Comentário de Lu Dias

Por LuDiasBH, 31 de maio de 2009 19:40

Para Gutierritos, sobre a crônica de João Ubaldo, “A nova Monarquia

Gutie,

Desde que tomei conhecimento da carta do escritor João Ubaldo ao senhor FHC, cheia de lágrimas de crocodilo, perdi o interesse por tudo que ele escreve.
Aquilo está entre uma das grandes decepções que tive.

Abomino qualquer tipo de beija-mão, principalmente partindo de “intelectuais”, que tem obrigação de abrir caminhos para a população menos favorecida.

Aquilo foi um ultraje à inteligência do povo brasileiro.
Assim como é o artigo de JU, postado hoje.

Nem Deco José, o meu “street cat”, acredita em terceiro mandato.
Ele sabe que um país democrático difere de uma monarquia ou de uma ditadura.
E que é a Constituição é a Carta Magna do país.

Mesmo que, submetido ao voto, o atual candidato ganhe (o que seria uma prova de sua aceitação popular), ele jamais aceitaria, por vaidade, encastelar-se no poder, mesmo que esse lhe fosse conferido pelo povo.

O que vejo, é uma espécie de medo, partindo de certas castas, de que o atual partido venha a fazer o novo presidente.

Então, já começam com a caça às bruxas, como uma maneira de, como bactérias famintas, penetrarem na cabeça da população.

É um jogo perigoso, em que o tiro muitas vezes sai pela culatra.

Por que, em vez de buscarem chifres em cabeça de macaco, não se preocupam com o momento atual, cobrando aquilo que é de utilidade para o crescimento do país?

Por que desviam a atenção do povo, para assuntos que a nada levam, no presente momento?

Por que agem como a raposa que não conseguiu ter acesso às uvas?

Por que tentam desvirtuar as ações de um governo democrático, eleito pelo povo?

Por que não aceitam a resposta democrática dada pelas urnas?

Por que não respeitam a soberania popular?
Que medo tolo é esse?

Não consigo entender essa gente.

Como disse, num comentário no blog do Luís Nassif, eu não votei no meu governador, Aécio Neves, mas torço para que ele seja o melhor do país.

Isto, porque não penso na minha postura política, muitas vezes mesquinha, tacanha, direcionada apenas para mim, mas sim porque quero que o meu Estado cresça e junto com ele, o meu povo, em síntese, o meu país.

Não faço coro com aqueles que trabalham com o QUANTO PIOR, MELHOR, DESDE QUE NÃO SEJA O MEU CANDIDATO, O ELEITO.

Há muito deixei essa fase de burrice.

Sei que um bom governo, quer municipal, estadual ou nacional deve ser a meta desejada por todos nós, que compomos esta nação.
E que parte do governo somos nós, o povo.
Indiferente de bandeira partidária.

As críticas são boas, quando vem em forma de cobranças, em benefício da população.

As críticas devem ser acatadas, quando sérias, sem intenções escusas, partindo de cidadãos éticos, comprometidos com o seu país e sua gente.

Críticas maquiavélicas, que têm como meta apenas o escárnio, o desdém e o despeito por outrem, sem nenhum fundamento real, apenas depõem contra quem as faz.

O povo não é mais bobo e sabe muito bem ler nas entrelinhas.

Gutie, a minha resposta tão longa, deve-se ao artigo escrito por você, apenas.
Tenha a certeza disso.

Grande beijo,

lu

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Resposta a João Ubaldo – Gutierritos

Por Gutierritos-SP, 31 de maio de 2009 19:39

A respeito da crônica “A nova monarquia“, publicada neste domingo.

JOÃO UBALDO,

Embora o admire bastante como um notável literato e leia, principalmente, todas as suas crônicas, quero pedir-lhe a liberdade para discordar desta última, embora respeite seu ponto de vista e entenda que o futuro a Deus pertença.

A verdade é que todo político sempre está, mesmo no primeiro dia do mandato, em plena campanha eleitoral, basta que você observe os demais candidatos presidenciáveis e aqueles que o apoiam.

Não há um político que não aproveite a oportunidade para se promover e isto é um fenômeno mundial, em qualquer lugar do mundo.

O governador Serra, por exemplo, que felizmente para você não governa o Rio de Janeiro, tem estado a reunir prefeitos de todas as matizes, deste estado ou de outros, em auditórios, palanques, com o povo, inaugurando obras, fazendo convênios, distribuindo sorrisos e abraços, até opinando sobre fucinho de porco, mas até agora não entendo porque a mídia não o tem observado em plena campanha e volte os olhos somente a Lula e para o tal terceiro mandato.

