
Apesar de ter sido criado por um brâmane (a mais alta casta hindu), de ter herdado todo o estilo de vida do pai adotivo e de se tornar um grande empresário no exterior, o personagem vivido por Márcio Garcia, Bahuan, continua sendo desdenhado pelas elites hindus, por ter nascido dalit.
Isso porque o monopólio do poder e do conhecimento, na Índia, são sempre vistos como direitos e privilégios das castas altas, que deles não abrem mão, usando como apoio as milenares tradições, reforçadas pelo famoso Código de Manu. Tampouco interessa aos fundamentalistas hindus qualquer tipo de mudança, com medo de que essas possam lhes ameaçar o status quo.
Segundo o Aurélio, rechaçar significa:
1- Fazer retroceder, opondo resistência; repelir, rebater
2- Oferecer resistência a; opor-se a; resistir.
A palavra “castas”, nome dado pelos colonizadores portugueses, vem do latim castus (puro/casto). Por isso, as pessoas, ali, procuram se casar dentro da mesma casta e conviver com seus iguais, seguindo o fatalismo tão peculiar à crença hindu.
Não podemos nos esquecer, para entender melhor a cultura Hinduísta, de que para se tornar um hindu, é preciso ter nascido dentro da religião. Ao contrário das demais religiões, o Hinduísmo não aceita a chamada conversão. Quem está de fora não entra.
Pesquisas tem procurado uma explicação, para a divisão da sociedade hindu em castas. Dentre as mais variadas respostas, duas se destacam:
1- Nasceu com a especialização profissional.
Mas, tal ordenamento não nos parece tão simples assim, pois é a casta que determina a escolha da profissão, ainda nos dias de hoje.
2- O sistema de castas foi criado pelos sacerdotes.
Por mais que os sacerdotes brâmanes tenham contribuído para estabelecer tal organização, a divisão de castas não é um fenômeno puramente religioso. Vai muito além do credo.
Penso eu, que se juntarmos as duas explicações, teremos uma resposta concreta: o sistema de castas é fruto da vida religiosa e social do povo hindu. Principalmente, quando vemos o papel preponderante que o Hinduísmo exerce no Estado indiano, apesar de esse ser laico de direito, mas não o é de fato.
Cada indivíduo, dentro da sociedade hindu, sabe exatamente qual é o seu lugar. E, se não o aceita, como no caso de Bahuan, é rechaçado pela sociedade, empurrado de volta ao lugar que lhe foi reservado pelo destino.
A resignação diante das injustiças sociais, a crença no destino, a passividade social e a indiferença frente à corrupção, segundo alguns críticos do Hinduísmo, continuam impedindo que as massas miseráveis exijam a vigência da Constituição do país, com os seus direitos.
Não resta dúvida de que o Hinduísmo passou a enfrentar tempos difíceis, depois da globalização e da internet. Os seus pontos negativos estão escancarados aos olhos do mundo.
É impossível não se chocar com a vida miserável dos dalits, a submissão das mulheres, os dotes imperdoáveis, a situação das viúvas, a matanças de bebês do sexo feminino, a superstição crassa, a intolerância religiosa, o amancebamento entre o Estado (laico) e a religião, a manipulação do saber e as profundas desigualdades sociais.
Tudo isso, sem falar no crescimento inimaginável da população indiana, que eleva ao quíntuplo as mazelas do país, além de jogar na atmosfera um alto índice de poluição, concomitantemente como a destruição dos rios e florestas, que assumem proporções assustadoras, comprometendo a saúde de todo o planeta.
Enquanto a elite “inteligente”, que fala inglês, que é capaz de manter unido, por um governo central, um país formado por inúmeras línguas e culturas, não se conscientizar e se responsabilizar pela miséria a sua volta, o continente indiano continuará patinando no cocô da vaca sagrada.
Não é à toa que a Índia, por ter negligenciado a escola obrigatória para todo o seu povo e uma reforma agrária mais do que necessária, é vista como um pesado paquiderme (elefante) da Ásia meridional, enquanto outros países se agrupam na espécie dos felídeos (tigres).
Os Bahuans indianos são o resultado de um país com altíssimos índices de analfabetismo, que tem suas terras nas mãos de latifundiários e de um governo ineficiente e corrupto. A continuar assim, o progresso econômico e cultural ficará restrito a uma minoria privilegiada, ad eternum.
À elite hindu restam apenas dois caminhos: renovar o Hinduísmo ou colocar de lado a globalização e o processo de modernização do país. A continuar vigente o flagelo da miséria e o analfabetismo cruel, de responsabilidade dos governantes, e o fatalismo aceito como uma verdade inviolável, pelas massas, torna-se impossível ver uma fagulha de luz no fim do túnel.
