Feira Mania reúne as feiras de artesanato e arte

Por Editor, 31 de janeiro de 2009 18:32

Dica Cultural

 

Feira Mania

Feira Mania é um site que reúne as feiras de artesanato e arte mais visitadas no Estado do Rio de Janeiro.

O objetivo do site é oferecer ao visitante a oportunidade de antecipar sua pesquisa de produtos e colocá-lo em contato com os diversos comerciantes, facilitando encomendas.

 

Funcionamento:

Feira Mania não é uma loja virtual, mas sim um guia para otimizar o seu tempo, oferecendo informações sobre produtos e preços cedidos pelos próprios feirantes.

Cada stand possui uma página no portal que poderá ser encontrada através da pesquisa por categorias de produto (bolsas, sapatos, vestidos, etc.), temas (antiguidade, natureza, etc.) e técnicas/materiais (couro, mosaico, porcelana, etc.).

O conteúdo da página de cada stand é atualizado mensalmente baseando-se nas informações fornecidas pelos próprios comerciantes.

Feiras credenciadas:

Feira do Campo de São Bento – Niterói
Feira Hippie de Ipanema – Rio de Janeiro
Feira Rio Antigo – Rio de janeiro
Feirinha de Itaipava – Petrópolis
Feirinha de Teresópolis – Teresópolis
Mercado Cultural da Praça XV – Rio de Janeiro

O empreendimento já é notícia no Nossa Dica, Espaço Viva Mais e Mix Carioca.

Salve nos seus favoritos e aproveite!

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Canção de Ninar Nonato – Nina Araújo e Pat Borato

Por Nina Araújo, 31 de janeiro de 2009 16:30

Sempre que o vejo
Arpejos e rasqueados
Solam a guitarra do desejo
Uma neblina solta esconde o gracejo
E atravesso nove vales por este ensejo
Existe um rito de passagem de Alentejo
A nossa sorte tirada do realejo
O amor garboso e luso agora viaja o Tejo
E eu aqui como um mar de pés num cortejo
Sonhando a pele almiscarada de sobejo
Nessa constância Pessoa que almejo
Nonato, fado alegre, já antevejo
Os teus olhos cerrados colados ao meu beijo…

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Maria Fernanda perde o trem – Terezinha Pereira

Por Terezinha Pereira, 31 de janeiro de 2009 16:26

Que fumação! fop fop fop……….
Anda, Maria Fernanda!
Maria Fernanda anda, entra no vagão do trem.
Outra menina vem, entra no vagão do trem.
Olhos celestes, sardas muitas na face clara, que o chapéu protege bem.
Maria Fernanda se encanta.
O trem………. o chapéu da menina, a menina do chapéu.
Que estranho o bufar do trem! fop fop fop
O banco da frente, oba!
Pra lá Maria Fernanda vai, toda contente.
Toda contente, pra lá vai a menina do chapéu.

Hora de partir, faz saber o trem: piuí piuí
Que susto! Que apito mais estampido!
Maria Fernanda pula, quer colo de mãe.
A menina do chapéu colo de mãe quer também.
piuí uí uí uí. piuí, mais piuí mais piuí.
Já não faz mal. Regaço de mãe resguarda.
café-com-pão, café-com-pão………. fop fop fop fop
Olha, olha só que fumação!
Ri a menina de chapéu, olhos cor-do-céu. Ri Maria Fernanda.
O trem de ferro anda anda anda anda. fop fop fop fop
fumaça casa gente boi boiada
O trem segue o rumo do rio. De sob o azul do céu, cheira o verde do mato.

O trem anda anda anda
faz esconder o azul do olhar de Nanda que não vê a menina do chapéu
que não vê o caminho do trem.

café pão café pão………. fop fop fop piuí piuí uí uí uí
O trem chega na estação.
O sono abranda Fernanda, que nem anda, que no colo da mãe ganha o chão.
Na rua, o olhar azul-água-do-mar da Maria Fernanda vê o azul do céu,
nem vê o trem, nem vê a menina do chapéu.
Vem o pranto.
Mãe, pai, cadê o trem, cadê a menina. Eu quero o trem!

Piuí piuí ………. Fop fop………. Café-com-pão………. café-com-pão
Lá vai o trem.
Cadê o trem, cadê o trem. Eu quero o trem!
O trem de ferro………. passou
boi boiada pasto mato rio sono
Maria Fernanda anda chora grita anda
Cadê o trem!

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Mundo animal – Calopsita

Por Timoneiro, 31 de janeiro de 2009 12:22

Descartes que me perdoe, mas não sabia de nada.

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Ode ao Tuaregue – Lu Dias

Por LuDiasBH, 31 de janeiro de 2009 6:54

Figuras negras e azuis singram lentamente
o deserto, escanchadas em seus camelos,
deixando de fora, apenas, mãos e brilhantes
olhos negros, perdidos na imensidão de areia.

As dunas, envoltas pela luz fervilhante do sol,
são como bailarinas, sopradas de um lugar
para outro, como se estivessem à procura de
alguma coisa, além do horizonte distante.

