Sobre o Alma Carioca – Literatura

Por Paulo Afonso, 30 de abril de 2009 20:43

Comentário de Lu Dias

Paulo Afonso

Tendo um timoneiro como você, não me causa espanto a subida veloz do blog Alma Carioca – Literatura, no ranking dos blogs nacionais.

Todos sabemos como você se dedica ao que faz.
Sempre procurando fazer o melhor possível.
Dando o melhor de si.

Aliado a isso, contamos com o seu espírito democrático e aberto a novas experiências, num mundo que é modificado a cada momento.

Penso que é fundamental, que todo blogueiro carregue essa visão de experimentar, recomeçar, mudar, expandir, pois assim é o mundo virtual.

Sem dizer que trabalhar com você é muito prazeroso, pois nos dá liberdade para caminharmos sozinhos, sem nos coibir ou criticar.

Você sabe, que somente com o treino, podemos melhorar mais e mais.
E sempre nos dá esse tempo, para crescermos junto ao blog.

Você nos faz sentir parte desta casa, onde nos aportamos prazerosamente, quando bem queremos.

Todo blog carrega a personalidade de seu dono.
Por isso uns vão à frente, enquanto outros retroagem.

Não posso deixar de parabenizar o corpo de escritores colaboradores que compõem este espaço e a harmonia que os une.
Sem esta harmonia, nenhum crescimento se sustenta.

E como esquecer os leitores deste blog, que aqui aportam, em busca de novidades, lazer e alegria?
Eles são o objetivo maior dos que aqui colaboram.
O crescimento do blog nada mais é do que a avaliação que eles fazem, daquilo que aqui encontram.

O Alma Carioca – Literatura é apenas um bebê.
Ainda vamos ter muitas comemorações.

Obrigada por me receber aqui, com o carinho que tão bem sabe passar.
Conte comigo!

Abraços,

lu dias bh

 

Comentário de Mário Mendonça:

Paulo

Diz a lenda, que uma árvore bem plantada, tem uma ótima raiz, e sua folhagem espelham a felicidade, com que admiram seus frutos.

Tu merece.

Abraços

 

Comentário de Cristine:

Faz pouco tempo que cheguei aqui, e já me encantei e virei fã e frequentadora assídua (e segundo o carinho da Lu, já sou ‘da família’). :-)
O site é bem cuidado, bem organizado e o conteúdo é excelente e variado; vocês merecem o sucesso conquistado, e muito mais. Parabéns!

Grande abraço,

Cristine

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Cinema brasileiro em Paris

Por Paulo Afonso, 30 de abril de 2009 20:27

Vejam que cartaz bem feito. O autor é Marcelo Gemmal, filho de um amigo meu:

festival

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Uma brasileira na Índia – Lu Dias

Por LuDiasBH, 30 de abril de 2009 19:39

UMA BRASILEIRA NA ÍNDIA – Lu Dias BH

Logo nos meus primeiros textos sobre a Índia, deparei com um blog muito interessante: INDI(A)GESTÃO. Ele chamava a minha atenção pela serenidade e realismo com que mostrava aquele país, despojado daquele manto de espiritualidade, que tanta atenção despertava em nós, brasileiros, carentes de enxergá-lo sobre um ângulo mais realístico.

Foi quando passei a olhar a Índia com os olhos de Sandra Bose, brasileira casada com um indiano há 10 anos, professora, pesquisadora, dona de um blog de alcance internacional.

E, quando dei por mim, já estava apaixonada pelo trabalho dessa mulher incrível, cujo compromisso foi sempre com a verdade. Mesmo que isso tenha lhe trazido alguns dissabores. E foi assim que passei a tirar dúvidas com ela e a enriquecer os meus textos com links de seu trabalho. Acabamos por desenvolver uma gratificante amizade.

O nome dessa brasileira indiana tem aparecido com grande assiduidade no Almacarioca – Literatura, inclusive com o link de seu blog. Em função disso, pedi-lhe que nos falasse um pouco de sua vida, de modo que todos a conhecessem melhor. O que, humildemente fez, mandando-nos o texto abaixo.

indiagestao

“Meu nome atual é Sandra Bose e vim para a Índia em 1999, movida por uma paixão. Foi justamente por esta paixão que adquiri o sobrenome Bose do marido indiano.