Gandhi indicou os sete pecados sociais modernos, apontando os caminhos para um Hinduísmo renovado:
1 – Política sem princípios
2 – Negócios sem moral
3 – Riqueza sem trabalho
4 – Educação sem caráter
5 – Ciência sem humanidade
6 – Prazer sem consciência
7 – Religião sem sacrifício
Voltando ao personagem Bahuan, da novela Caminhos das Índias, resta-nos torcer para que a Glória Perez possa lhe dar um final, que ajude a causa dalit nessa caminhada tão árdua.
Fonte de pesquisa: Religiões do Mundo/ Hans Kung/ Editora Verus
Nota: este texto é uma homenagem à leitora Rosali Amaral, nossa grande companheira de viagem.
Namastê!
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Lu, querida
Não adianta – a tradição é muito forte. Lá carrega-se o peso do passado até o dia do juízo. Beijo. Ana
Lu Dias BH respondeu:
julho 21st, 2009 at 19:50
@Ana Lucia Timotheo da Costa,
Aninha
Vamos botar fé.
Há de haver esperança para aquela gente.
Obrigada, pelo carinho da visita.
Beijos,
lu
Lu, querida,
Não adianta. O peso do passado é muito forte. A tradição e a doença social é rançosa. Beijo. Ana
Lu Dias BH respondeu:
julho 21st, 2009 at 19:52
@Ana Lucia Timotheo da Costa,
Aninha
Vamos botar fé.
A responsabilidade da Glória Perez passou a ser muito grande.
Vamos esperar que ela não nos decepcione.
Bahuan não pode ser visto como um mau caráter… para o bem da causa dos dalits.
Mais beijos,
lu
Parece que a Ana Lucia tem razão. Dificilmente as pressões do ocidente conseguirão vencer as tradições e o preconceito na Índia. Sua análise está bem objetiva, e toca no cerne do problema: a religião inflexível e a manutenção do status quo das castas superiores.
E o paquiderme indiano vai ficando para trás no aspecto social e humano, enquanto avança tecnologicamente para tentar alcançar os tigres…
Grande abraço, amiga!
Lu Dias BH respondeu:
julho 21st, 2009 at 20:00
@Cristine,
Cris
A mesma coisa pensavam os responsáveis pela escravidão negra.
Não acredito que nada seja eterno.
Tudo é finito.
Assim é o Universo.
Agora, com a internet e a globalização, a Índia não está mais conseguindo jogar o problema debaixo do tapete.
Vai ter que fazer uma opção entre ser o paquiderme sob as bênçãos do Hinduísmo ou um tigre sobre as bênçãos do Humanismo e do desenvolvimento.
Torço para que a inteligência indiana, tão visível na informática, opte pela segunda opção.
Lindinha, obrigada pela sua presença carinhosa.
Beijos,
lu
Paulo
A fotografia anexada ao texto ficou linda.
Gosto dela, assim de lado.
Este casamento vai durar!
Are Baba!
Obrigada!
Beijos,
lu
Paulo Afonso respondeu:
julho 22nd, 2009 at 9:01
@Lu Dias BH, Essa morena é linda. Entre a Maia e ela não teria dúvidas.
Lu Dias BH respondeu:
julho 22nd, 2009 at 10:09
@Paulo Afonso,
Paulo Afonso
Você está muito assanhadinho… risos.
Mas, ela é lindinha sim.
Ainda sou mais o Raj!
HAHAHAHAHAHAHAHHA
Beijos,
lu
OBÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!MAMADI VOLTOU!
BEIJOS DA,
SI
Lu Dias BH respondeu:
julho 21st, 2009 at 22:06
@Sissi,
Sapequinha
Você é impossível, mesmo!
Beijos,
Mamadi lu
Lu,
Sei não.
O analfabetismo pode ser conveniente à preservação da tradição, da subalternização das pessoas, da religião inflexível. Senão, estaria sendo combatido.
Tenho até medo do desenvolvimento tecnológico: haverá maior quantidade de analfabetos virtuais do que analfabetos de fato. Isto poderá aumentar mais ainda a distância entre as classes. (ou “a distância entre nós” – lembra do livro?)
TT
Lu Dias BH respondeu:
julho 21st, 2009 at 22:34
@Terezinha,
TT
Você diz:
“O analfabetismo pode ser conveniente à preservação da tradição, da subalternização das pessoas, da religião inflexível. Senão, estaria sendo combatido”
Verdade absoluta!
No entanto, não podemos negar o poder de penetração da internet em todo o mundo.