Os camelos, dóceis navegantes das areias,
seguem sem mudar a cadência, nos mares
atravessados, pisando de leve sobre o chão,
com sua submissão sem pressa.

Quando menos se espera, paredões de poeira
levantam-se nervosos, fazendo a nau aportar,
até que a tormenta passe, e a cáfila volte, com
seus donos, a navegar tranquila.

Poucos conhecem a rota, ou o lado do mundo
em que se encontra, a não ser os timoneiros
que navegam dia e noite, sobre a areia seca,
fervilhante, que reverbera seu calor na frota.

Nos poucos oásis, as palmeiras são como
agulhas verdes brilhando ao sol, onde os
tuaregues e seus camelos chegam sedentos
àquelas poças, pra sugar vida do solo.

Aproxima-se a noite, ocultando a imensidão de
quartzos brilhantes do ermo terreno, deixando os
cristais do céu cintilar, enquanto a temperatura
vara o outro extremo do termômetro.

A natureza apática e inexpressiva nada difere
daquela vista, em alto-mar, num belo paradoxo:
aqui falta água, fazendo a saliva secar; lá sobra
água feita de sal, impossível de molhar a boca.

Desertos arenosos e alto-mar são mundos
traiçoeiros para quem não sabe seguir à
frente; tanto ali, como acolá – se perdido,
ecoa-se o mesmo grito solitário, animal.

Escarranchado sobre a corcova de seu camelo,
cada tuaregue parece um paxá, a comandar seus
domínios, sob o áureo céu inclemente, guerreiro
valente, imune ao mundo, a carregar seu destino.

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Ô Trabalheira – Hila Flávia

Por Hila Flávia, 31 de janeiro de 2009 6:49

para José Roberto Pereira

Faltam dois dias para chegar a Belo Horizonte, de onde saí no ano passado. No dia 20 de dezembro fomos, família toda, para Gramado e, de lá, viemos para a beira do lago. Aqui ficaram avós e netos e os pais deles vieram e foram, vieram e foram. Vou, mas volto rápido. Apenas o tempo de uma chuva, pois o carnaval se aproxima e o meu é meio comprido. Umas duas semanas e meia, pelo menos. Uma para preparar, meia para o propriamente dito e outra para descansar e arrumar a casa. De carnaval não vejo nadinha de nada, pois meu gosto mesmo é para barraquinha de festa junina, com quadrilha, bingo e leilão. E uma boa sanfona chiando na terra batida.

Mas o assunto hoje é o feijão.

Não sei se todos fazem idéia da trabalheira e da aflição que dá plantar e colher o feijão das águas. Tem o do tempo, que é menos sofrido, pois não tem a ameaça constante de chuva. Mas este das águas é um deus nos acuda. Hoje, como brilha um sol lindo e quente, todo o pessoal do povoado sumiu. Estão todos na lida do feijão. E é preciso mesmo, pois primeiro, depois da primeira chuvarada e com a terra molhada uns dois palmos para dentro, a semente é encovada. A partir deste momento, começa a rezação, pois é bom que chova um pouco, não muito, para não melar a semente. Dado um solzinho, as primeiras folhinhas aparecem linda e viçosas. Um pouco de chuva, um pouco de so. Um pouco de chuva, um pouco de sol. Os olhos continuam vigilantes, arrancadas aqui e ali umas pragas de capim invasoras. Chega o tempo de colher. E a chuva não dá trégua. Não pode passar do tempo, e a chuva não dá descanso. O assunto começa a render. Aliás, é o único que anda em todas as bocas. O feijão vai melar, o feijão vai aguar, vamos perder o feijão. Começam as promessas e as lamúrias: – Nunca mais na vida planto feijão nas águas. – É muito sofrimento. – Parece castigo. A ladainha parece sem fim.

Então, o sol aparece. É uma correria sem fim. Some o povo de novo, colhendo as ramas cheias de favas e colocando num lugar seguro. Nesta hora serve tudo: cimentado com cobertura, varandas, paiol, até sala das casas e cozinhas ficam cheias das ramas, até que sequem. Dá sol, colocam as ramas para fora. Ameaça chuva, volta com elas para dentro de casa. E o tempo, doido, brinca com o pessoal do feijão. O estado de excitação é enorme, vamos dizer mesmo que a adrenalina, para fazer um comentário moderno, corre solta.

As ramas secam. É hora de batê-las. É uma surra de dar medo. Batem as coitadinhas no chão com vontade e braço forte é preciso. E os grãos de feijão vão aparecendo. Uma cena de rara beleza, quando são jogadas para o lado as ramas secas e os grãos ficam no chão. Segue-se então outra fase muito importante, que é a secagem. Começa tudo de novo: pôe no sol, esconde da chuva. Põe no sol, esconde da chuva. Os grãos vão secando até chegar no ponto certo. Nem demais, nem de menos.

Vem a peneirada, no vento, para tirar as impurezas, as folhas, os raminhos, tudo que não pertence ao que deve ficar limpinho, que é o grão de feijão. A chamada, nesta hora, é pelo vento. Vem vento, vem ajudar a peneirar.