Hoje em dia, virou moda as brasileiras casarem-se com homens indianos, não há novidade alguma nisso e o número de matrimônios indo-brasileiros vem crescendo ano a ano.

Atualmente, praticamente todos têm acesso a computadores com Internet, com suas salas de bate-papo (chat), redes de amizade como o Orkut, facebook, MSN, Skype e uma infinidade de meios e modos de manterem contato com pessoas do outro lado mundo.

No entanto, em 1999, as coisas eram bastante diferentes. Poucas pessoas tinham acesso à Internet e menos ainda as mulheres, que nem sabiam o que era isso, principalmente no Brasil.

Eu, como sempre fui diferente, era uma exceção, pois sou do tempo da pré Internet, quando o que tínhamos disponível era uma rede chamada BBS.

Em 1999, resolvi trocar meu antigo computador 386 por um Pentium III que havia acabado de ser lançado e já no mês seguinte estava conectada à Internet.

A conexão era péssima, arcaica e meu provedor era a Mandic.

Para conectar demorava muito, pois não existia banda larga e eu tinha que ficar ouvindo o famoso barulhinho de pipipipipi chichichichichi toin toin toin toin até finalmente estar conectada; o que não significava que fosse durar muito tempo pois a conexão vivia caindo. O nome Mandic me causa trauma ate hoje!

Com a falta de recursos daquela época, o único programa eficiente para se fazer amizades era o ICQ, e claro que me registrei nele. Foi por meio do ICQ que fiquei conhecendo pessoas de diversos países, inclusive da Índia.

Como eu já seguia desde 1997 um guru indiano chamado Paramahansa Yogananda e planejava visitar a Índia, acabei fazendo amizade com 4 indianos, um deles, meu atual esposo.

Por ele deixei minha família, cultura, língua, amizades, trabalho, enfim deixei o Brasil e vim parar aqui na Índia.

Tenho aprendido muito nestes meus 10 anos de Índia. Viver na Índia é surpreender-se a todo o momento, a cada esquina, a cada notícia de jornal, a cada frase dita pelos indianos.

A Índia não é para qualquer pessoa; tanto que as brasileiras casam-se com os indianos, mas se recusam a morar aqui. Eu como sempre, sou uma exceção, e não tenho planos de sair daqui tão cedo.

A Índia não é fácil e exige muito do emocional da pessoa. Tenho a certeza de que se não tivesse uma base psicanalítica e maturidade, eu também não teria aguentado tantos anos neste país, que ainda é bastante primitivo e incivilizado.

Tenho orgulho de ter quebrado diversas barreiras.

Em ter sido uma das primeiras brasileiras na Internet, de ter sido a primeira brasileira a ter casado com um indiano, que conheceu na Internet (ainda no século passado) e, para completar, de ser a primeira brasileira a criar um blog em português sobre a Índia e este blog ter como diferencial a VERDADE!

Tenho realmente MUITO orgulho do Indi(a)gestão, já com quase 4 anos de existência, ter chegado onde chegou e ter virado o sucesso fenomenal que é, reconhecido internacionalmente.

O INDI(A)GESTÃO tem sido referencia para jornalistas e professores, ele é o mais interativo possível, o mais lido, foi fonte segura para a novelista Gloria Perez escrever sua novela, recebeu medalha de bronze de Melhor Blog em Língua Estrangeira (não inglesa), é lido em mais de 120 países, e em breve o Indi(a)gestão vai completar 500 mil visitas, ou seja, Meio Milhão!!!!

Meio milhão de visitas para um blog, que não é escrito por uma jornalista famosa, mas sim por uma professora e psicanalista, é realmente uma enorme conquista.

No início, era muito comum, as pessoas virem para cá fazer turismo e ao se depararem com a dura realidade indiana, ficarem apavoradas e anteciparem suas passagens aéreas para retornarem ao Brasil, o mais rápido possível.

Hoje em dia, após 4 anos deste trabalho sério de conscientização sobre a verdadeira Índia, os turistas brasileiros têm chegado aqui bem preparados e já não se chocam mais e muito menos antecipam suas passagens de retorno.

Esta é a minha colaboração e do Indi(a)gestão para todas as pessoas, que desejam visitar a Índia e aproveitar o que ela tem de melhor.

Agradeço a Lu Dias por este convite e pelo espaço, para eu mostrar meu trabalho.”

