As torres do silêncio e o Zoroastrismo – Lu Dias

Por LuDiasBH, 5 de abril de 2009 3:00

O clima de Bombaim (hoje Mumbai), a maior cidade da Índia, possui um calor de chumbo, sufocante, o que impede muitos estrangeiros de ali se acostumarem. Dizem que a Índia não convém a todo mundo. Penso que lugar algum convém a todo mundo.

Nas ruas, sente-se o cheiro forte das frutas, que estragam facilmente com o calor, o cheiro de barro e o de incenso de milhares de altares espalhados pela cidade . Aliado a isso a fetidez do estrume de gado, faz-se presente, por onde quer que se vá.

Os riquixás correm pelas ruas, movimentados por homens esqueléticos a quem, apenas uma força sobrenatural da luta pela sobrevivência, consegue manter de pé. Jamais poderiam ser puxados por parelhas de bois, pois, para os hindus, a vida de uma vaca vale infinitamente mais que a de um homem.

Bombaim é uma cidade, onde a moda toma os mais diversos caminhos. Há indianos enrolados em metros de tecidos, outros meio vestidos e alguns outros praticamente sem roupa alguma.

Crianças de pernas finas como palitos e olhos de khol são vistas, aos montes, nas ruas centrais e favelas. Algumas são tão doentes, que já parecem carregar o quádruplo da idade, enquanto outras mal aguentam, de pé, a barriga cheia de vermes.

Os mendigos parecem arrancar a roupa dos turistas desavisados, com suas múltiplas mutilações e doenças, dentre essas, a lepra, que grassa entre eles, pedindo esmolas.

Cinco torres enfeitam uma colina, onde o silêncio é interrompido pelo voo dos abutres e o grasnado dos corvos gulosos. São as famosas Torres do Silêncio, local onde os parses (ou pársis) celebram seus ritos funerários.

Segundo a Wikipédia “uma torre do silêncio é uma construção em forma de torre, que possui usos e simbologias funerárias para os adeptos do zoroastrismo.”

O Zoroastrismo é uma das mais antigas religiões, na história da humanidade, tendo sido predominante na Pérsia (atual Irã), antes de ser invadida pelos muçulmanos.

Foi fundada por Zaratustra (ou Zoroastro), profeta do leste da Pérsia. E, segundo certos historiadores, alguns de seus baluartes religiosos, como a crença na existência do juízo final (com a vinda do Messias), na ressurreição e na existência do paraíso, influenciaram as três grandes religiões: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Após os muçulmanos tomarem o poder na Pérsia, começaram a matar os parses e a qualquer um que se negasse converter ao islamismo. Os parses, para escaparem das perseguições islâmicas, fugiram para a Índia no século X. E ali, em Bombaim, os ingleses deram-lhes uma colina, para depositar seus mortos.

Os parses, não enterram e tampouco queimam seus mortos.
Os corpos são colocados nus sobre pedras de mármore, nessas torres, onde são deixados, para que abutres e corvos devorem-nos, de modo que, a morte volte à vida o mais rapidamente possível. Somente os “condutores dos mortos”, vestidos com um mero pedaço de pano envolvendo a cintura, podem tocar nos cadáveres. Tendo como arma, para se defenderem dos animais carnívoros, um simples pedaço de pau. Esses homens jogam no mar os ossos e os restos que não foram devorados.

Essa prática vem sendo abandonada, por inúmeras razões, dentre elas, a diminuição da população de aves de rapina ou com a ilegalidade dessa tradição em muitos países, levando os seus seguidores, que habitam o ocidente, a escolherem a cremação.

Os zoroastrianos creem que o corpo humano é puro, por isso, quando uma pessoa morre o seu espírito tem um prazo de três dias para deixar o corpo. Depois desse prazo, fica apenas o cadáver, que é impuro. E, se ele fica na natureza, que é uma criação divina marcada pela pureza, poderá poluí-la. No quarto onde se encontra o cadáver arde uma pira de fogo ou velas durante três dias.

