1 - Mamãe,
Queria tentar explicar
como é meu amor por ti.
Acontece que meras palavras
não dizem o que eu senti. Continuar lendo »
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1 - Mamãe,
Queria tentar explicar
como é meu amor por ti.
Acontece que meras palavras
não dizem o que eu senti. Continuar lendo »
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Conheci Cleison através de sua mãe, Maria, minha diarista.
Moravam numa comunidade pobre. Ou melhor, numa favela da periferia, paupérrima. Ele, mãe e quatro irmãos, uma menina e três meninos, cada um de um pai, viviam em um casebre de quarto e sala sem nenhum conforto. Cleison tinha, então treze anos. Garoto mirrado, mulato claro, grandes olhos tristes, como muitos meninos desse lugar. Seria igual a tantos outros que se conhece, salvo por um detalhe que o fazia ser completamente diferente. Um dia me contou, meio encabulado, que tinha um grande sonho. Sonho esse que, a todos parecia e talvez fosse mesmo impossível. Não gostava de jogar bola com os moleques da favela. Nunca tinha fumado maconha, nem experimentado qualquer tipo de droga, como muitos amigos seus. Não saía em grupos para baladas de funk, como todos faziam. A galera da redondeza, aos poucos, foi se afastando dele, pondo apelidos os mais variados: “esquisito”, “fresco”, “viadinho” e tal. Ele não se incomodava mais. Seguia seu sonho. A mãe balançava a cabeça: “Esse, não vai dar pra nada!” Cleison ria. Continuar lendo »
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Distração 1:
O telefone celular tocou. Pedro estava no fórum, esperando audiência. Advogado de renome era muito solicitado, e muito atencioso nos seus processos. Quanto às pequenas necessidades do cotidiano, mostrava-se sempre distraído. Sua irmã, Berenice ao telefone, nervosa:
— Pedro! Não dá mais! Vou me separar do Zé Paulo! Preciso de você! Continuar lendo »
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— Mãe, vou matar a senhora. Recebi um aviso de Deus. O mundo não demora pra acabar. O pai já está com o Pai do Céu há muito tempo, a senhora não diz? Agora mesmo, Deus, num clarão, me avisou que o pai quer a senhora junto dele. Fui o escolhido para lhe encaminhar ao Pai do Céu.. Então, logo depois que senhora for, vou para o paraíso também. Continuar lendo »
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O olhar da menina era doce. Só as crianças sabem fitar a gente assim. Seu cabelo, castanho, sedoso. Ficava amarrado no alto com umas florezinhas, mas deixava cair umas pontas de franja na testa. Pequeno rosto, cheio, de bochechas rosadas. O queixo tão marcante que, só por ele, se daria mais idade à dona. Ela se debruçava sobre um cachorrinho bicolor gostosamente aninhado em seus braços e nas suas saias volumosas. O vestido espalhava-se em volta, escondendo pernas e pés que deviam estar cobertos com meias e cetim. E trazer laços, talvez. Como fundo, um canto de jardim apenas esboçado, porque o importante eram as figuras da menina e do cão com seus olhares de mel. Mais que acolhedores eram convidativos aqueles olhares. Continuar lendo »
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Era mais uma vez … uma menina chamada Laura, que gostava muito de vermelho. Um dia, ela estava olhando as estrelas no céu através do vidro da janela de seu quarto quando, de repente, percebeu uma estrela maior do que as outras, de um brilho avermelhado, de forma desconhecida… Então, viu que essa estrela estrangeira não estava no céu. Ela brilhava bem perto da janela de seu quarto. Continuar lendo »
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Dores veementes me apoquentavam. Conforme me disseram, três meses, até então, já durava minha lamúria. No leito de ferro de um hospital, colchão retesado, encapado com matéria plástica, jazia eu. Ressentia a perna perdida.. Ainda não sei como fora a minha perna. Esquerda. Creio que Ítalo, companheiro de noites do ontem, de quando não me lembro, passa as noites a meu lado. Conforta-me. Relata de espectros inventados por agentes maiores, os de poder mágico, em suas escrituras. Os que se valem de palavras catadas com precisão. Tecidas para durar infinito. Se Ítalo seria também só um texto… Não saberia ao certo. Estava a me contar outro caso. Outro fantasma? Surgira. Continuar lendo »
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