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O crescimento do Alma Carioca – Literatura

Por Paulo Afonso, 30 de abril de 2009 18:45

Os números não mentem: a cada mês crescemos mais.

Abril

Abril termina com mais um recorde. As visitas não param de aumentar. No final de maio completaremos um ano de vida. Em onze meses já publicamos mais de 2500 textos, lidos por visitantes de 80 países. Quase 2000 internautas visitam nossas páginas diariamente.

Parabéns a todos que contribuem, com talento e dedicação, para o sucesso do Alma Carioca – Literatura.

 

(O dia de hoje não está somado aos números apresentados no gráfico)

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Ah é, é? – Luis Fernando Verissimo

Por Editor, 30 de abril de 2009 16:35

Você eu não sei, mas quando há um bate-boca como aquele entre os ministros Mendes e Barbosa eu sempre lamento a falta de um texto melhor. Claro, no calor da briga ninguém pode escolher as palavras ou cuidar do valor literário dos seus insultos, mas é impossível deixar de imaginar o que um bom roteirista teria feito com a cena, escrevendo para os dois lados.

Certa vez criei um personagem para um antigo programa do Jo, na Globo. Era o cara que só pensava numa boa resposta quando não adiantava mais. Ele estava caminhando na rua, dentro de um ônibus ou numa reunião com amigos e de repente soltava uma frase, como “Só se a sua mãe for junto!” Depois explicava que dias antes alguém lhe dissera para ir tomar banho (no tempo em que mandar alguém se lavar era insulto pesado) e só agora lhe ocorria uma boa resposta. Na hora, ficara só dizendo “Ah é, é? Ah é, é?” enquanto pensava numa frase devastadora que nunca vinha.

Há profissionais da resposta pronta, repentistas que retrucam não só no ato como rimado, mas a maioria só pensa no que poderia ter dito muito depois. Humoristas, e supostos humoristas, padecem mais do que os outros com a expectativa de que terão a boa resposta na ponta da língua. Como têm que zelar por uma reputação de tiradas espontâneas, são os que mais precisam pensar na frase, revisá-la e burilá-la para apresentá-la, de preferência uma ou duas semanas depois.

O sentimento de insuficiência na retaliação verbal é tão comum que deveria existir uma expressão, talvez uma daquelas intermináveis palavras compostas com que os alemães transmitem o máximo de sensações possíveis sem o uso de vírgula, hifen ou violino ao fundo, que a descrevesse. E a expressão existe. Mas não é alemã. Diderot, o mais enciclopédico dos enciclopedistas franceses, pois aparentemente dava palpite sobre tudo, chamava a frase que só vem depois de “esprit d´escalier”. Perfeito: o espírito que só nos socorre quando já estamos descendo a escada.

Nos bate-bocas brasileiros predomina o “sprit d´escalier”. O que vem na hora raramente passa do “Ah é, é? Ah é, é?” ou equivalente.

(Você eu não sei, mas eu torço pelo Barbosa).

Transcrito do Blog do Noblat

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Wolfram Alpha – Nova Revolução na Internet

Por Martinianos, 30 de abril de 2009 11:57

Martinianos

Bom dia amigos! 

Vocês que formam opinião neste país e fora dele e são líderes de destaque precisam saber disso.

Faz algum tempo eu fiz para vocês um exercício de futurologia explicando  como PODERIA ser o futuro baseado nos planos ambiciosos de uma empresa chamada Google. A  corporação, que tem como missão estratégica organizar a internet, e que em 10 anos de existência conseguiu fazer o império da Microsoft repensar suas estratégias. 

Quase conseguiu, chegou perto, mas ainda não foi o caso. E como ninguém dorme no ponto, e estamos vivendo o cerne de uma revolução digital sem  precedentes, uma nova empresa surge,  com um projeto que deixa a Google no chinelo e a Microsoft descalça pois com os planos deste time….. O nome do idealizador e gerente deste projeto é Wolfram e Wolfram Alpha  (uoufren-melfa) é a sua ferramenta: um mecanismo de busca? Não !!!, Uma  ferramenta de conhecimento computacional que responde perguntas naturais como 

  • Qual o PIB do Brasil?
  • Quantos  habitantes tem a Índia,
  • Quais são a moléculas de um átomo de hidrogênio?
  • Quantos alunos de PhDs tem a Universidade de Stanford?