As cerimônias, dessa religião, são celebradas nos conhecidos templos de fogo.

A parte principal de seus templos é a câmara, onde se conserva o fogo sagrado (que queima numa pira metálica, colocada sobre uma plataforma de pedra). Os sacerdotes zoroastrianos devem visitar o fogo cinco vezes por dia, de modo que não se apague. Usam o sândalo como oferenda e recitam orações, sempre com a boca tapada por um tecido, para não poluírem o fogo.

O fogo é adorado como um símbolo da sabedoria e luz divina de Ahura Mazda.

Apesar de sua vista deslumbrante, a grande maioria dos estrangeiros é levada até as Torres do Silêncio, por uma curiosidade doentia, para acreditarem na descrição de um mórbido espetáculo, que lhes chega aos ouvidos, sem entender esse mundo cheio de mistérios e tão próximo da morte.

Enquanto isso, as piras funerárias, estendem-se pela baía, iluminando o dia ou a noite, num outro ritual de passagem da morte para a vida, agora dentro do Hinduísmo.

Namastê!

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30 comentários para “As torres do silêncio e o Zoroastrismo – Lu Dias”

  1. Mário Mendonça disse:

    Lu

    ” Crom ”

    Não sei porque, mas me lembrei dele…..rsrsrsr

    Fábulas da Ciméria…..

    Acho que passaram pelas Índias.

    Abraços e bom domingo.

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Mário Mendonça,

    Mário,

    olá meu bom amigo.
    Um bom final de domingo para você também.
    Agora que estou acessando o blog.

    Beijos,

    lu

  2. Mário Mendonça disse:

    Lu

    Falar de Zaratustra, trago a mente meu guru, Nietzche, e a famosa frase que devemos propagar.

    ” deus está morto ”

    “Nós podemos tudo”.

    Abraços

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Mário Mendonça,

    Mário

    Por ser agnóstica, eu não entro nesta história.
    Talvez sim!
    Talvez não!

    Não tenho como comprovar sua existência ou inexistência.

    Beijos,

    lu

    Mário Mendonça respondeu:

    @Lu Dias Bh,

    Lu

    ” Tu pode tudo, basta querer “.

    Só que para isto, terás que jogar com as consequências, tradições e virtudes.

    Abraços

  3. Hila Flávia disse:

    Imaginou, Lu, quanta moda o povo inventa? Guardar cadáver para alimentação de abutres para que ele volte depressa á natureza. Como? Em forma de fezes de abutre? Ou se mata abutre para comer? Complicado demais a cabeça deste pessoal. Taca fogo logo e acaba com isso. E dizem que, com as cinzas, se pode fazer até diamante. Aí sim, volta depressa à natureza. Quem não gosta, não é? Uma perguntinha: Como fiquei sabendo que a Vera Fischer vai balançar o coração e o corpo do Opash, como é que se equaciona a questão da bigamia no hinduísmo? Se bem que eu acho que bigamia tendo a Vera Fischer como opositora é humilhação. Com aqueles colares divinos……

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Hila Flávia,

    Hila,
    você ficou apaixonada pelos saris, agora são os colares (rimou!).
    Será que é verdade essa conversa sobre o Obash e a Vera?
    Então ele vai constituir uma nova família.
    O problema complica porque a sua esposa já lhe deu dois filhos homens.
    Se não tivesse nenhum, poderia usar tal desculpa.
    Talvez use a Vera apenas como uma “galinha” à parte.
    Sairá dos olhos verdes e entrará nos olhos azuis.
    Ter amantes é comum entre eles.
    Não há pandit que segure… risos.
    Mas o Raj, vixe Maria que te… souro!

    Hila, viu a loucura do Zoroastrismo?
    É muito para a minha cabeça.
    Também veja onde fui meter a minha colher.

    Rapunzel, com andam as suas tranças?
    Não as jogue para o Raj, please.

