás de trio elétrico, usando turbantes e barbas longas. Só me lembravam daqueles “homens-bomba” que vemos na TV. Até fiquei com vontade de tirar foto, mas tive receio de que o flash da câmera pudesse disparar uma bomba, vai saber…

Mais um tempinho de espera e voamos para Paris. Minha primeira vez na “Cidade Luz”, fiquei até emocionado. Como a conexão seria de quase oito horas, calculei o tempo para pegar as malas e para um novo check-in e achei que poderia dar um passeio na cidade. Sabe aquela coisa bem clichê? Visitar a Torre Eiffel, comer croissant, e tirar uma foto com um baguete dembaixo do braço.

A coisa começou a dar errado antes mesmo de eu chegar lá. A previsão do tempo era de neve e temperatura de -5º C, para um nordestinho, acostumado ao sol do Recife e sem os apetrechos necessários para enfrentar o frio, isso era o retrato do apocalipse. Por outro lado, como a oportunidade poderia ser única, resolvi encarar o desafio.

O problema é que eu levei mais de uma hora até achar a saída do aeroporto, quando finalmente o fiz, fui até um posto de informações onde tomei nota dos ônibus que deveria tomar para cumprir o roteiro que desejava. Troquei alguns euros e fui até a parada. Já me assustei com o preço da passagem: 34 euros ida e volta, fora o metrô que ainda precisaria pegar, caso quisesse ir até a Torre Eiffel (e Paris sem a Torre Eiffel, não é Paris). O frio estava me castigando, a única proteção era uma calça jeans e uma jaqueta que um colega me emprestou.

Mais uma espera. Trinta minutos depois, o ônibus ainda não havia chegado e eu comecei a me preocupar com a hora e, lógico, em gastar 34 euros. O espírito pirangueiro* falou mais alto do que o espírito aventureiro e eu desisti do passeio. Voltei ao saguão e procurei saber como fazer para chegar ao balcão da TAM onde faria o novo check-in para o vôo até São Paulo.

Prestei bem atenção ao que me informaram e fui atrás do tal Shuttle Bus*, que de ônibus não tinha nada, estava mais para um mini-metrô. De onde eu estava (Terminal 1) até o Terminal 2 (estranhamente, o Terminal 3 ficava no meio…), levamos uns 10 minutos e, a partir daí, eu tive que caminhar quase 20 minutos até o balcão de atendimento da TAM. Fiquei imaginando se, realmente, daria tempo para o meu passeio pela cidade e acho que tomei a decisão correta ao desistir.

Espera novamente. Comecei a ficar com um pouco de fome e resolvi procurar um lugar para comer comida tipicamente francesa. Achei: McDonald’s! Ora, considerando que era feito na França, era comida francesa ou não? O sanduíche estava ótimo, bem diferente dos que temos no Brasil: o pão era diferente, uma espécie de ciabata, e ainda vinha com um molhinho poivre*, muito bom. O resto era o de sempre: coca-cola e batata frita. Aproveitei para usar a internet (de graça) e dar notícias sobre a viagem.

O avião da TAM não deixou a desejar, consegui me encaixar na poltrona e as pernas cabiam no espaço, ainda que não tão confortavelmente quanto no vôo anterior. Depois de 11 horas e qualquer coisa voando, novamente pisava em solo brasileiro.

Agora em Sampa, mais um chá de espera, se bem que, dessa vez, me sentindo em casa. Quase sucumbi ao que diz aquela música de Roberto Carlos: “… e ao se sentir em casa, sorrindo vai chorar…”. Só mais algumas horas e eu estaria, de novo, na minha terrinha amada.

Poupando-os daquele velho blá-blá-blá procedimental, já estava pronto para embarcar, outra vez, agora pela Webjet, fiquei sabendo que o avião atrasaria uma hora – “é, cheguei mesmo ao Brasil”, pensei.

Finalmente embarcado, tive de discutir com a aeromoça, ou melhor, comissária de bordo que, deliberadamente, enquanto eu fui ao banheiro, colocou um pessoal na fileira onde eu estava, ocupando a minha poltrona. O pior é que ela ainda veio braba pro meu lado, como se aquele não fosse o meu lugar. Depois de ver que eu estava certo, perguntou se eu fazia questão, o que já devia ter ficado claro quando comecei a argumentar com ela, respondi que sim, pois tinha escolhido aquele assento, na saída de emergência, para poder esticar as pernas. Depois de algumas caras feias (fome, talvez?), saíram e eu pedi que devolvessem a jaqueta e o livro que eu tinha deixado marcando meu lugar.

O voo, a opção mais barata, saía de São Paulo e fazia conexão em Brasília. Devido ao atraso, saímos de um avião e corremos para o outro. A única coisa que eu pude ver da cidade foi o corredor entre os minhocões de acesso, mas posso garantir que era bonito e, aparentemente, bem planejado, como dizem que é tudo na nossa Capital.

Ah, antes que eu me esqueça, o lanche foi barrinha de cereal (realmente eu estava no Brasil).

Por último, Recife! Muita gente me esperando no aeroporto, me senti uma celebridade. Beijos, abraços e acredito até ter visto algumas lágrimas. Minha filha pulou no meu colo e só me largou quando entramos no carro, para me agarrar de novo quando o carro parou no restaurante onde mais um monte de gente me esperava e onde pude matar um pouco as saudades do meu povo e de alguns sabores dos quais eu já havia quase me esquecido.

Vixe, o texto ficou muito longo, espero que me perdoem e que consigam lê-lo até o final com a paciência costumeira. Ainda tenho muito a contar, mas isso fica para o próximo capítulo, ok?

Do Timor, com carinho (como podem ver, já estou de volta)

Gus,

Díli, 04/02/10

* Pirangueiro – avarento, muquirana;

* Shuttle Bus – ônibus para pequenos deslocamentos;

* Poivre – pimenta-do-reino.

Augusto Vilaça tem 33 anos e é brasileiro de nascimento, pernambucano de registro, sertanejo de coração, policial por vocação, honesto por convicção, cozinheiro por enxerimento e escritor por falta do que fazer. Querem mais?

Todas as segundas com uma novidade no Blog Notícias de Muito Longe: http://aavs1976.wordpress.com

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