Crise. Que crise?
Publicado em 18 de fevereiro
Perdido nos dias ensolarados de Iguabinha fico sem ter um contato mais direto com o mundo. Ouço falar em crise, sinto seus efeitos na queda de faturamento dos anúncios do AdSense e Submarino, mas não sei até que ponto há verdade ou mentira nas notícias que recebo.
Quando trabalhava na cidade tinha contato com pessoas. Trocava idéias, discutia, lia jornais, recebia a posição oficial da empresa, tinha outro tipo de informação.
Hoje, dependo da internet. E quem garante que estou pesquisando nos lugares certos? Com quem estará a verdade?
Minhas fontes informam que a crise está apenas começando. Muita coisa ainda vai acontecer. As montadoras de automóveis americanas (matrizes das montadoras brasileiras) estão à beira da falência. Bancos? São os grandes prejudicados, apesar dos lucros absurdos obtidos nos últimos anos. E os nossos bancos, como estarão? Um atraso de uma semana no pagamento de uma dívida já coloca seu nome no Serasa, tal o medo que os bancos têm da inadimplência, que já deve estar em níveis estratosféricos.
Por mais que o governo brasileiro negue, a crise é grave e só estamos vendo a ponta do iceberg. Os gráficos que medem o desemprego no mundo mostram uma acentuada curva descendente, sem previsão de estabilidade. As demissões vão aumentar. Com o desemprego despencam as vendas. E acontecem mais demissões. Pelo menos é isso que dizem os gráficos e os noticiários internacionais.
Com a globalização, o planeta tornou-se uma aldeia. Somos afetados por tudo que acontece no mercado mundial, já que dependemos dele para comercializar nossos bens e serviços.
Dizem que o segredo, nessas horas, é investir e continuar trabalhando. Fazemos a nossa parte. Mas temos que ter receita para atender nossas despesas. Dependemos dos anúncios que veiculamos. Se você tem uma empresa ou negocio particular, formal ou não, anuncie conosco. Veja os nossos modelos. A partir de 100 reais é possível divulgar o seu negócio durante 30 dias, em todas as nossas páginas. São milhares de leitores de alto nível, que têm poder aquisitivo para comprar o seu produto.
Quem chegar primeiro pegará os melhores lugares.
Venha! Escolha o seu.
Ajude a manter a chama acesa.
O beijo segundo o Kama Sutra – Lu Dias
“O sexo deve ser entendido como realmente é: sadio, imprescindível e descontraído.”
O beijo é, em si, uma arte!
Que o digam as mulheres. E, nesta arte, está a razão de haver mais empatia entre um relacionamento do que em outro. Sendo muito comum ouvir uma mulher perguntar para a outra:
- Ele beija bem?
Se um ou outro não beijava, não há mais importância. Vamos sair, daqui, diplomados na arte de oscular (na dúvida, consulte o dicionário).
Beijar é entrar no universo maravilhoso dos três sentidos: o paladar, o tato e o olfato. Os pombinhos tanto podem entrar em alfa, no primeiro beijo, como finalizar o enlevo, ali mesmo. Ainda me lembro de minha filha dizendo, tempos atrás, que terminara com o namoradinho “porque ele beijava molhado”. Sangue de Jesus tem poder!
Antigamente, era o tempo de relacionamento, que determinava o calor e a profundidade dos beijos. Hoje, os tempos são outros. Por isso, meu tio foi parar no hospital, ao ver sua garotinha de 15 anos engolindo o órgão muscular alongado, móvel (acalme-se), situado na cavidade bucal, a cuja parede inferior está preso pela base, e que serve para a degustação e para a deglutição, e desempenha papel importante na articulação de sons, assim como na arte de beijar e amar… risos.
Os beijos dividem-se entre os de contato relâmpago até a mais ardorosa fusão nuclear. Ou entre os molhados e os ardentemente secos (Uau!). As diversidades desta arte, com suas variações específicas, ficam a critério e criatividade dos envolvidos, quando cada um comprova o seu talento.
O Kama Sutra diz, que nem todos os beijos precisam ser na boca, embora os supostos machões achem, que já devam começar arrancando a língua da vítima, mesmo quando os seus olhos estão a sair das órbitas, pedindo clemência. Existem outros lugares, que os sem iniciativa e apressadinhos não conhecem, recomendados para iniciar a “batalha” campal, tais como: testa, olhos, bochechas, peito, seios, a zona abaixo da boca, cabeça, nuca e pescoço, junto com a clavícula. Vamos diversificar, minha gente!
