Amor Lesbicus – Lu Dias

Por LuDiasBH, 16 de novembro de 2008 15:03

Nunca vi um amor tão mágico,
separado por uma tênue fenda,
incapaz de impedir o contato
dessas duas filhas de Lesbos,
afilhadas da poetisa Safo.

Uma pele macia as envolve,
como uma fina manta de cetim,
abrigando-as das intempéries,
de modo a não afetar o toque,
do suave atrito gerado entre si.

Vibram no mesmo compasso,
como duas irmãs siamesas,
dividem o mesmo regaço,
tanto para os amores, quanto
para as humanas fraquezas.

Espojam no mesmo leito,
sorvem do mesmo cálice,
e se oferecem como bandeja
ao amor, que o desejo frêmito
nos macios corpos despeja.

Aceitam qualquer posição,
e por nada mais anseiam,
desde que estejam juntas,
amadas amantes, eternas
fontes de desejos em meios.

E neste desbunde intenso,
por pior que seja a plaga,
ali estão elas, inseparáveis,
amásias, amigas generosas.
Assim vivem as nádegas.

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17 comentários para “Amor Lesbicus – Lu Dias”

  1. Mary B. disse:

    Nossa Lu, falou bonito de um atributo que tanto encanta, ou estou errada?!! rs

    Beijo!

  2. Ana Lucia Timotheo da Costa disse:

    Lu,
    Você é supreendente! Não pensei que o final fosse ser como foi. À medida que ia lendo já imaginava outro tipo de comentário. Muito bom! Beijo. Ana

  3. Lu Dias Bh disse:

    @Mary B.:

    Mary

    Não está errada não.
    Mas que as duas são lindinhas, isso são.
    Beijos,

    lu

  4. Lu Dias Bh disse:

    @Ana Lucia Timotheo da Costa:

    Aninha

    Tento manter o leitor em suspense.
    E depois vem a dose de água fria.
    Não é o que parece.
    Beijos,

    lu

  5. Dirley disse:

    A dose é sim de adrenalina.
    Aonde estará o Mario?
    Quero mais poemas.
    Lu, como voce disseca tão bem a alma brasileira e,
    presenteia os corpos.
    Isso que é brasilidade.
    Beijos,
    Dirley.

  6. Lu Dias Bh disse:

    @Dirley:

    Dirley

    Estou morrendo de rir, porque alguns passam longe do poema achando se tratar de um amor homo.

    E eu gosto dessa caça ao rato.
    Do parece que é mas não é.
    O título teve um intuito provocativo.
    E muitos outros virão.
    Eu gosto de cobrir para desnudar no final.

    E você tinha passado longe, assim como o Gutie e a Mary.
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

    Senhores bobinhos… e olhe que estou postando os mais comportados.

    Abraços,

    lu

  7. Moacyr disse:

    Pessoal

    Não se assuste. A Lu gosta de confundir e instigar. Mas se repararem com atenção o poema verão que é muito bonito, assim como são as nádegas. E viva a raça brasileira.
    Abraços a todos,
    Moá

  8. lu dias Bh disse:

    @Moacyr:

    Moá

    Obrigada pela força, meu doce Narciso.
    Você é um gentleman do Olimpo.
    O que seria de mim sem a sua força?
    Ó céus, ó mar, como é doce amar (a rima foi proposital).
    Bilhões de beijo, meu Cavalheiro da Távola Redonda.
    Meu terno Lancelot!

    lu (sua serva – dormindo, é claro)

  9. Carlos Manoel Marques disse:

    LD,
    Final surpresa, não? Gostei da criatividade.
    Abç

  10. Moacyr disse:

    @Carlos Manoel Marques:

    Marques

    A gente possui muitas supresas na vida e por que não começar por aqui?
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    Além de espantar os preconceituosos.
    Abraços,

    lu

  11. Mário Mendonça disse:

    Querida Lu Dias

    ” se não fossem elas, não estaria aqui “….rsrsrsrs

    ” nos suportam,
    sem reclamar,
    quando exageramos
    dormente ficam
    a se expressar,
    e ai,
    nos mandam
    descansar ”

    Abraços

  12. Mário Mendonça disse:

    Caro Diley

    Presente !!!

    ” Calma, antes tenho que passar pela supervisão ”

    Abraços.