Tudo isso em frações de segundos e com uma precisão matemática  e velocidade de nos deixar  intrigados. Eu costumo dizer que a  próxima geração não irá mais à escola como nós fomos, salvo para algumas atividades realmente necessárias, e este projeto não só corrobora minha tese como faz as Universidades repensarem o seu papel passivo na Educação.

Eu já estou cadastrado com  eles, é claro. Desta vez o projeto é de um grupo de gênios que foram subsidiados por alguns milionários  e o projeto é liderado por Stephen Wolfram da Inglaterra. Pura matemática. Purissíma.

Bem terei de refazer meus exercícios  de futurologia tecnológica e aguardar ansiosamente  o  lançamento na próxima semana de Maio  desta ferramenta  www.wolframalpha.com . Give it a try.

Segue abaixo um vídeo de tirar o fôlego com  uma apresentação feita em  Harvard 

www.youtube.com/watch?v=5TIOH80Qg7Q&hl=pt-BR

Veja também outras ferramentas de busca com idéias radicais como

  • Oparla www.oparla.com  que paga os usuários pelas buscas e renda advinda de publicidade (Eu também já me registrei lá), diferentemente do Google  no qual você trabalha de graça
  • Kosmix – Que organiza suas  buscas de forma altamente inovadora www.kosmix.com
  • Searchme – www.searchme.com – Resultados das buscas em Imagens – ótimo
  • Alternative To – www.alternativeto.com – Busca de sites alternativos 
  • Xmarks – www.xmarks.com – O mesmo do acima    mas com outros detalhes
  • www.wolframalpha.com – Veja o vídeo. Tem mais de uma hora de duração, mas tira todas as dúvidas:

www.youtube.com/watch?v=5TIOH80Qg7Q&hl=pt-BR 

A conclusão é que nenhum império permanece para sempre, mas hoje eles se erguem e entram em ruína em uma velocidade espantosa e destruindo conceitos que pareciam tão na vanguarda. Larry Page, Serguei Brin e Eric Schmidt estão com os dias contados neste negócio. Bill Gates já se aposentou com Melinda. O que farão os outros? A ciência realmente se multiplicou.

Cordialmente,

Vanderlei Martinianos, MSc. Candidate

 
Martinianos Tecnologia em Projetos Ltda. MCI
Business Consultant

Skype: martinianos

 

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Luiz Carlos Prates e a gripe suína

Por Paulo Afonso, 30 de abril de 2009 7:48

Deu na mídia

Jornal do Almoço – RBS TV SC

Sobre a gripe suína – 29/04/2009

Prates começou a carreira de jornalista em 1960, quando atuou na Rádio Porto Alegre, de Porto Alegre, onde foi repórter, locutor e narrador de futebol. No ano seguinte, transferiu-se para a Rádio Difusora e, logo em seguida, para a Rádio Guaíba, onde trabalhou por quase 10 anos. Entre 1964 a 1969, foi repórter da emissora norte-americana Voz da América, no Brasil.

Como narrador esportivo, participou de quatro edições da Copa do Mundo, de 1978 a 1990,trabalhando ao lado de profissionais como Paulo Sant’ana , Armindo Antônio Ranzolin , Haroldo de Souza , Lauro Quadros , Laerte Batista de Franchescchi , entre outros. Após sair da Rádio Guaíba, Prates trabalhou na Rádio Gaúcha durante sete anos. Ainda atuou na Rádio Farroupilha , TV Difusora e na RBS TV de Porto Alegre, TV Eldorado de Criciúma e TV Record de Florianópolis.

Atualmente, é colunista do jornal Diário Catarinense, comentarista do Jornal do Almoço, da RBS TV de Florianópolis, e apresentador da rádio CBN Diário e da TVCOM. Prates também é formado em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

É famoso por em alguns comentários dar fortes socos na mesa ou erguer o tom de voz. Segundo ele mesmo, já quebrou uma mesa durante um de seus ataques. Também mantém uma concorrida agenda de palestras motivacionais, principalmente para estudantes.

É casado com dona Ieda e pai de três filhos.