Onde há amor, há dor (Vixe Maria!).
Assim reza a tradição erótica da Índia.
A mordida é um elemento muito importante nessa batalha carnal. Se você não sabia dessa preciosidade, o Kama Sutra traz-lhe uma lista de mordidas , nos mínimos detalhes, sem deixar que saia uma gota de sangue (esta é para os vampirescos). Devem ser dadas, em quase todas as partes do corpo, e vão desde as ingênuas às devassas.
O Kama Sutra enumera 30 tipos de beijos e mordidas.
Achei poucas, de acordo com o meu vasto saber, mas… vamos aos fatos:
1. Beijo de lado
As cabeças das duas pessoas se inclinam em direções opostas e o beijo é produzido nessa postura. Diria que é uma postura anatômica. Aos lábios é permitido um melhor contato, assim como a língua fica livre para fazer suas acrobacias.
2. Beijo inclinado
A cabeça de um dos parceiros é colocada para trás, enquanto o outro segura seu queixo, beijando-a. Para melhor performance assista ao filme E o Vento Levou.
3. Beijo direto
Os lábios dos dois pombinhos se unem diretamente e se chupam como se fossem uma manga rosa. Como complemento, os lábios devem ser mordiscados e acariciados com o órgão responsável pela deglutição. ATCHATCHATCHA!
4. Beijo pressão
Os lábios se pressionam fortemente com a boca fechada. Ou seja, o casal está brigado ou um já está cansado do outro. Cuidado: caia fora ou mude de ritmo.
5. Beijo superior
Um dos pombinhos pega o lábio superior com seus dentes e o outro devolve o “carinho” beijando-lhe o lábio inferior, deixando que o universo seja o limite.
6. Beijo broche
Um dos dois se prende aos lábios de seu amante. Se aquele que usa o pregador, toca os dentes, a gengiva ou o céu da boca do outro com a língua, esse beijo é chamado de “luta de língua”. E que luta! Quase não consegui testar esse.
7. Beijo palpitante
Um dos parceiros deposita, sobre os lábios do outro, milhares de beijos bem pequenos percorrendo todas as junções dos lábios. Ai que delícia. Muito bom, mesmo!
8. Beijo contato
Quando se toca ligeiramente com a língua a boca do outro e faz apenas contato com os lábios. Seria o ligeirinho. Um dos pombinhos já está atrasado para o serviço.
9. Beijo para acender a chama
Dá-se o beijo na junção dos lábios, mas se lembre de deixar o extintor a postos.
10. Beijo para distrair
O beijo ideal, para quando um estiver assistindo ao jogo, à novela ou desconectado da realidade no computador, o outro dá um beijinho para lembrar ao parceiro, que ainda existe. Aqui em casa acontecem muitos desses.
11. Beijo nominal
Um dos dois se limita a tocar a boca do outro, depois de beijá-la, com os dedos. Deixe uma garrafa de álcool por perto, para desinfetar os dedinhos sem juízo.
12. Beijo com os cílios
Percorre-se os lábios ou o rosto do outro, acariciando-lhe os cílios com beijos. Se você não dormir, terá uma bela noite.
13. Beijo com um dedo
O companheiro percorre a boca da amada por dentro e por fora com um dedo. Peça, primeiro, para olhar o dedo e ver o tamanho da unha. Nunca se sabe!
14. Beijo com dois dedos
O amado fecha dois dedos, molha-os ligeiramente nos lábios da amada e faz uma pressão sobre sua boca. Aqui o cuidado deve ser redobrado.
15. Beijo que desperta
O beijo que se dá nas têmporas, próximo da raiz do cabelo, quando o outro está dormindo, para despertá-lo com suavidade. Que bonitinho! Legal!
16. Beijo que demonstra
Um dos dois se aproxima do outro e o beija suavemente na mão ou no pescoço. Esse pode ser em público, lá na Índia. Aqui? Todos!
17. Beijo da lembrança
É dados após a satisfação sexual, quando um dos dois coloca a cabeça sobre a coxa do outro e deixa-a cair, beijando-lhe a coxa ou os dedos dos pés. Que descanso trabalhoso!