A verdade é que o terceiro mandato não prospera, necessita de alteração da Constituição Federal e, para isto ocorrer, rolará muitas águas por esse País. Assim, esqueceram de dizer que é totalmente inviável, inclusive, deixe-se claro, não haverá apoio popular, pois o País não concordará com essa prática, iniciada nada mais nada menos do que com FHC.

Naquele tempo, não ouvi nenhuma voz, na imprensa disto discordar, nem os mais radicais conservadores, por sinal, como se viu, a estes últimos interessa e muito a manutenção de FHC no poder..

E mais: Serra havia prometido governar a cidade de São Paulo até o fim do mandato, mas renunciou para chegar a governador e pretende a presidência. De lá, a julgar pelas suas promessas para a cidade de S.Paulo, gostaria de dar lugar a alguém no Poder ?

Ora….ora…..

Essa malhação em cima do Lula é infeliz e está sendo diuturnamente feita, na TV, principalmente com Boris Casoy e o Chagas, este que só fala naquilo, mas não me lembro que se opuseram à reeleição do FHC. Alguém lembra ?

Não nego que sou um grande admirador do nosso presidente, basicamente pela sua liderança, que nos tornou possível sair do estado de calamidade que o governo anterior deixou o País e seu Tesouro, totalmente falido – infelizmente, muitos estão esquecendo .

Não fora a liderança de Lula e, principalmente, o firme pensamento voltado a dar ao Estado maior poder e atuação, estaríamos hoje todos náufragos, derrotados pelo agir do pensamento do neo-liberalismo, que cada vez mais estava criando abismos sociais, o pobre cada vez mais pobre e o rico e abastado cada vez mais rico, sujeito a convulsões sociais sérias.

Exigir que o povo fizesse sacrifícios, não entrasse em greves, pelo momento grave atravessado logo após a posse, não é para qualquer um. É um dom que só um líder possui. Ele conseguiu.

Não digo que essa situação caótica se encontra foi sanada, o que seria um absurdo, pois não sou cego, mas certamente ela melhorou e bastante.

Hoje há esperança e não vejo Lula como um rei, mas como um homem simples, um trabalhador que chegou ao poder e ficará em nossa história.

Sou como todos os democratas, completamente contra o terceiro mandato, querendo ou não os petistas ou aqueles que seguem o barco vencedor por pura conveniência, e, por isso, somente por isso, não votaria em Lula, caso disputasse o terceiro mandato.

E digo mais: sou como Lula, acho que o mandato do presidente deveria ser de seis anos, mas sem qualquer reeleição e contra, também, as mudanças de regras para a próxima.

E ainda: estaria decepcionado, muito decepcionado, vendo-o destruir o seu passado.

Entretanto, não duvido de suas palavras, de sua sinceridade, pois já deixou claro isto durante sua história na vida política, ou seja, ser contrário a perpetuar-se, quem quer que seja, no poder.

Há muitos que já se esqueceram, infelizmente, pois a memória popular é curta, mas convém lembrar suas palavras, guardadas em escritos, no bau de minhas recordações, quando a Ditadura o perseguiu e seu espírito de luta, combatividade e democrático mostrou-o um forte, sem medo de estar com o povo:

” Companheiros.

Amanhã à noite, condenado ou não, vou dormir tranqüilo, Tranqüilo porque não cometi nenhum crime. O que fiz foi somente atender à vontade de minha categoria.

Tranqüilo porque sei que vocês estão solidários e unidos. E não estão solidários somente comigo e com os outros que estão sendo julgados, mas solidários e unidos com o povo brasileiro que sofre. Sofre e não pode gritar a sua dor, porque quando a gente grita está sujeito a ser condenado com base na Lei de Segurança Nacional.

Podem ficar tranqüilos e firmes. Com ou sem condenação, a luta continua, pois a luta dos trabalhadores não começou comigo e tampouco terminará comigo.

Muito Obrigado

Lula – 15-4-82 “

Vou repetir: “a luta dos trabalhadores não começou comigo e tampouco terminará comigo”

Não adianta a mídia bater nesse ponto, tentando desarmá-lo, ele é um líder e o líder tem o poder que nem a imprensa e os conglomerados financeiros detém quando o enfrentam nas urnas.

Mesmo acreditando em Lula, ao qual dou um voto de confiança, como ele teve no restabelecimento da democracia em nosso País, estarei pensando e bastante, embora meu solitário voto seja apenas um entre milhões, para eleger aqueles que estão com os pensamentos voltados para o equilíbrio social, base fundamental para nosso progresso e crescimento, máxime humano.

