Dois poemas pra minha mãe querida – Ana Luísa Melgaço Almeida

Por Ana Luísa Melgaço Almeida, 31 de julho de 2008 3:10

1 – Mamãe,

Queria tentar explicar
como é meu amor por ti.
Acontece que meras palavras
não dizem o que eu senti.

Talvez seja como cores
que alegram cada segundo.
Talvez sejam como flores
que encantam a todo o mundo.

Às vezes, é história
Texto, poema ou poesia;
às vezes é como o sol
que ilumina os meus dias.

Pode ser um doce
que faz a gente sorrir.
Pode ser um sonho
que alegra o meu dormir.

Como dizer uma coisa
Que não tem explicação?
A certeza é que você mora
dentro do meu coração.

2 – Mamãe,

Meu amor por você é infinito.
Maior que o maior dos oceanos,
maior que a vista pode alcançar,
maior que o céu e suas estrelas,
maior que o sol a brilhar.

É um sentimento tão grande
que números não podem representar.
É um sentimento tão puro,
que nada pode me tirar.

É um sentimento tão lindo
que ofusca a quem quer avistar.
É um sentimento tão meigo
que faz a gente chorar.

Mamãe querida,
nunca vou deixar de te amar!

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Sonho impossível – Sonia Quartin

Por Sonia Quartin, 26 de julho de 2008 16:59

Conheci Cleison através de sua mãe, Maria, minha diarista.

Moravam numa comunidade pobre. Ou melhor, numa favela da periferia, paupérrima. Ele, mãe e quatro irmãos, uma menina e três meninos, cada um de um pai, viviam em um casebre de quarto e sala sem nenhum conforto. Cleison tinha, então treze anos. Garoto mirrado, mulato claro, grandes olhos tristes, como muitos meninos desse lugar. Seria igual a tantos outros que se conhece, salvo por um detalhe que o fazia ser completamente diferente. Um dia me contou, meio encabulado, que tinha um grande sonho. Sonho esse que, a todos parecia e talvez fosse mesmo impossível. Não gostava de jogar bola com os moleques da favela. Nunca tinha fumado maconha, nem experimentado qualquer tipo de droga, como muitos amigos seus. Não saía em grupos para baladas de funk, como todos faziam. A galera da redondeza, aos poucos, foi se afastando dele, pondo apelidos os mais variados: “esquisito”, “fresco”, “viadinho” e tal. Ele não se incomodava mais. Seguia seu sonho. A mãe balançava a cabeça: “Esse, não vai dar pra nada!” Cleison ria. Continue lendo 'Sonho impossível – Sonia Quartin'»

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O Distraído – Sonia Quartin

Por Sonia Quartin, 25 de julho de 2008 11:49

Distração 1:

O telefone celular tocou. Pedro estava no fórum, esperando audiência. Advogado de renome era muito solicitado, e muito atencioso nos seus processos. Quanto às pequenas necessidades do cotidiano, mostrava-se sempre distraído. Sua irmã, Berenice ao telefone, nervosa:

— Pedro! Não dá mais! Vou me separar do Zé Paulo! Preciso de você! Continue lendo 'O Distraído – Sonia Quartin'»

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Tizé – Terezinha Pereira

Por Terezinha Pereira, 22 de julho de 2008 14:22

— Mãe, vou matar a senhora. Recebi um aviso de Deus. O mundo não demora pra acabar. O pai já está com o Pai do Céu há muito tempo, a senhora não diz? Agora mesmo, Deus, num clarão, me avisou que o pai quer a senhora junto dele. Fui o escolhido para lhe encaminhar ao Pai do Céu.. Então, logo depois que senhora for, vou para o paraíso também. Continue lendo 'Tizé – Terezinha Pereira'»

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Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz – Maria Fernanda Melgaço Almeida

Por Maria Fernanda Melgaço Almeida, 18 de julho de 2008 7:17

Mandar carta

Matar a barata

Brincar na cascata

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Hoje em dia no Brasil – Ana Luísa Melgaço Almeida

Por Ana Luísa Melgaço Almeida, 16 de julho de 2008 5:10

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O Baú – Sandra Magaldi

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Por Timoneiro, 14 de julho de 2008 23:09

O olhar da menina era doce. Só as crianças sabem fitar a gente assim. Seu cabelo, castanho, sedoso. Ficava amarrado no alto com umas florezinhas, mas deixava cair umas pontas de franja na testa. Pequeno rosto, cheio, de bochechas rosadas. O queixo tão marcante que, só por ele, se daria mais idade à dona. Ela se debruçava sobre um cachorrinho bicolor gostosamente aninhado em seus braços e nas suas saias volumosas. O vestido espalhava-se em volta, escondendo pernas e pés que deviam estar cobertos com meias e cetim. E trazer laços, talvez. Como fundo, um canto de jardim apenas esboçado, porque o importante eram as figuras da menina e do cão com seus olhares de mel. Mais que acolhedores eram convidativos aqueles olhares. Continue lendo 'O Baú – Sandra Magaldi'»

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