Vá embora,
pois me resta o consolo e alegria
Em saber que depois da boemia
é de mim que você gosta mais….
(Adelino Moreira) Continuar lendo »
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Vá embora,
pois me resta o consolo e alegria
Em saber que depois da boemia
é de mim que você gosta mais….
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Alessandra chegou atrasada ao encontro mensal do grupo de amigas, na casa da Cris.
- Pensei que tivesse esquecido do nosso lanche, mas tô vendo que você perdeu a hora no shopping, né?
- Nada disso, Cris. Tava pesquisando preços dos meus materiais. Comecei um curso de pintura na Escola do Parque Lage e precisava de uns pincéis especiais. Continuar lendo »
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Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido
(Antonio Cícero) Continuar lendo »
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As luzes do mosteiro se apagaram. Pouco depois, a tênue claridade de uma lamparina percorria a enorme cozinha em direção ao portão localizado na despensa. Por esse acesso, nos fundos do prédio, eram recebidos os gêneros que abasteciam a instituição e também por onde saía o lixo. Lá embaixo, na beira do rio que separa o norte de Portugal do lado espanhol, ficava o pequeno ancoradouro, local por onde os fornecedores entregavam suas mercadorias e outros contratados chegavam para prestar seus serviços. Continuar lendo »
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Todos aguardavam com curiosidade sua chegada. Stela entrou, cumprimentou a pequena platéia, verificou rapidamente o computador, o data-show e iniciou a apresentação. Falava com graça e desenvoltura sobre os necessários códigos e filtros sociais, os papéis desempenhados pelos dançarinos no salão e os aspectos psicológicos e sociológicos tacitamente vigentes no ambiente da dança. Continuar lendo »
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Ela veio de mansinho. Beijou suavemente meu rosto, sussurrou boa noite e ficou ali zelando por meu sono antes de se afastar. Mas para seu engano, eu ainda não dormia. Embora cansado o corpo, a mente se recusava a entregar os pontos. E aquele beijo quente aqueceu minha memória, cheia de muitos outros, cada qual, como guardiões de castelos, a proteger romances mil. Difícil era estabelecer a ordem cronológica, a duração, a intensidade e muito menos a hierarquia entre eles. Continuar lendo »
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A moça passava horas e horas do dia tecendo fios para redes de pescar. Ao anoitecer, olhava o céu. Olhava o mar. Seguia o soprar do vento que mudava as folhas das palmeiras de seus lugares. Muda e só.
Foi assim, até que uma tempestade deixou um barco quebrado na areia. Dentro de barco, um homem de modos e fala estrangeiros e um instrumento que luzia ao sol. Esse homem e sua música passaram a acompanhar o tecer de fios durante o dia e o contemplar do anoitecer. Não se sabe por quanto tempo. Assim foi, até que foi-se o encanto e ela preferiu passar seus dias e noites muda e só, a olhar o mar. Então, o homem, com o barco remendado, sem dizer palavra, partiu num luminoso amanhecer.
Hoje, a cada chegar de noite, ela se põe a vigiar a linha do mar, o soprar das folhas, o brilhar das estrelas. Pode ser que espere pela vinda de uma outra tempestade.
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Soube que lá na reserva indígena haviam mandado construir uma escola. Muito chique. Uma escola bilíngüe. Escola Bilíngüe Português-guarani. Os índios, umas quatrocentas almas, agora podem aprender a ler e a escrever em português e ainda exercitar sua própria língua, para que ela não desapareça. Continuar lendo »
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Essa moça, diziam ser a mais bela da cidade. Não se sabe porque escolheu, entre tantos, um moço assim para se casar. Depois de bela festa e lua-de-mel no Caribe, o marido cantou de galo. Mulher minha não trabalha fora. Não se pinta. Não veste roupas com decote. Mansa, ela deixou de fazer de tudo. Nem assim, deu-se ele por satisfeito. Foi ficando calado, distante. A prisioneira foi perdendo o brilho dos olhos violeta e o colorido das faces.
No dia do quinto ano de casamento, ela planejou se mostrar mais bela. Quem sabe? Convidou o marido para saírem para jantar. Roupas novas não tinha, mas o corpo ainda se mantinha com antes. Pôs um vestido dos primeiros anos de casada, repetiu o penteado e coloriu de leve os lábios. Foi o suficiente……. O marido, ao chegar em casa e ver a mulher com tanta diferença, gritou que era um traído. Foi até o carro, pegou uma arma e deu dois tiros certeiros. O primeiro pegou a mulher. O outro, o seu próprio ouvido.
Ele morreu de imediato. Ela ainda vive. Em cima de uma cama. Pode mexer com a cabeça, falar e acompanhar o que acontece à sua volta com seus olhos cor de violeta. Apenas.
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Marcus Vinicius da Cruz de Melo Moraes nasceu no Rio de Janeiro, em 1913, onde viveu grande parte de sua vida, meio a muita música e literatura. Além de estar fora do país por algum tempo, Los Angeles, Paris, Montevidéu, quando exerceu funções de diplomata, Vinicius morou por um tempo em Salvador/BA, onde encontrou, sob o sol de Itapoã, um adicional alento para a sua poesia escrita ou cantada nos ritmos da música popular do Brasil. Continuar lendo »
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Consta em seu registro de nascimento, que foi no dia 15 de dezembro de 1907, no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, que o grande homem recebeu o primeiro sopro da vida. Como toda criança ao nascer, logo deu seu primeiro choro, o primeiro sopro. Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares precisava do ar para ter a vida. Continuar lendo »
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A moça era modelo. Das mais requisitadas marcas do mundo. O pai, seu empresário, só aceitaria dar sua mão a um príncipe de rico reinado. Pois sim. A moça conhecia de tudo do melhor: de comer, de beber, de vestir, de bem viver, de viajar, de tudo.
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