Meu pensamento sempre se norteará por manter-se um estado forte, que possa produzir politicas públicas, olhando para o povo mais humilde e os mais enfraquecidos pelo capitalismo selvagem, para o equilíbrio social, importante para a nossa paz, nossa segurança, para que possa garantir à sociedade e ao indivíduo melhores condições de vida e desenvolvimento, o grande desiderato do pacto social.

Um abraço.

 

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A nova monarquia – João Ubaldo Ribeiro

Por Editor, 31 de maio de 2009 19:38

A gente tem a impressão de que o governo já entrou em campanha eleitoral faz algum tempo, mas ele nega, de forma que deve ser mentira, porque o governo não mente aos cidadãos. Contudo, assim ou assado, mentira ou não, o assunto tem sido bastante discutido, geralmente levando ao debate sobre o terceiro mandato do presidente Lula, que ele, com o ar docemente constrangido e aparentando, não sei se intencionalmente, uma convicção bem menos incisiva que em relação a quase tudo mais, diz que não quer. Na quase impossível hipótese de ele me dizer isso pessoalmente, eu fingiria acreditar por uma questão de educação e respeito ao cargo dele. Mas claro que, como venho dizendo há bastante tempo, não boto fé nessa negativa – para mim está feericamente estampada no semblante dele a vontade de ficar até quando Deus permitir. Acho que nunca vi alguém tão feliz da vida quanto ele, subindo e descendo em aviões e entrando e saindo de castelos e palácios, claro que ele está num barato permanente.

Também como antes, não acho tão improvável assim que um terceiro mandato se concretize, nos moldes de uma das muitas fórmulas a que se pode recorrer, inclusive um mandato-tampão, enquanto se elabora e vota uma nova constituição, seguido de ainda outro mandato para o mesmo ocupante, o que naturalmente, seria facultado pela nova carta. Surpresa nenhuma. Já aconteceu conosco e, em linhas gerais, acontece em toda parte, geralmente em países atrasados. Para mim, golpe; para outros, manobra legítima, contanto que respeitados os rituais que nos acostumamos a identificar com a democracia e que, muitas vezes, são tão democráticos quanto as eleições a bico de pena da Velha República, por exemplo.

Ouso oferecer a hipótese, que acredito ser amplamente corroborada pelos fatos, de que a verdadeira vocação do presidente Lula não é ser presidente. Para isso ele não tem muita paciência, ainda mais com esse negócio de sentar para despachar, estudar, debater, resolver. Deve ser por isso que tem tantos ministros. Aparece um problema e, se ele, muito implausivelmente, já não tem um ministro especial para problemas que aparecerem, cria um num piscar d’olhos. Acredito piamente que, se ele pudesse mandar sem governar, ficaria ainda mais feliz. Mandar é ótimo, ter poder é indescritível. Governar é que é chato, não só porque é trabalho, ainda mais para quem nunca trabalhou na vida, como também só traz dor de cabeça, provoca inimizades, chateia nas horas mais incômodas e assim por diante.

lula_rei A verdadeira vocação dele, continua minha hipótese, é ser rei. Excetuando o feio hábito de não aparecer pessoalmente nos locais de calamidades públicas e tragédias, hábito este que acho que já começou a rever, ele faz com extraordinário gosto tudo o que um rei contemporâneo faz. Livre das amarras dos despachos e da burocracia, podendo até falar mal dos governantes, já que não administraria e seria vitalício e estes são passageiros, terá condição de dedicar-se em tempo integral ao que de fato gosta de fazer e, a seu modo, sabe fazer. Não deixa de ser uma ideia. Por que não, afinal? Somente por que alguns descompreendidos e eu não queremos? Creio (no meu caso, melhor trocar de verbo e botar “receio”) que, se for realizado um plebiscito, também identificado bobamente com democracia, a ideia do terceiro mandato seria aprovada, talvez até retumbantemente.

