Amor Lesbicus – Lu Dias
Nunca vi um amor tão mágico,
separado por uma tênue fenda,
incapaz de impedir o contato
dessas duas filhas de Lesbos,
afilhadas da poetisa Safo.
Uma pele macia as envolve,
como uma fina manta de cetim,
abrigando-as das intempéries,
de modo a não afetar o toque,
do suave atrito gerado entre si.
Vibram no mesmo compasso,
como duas irmãs siamesas,
dividem o mesmo regaço,
tanto para os amores, quanto
para as humanas fraquezas.
Espojam no mesmo leito,
sorvem do mesmo cálice,
e se oferecem como bandeja
ao amor, que o desejo frêmito
nos macios corpos despeja.
Aceitam qualquer posição,
e por nada mais anseiam,
desde que estejam juntas,
amadas amantes, eternas
fontes de desejos em meios.
E neste desbunde intenso,
por pior que seja a plaga,
ali estão elas, inseparáveis,
amásias, amigas generosas.
Assim vivem as nádegas.
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Nossa Lu, falou bonito de um atributo que tanto encanta, ou estou errada?!! rs
Beijo!
Lu,
Você é supreendente! Não pensei que o final fosse ser como foi. À medida que ia lendo já imaginava outro tipo de comentário. Muito bom! Beijo. Ana
@Mary B.:
Mary
Não está errada não.
Mas que as duas são lindinhas, isso são.
Beijos,
lu
@Ana Lucia Timotheo da Costa:
Aninha
Tento manter o leitor em suspense.
E depois vem a dose de água fria.
Não é o que parece.
Beijos,
lu
A dose é sim de adrenalina.
Aonde estará o Mario?
Quero mais poemas.
Lu, como voce disseca tão bem a alma brasileira e,
presenteia os corpos.
Isso que é brasilidade.
Beijos,
Dirley.
@Dirley:
Dirley
Estou morrendo de rir, porque alguns passam longe do poema achando se tratar de um amor homo.
E eu gosto dessa caça ao rato.
Do parece que é mas não é.
O título teve um intuito provocativo.
E muitos outros virão.
Eu gosto de cobrir para desnudar no final.
E você tinha passado longe, assim como o Gutie e a Mary.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Senhores bobinhos… e olhe que estou postando os mais comportados.
Abraços,
lu
Pessoal
Não se assuste. A Lu gosta de confundir e instigar. Mas se repararem com atenção o poema verão que é muito bonito, assim como são as nádegas. E viva a raça brasileira.
Abraços a todos,
Moá
@Moacyr:
Moá
Obrigada pela força, meu doce Narciso.
Você é um gentleman do Olimpo.
O que seria de mim sem a sua força?
Ó céus, ó mar, como é doce amar (a rima foi proposital).
Bilhões de beijo, meu Cavalheiro da Távola Redonda.
Meu terno Lancelot!
lu (sua serva – dormindo, é claro)
LD,
Final surpresa, não? Gostei da criatividade.
Abç
@Carlos Manoel Marques:
Marques
A gente possui muitas supresas na vida e por que não começar por aqui?
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Além de espantar os preconceituosos.
Abraços,
lu
Querida Lu Dias
” se não fossem elas, não estaria aqui “….rsrsrsrs
” nos suportam,
sem reclamar,
quando exageramos
dormente ficam
a se expressar,
e ai,
nos mandam
descansar ”
Abraços
Caro Diley
Presente !!!
” Calma, antes tenho que passar pela supervisão ”
Abraços.
@Mário Mendonça:
Mário
O Gutie passou longe do texto, achando que eu falava daquilo… risos.
Foi o primeiro poema meu que saltou.
HAHAHAHAHAHAHAHHAAHAHAHAHAHHA
O Dirley eu trouxe no laço.
E ele ainda pediu ajuda a você.
Sua estrofe ficou primorosa.
Beijos,
lu
Há há há,
Sem comentários.
Genial.
Abraços
@Lia:
Lia
Obrigada pelo prazer de a ter comentando em meu post.
Espero que venha sempre.
Fico feliz pelo “genial” tão generoso.
Beijos,
lu
LU DIAS
Finalmente vim até aqui.
Eu não passei longe pelo tema.
Apenas o trabalho não me deu trégua.
E só agora, após às 23:05 horas do sábado, estou conseguindo chegar aqui, após ter navegado por cima, por debaixo, no fundo, contra e a favor, nas águas desta linda cachoeira do Paulo Afonso.
Agora estou lendo a poesia.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.
Que maravilha. Dei umas boas risadas, conforme sua marca registrada HAHAHAHAHAHAHA. Acredite.
Depois de todas essas gargalhadas, que provocaram seu texto, vou tentar fazer minha apreciação.
Li a poesia e a achei criativa, demasiadamente dotada da boa malícia, que, parecendo ser não era, mas era finalmente, como você revela ao final dos versos, onde a poesia vira o decifrar de um enigma:
“E neste desbunde intenso,
por pior que seja a plaga,
ali estão elas, inseparáveis,
amásias, amigas generosas.
Assim vivem as nádegas.”.
O pior, cara Lu, que todos a temos, essas “duas filhas de Lesbos,
afilhadas da poetisa Safo “.
Coitados não sei como aguentam esse senta e levanta.
Hoje mesmo para cumprir as obrigações da semana, aqui no Blog, foi um senta e levanta, senta e levanta, o dia inteiro.
O pior nem vou lhe dizer.
Ah, vou sim.
Acho que depois desta que você preparou a todos os seus leitores, você, certamente, não o deixará de entender.
E não vai ficar brava.
Nem bater em mim.
Prometa-me.
Tão bom, então lá vai.
O pior é quando uma diarréia nos ataca, mesmo cheio daquilo muito cheiroso, como você mesma disse em versos, elas ainda:
“Espojam no mesmo leito,
sorvem do mesmo cálice”.
E só sossegam quando o ” Sublime” corre em seu socorro, limpando-lhe todo o tormento, que corre, finalmente, para o lixo do banheiro.
Um belo banho, logo após, lavando as proximidades e mesmo ela, como você diz, ” a tênue fenda ” pode livrá-las do suplício que se encontram.
Lu, coitadas.
Agora, novamente, de novo, outra vez, gostei demais. Ri muito.
Esse foi um dos melhores textos cômicos que li e acredito que você escreveu (não conheço todos, é claro).
Bonsoir.
Gu@GUTIERRITOS:
Gutie
Eu pensei que você ia deixar as probrezitas sozinhas e desvalidas.
Ai que alívio!
Mas são tão lindinhas e importantes e a gente não dá o menor valor.
Quando muito untas de creme.
Eu conheço uma senhora que desenvolveu uma forma de paniculite rara e que lhe atrofia os músculos, ou melhor, consome-os.
Ela já perdeu quase toda a musculatura das nádegas e precisa usar calcinhas de algodão.
Tem sido um cargo pesado.
Mesmo na diarréia, elas são a saída para os corpos estranhos e fétidos que povoam o nosso intestino.
O engraçado deste poema é que as pessoas o vêem com uma certa apreensão, por causa do título.
O que fiz intencionalmente.
No título está 50% do poema.
Ou ele o desperta ou lhe causa enfado.
Fico feliz que aqui tenha aportado, pois estava sentido a sua falta.
Um grande beijo na Dix e nos filhotes de outras raças.
Grande abraço,
lu
Só vou brigar com você no dia em que dentes nascerem em galinha (penosa).
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH