Comentário de Lu Dias
Para Gutierritos, sobre a crônica de João Ubaldo, “A nova Monarquia“
Gutie,
Desde que tomei conhecimento da carta do escritor João Ubaldo ao senhor FHC, cheia de lágrimas de crocodilo, perdi o interesse por tudo que ele escreve.
Aquilo está entre uma das grandes decepções que tive.
Abomino qualquer tipo de beija-mão, principalmente partindo de “intelectuais”, que tem obrigação de abrir caminhos para a população menos favorecida.
Aquilo foi um ultraje à inteligência do povo brasileiro.
Assim como é o artigo de JU, postado hoje.
Nem Deco José, o meu “street cat”, acredita em terceiro mandato.
Ele sabe que um país democrático difere de uma monarquia ou de uma ditadura.
E que é a Constituição é a Carta Magna do país.
Mesmo que, submetido ao voto, o atual candidato ganhe (o que seria uma prova de sua aceitação popular), ele jamais aceitaria, por vaidade, encastelar-se no poder, mesmo que esse lhe fosse conferido pelo povo.
O que vejo, é uma espécie de medo, partindo de certas castas, de que o atual partido venha a fazer o novo presidente.
Então, já começam com a caça às bruxas, como uma maneira de, como bactérias famintas, penetrarem na cabeça da população.
É um jogo perigoso, em que o tiro muitas vezes sai pela culatra.
Por que, em vez de buscarem chifres em cabeça de macaco, não se preocupam com o momento atual, cobrando aquilo que é de utilidade para o crescimento do país?
Por que desviam a atenção do povo, para assuntos que a nada levam, no presente momento?
Por que agem como a raposa que não conseguiu ter acesso às uvas?
Por que tentam desvirtuar as ações de um governo democrático, eleito pelo povo?
Por que não aceitam a resposta democrática dada pelas urnas?
Por que não respeitam a soberania popular?
Que medo tolo é esse?
Não consigo entender essa gente.
Como disse, num comentário no blog do Luís Nassif, eu não votei no meu governador, Aécio Neves, mas torço para que ele seja o melhor do país.
Isto, porque não penso na minha postura política, muitas vezes mesquinha, tacanha, direcionada apenas para mim, mas sim porque quero que o meu Estado cresça e junto com ele, o meu povo, em síntese, o meu país.
Não faço coro com aqueles que trabalham com o QUANTO PIOR, MELHOR, DESDE QUE NÃO SEJA O MEU CANDIDATO, O ELEITO.
Há muito deixei essa fase de burrice.
Sei que um bom governo, quer municipal, estadual ou nacional deve ser a meta desejada por todos nós, que compomos esta nação.
E que parte do governo somos nós, o povo.
Indiferente de bandeira partidária.
As críticas são boas, quando vem em forma de cobranças, em benefício da população.
As críticas devem ser acatadas, quando sérias, sem intenções escusas, partindo de cidadãos éticos, comprometidos com o seu país e sua gente.
Críticas maquiavélicas, que têm como meta apenas o escárnio, o desdém e o despeito por outrem, sem nenhum fundamento real, apenas depõem contra quem as faz.
O povo não é mais bobo e sabe muito bem ler nas entrelinhas.
Gutie, a minha resposta tão longa, deve-se ao artigo escrito por você, apenas.
Tenha a certeza disso.
Grande beijo,
lu