E não há por que supor que, com essa permanência no poder, pois ninguém sabe hoje em quanto ela se prolongará, uma tal pressão internacional de que já ouvi da boca de um comentarista limitará a permanência do presidente no poder. Tampouco creio que vá haver pressão internacional alguma. Da mesma forma que velho rico é excêntrico e o mesmo velho, se pobre, é broco e chato, arranjariam logo um nome artístico para o novo regime que mascararia o fato de estarmos ingressando numa era neo-peronista, e dando um enorme passo atrás. “Esse é o cara”, disse o presidente Obama e a exegese correta é a mais óbvia. Lula era um problema iminente, pois viria para reformar a fundo, para mudar e contrariar interesses arraigados e poderosos. Como se vê, não é nada disso, antes pelo contrário, é agir “como sempre se fez neste país”. Quem era poderoso ficou mais, quem era rico ficou mais. Os ricos continuam a não pagar impostos e os pobres e remediados custeiam sem saber uma “distribuição de renda” que não existe para os ricos. Ou seja, ele passou de problema a solução, menos um peso enorme no já carregadíssimo balaio de preocupações, não apenas de Obama, mas dos europeus, dos banqueiros, das grandes empresas, de todo mundo que estava preocupado em ser incomodado ou contrariado com a ascensão da “esquerda” ao poder. Arrenego da esquerda. O presidente que nós temos é o que eles pediram a Deus.

Tudo bem, é uma, mas esquerda não. Lula talvez tenha vindo para reformar, mas, assim que se viu no poder, seu olhar mudou, numa prova viva de que a sociologia do conhecimento ainda tem terreno fértil para estudos de caso. A verdade tem uma cara quando se está por baixo, outra quando se está por cima. Nada como a posição social do indivíduo, dizia-se antigamente. Pois é, vista de cima a realidade é percebida por outra ótica e o operário utópico, visionário e agitador deu lugar ao bom burguês bonachão e paternal, que chegou, não para mudar, mas para conservar e aperfeiçoar o que já está aí. Tenho grandes reservas sobre como está sendo feita essa conservação e, notadamente, o aperfeiçoamento, que me parece somente adiar ou, ao longo prazo, agravar nossos problemas. Mas é melhor, por via das dúvidas, irmos nos acostumando à ideia de um terceiro mandato. E um quarto, um quinto, um sexto etc.

 

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Little Charlie & The Nightcats – Hurry Up and Wait

Por Editor, 31 de maio de 2009 17:19

Fim de noite

Sugestão de Mário Mendonça

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Uma nova opção de moradia na Índia – Cristine Martin

Por Paulo Afonso, 31 de maio de 2009 17:08

tata

Como temos visto nos artigos de Lu Dias aqui no Alma Carioca e no blog da Sandra Bose, o Indi(a)gestão, a Índia não é apenas aquele país colorido e bonito mostrado na novela Caminho das Índias. É um país de contrastes, com o luxo dos templos lado a lado com a miséria das favelas.

No filme Quem quer ser um Milionário pudemos ver as favelas de Mumbai, que infelizmente são a realidade de boa parte da população. As habitações carecem de saneamento básico, de boas condições de higiene e acabam favorecendo o surgimento de doenças evitáveis entre boa parte da população.

Do outro lado dos contrastes estão as grandes corporações, como o Grupo Tata, criadores do automóvel Nano (um carro popular – talvez para os padrões ocidentais, pois custa por volta de 2000 dólares). A empresa produz de tudo na Índia, desde aço à exploração de gás natural. Eles têm uma divisão para cada material ou elemento necessário para a construção de casas. E decidiram entrar no mercado de casas populares.

A empresa já havia construído edifícios residenciais e condomínios de luxo em Bangalore e Gurgaon, com apartamentos com Jacuzzis e vista para as montanhas. Agora eles estão construindo um condomínio em Boisar, um subúrbio de Mumbai. O condomínio, chamado Shubb Griha, terá 1.200 unidades com área de 26 a 45 m2. Apesar do tamanho pequeno, os apartamentos são atraentes devido ao que os cerca – novas escolas, playgrounds, hospitais, captação de água potável, zonas comerciais, jardins e uma estação ferroviária que leva os moradores a Mumbai.

Os apartamentos serão vendidos entre 390 mil e 670 mil rúpias (o equivalente de 8 mil a 14 mil dólares). O custo estimado de construção de cada unidade é de 700 rúpias, ou 14 dólares por pé quadrado (0,092 m2). Ainda assim os apartamentos não são para a maioria da população, pois ainda são caros em um país cuja renda bruta per capita anual é de 2.460 dólares. Milhões de pessoas vivem com uma fração disso, e 500 milhões de indianos não têm acesso à eletricidade.

O mercado provável para esses apartamentos são a grande massa de trabalhadores que viajam para as cidades para trabalhar, morando em alojamentos alugados e lotados, e enviam a renda para casa. A empresa percebeu o que o mercado imobiliário americano tem ignorado: que as pessoas com menor renda também são atraídas pelo marketing ‘verde’ e que um grande número de pessoas precisa de moradias decentes e acessíveis.