Peneirado e limpo o feijão, bem sequinho, é hora de enlitrar. O que é enlitrar? É colocar os grãos numa garrafa PET limpa e seca, com uns poucos grãos de pimenta do reino, fechar bem fechado, e estocar até que venha a safra do feijão de tempo.

Quando você cozinha o feijão e coloca na mesa aquela maravilha, nem se lembra de tudo o que aconteceu. O feijão maravilha. Fruto do trabalho do homem e da ajuda da natureza, milagre da alimentação.

É por esta e por outras que amo meu povoado. Aqui vejo e sinto tudo de bom no mundo: a natureza, o ar puro, as águas limpas, o sol e a lua à vontade, o vento fazendo parte do processo da vida, e o povo de Deus fazendo sua parte na transformação da semente em alimento. E não só do feijão, que no atual momento é a bola da vez.

Acompanha-se a lavoura e a feitura de tanta coisa: do milho, da mandioca, do amendoim, a dos queijos e requeijões de prato, das compotas de frutas da época, da colheita do pequi, da colheita do café nas grandes plantações de fazendas vizinhas (esta fora do povoado mas com a participação de muita gente daqui. Como o pagamento é feito por baldes colhidos, quem pode vai e colhe o que dá tempo de colher).

O interessante´é que, apesar das lamúrias e das aflições, nas próximas águas, todos semeiam de novo . E a vida tem sentido, vale a pena, renasce sempre a cada folha que desponta do chão.

Enquanto isto, sinto que tomei um rumo certo. Um tempo de plantação possível, que a idade não me deixa mais brincar de jovem, mas, certamente, um tempo de colheita do que consegui plantar.

Louvado seja Deus que tem me dado tempo para ver as maravilhas.

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Feito com as cordas do coração – Lu Dias

Por LuDiasBH, 31 de janeiro de 2009 1:47

A lua, do latim Luna, é o único satélite natural da Terra, situa-se a uma distância de cerca de 384.405 km do nosso planeta e sempre exerceu grande magia no inconsciente dos povos.

Era chamada de Luna pelos romanos, de Selene e Ártemis pelos gregos e de Jaci pelos nossos indígenas.

A lua tem sido, ao longo dos tempos, uma fonte inesgotável de inspiração para os artistas e enamorados e uma fonte de encantamento para as crianças de todo o mundo. Pena que a luz elétrica, muitas vezes, rouba o espetáculo oferecido por essa musa.

Nem mesmo a ida do homem à lua, na década de 60, tirou dos terráqueos o deslumbramento que nutre por tão majestosa deusa.

Sem dúvida alguma, o seu fascínio é exercido, principalmente sobre as crianças, trilhando ainda nos caminhos do universo que as envolve.

Para registrar esse encantamento o escritor José Roberto Pereira criou AS AVENTURAS DA FORMIGUINHA TONHONHÕE, onde conta as aventuras de uma formiguinha, cujo maior desejo era ir à lua, que supunha ser de queijo e, consequentemente, deveria ser apinhada de doces.

O autor começa com o preparo da viagem, as dificuldades para pousar na lua, o encontro com o ET de Varginha e termina com a volta à Terra.

O mais interessante é a forma como José Roberto Pereira envolve o pequeno leitor na viagem, ao tornar o livro interativo, através de suas muitas indagações, antes de dar continuidade às diversas fases da história.

Também chama a atenção a sua preocupação em trazer dados concretos para o seu leitor infantil, ao lhe oferecer explicações simples, de acordo com a sua faixa etária, sobre elementos que aparecem no texto (nuvem, lua, marte, etc.)

Mais parece um pai contando história para o filho, enquanto esse faz vários apartes, tecendo uma teia de perguntas sobre o cenário e os personagens, que vão sendo respondidas fora do enredo.

O pequeno leitor, além de viajar pelo mundo da imaginação, ainda apreende muitos dados reais sobre o universo do qual faz parte.

Um fascínio à parte é a ilustração do livro feita por Túlio Oliveira, onde as cores se fundem com o texto num casamento perfeito de corpo (ilustração) e alma (texto).

Ele capta tão bem o pensamento do autor, de modo que a criança, mesmo não sendo alfabetizada, é capaz de imaginar parte da história.

Não há, por parte do escritor, o intuito de passar nenhuma mensagem moralista nas entrelinhas, mas apenas o prazer de levar seu pequeno leitor a fazer uma viagem espacial, enfronhando-o no conhecimento do cosmo.

Não me passou despercebida a presença de uma máquina de datilografia, ilustrando a página, onde o autor coloca seus próprios dados e os do ilustrador.

Falei cá com os meus botões:

- Daqui a poucos anos, poderemos dizer para as nossas crianças: antes do computador, a raça humana usava a máquina de datilografia. Vejam como era!

As Aventuras da Formiguinha Tonhonhõe (Maza Edições) é um passeio fantástico pelo mundo da imaginação infantil.

Como diria minha mãe:

- Este livro foi feito com as cordas do coração!

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