  13. lu dias Bh disse:

    @Mário Mendonça:

    Mário

    O Gutie passou longe do texto, achando que eu falava daquilo… risos.
    Foi o primeiro poema meu que saltou.
    HAHAHAHAHAHAHAHHAAHAHAHAHAHHA

    O Dirley eu trouxe no laço.
    E ele ainda pediu ajuda a você.

    Sua estrofe ficou primorosa.

    Beijos,

    lu

  14. Lia disse:

    Há há há,

    Sem comentários.

    Genial.

    Abraços

  15. lu dias Bh disse:

    @Lia:

    Lia

    Obrigada pelo prazer de a ter comentando em meu post.
    Espero que venha sempre.
    Fico feliz pelo “genial” tão generoso.

    Beijos,

    lu

  16. GUTIERRITOS disse:

    LU DIAS

    Finalmente vim até aqui.

    Eu não passei longe pelo tema.

    Apenas o trabalho não me deu trégua.

    E só agora, após às 23:05 horas do sábado, estou conseguindo chegar aqui, após ter navegado por cima, por debaixo, no fundo, contra e a favor, nas águas desta linda cachoeira do Paulo Afonso.

    Agora estou lendo a poesia.

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.

    Que maravilha. Dei umas boas risadas, conforme sua marca registrada HAHAHAHAHAHAHA. Acredite.

    Depois de todas essas gargalhadas, que provocaram seu texto, vou tentar fazer minha apreciação.

    Li a poesia e a achei criativa, demasiadamente dotada da boa malícia, que, parecendo ser não era, mas era finalmente, como você revela ao final dos versos, onde a poesia vira o decifrar de um enigma:

    “E neste desbunde intenso,
    por pior que seja a plaga,
    ali estão elas, inseparáveis,
    amásias, amigas generosas.
    Assim vivem as nádegas.”.

    O pior, cara Lu, que todos a temos, essas “duas filhas de Lesbos,
    afilhadas da poetisa Safo “.

    Coitados não sei como aguentam esse senta e levanta.

    Hoje mesmo para cumprir as obrigações da semana, aqui no Blog, foi um senta e levanta, senta e levanta, o dia inteiro.

    O pior nem vou lhe dizer.

    Ah, vou sim.

    Acho que depois desta que você preparou a todos os seus leitores, você, certamente, não o deixará de entender.

    E não vai ficar brava.

    Nem bater em mim.

    Prometa-me.

    Tão bom, então lá vai.

    O pior é quando uma diarréia nos ataca, mesmo cheio daquilo muito cheiroso, como você mesma disse em versos, elas ainda:

    “Espojam no mesmo leito,
    sorvem do mesmo cálice”.

    E só sossegam quando o ” Sublime” corre em seu socorro, limpando-lhe todo o tormento, que corre, finalmente, para o lixo do banheiro.

    Um belo banho, logo após, lavando as proximidades e mesmo ela, como você diz, ” a tênue fenda ” pode livrá-las do suplício que se encontram.

    Lu, coitadas.

    Agora, novamente, de novo, outra vez, gostei demais. Ri muito.

    Esse foi um dos melhores textos cômicos que li e acredito que você escreveu (não conheço todos, é claro).

    Bonsoir.

  17. lu dias Bh disse:

    Gu@GUTIERRITOS:

    Gutie

    Eu pensei que você ia deixar as probrezitas sozinhas e desvalidas.
    Ai que alívio!
    Mas são tão lindinhas e importantes e a gente não dá o menor valor.
    Quando muito untas de creme.

    Eu conheço uma senhora que desenvolveu uma forma de paniculite rara e que lhe atrofia os músculos, ou melhor, consome-os.

    Ela já perdeu quase toda a musculatura das nádegas e precisa usar calcinhas de algodão.
    Tem sido um cargo pesado.

    Mesmo na diarréia, elas são a saída para os corpos estranhos e fétidos que povoam o nosso intestino.

    O engraçado deste poema é que as pessoas o vêem com uma certa apreensão, por causa do título.
    O que fiz intencionalmente.
    No título está 50% do poema.
    Ou ele o desperta ou lhe causa enfado.

    Fico feliz que aqui tenha aportado, pois estava sentido a sua falta.
    Um grande beijo na Dix e nos filhotes de outras raças.
    Grande abraço,

    lu

    Só vou brigar com você no dia em que dentes nascerem em galinha (penosa).
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH



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