    Grande beijo!

    lu

  4. Terezinha disse:

    Lu,

    Também penso que lugar algum convém a todo mundo. Há quem goste do intenso inverno. Há quem odeia. Ocorre o mesmo com o verão. Há quem goste de montanhas, há quem prefere as planícies. Há quem ama o litoral e os que preferem viver bem longe do mar. Há quem prefere viver em grandes cidades, outros em pequenas e outros que preferem o campo…
    Ainda bem, né?
    Eu não conseguiria viver na Índia nem à beiramar. Mesmo estando certa de que à beiramar quero os últimos dias de vida passar.
    Assim falou Zaratustra_ o mestre do eterno retorno: “Retornarei com este sol, com esta terra, com esta águia, com esta serpente – não para uma vida nova ou uma vida melhor ou uma vida semelhante – Retornarei eternamente para esta mesma e idêntica vida, nas coisas maiores e também nas menores, para ensinar outra vez o eterno retorno de todas as coisas – para dizer outra vez a palavra do grande meio-dia da terra e do homem, para anunciar outra vez aos homens o supra-homem. Disse a minha palavra, despedaço-me por causa dela: assim o quer a minha eterna sina –, como anunciador pereço! Chegou a hora em que aquele que declina abençoa a si mesmo. Assim – termina o declínio de Zaratustra”.
    Explica o que você contou em seu texto: “Os corpos são colocados nus sobre pedras de mármore, nessas torres, onde são deixados, para que abutres e corvos devorem-nos, de modo que, a morte volte à vida o mais rapidamente possível.” O retorno!
    Li apenas alguns trechos do texto de Nietzsche. Nem sei se um dia ainda “o encaro” pelo todo. Gosto muito da música de R. Strauss, escrita a partir da obra de Nietzche. Lembra de “Uma odisséia no espaço”?
    Como não gosto de ficção científica, apesar de “endeusarem” esse filme, acho que a música é muito apropriada ao filme. Torna-o inesquecível, apesar de não dizer grandes coisas. .
    Desculpe-me se me desvio do bonde andando pela Índia e faço uma salada. É que o nome Zaratrusta sempre me leva à música, depois me lembro do filme e só então do filósofo que quis falar do profeta do leste da Pérsia.

    Namastê!
    TT

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Terezinha,

    TT

    Gosto tanto de seus comentários enriquecendo os meus textos.
    Que maravilha essa passagem, que você escreve sobre o Zaratustra.
    São tantos os caminhos mostrados pelas religiões, que a gente acaba como cego em tiroteio.

    Nietzsche foi um adorável louco.
    Há muita razão no que disse, mas também muitos porquês.
    Você leu o livro QUANDO NIETZSCHE CHOROU?
    Muito bom.

    Eu tenho Odisseia no Espaço.
    Já o vi umas três vezes, mas o acho meio cansativo.
    A música é maravilhosa.

    A Índia já é uma salada.
    Não se preocupe.
    Gosto da diversidade.

    Obrigada pela presença generosa.

    Beijos,

    lu

    Terezinha respondeu:

    @Terezinha,
    Lu,
    Ainda n
    Ao sei quando Nietzsche chorou nem como Schopenhauer foi curado. De Irvin D. Yalom li apenas “Mentiras no Divã”. Gostei. Deixou-me na dúvida quanto a terapeutas e terapias.
    Você pode conhecer parte deste livro no link:
    http://books.google.com/books?id=RsfXTuOAZzkC&dq=mentiras+no+divan&printsec=frontcover&source=bn&hl=pt-BR&ei=TGHZSc6iBaKNtgeTsJzgDw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4#PPA10,M1

    Beijos,
    TT

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Terezinha,

    TT

    Não li MENTIRAS NO DIVÂ,
    Li os outros dois.
    Gostei mais de A CURA DE SCHOPENHAUER.

    Obrigada pela dica.

    Beijos,

    lu

  5. Cristine disse:

    Oi Lu!

    Já conhecia as Torres do Silêncio, são curiosas e uma tradição que não acontece apenas ali. Vi uma vez em um documentário, que no Tibete também havia esse costume, pois o solo gelado e duríssimo e a falta de árvores impediam a cremação e o sepultamento. Não sei se depois que os chineses chegaram por lá com seu empenho em destruir a cultura tibetana, esse costume ainda é seguido.

    Realmente, nenhum lugar convém a todo mundo, e quando se chega ao momento da morte, há que se pensar na tradição, na cultura e também na parte prática da coisa; pessoalmente acho a cremação mais prática e higiênica, mas também, em escala global, não dá para consumir tanta madeira assim; esse deve ser outro grande problema que a Índia enfrenta, não? Esperar que usem gás como combustível para cremação já é demais… enfim, estou ‘viajando’…

    Ah, assim como a Terezinha, também adoro a música de ’2001′ e sempre associo Zaratustra ao filme, que é muito bom!

    Mais um ótimo artigo, parabéns!

    Grande abraço e uma ótima semana!

    Cristine

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Cristine,

    Cris

    Em todo país do Oriente, onde existe o Zoroastrismo, esse é o costume mais empregado.
    Como disse no texto, os seguidores de tal religião, encontram dificuldades no Ocidente, em razão de uma cultura totalmente diferenciada e no próprio Oriente com a diminuição do número de abutres, etc.

    A cremação com madeira é realmente preocupante.
    Tanto pela morte das árvores, como pelo número de monóxido de carbono, jogado na atmosfera.

    Também concordo com a cremação via combustível.
    Meus pais foram cremados.
    E eu também quero ser.

    Em razão do tipo de solo do Tibet, devem continuar com o mesmo ritual funerário.
    Talvez os chineses tenham levado a cremação elétrica para lá.

    Na Índia, o Zoroastrismo corresponde a uma taxa muito pequena, se comparado ao Hinduísmo e ao Budismo.
    Mas, levando em conta o número populacional do país, é muita gente.

    Obrigada pelo carinho de sua participação.
    Grande beijo,

    lu

    Cristine respondeu:

    @Lu Dias Bh, com a troca de idéias vamos todos aprendendo mais um pouco. E também estou na fila da cremação (só espero que ainda demore um pouco, rsrs)

    Beijos,

    Cris

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Cristine,

    Verdade, Cris.
    Como tenho aprendido.
    Esta troca é simplesmente maravilhosa e enriquecedora.

    Beijos,

    lu

  6. Lu,

    O seu artigo, como sempre, está ótimo.
    Você tem esse dom nato de escrever com simplicidade, “garra” e… escolher o assunto, que tanto nos cativa.
    Gostei muito, aliás, desde o título – “Torres do silêncio” – que acho bonito, poético.
    Meus parabéns!
    Abraço,
    Paulo.

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Paulo Valença,

    Paulo,
    sinto-me feliz, quando os leitores gostam de um texto meu.
    Isso me leva a querer sempre, dar o melhor de mim.
    Gosto de temas assim.
    Que mexem com a nossa visão de mundo.
    Que nos sacode!

    Obrigada pelo carinho,

    lu

  7. Kátia disse:

    Nossaaaaa…q ritual + mórbido nao?
    Bem qto ao ritual nao tenho palavras p/ descrever a ignorancia de um povo q se diz tao espirtualizado, mas qto ao seu texto Lu esta como sempre fabuloso. Bjos e boa semana.

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Kátia,

    Kátia,
    eu já tenho horror ao sepultamento, pois inconscientemente, vou acompanhando o definhar do corpo da pessoa querida, debaixo da terra.
    Por isso optamos pela cremação em nossa família.
    O que levaria 5 anos para chegar ao pó, acaba levando 15 minutos.

    Com o crescimento da população mundial, esta será a alternativa mais plausível, ou seja, a cremação.