Veja o estouro dos blogs até no Irã, diante do poder ferrenho do islamismo.
Eu acredito que todas as fronteiras do mundo estarão abertas e que, de fato, é agora que o planeta está se tornando globalizado.
Para mim, a internet vai abrir as portas para um mundo novo, principalmente para a população carente, que vivia desinformada, alheia a tudo.
Muitos credos e superstições irão cair.
Não dá mais para esconder a informação.
A cultura está deixando de ser privilégio de uns poucos.
Eu acredito no poder da informação.
Ele traz mudanças profundas.
Nada mais fica debaixo do tapete.
TT
O maior veículo de mudança é a informação, que tem o poder de despertar o espírito crítico do ser humano.
Eu acredito em mudanças…
Pense bem, apenas uma novela tem tido o poder de mostrar a situação dos dalits para o mundo.
Fato que não aconteceria sem a internet.
Grande beijo e obrigada pelo carinho da visita.
Beijos,
lu
MAMADI
Esta Mamadi é culpa da Sissi.
Novamente, seu texto está impecável.
Muito bom mesmo.
Um futuro negro, parece, espera pela índia.
Mas você falou de Gandhi e nos disse:
“Gandhi indicou os sete pecados sociais modernos, apontando os caminhos para um Hinduísmo renovado:
1 – Política sem princípios
2 – Negócios sem moral
3 – Riqueza sem trabalho
4 – Educação sem caráter
5 – Ciência sem humanidade
6 – Prazer sem consciência
7 – Religião sem sacrifício ”
Lu Dias, agora, entre nós, tudo isto aí não acontece aqui também no Brasil?
Sei que aqui está parecendo que o fenômeno é de intensidade muito menor, mas acho que tudo isto aí, infelizmente, acontece aqui no Brasil.
Sei que há esperança, inclusive, hoje a notícia de sequestro de fazendas e boiadas inteiras pelo Judiciário Federal.
Mas estamos ainda muito longe.
Talvez isto tudo esteja acontecendo no mundo inteiro.
Lindo artigo, entretanto, dá para cada vez mais entender o hinduismo e suas consequências.
Parabéns.
Lu Dias BH respondeu:
julho 21st, 2009 at 23:13
@GUTIERRITOS,
Gutie
Pelo número de leituras que tenho feito sobre a Índia, englobando uma série de assuntos (cultura, economia, religião, justiça, saúde, educação), penso que o nosso país já ultrapassou a fase mais tenebrosa de sua história, que foi a época da escravidão negra.
Nossos problemas em relação aos da Índia, são infinitamente menores.
O Brasil disparou na taxa de alfabetização, enquanto a Índia continua, praticamente, no mesmo atraso.
Tudo isso acontece em quase todos os lugares do mundo, é fato.
Mas, o que temos que ver é o grau em que as coisas acontecem.
A intensidade com que acontecem.
Não existe o paraíso na Terra.
Viver é uma busca permanente por justiça e igualdade.
Jamais poderemos fechar os olhos.
Veja, amiguinho, os sete pecados sociais do mundo moderno, levantados por Gandhi, acontecem em 80% do planeta.
E, ainda são muito agudos em nosso país.
Mas, incomparavelmente menores se comparados aos vistos na Índia.
Disse, ontem, num comentário no blog do LN que tanto o ufanismo, quanto o pessimismo doentio são filhos da mesma ninhada.
Ambos escravizam o homem.
Ambos encobrem a verdade.
Portanto, só me resta acreditar, sempre… até em função do meu próprio bem.
Nada perdura para sempre.
A vez dos “dalits” está chegando!
Temos que fazer a nossa parte.
Obrigada pelo carinho de sua presença.
Grande beijo para você e a Dix,
lu
GUTIERRITOS respondeu:
julho 21st, 2009 at 23:46
@Lu Dias BH,
MAMADI
Adorei sua resposta
“tanto o ufanismo, quanto o pessimismo doentio são filhos da mesma ninhada.
Ambos escravizam o homem.
Ambos encobrem a verdade.”
.
Lu Dias BH respondeu:
julho 22nd, 2009 at 10:05
@GUTIERRITOS,
Gutie
Nós nos complementamos nos textos.
Nossas ideias possuem muita afinidade.
Beijos,
lu
Isso mesmo, aqui na India é cada macaco no seu galho!!!!!
Paz e Luz no seu caminho.
Profª Sandra
http://www.indiagestao.blogspot.com
http://www.respeitoanatureza.blogspot.com
Lu Dias Bh respondeu:
julho 22nd, 2009 at 11:32
@Sandra Bose,
Amigos
Àqueles, que ainda não conhecem a Sandra Bose, devo dizer que ela é casada com um indiano e mora na Índia há 10 anos.
