A menina e o menino – LuDiasBH
Pequenina deusa nos seus 15 anos,
Carregando no peito inda frágil,
Tantos sonhos e enganos.
Pouco sabia da vida finita.
Quase nada conhecia do mundo,
Mas, já era parte de suas desditas.
Acreditava que o voluptuoso amor,
Era a chave de todos os segredos,
Eliminava o vazio e extinguia a dor.
Mas, a recém-chegada menina
Era ainda muito ingênua pra saber
Que o “amor” também pode matar.
Partiu a ninfeta nos braços de Afrodite.
Perdeu-se o louco nas prisões de destino.
Morreram os dois: menina e menino.
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Lu,
O sonho e a dura realidade cruamente se expoem nesta história. Ainda recentemente soube de uma história que se encaixa no seu poema. Certamente a desagregaçao familiar e uma midia de valores cada vez mais negativos, influenciam historias assim.
Messias
LuDiasBh respondeu:
fevereiro 1st, 2010 at 11:54
@messias,
Messias
Neste poema, eu tomei como inspiração um fato real.
O caso da garota adolescente que foi morta pelo namorado.
Ele agora está preso.
Ou seja, ambos estão mortos para a vida.
Abraços,
lu
Lu,
Uma pena… não valeu o sonho. Beijo.
LuDiasBh respondeu:
fevereiro 1st, 2010 at 11:56
@Ana Lucia,
Aninha
Você se lembra do caso?
Comoveu todo o Brasil.
Abraços,
lu
É, Lu.
Foi triste aquele acontecimento, bem retratado no seu poema.
Foi um Romeu e Julieta aleijado, parcial, sem charme, injusto.
Um desses acontecimentos sem sentido.
Abraços
Manoel
LuDiasBh respondeu:
fevereiro 1st, 2010 at 16:12
@manoel.rodrigues,
Menino Nel
Tenho sentido a sua falta.
Imagino que esteja muito ocupado confeccionando a fantasia de carnaval… risos.
Pois é, amigo, aquilo me deixou comovida.
Obrigada pela visita.
Beijos,
lu
Oi Lu.
Naquele caso não foi apenas um crime movido pela paixão cega. Teve um “Q” também de desvio de conduta, visto a “hora” que ele fez com a polícia.
Mas acredito também que não saber receber um “não” é fruto de uma má educação dos pais. Estamos numa sociedade em que os valores já não são tão estimulados, vemos cada vez mais crianças fazendo dos pais “gato e sapato” e mães e pais cada vez mais submissos às vontades dos filhos.
A falha veio lá de trás, na formação do caráter, nos limites, resultados da desestruturação familiar.
A jovem morta veio de uma família com histórico conturbado, cujo pai foi participante de vários crimes de morte e perseguição.
Fecho com duas famosérrimas frases: “nada como um dia após o outro” e “tudo que vem, tem volta!”
Saber educar deve ser difícil, mas é uma arte fundamental para a convivência em sociedade.
Cris Panterinha
LuDiasBh respondeu:
fevereiro 2nd, 2010 at 0:52
@Cris Lacerda,
Cris Panterinha
Não resta dúvida de que o cara não era normal.
Ninguém que mata, pode ser considerado, em sã consciência uma pessoa dentro dos parâmetros que consideramos normalidade.
É fato que a criação é muito importante.
Assim, como é fato que a mente já pode nascer com complicações.
Tudo se ajunta e forma uma bomba explosiva.
O mal tende a atrai o mal.
É verdade, o retorno é impressionante, quer para o lado bom da vida, quer para o ruim.
Abraços, fofinha,
lu
LU DIAS
A vida nos reserva amarguras e alegrias.
Ora passamos por um, ora por outra.
Todos terão, no calendário, o seu dia marcado, mas sempre é comovente quando um jovem perde a vida.
Ela ainda um botão de rosa, que sequer havia desabrochado, embora já exalasse perfume e, de repente, a tempestade cai e desfaz-se ao chão.
Esses dramas que estamos vivenciando, diariamente, é produto da nova ética humana, onde o amor está agonizando.