Fonte: Wikipédia

 

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O mistério de Springfield (4) – Edgard Santos

comentários Comentários desativados
Por Edgard Santos, 30 de abril de 2009 7:11

4ª parte

As sombras predominantes na relva, refrescando a tarde de Springfield, animaram Patrick a enfrentar o longo caminho de volta. Chegaria exausto e já ali imaginava a sua cama preparada e a mulher a esperá-lo na varanda, tendo a lua cheia a contemplar o deserto das ruas do bairro, onde morava, depois das onze da noite. Com efeito, aquela noite foi uma das mais bem dormidas que tivera ultimamente. Olhou o relógio arredondado no alto da parede em frente à cama; passava das dez. Não acreditou que tivesse dormido tanto. Espreguiçou-se despreocupado, mas a lembrança da obrigação o fez levantar-se incontinenti. Calçou os chinelos, afastou a cortina de renda da parede do quarto que escondia a porta, cruzou um pequeno corredor e foi para o banho. Na cozinha, o som de copos e utensílios sendo transportados e postos sobre a mesa, e um aroma de café fresco, misturado ao cheiro de gordura do bacon, preparado ao seu estilo favorito, chegaram até ele, acelerando-lhe o banho e a fome.

À mesa, vasculhou o jornal à procura de notícias sobre o caso de Springfield. Encontrou, junto a uma fotografia, as seguintes linhas:

“Espera-se para muito breve novos pormenores que possam trazer alguma luz a este intrincado acontecimento. Como já foi noticiado, Henri Walters desapareceu misteriosamente dentro de sua própria casa, quase embaixo dos olhos de sua esposa Jane. Segundo relato da própria Mrs. Walters, ela deu pôr sua falta ao retornar da cozinha para a sala, de onde tinha saído para pegar no forno umas panquecas que acabara de assar. Na sala, só ficara ele e mais ninguém. Como sempre fazia, tomava o breakfast, assistindo na TV à retrospectiva do baseball do dia anterior, seu esporte favorito. Pat, a empregada, encontrava-se, segundo ela própria, em seu quarto. Não havia dormido muito bem e sentia-se indisposta. Pedira à patroa que a deixasse ali, descansando até mais tarde, no que foi atendida; disse que tinha muita dor de cabeça. Isto, foi por volta das sete horas da manhã. Às sete e trinta, ocorreu o inci dente, em meio a dois minutos de afastamento de Jane Walters. Os exames clínicos posteriores acusaram em Jane os efeitos de uma crise nervosa, provocada pelo choque da perda. Aproveitou-se a ocasião para submeter também a empregada a uma avaliação do seu estado. Seus sintomas eram puramente físicos. Apresentava os olhos inchados sem uma causa aparente e queixava-se de cansaço e mal estar. Há dias do ocorrido, as autoridades policiais de Springfield, desesperançadas, aceitaram a nossa participação nas buscas e investigações. Jefferson City enviou Patrick Brown, inspetor chefe daquela jurisdição. Seus métodos peculiares e um currículo vitorioso prometem novas esperanças.”

Ao lado do texto estava a foto da vítima e, em letras menores, os dizeres: “Henri Walters é agricultor de sucesso e sua fazenda está entre as mais modernas e bem aparelhadas do estado”. Patrick fechou o jornal e olhou as horas em seu relógio de pulso. Espetou no garfo a última fatia do bacon e levou-a à boca. Com a mão mesmo, pegou uma outra, que ele não vira e que quase caía do prato, engolindo-a com mais um trago do café. Beijou a mulher e saiu, tendo o jornal cheio de dobras metido no bolso traseiro das calças. Montou e seguiu para a Inspetoria de Polícia. No caminho, pelas ruas arborizadas que tão bem conhecia, parecia não dar muita atenção a nada, exceto à própria introspeção. As belas residências ajardinadas passavam por ele em ritmo de fúria e desprezo. O galope contínuo e um tanto acelerado o mantinha absorto. Ao entrar na inspetoria, cumprimen tou um funcionário que batia alguma coisa numa grande e antiga Remington e seguiu para a sua sala, sentando-se à mesa de trabalho.

Uma idéia pairava em sua mente. Precisava fazer certas comparações a fim de desvendar suspeitas que, se justificadas, abririam ante si um novo leque de possibilidades, mas, para isso, precisava ir até Nashville e recolher, no Centro de Pesquisas Arqueológicas, o material necessário. Na impossibilidade de ir ele próprio, teve que enviar pessoa experiente e de confiança. Pegou no telefone preto a sua frente e um contato de oito minutos deixou acertada a visita. Queria ver fotos, mapas e relatórios. Só aí poderia lançar fundamentos às próprias conjecturas.