18. Beijo transferido
Ocorre quando o amante, na presença da amada, beija alguém que esteja próximo dele no rosto, alguma foto ou qualquer outra coisa, olhando para ela como se o beijo fosse para a parceira. HAHAHAHAHA… esse não é para latinos.
19. Beijo choroso
Se, um dos dois sente tanta falta do outro, na sua ausência, beija seu retrato, pois quem não tem cão caça com gato! Pode ser um bichinho de pelúcia, gato ou cachorro, também. Não recomendo os dois últimos, pois pode haver revide.
20. Beijo viajante
Postar seus lábios em outras partes do corpo é uma forma de excitação garantida, mas não viaje para certas direções, pois o caminho poderá ser perigosíssimo. Talvez sem volta.
21. Beijo no peito
É suavemente dado nos seios, com os lábios e com um pouco de saliva. Vá aumentando o ritmo (Olhe a Mangueira aí, minha gente!). Pegue os seios com os dentes e pressione-os ligeiramente. Cuidado com os mamilos, pois cirurgia plástica está uma nota preta.
22. Beijo sem pressa
O corpo do outro deve ser a última coisa que restou no mundo. Você não precisa fazer mais nada, a não ser cultuá-lo. Descubra as delícias do paraíso, beijando os cantinhos mais remotos.
23. Mordida de Javali
Costuma ser feita no ombro. Seu rastro fica na pele como filas indianas, muito próximas umas das outras e com intervalos vermelhos, como as pegadas que costumam ser deixadas pelos javalis, no barro. Se você for trabalhar no dia seguinte, use gola rulê e manga comprida.
24. A nuvem quebrada
Tal tipo de mordida deve ser tatuada no peito. São feitos levantamentos desiguais da pele, em círculo, produzidos pelos espaços, que há entre os dentes. Esse é de arrepiar!
25. Mordida escondida
Deixa uma intensa marca vermelha e deve ser dada no lábio inferior. Se alguém o chamar de beiçudo no dia seguinte, já sabe o porquê.
26. Mordida clássica
Pega-se, com os dentes, uma grande quantidade de pele. Não o suficiente para escalpelar.
27. O ponto
Pega-se, com os dentes, uma pequena quantidade de pele, de tal maneira que só fique uma marca como um ponto vermelho. A pessoa só pode ter um dente, suponho.
28. A linha dos pontos
Deve ser dada na testa ou na coxa. Uma pequena porção de pele é mordida com todos os dentes que deixam sua marca. Are Baba!
29. O coral e a jóia
Resulta da junção dos dentes e dos lábios. Os lábios são o coral e os dentes são a jóia.
Quanta ternura! Levou-me às lágrimas.
30. A linha de jóias
A mordida é dada com todos os dentes. O parceiro está esfomeado, polidamente pede comida, ou virará um canibal.
Atenção: todos os itens foram testados e comprovados. Faça você também o teste.
Qualquer defeito, devolva o(a) parceiro(a) e tudo será solucionado.
Namastê!
Paraíso pedido – Hila Flávia
Que saudade é essa que me agonia,
saudade de nada e até de ninguém,
que aperta meu peito e a mim angustia
sem mesmo saber o porquê ou por quem?
Que saudade é essa que me entristece
que me lembra o que não foi e que seria
que me faz chorar como quem padece
do que poderia eu ter sido um dia?
Que saudade é essa que se incorpora
na vida da gente e que faz sentir
que sofrer é sentimento preciso?
Saudade do passado não vivido,
saudade do que poderia ter sido
ou apenas saudade do paraíso?
Reencontro – Edgard Santos
Num belo dia, lindo sol surgente
Enquanto a aurora a vida principia
Cá dentro um verso de louvor carente
Espera a vez e, mudo, se anuncia
A grande força de graça imanente
Consolidada na fé que é seu guia
Quer abraçar, modificar o mundo
Ouvir o ser que sofre lá no fundo
Neste momento, anjos de paz e de luz
Como pastores em campos sagrados
Descem unidos pelas mãos de Jesus
Distribuindo bênçãos pelos prados
Ensangüentados como ao peso da cruz
Arrependidos, sujos de pecados
Envergonhados, estendida, a mão
Clama, rasteja, por favor, perdão!