O ciúme fatal não foi e nunca será amor, mas uma anomalia que jamais poderemos aceitar.
Parabéns pela tua linda poesia.
LuDiasBh respondeu:
fevereiro 2nd, 2010 at 0:56
@GUTIE,
Gutie
Além das causas apresentadas por você, ainda existem fatores como histórico de vida, genética, ambição, possessividade e competição.
Acredito que tais dramas existiram, existem e existirão em todas as épocas.
A humanidade é sempre a mesma.
Muda apenas, o rótulo da época.
Ciúme é o filho doentio da paixão.
O mais cruento e mau.
Beijos, meu querido,
lu
Lu,
Muito lindo e comovente o seu poema.
Na verdade, ele é um retrato do que tem acontecido
com muitas mulheres espalhadas por este Brasil, de
todas as idades e classes sociais.
É ainda mais chocante quando se trata de uma menina,
quase uma criança, que tem sua vida ceifada assim,
tão bruscamente e de uma forma violenta e trágica.
Esses homens, em nome do que chamam amor, mas que na
verdade são atitudes que mostram os patológicos desvios
de personalidade e conduta dos mesmos, se julgam no
direito de tirar a vida de suas companheiras e até de
suas ex, e matam como se dissessem:
“-Se não quer ser minha, também não será de mais ninguém!”.
Parabéns pelo seu “grito” de comoção e revolta.
Que é também o de todos nós.
Abraços,
Rosali.
LuDiasBh respondeu:
fevereiro 2nd, 2010 at 0:59
@Rosalí,
RoseRubi
Aqui você dá o parecer do fato:
“, mas que na
verdade são atitudes que mostram os patológicos desvios
de personalidade e conduta dos mesmos.”
É isso aí, amiga.
Você acertou na mosca.
São desvios patológicos.
Beijos,
lu
MAMADI,
Este poema é maravilhoso,lindo.Este amor que ao mesmo tempo trouxe felicidade,também trouxe a tristeza.Abraços,
SISSI
LuDiasBh respondeu:
fevereiro 3rd, 2010 at 20:50
@SINARA,
Sissi
Deixei uma resposta para você aqui.
Mas, desapareceu.
Como sempre acontece, ela reaparecerá.
Disse-lhe que precisamos conhecer as pessoas com mais profundidade, para que tragédias assim não aconteçam.
Beijos,
lu
Ei Lu!
Triste história. A jovem sem defesa perdeu sua vida por um ato impulsivo o jovem inconsequente paga por isto até o seu fim. Que amor é este? Temos que “preparar” melhor nossa juventude!
Bjos.
LuDiasBh respondeu:
fevereiro 4th, 2010 at 20:06
@Patrícia,
Pat
É uma triste história!
Principalmente, quando se vê que seus personagens ainda estão cheirando a mamadeira.
Como sempre a velha farsa de matar por amor.
Querida, já estava com saudades de você.
Espero que tenha descansado bastante.
Beijos,
lu
Oi Lu, estava meio sumida cheia de estudos e trabalhos.Mas estou reaparecendo.
Esta triste história de um amor tão jovem tem se repetido cada vez mais. Creio que a falta da base familiar, o avanço das drogas, até mesmo nas pequenas cidades do interior, são fatores que influenciam esta situação.
O pior é que a gente acaba vendo tantas situações assim, que corremos o risco de ir banalizando eta triste realidade.
bjosss
Aline
LuDiasBh respondeu:
fevereiro 6th, 2010 at 13:45
@aline,
Aline
É verdade, tais histórias têm se tornado tão comuns, que acabamos por banalizar a situação.
No caso, o rapaz tinha problemas mentais.
O pior, é que nunca sabemos quem os tem ou não e em que gravidade.
Estava sentindo a sua falta.
Soube que está estudando e trabalhando muito.
Também estou sentindo a falta da Phaty e da Lílian.
Como já me acostumei a vocês, sinto falta, agora.
Espero que reapareçam.
Obrigada pela visita!
Beijos,
lu