No dia seguinte pela manhã, tinha Patrick em seu poder não somente o que ele havia pedido, mas algo mais. Três exemplares de diferentes periódicos traziam informações que precisavam ser analisadas. Um deles chamou-lhe a atenção por uma manchete de segunda página que expunha, em negrito, estes dizeres: “HENRI WALTERS POSSUI CONTAS BANCÁRIAS NO EXTERIOR”.

Ele abriu o jornal na página indicada e leu a notícia:

“Recentes investigações dão conta de que o empresário agrícola Henri Walters, desaparecido misteriosamente no último dia 15, quando em sua residência, pode ter sido vítima de um seqüestro. Embora as provas e os testemunhos não apontem para uma dedução totalmente conclusiva, não há, até o momento, pela apreciação do laudo, melhor hipótese do que esta. Henri é um dos homens mais ricos de Springfield e do Missouri. Avalia-se sua fortuna pessoal em vinte milhões de dólares. Em declaração recente, feita à imprensa, confirmou que mantém contas em diferentes bancos privados da Europa e também do Japão. Perguntado sobre o porquê desta escolha, disse ser uma opção pessoal, já que não existe impedimento legal. Quanto a isso, afirmou que utiliza diversos equipamentos importados e segue os conselhos de investidores estrangeiros. Segundo ele, isso facilita b astante as suas transações.

A fazenda dos Walters foi, no ano passado, tema de notícia nos principais jornais do país. Èmile Rosieux, rico empresário francês há vinte e cinco anos naturalizado americano e bastante influente por seus famosos investimentos imobiliários, pleiteou, em juízo, a compra daquela propriedade. Alegou a urgente demanda da população de Springfield por novas áreas urbanas que trariam mais conforto e desenvolvimento àquela região. Um plebiscito popular, porém, deu ganho de causa aos Walters o que, supõe-se, irritou Rosieux que não se deu por vencido. Relato da senhora Jane e de alguns empregados confirmam algumas idas do empresário francês à fazenda nas últimas semanas. A imprensa o tem procurado, mas, segundo sua assessoria, ele encontra-se em viagem pela Europa.

Novas buscas e investigações foram realizadas durante o dia de ontem à procura de outras pistas. Seguindo deduções do Inspetor Chefe da delegacia principal de Jefferson City, Patrick Brown, tiradas de seu relatório, policiais de Springfield vasculharam mais uma vez todos os arredores da propriedade. Nada de anormal foi encontrado a não serem vestígios de mata destruída ao longo de uma estrada desativada há muitas décadas. Algumas pegadas foram fotografadas e aguarda-se o resultado dos exames que estão sendo realizados. Porém, existe quase a certeza de que se trata de algum animal, possivelmente um bípede, que tenha escapulido do dono e andado por ali. São confusas as pegadas, que desaparecem depois de certo trecho sem deixar vestígios. Um menino de onze anos, que passava pelo local no momento dos trabalhos, foi interrogado. Disse nada saber e, perguntado sobre o que fazia em local tão ermo, ele nada respondeu, mas notaram que em sua mão havia uma pedra. Os homens a tomaram e constataram ser um diamante bruto, porém, de incomum aparência. Pediram-na ao menino para estudos ao que ele não se importou. O mineral encontra-se em Nashville para ser analisado.”

Patrick fechou o jornal e ficou em silêncio, pensativo. Passou a examinar o material que tinha sobre a mesa; pegou um álbum de fotografias. Numa delas, apareciam homens escavando enorme área. A época parecia ser a de inícios do século dezenove. De um lado, algumas amostras de ossadas de diferentes tamanhos. Ele virou a foto e leu, escrito em letras de máquina: “PESQUISA EM CAMADAS FOSSILIZADAS NOS TERRENOS DO CARBONÍFERO PARA A DESCOBERTA DE CARVÕES MINERAIS”. Comparou com outras. Havia uma, cujo local parecia-lhe ser o mesmo onde está agora a casa dos Walters; mostrava o início da construção de uma mina e, atrás, a frase: “PROJETO ABANDONADO. DESCOBERTA DE CAMPO ENERGÉTICO DESCONHECIDO”. Outra foto exibia a parte externa da mina verdadeira em pleno desenvolvimento. Via-se enorme pilha de material estéril num dos cantos, os trabalhadores em atividade no p átio e a torre de extração, denotando pleno funcionamento.

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