Inesperado! Consumada a reza
Eis que tal luz cuja beleza é rara
E que a nenhum filho jamais despreza
Envolve o ser como se imaginara
Halo de pureza, não dói, não pesa
É Deus, Jesus, comigo cara a cara
Feliz, entre lágrimas e conselhos
Ouço tudo, absorto e de joelhos
Já nesse instante se desfaz todo o mal
É derretida a dor que não é pouca
Junta-se aos restos dos meus fardos tal
A alegria desvairada e louca
Todas a mágoas, todo o fel e sal
Que um dia deixei que me manchassem a boca
Foram veneno mortal e intragável
Castigo bruto, da alma inseparável
E agora parto, pronto pra jornada
O amor, o bem é tudo o que me espera
Com o coração e a mente renovada
Sinto o frescor e o som da nova era
Não tenho nada que me empeça, nada
De continuar com esta luz e, pudera
Ver se espalhar por todo esse universo
Uma semente apenas do meu verso
O Iraque depois de Saddam Hussein – Edgard Santos
Do modo que anda a justiça dos homens aqui na terra, nem ao menos um vislumbre do que seja a justiça Divina a eles será dado. A execução de Saddam Hussein pegou de surpresa e de choque toda a humanidade. Não pelo ato em si ou pela falta de merecimento. É sabido o ditador implacável que ele foi. As vítimas do seu regime cruel e assassino subsistem nos milhões que hoje sofrem no Iraque, direta ou indiretamente atingidas por ele.
Mas, todo povo tem uma tradição, uma religiosidade. A ferida causada na alma do iraquiano, independente de suas facções, tão cedo não será cicatrizada, se é que um dia o será. O Eid é uma festa religiosa do povo mulçumano. É o início de uma fase de louvor e comemoração para os veneradores de Maomé. Por que cumpriram a execução justo neste dia, logo após terem-na anunciada na véspera e projetada para os próximos 30 dias? Isto é um ato de pura maldade e revoltante. O que fizeram com o povo iraquiano, especialmente os sunitas, é lastimável. Temo pelo futuro desta região do globo.
Fica evidente, pela seqüência dos acontecimentos, que tudo vem sendo orquestrado para um fim que beneficie a uns tantos poderosos e independentes. Conforme relato da imprensa, todo o mundo ocidental foi contra a execução de Saddam Hussein, com exceção dos Estados Unidos e do Reino Unido. Não concordo que tenha havido um julgamento justo com um júri neutro e imparcial. Isto cheira muito mais a ódio e vingança do que outra coisa. É só atentarmos para a forma como tudo ocorreu.
Se Saddam merecia a pena de morte, esta já deveria há muito ter ocorrido quando, em forma de contenção, o ato resultasse em mudança benéfica para o Iraque. Embora, pessoalmente, não acredite que matar seja a solução. Minha convicção é muito mais política do que religiosa. Senão, veja o caso de Pinochet. Pagou com o sofrimento do exílio, do abandono, da doença, enfim, com um trágico fim de vida, verdadeira pena de morte, imposta por um destino que ele próprio atraiu para seu juiz e carrasco.
Jamais apoiaria Saddam Hussein e o seu regime assassino. Em minha opinião, ele não merece nenhum tipo de homenagem, embora tenha chegado, por esforço próprio, a presidente do seu país. Sua vida foi um mar de lamas. Destruiu lares, famílias, deixando um rastro antigo, ainda mais sangrento e inapagável. Mas, o conflito do Oriente Médio não existe há meros 69 anos, que foi o tempo de vida de Sadam Russein. Por isso, sua morte, pouco ou nada contribuirá para uma mudança de fato.
A falta de visão dos que perpetraram tal tipo de ato chega ser digna de pena. Os homens que o fizeram são tão cruéis e impiedosos quanto o réu. Não possuem um pingo de amor pela humanidade, tampouco compaixão pelo terrível sofrimento de um povo. Terão agora que agüentar as conseqüências desta atitude impensada e vingativa. Os Estados Unidos, que ainda praticam a pena de morte em seu território, não merecem, a meu ver, a posição de país super desenvolvido, pois continuam ainda tão ignorantes e atrasados quanto aqueles que recebem a sua forma arcaica e materialista de punição.