Mas esse custo, de 14 dólares por pé quadrado de construção, ainda é quase impossível para a maioria até mesmo na Índia, cuja mão de obra e o preço dos terrenos ainda são baratos e abundantes. A empresa consegue trabalhar a esse custo por ser o fabricante dos insumos, e alega que as partes mais caras são o banheiro e a cozinha, e construindo unidades minúsculas eles têm dez vezes mais deles para construir em uma pequena área de terreno. Ainda assim, parece que é um bom negócio para a empresa, e para os que puderem comprá-los.

As favelas ilegais de Mumbai também estão na mira da administração municipal, que derrubou alguns barracos que haviam sido construídos muito próximos de esgotos que transbordam durante as monções. Os barracos estavam na favela de Gareeb Nagar, no bairro Bandra Oriental de Mumbai.

Nessas favelas moravam duas crianças que trabalharam no filme “Quem quer ser um Milionário”: a pequena Rubina Ali, de 9 anos, e Azharuddin Mohammed Ismail (Azhar), de 10 anos, que ganharam casas novas da fundação financiada pelo diretor do filme, Danny Boyle e pelo produtor, Christian Colson. A fundação apoiará financeiramente as crianças, principalmente em matéria de habitação e de educação. As casas ficarão perto de escolas.

Em abril de 2009, circulou a notícia que o pai de Rubina teria tentado vender a filha para tirar a família da pobreza em que vivem em Mumbai. Isso foi depois desmentido por ele, que reclamou que os produtores do filme haviam prometido uma casa à família e ainda não haviam cumprido a promessa. O pai da menina contou ao delegado que imaginava estar negociando um novo contrato para a filha. “Rubina é muito preciosa para mim, mais do que tudo. É óbvio que eu quero sair da favela onde vivemos, mas estamos esperando pelo dinheiro e apartamento que os produtores do filme e do governo nos prometeram. Mas jamais faria algo assim com minha filha”.

Felizmente o futuro de Rubina e Azhar está garantido; esperamos que a administração de Mumbai ofereça outra opção decente de moradia aos outros que tiveram seus barracos derrubados; do contrário novas favelas ilegais surgirão e o problema continuará. Esse não é um problema exclusivo de Mumbai ou da Índia, pois também acontece em outros países, inclusive no Brasil. O que é triste, pois todas as pessoas deveriam ter condições dignas de vida, com acesso ao saneamento básico, água e eletricidade em suas moradias.

Fontes:

– artigo no site Grist – The folks behind the Nano take their vision to suburbia
http://www.grist.org/article/2009-05-22-nano-vision-suburbia

– Yahoo notícias – Pequenos astros de ‘Quem Quer Ser Um Milionário?’ ganham casas novas
http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/__ndia_gb_cinema_gente

- portal O Globo – pai de atriz mirim de ‘Quem quer ser um milionário’ é acusado de tentar vender a filha
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/04/20/pai-de-atriz-mirim-de-quem-quer-ser-um-milionario-acusado-de-tentar-vender-filha-755350800.asp

– portal Vírgula – “Minha filha não está à venda”, diz pai de estrela de “Quem Quer Ser Um Milionário”
http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/celebridades/2009/04/21/201149-minha-filha-nao-esta-a-venda-diz-pai-de-estrela-de-quem-quer-ser-um-milionario

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Vídeo de domingo – Topo Giggio

comentários Comentários desativados
Por Paulo Afonso, 31 de maio de 2009 12:44

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Adormecer e sonhar – Gutierritos

Por Gutierritos-SP, 31 de maio de 2009 7:25

Queria adormecer e sonhar

Talvez imaginar que a vida poderia ser outra,
Que a tristeza que me invade não seja real,
Que o que importa é continuar a me iludir,
Naquela ilimitada vontade de fazer de conta.

Queria adormecer e sonhar

Crendo estar vivendo livre como um pássaro,
Cantando à beira de um lago, rodeado de flores,
E com ela, voando juntos no céu azul ensolarado,
Naquela fantasia que encanta uma história de amor.

Queria adormecer e sonhar

Que sempre haverá a alma gêmea querida,
A repartir comigo o sabor amargo do fel,
Comungando também a doce dádiva do mel!

Queria adormecer e sonhar

E saber quanto é bom e gostoso,
Experimentar o prazer do amor fogoso!
Ao lado de quem gosto tanto de amar.

Queria tanto… mas tanto…
Adormecer e sonhar!

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