Carlão sabia como ninguém conquistar amigos nos moldes atuais de mercado.
Sem dúvida, em primeiro lugar era preciso ter uma inteligência competitiva em sua opinião de expert, depois investir corretamente nos amigos em potencial, agir com sutileza, de forma utilitarista e fria.
Só abordar os amigos que possuíssem altos investimentos, gerenciar a concorrência e jamais aceitar perder tempo com gente sem grana, afinal, um amigo leva tempo para conquistar e laços duradouros só valem a pena se forem compensatórios.
Tudo isso era real em sua vida, até o dia que caiu doente no hospital caro, e foi gastando toda a grana que tinha acumulado.
Pobre e sozinho já que seus amigos também pensavam como ele, chegou ao ponto de ficar à mercê do velho e bom tio Davi, aquele mesmo que o sobrinho desprezava por ser pescador.
Hoje mais humilde, e se recuperando enquanto olha a janela, vislumbra dias melhores e pensa em comprar um barco de sociedade com o tio, aprender a conviver com aquelas pessoas simples que lhe deram caldo quente, maçãs e carinho verdadeiro, como jamais recebera na vida, e também quer tentar o caminho inverso, ou seja; saber como funciona o conquistar amigos nos moldes da verdade e do coração.
Nada como deixar de ser mercadoria para se tornar gente!
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26 de agosto de 2008 at 9:25
Amiga Nina[
Quanta verdade nesse pequeno e belo texto! É nos momentos difíceis que conhecemos os verdadeiros amigos. Posso testemunhar isso de cadeira!
Abraços Sonia Quartin
26 de agosto de 2008 at 10:57
Obrigada querida Sonia Quartin pelo seu comentário que amei! Penso mesmo que viver na simplicidade do sentimento dá mais certo, né não? Abraços,Nina.
26 de agosto de 2008 at 19:56
Nina Araújo
Eu sinto tanta pena daqueles que fazem as suas escolhas baseando-se nas posses dos supostos amigos…
Eu tenho tanta pena dos embevecidos, deslumbrados e sem um mínimo de generosidade no coração…
Eu tenho nojo daqueles que ao galgarem um degrau na vida, esquecem-se dos amigos mais humildes que ficaram para trás.
De todos os erros que eu cometa ou venha a cometer, o que mais me amedronta é o da hostilidade e da soberba.
Santo Agostinho já dizia “A soberba não é grandeza, mas inchaço, e o que está inchado parece ser grande, mas não é saudável”.
Abraços!
26 de agosto de 2008 at 21:19
Uau ! Uau! ! Essa é a Lu, emocionando a Nina com um comentário que mais parece um poema de tão lindooooooooo!! Obrigada doce coração! Abraços.
14 de setembro de 2008 at 16:38
muito bommmmmmmmmmmm
2 de outubro de 2008 at 20:25
Nina,
Este seu muito-bom-pequeno-texto me remeteu a tantos falsos amigos! As pessoas têm a impressão de que Ter é muito mais importante do que Ser. Coisa pequena! Um abraço. Ana