Adriana Calcanhoto – Devolva-me

Por Paulo Afonso, 30 de junho de 2009 20:20

Fim de noite

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O Guru e o líquido sagrado – Lu Dias

Por LuDiasBH, 30 de junho de 2009 17:47

aguacomxixi

Nessa minha saga pela Índia, comprovo a cada dia, que a espécie humana é a mais risível dentre todas. Estamos muito além, no ranking, dos nossos irmãos macacos.

A parvoíce do homem não está restrita às fronteiras geográficas das nações, como alguns podem pensar. Não, ela se estende de Norte a Sul, de Leste a Oeste do estropiado planeta Terra.

Mas, sem dúvida, a Índia foi e continua sendo um campo fértil, para nos revelar os mais engraçados e incríveis relatos de figuras ocidentais, que ali chegam, muitas delas com Ph.D. nisso ou naquilo, em busca da salvação da alma, depois de terem aproveitado de tudo a que tinham direito, dentro do capitalismo selvagem.

Tais fatos lembram-me o caso de uma parenta, morena das mais fogosas, com um vasto rol de amantes que, depois de ter se enfastiado de atender aos desejos do corpo, e não sendo mais tão desejada, tornou-se a mais fervorosa devota de certa crença. Agora, a piedosa arrependida, chama a todos nós, que não compartilhamos de seu credo, de “mundanos” e “ferramentas de Satanás”. Ulucapatá!

Tanto num caso, como no outro, os personagens querem se libertar do tédio que há dentro de si. E, com dinheiro ou sem ele, mas com a mortificação das necessidades mais elementares, abandonam a realidade na tentativa de levitarem em direção ao paraíso.

Desconhecendo o desdém que lhes é emanado pelos “curadores’ espirituais, que só veem nos “desespiritualizados”, a pecúnia, de preferência, bem substanciosa.

Segundo a escritora indiana Gita Mehta, para todo aquele que busca a iluminação, na Índia encontra-se um “sábio”. Há artigos para todos os tipos de cliente. Are Baba!

Ela conta em seu livro, Carma-Cola, um fato cômico, para não dizer patético, que ora passo a relatar:

Um aristocrata inglês encabulou-se ao tomar conhecimento de um guru, que vivia numa aldeia remota do país indiano, possuidor de dons milagrosos, inclusive o de transformar sua urina em água perfumada de rosas, assim que vertida.

O fidalgo encheu as malas Louis Vuitton com a mais inabalável fé e partiu numa jornada difícil, em busca do conceituado religioso, cuja fama ultrapassara o Atlântico.

Lá chegando, foi cortesamente dirigido para se assentar na primeira fila da meditação matinal, fora da tenda, momento em que o mentor tirava da bexiga, o líquido miraculoso.

Para melhor compreensão do fato, não posso me esquecer de dizer que havia uma profusão de pessoas em volta da barraca do “mestre”, observada com um interesse polido, pelo inglês.

Para surpresa do requintado senhor, as pessoas, subitamente, indicaram-lhe, através de gestos, que deveria ir até a tenda.

Não querendo parecer arrogante (atitude peculiar aos ingleses), o nobre dirigiu-se ao local, onde se encontrava o guru.

Ao adentrar pela barraca, pelos sinais e gestos do sábio, entendeu que fora escolhido para levar os fluidos do guia espiritual aos devotos, que aguardavam ansiosos.

O vaso quente com o líquido milagroso foi posto em suas mãos, quando resolveu testar o odor de seu conteúdo.

O cheiro – pensou com seus botões – era de urina comum.

No entanto, continuou carregando o precioso líquido, para os devotos em estado de veneração profunda, sendo recebido com fortes aplausos.

Assustado, viu que a intensidade da ovação tornara-se mais forte, ensurdecedora, enquanto tentava decifrar os sinais ansiosos que lhe enviavam os assistentes do “homem santo” (todos os “divinos” possuem assistentes).

Foi quando, num vislumbre de racionalidade, conseguiu perceber que o venerável Mestre – num gesto magnânimo – permitia que ele bebesse TODO o conteúdo, sem ter que dividir com os demais presentes.

O leitor, em estado de estupor, deve estar aflito para saber, se o aristocrata bebeu o maná do guru ou o recusou.

Deixo a dedução a seu critério, depois de acrescentar o que ele dissera, na ocasião, aos amigos:

- Tinha um gosto incrivelmente parecido com urina comum!

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Perdão – Ana Lucia Timotheo da Costa

Por Ana Lucia Timotheo da Costa, 30 de junho de 2009 17:24

No seu rosto
uma certa condescendência.
Apesar da mágoa
deixou-se afagar.
Mãos confusas,
olhares discretos,
tímidos – pedintes.
Por que não?
Afinal quem perdoa
se perdoa …

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Comentário do dia

Por Paulo Afonso, 30 de junho de 2009 11:05

Copiado do blog do Noblat

Petista é fogo! Se você conta uma piada, eles levam a sério e se indignam.

Se você fala a sério, eles pensam que é piada e se indignam também.

Vá entender esse povo.

AREZENDEFILHO

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Pensamento do dia – 30 de junho de 2009

Por Hila Flávia, 30 de junho de 2009 10:16

Espoliou, espoliou e virou espólio. Adiantou?

Hila Flávia

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Fred Astaire e Ginger Rogers

Por Paulo Afonso, 29 de junho de 2009 21:15

Fim de noite

Cheek to Cheek (do filme “Top Hat”)

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Michael Jackson – Lu Dias

Por LuDiasBH, 29 de junho de 2009 21:07

michael

Não sei!
Confesso que não sei!

Qualquer julgamento que eu possa fazer sobre Michael Jackson, soaria como mentira.

O ser humano é muito mais complexo do que imaginava a minha vã filosofia.

Ontem, assisti a um documentário inteiro sobre a vida dele. E mesmo assim, não tenho uma imagem definida de seu caráter.

Ao contrário, fiquei com as ideias ainda mais inconclusas.

Não sei, se o seu talento era uma lâmpada de mil volts num corpo frágil de 50 volts.

Não sei, se havia uma boa dose de carga genética de depressão.

Não sei, se a religião castradora da mãe reprimiu-o num dique contra o sexo, de modo que tenha rompido estrondosamente, quando mais não se podia conter.

Não sei, se o talento excessivo cobra um preço caro demais, como um
meio de nos lembrar, que nenhum homem é deus.

Não sei, até que ponto, seu pai foi bestial em sua vida, levando-o a caminhar pelos mesmos caminhos, enquanto buscava se distanciar desses.

Não sei, se desprezava os caracteres naturais de sua etnia, em função do racismo vigente no mundo.

Não sei, se apaixonou pelo rosto de sua fada madrinha Diana Ross, imaginando que se fosse como ela, seria feliz.

Não sei, se continuou na “terra do nunca”, recusando-se a entrar no mundo adulto e arcar com toda a sua carga de responsabilidade, hostilidade e sofrimento.

Não sei, se apenas quis viver o que na infância foi-lhe subtraído.

Não sei, se o excesso de cirurgias maculou a sua mente brilhante.

O que sei é que morreu um dos grandes talentos musicais, que este planeta teve o prazer de dar vida.
Ficando imensamente mais pobre.

Talvez a vida tenha o julgado antes do tempo.
Talvez a vida tenha o libertado do jugo que carregava.
Talvez a vida, ao enviá-lo para o além, tão precocemente, tenha o inocentado.

Não entro no mérito, pois não tenho embasamento algum.

Só algumas dúvidas:

Nós somos o que somos, ou o que as condições da existência delimitam para nós?

Somos livres ou sujeitos a uma gama de interferências (dentre elas a genética) que nos desviam e nos moldam, durante a nossa trajetória?

Se as respostas forem afirmativas, todos nós somos INOCENTES.

Que se fechem os tribunais!

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