    Beijos doce del.

    lu

    katia respondeu:

    @Lu Dias Bh,
    Lu tb eu como vc tenho horror ao sepultamento pelo mesmo motivo q o seu. Nao sei o q é pior se sepultar ou cremar.
    Acho q gostava q fosse como o da Princesa Diana, uma capela num castelo, longe de tudo, no meio de uma ilhazinha. :) Mas a Capela devia ser ‘lacrada’, portanto o espaço todo dentro dela seria so p/ mim, acho q seria menos sufocante…rs
    Bem na verdade espero bem nao sentir nada depois de ir-me embora desta para a outra vida….rsss
    Bjokas

    Lu Dias Bh respondeu:

    @katia,

    Kátia,
    perdi um tio há cerca de dois anos.
    Sempre me pego imaginando o estado em que se encontra seu corpo.
    Quanto a meus pais, que foram cremados, eu tenho apenas a última lembrança deles.
    Fique tranquila, você não irá sentir nada.
    Nosso corpo é um mero invólucro que pode ser descartável.
    Vou entrar com um tema desse, onde falo da Lei do Carma, segundo o hinduísmo.

    Beijos, amiga.

    Obrigada pelo carinho da participação.

    lu

  8. Maria Tereza disse:

    Fico pensando nas pessoas que assistiram à cremação dos cadáveres e que nunca mais se esquecem do cheiro.Deve ser horrível uma experiência dessas.
    Em nome da religião, quantos erros são cometidos,né, Lu?
    Beijos
    Maria Tereza

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Maria Tereza,

    As religiões sobrevivem às custas da morte.
    E em nome dela cometem muitas loucuras.
    Cada uma com a sua sentença, com o seu dogma, com um diferencial.
    Não podem pensar igualmente, pois redundaria em perda de clientes.
    E assim caminha a humanidade.

    Beijos,

    lu

    Paulo Afonso respondeu:

    @Lu Dias Bh, Será que é o mesmo cheiro do churrasco? Provavelmente.

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Paulo Afonso,

    Paulo

    Vixe Maria!
    Nem me fale nisso.
    Mas deve ser um pouco diferente, porque não leva sal.

    Tô fora!

    Abraços,

    lu

  9. GUTIERRITOS disse:

    LU DIAS

    Parece que, se existe inferno, ele está lá na índia.

    Cada vez que leio o que você escreve sobre aquele sofrido povo, fico até muito contente em morar aqui no Brasil.

    Excelente seu texto, onde cada vez mais estou desencaminhando-me da índia.

    Lu, depois de todos estes escritos, imitei o filósofo fui correndo pedir perdão ao cavalo e chorei copiosamente.

    Agora, um recadinho final:

    Agora já sei quem matou todos os deuses !

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.

    Brincandeirinha Lu.

    Lu Dias Bh respondeu:

    @GUTIERRITOS,

    Gutie

    Não deixarei pedra sobre pedra.
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHA

    Beijos,

    lu

  10. Ana Lucia Timotheo da Costa disse:

    Lu,
    Gosto muito dos seus textos. Este tal de zoroastrismo tb me confunde a cabeça.
    Assino embaixo no comentário sobre o Raj. Que te…souro, vixe!
    Quanto à cremação acho-a perfeita. Só que não guardaria as cinzas – joga-las-ia ao mar para que servissem de comida para os peixes. Como fez meu primo com as do meu tio predileto.

    Lu Dias Bh respondeu:

    @Ana Lucia Timotheo da Costa,

    Aninha,

    o mundo caminha para a cremação, com a explosão de sua população.
    Joguei as cinzas de meu pai num rio e as da minha mãe no jardim de uma igreja de que ela gostava muito.

    Vamos ter que dividir o Raj…. risos.
    Mas que ele é um fraco, isso é.
    Espere para ver.
    Odeio pessoas omissas, sempre em cima do muro.
    Muita água ainda vai rolar.
    Obrigada pelo carinho,

    lu



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