É professora pesquisadora.
Ninguém melhor do que ela para nos dizer a verdade.
Faço um convite a todos que gostam de acompanhar os meus textos sobre a vida na Índia, que não deixem de ler o seu blog, cujo endereço encontra-se no rol dos links mais importantes, na primeira página.
Vejam, também, o endereço no comentário acima.
Beijos,
lu
Lú, acho que um dia deve mudarm não é possivel que não surja alguma liderança apesar que essa crença ou cultura está bastante enraizada.
Abraços
Lu Dias Bh respondeu:
julho 22nd, 2009 at 20:09
@Massayuki,
Massinha
Se não houver mudança, cai por terra a visão da Ciência que diz que tudo está sujeito à transformação.
Para se matar um cancro é preciso cortar suas raízes.
A internet fará isso.
Como?
Envergonhando os governantes indianos aos olhos do mundo.
Obrigada pela visita!
Grande abraço,
lu
Olha ela aí outra vez!
Com sua competência e clareza de idéias? Que beleza!
Olha ela aí outra vez!
Com sua inspiração renovada? Graças à força e incentivo recebidos de seus amigos e fiéis leitores!
E os seus textos? Ah… Estes continuam impecáveis. Como sempre!
Olha ela aí outra vez!
Com um assunto da moda? É só um detalhe!
(Se fosse outro qualquer, certamente também seria um sucesso).
Olha ela aí outra vez!
Com uma simples homenagem? Fico-lhe grata, quanta honra!
Olha ela aí outra vez!
Que maravilha? Sim, ela está de volta!
Querida Lu, ela é você! Beijos.
Lu Dias Bh respondeu:
julho 23rd, 2009 at 17:01
@Rosalí,
Rose
Mulher flor escondida em meio à sabedoria das palavras.
Cuja alma é de uma inspiração desmedida.
Talentosa, amiga, artista.
Eu estou aqui de novo, neste mesmo tema, para atender a meus leitores queridos.
E com todo o prazer do mundo.
Mas, eu a quero, aqui neste blog, com o talento que tenta em vão esconder.
Você é responsável por dividir este seu talento com o mundo.
“A quem foi dado, muito lhe será cobrado!”, diz o livro dos cristãos.
Agora, não existe escapatória.
Honra, Rose, é ter leitores maravilhosos como você.
Um beijo no seu coração,
lu
O último parágrafo, antes dos 7 pecados referidos por Gandhi, me leva a questionar a responsabilidade da imprensa em toda essa situação que a índia vive.. tudo bem, muitos irão dizer que é um jogo de interesses, que é o dinheiro que manda, o poderio, etc… etc… Mas estamos num tempo (presente) no qual nada mais fica encoberto, impune… e me imprensiona a conivência da imprensa…
Que Deus perdoe a todos, quem sabe!!
Lu Dias BH respondeu:
julho 24th, 2009 at 22:50
@Cris Lacerda,
Cris Panterinha
O que vai fazer, ou melhor, está fazendo a diferença é a internet.
Ela é mais rápida.
E mais crível, basta peneirar as notícias.
A grande imprensa sempre serviu aos poderosos.
Ou melhor, pertence aos poderosos.
Veja o caso de Sarney no Maranhão, do Collor em Alagoas…
Are Baba!
O problema da Índia só será resolvido com a pressão externa.
Por que não fazem o mesmo que fizeram com Cuba?
Um embargo….
Mas será que isso interessa ao Tio Sam?
Claro que não.
Lindinha, obrigada pelo carinho.
Beijos,
lu
Assisti muito pouco a novela, mas acho que a Glória Perez deveria ter mostrado o lado sujo da India… porque mostrar só as coisas bonitas e o lado “escuro” (os anjos intocáveis, os dalits, as panteras dalits, o Ganges por exemplo) só mostrar sutilmente?? A novela ia bombar do mesmo jeito…
Lu Dias BH respondeu:
julho 31st, 2009 at 12:47
@Cris Lacerda,
Cris
De certa forma, ela está fazendo isso, ainda que sutilmente.
A autora não tem esse compromisso com a realidade, até porque o público quer mais é se divertir.
Mas, mesmo assim, louvo o comprometimento dela com a situação dos dalits.
Veja alguns capítulos.
É muito interessante!
Beijos,
lu
Cris Lacerda respondeu:
agosto 1st, 2009 at 0:26
@Lu Dias BH,
Lu.. dessa vez não posso concordar com vc…kkkkk
A Glória sempre traz temas atuais, vividas pelos cidadãos brasileiros, que o público se indentifica… o resultado disso é que todas as novelas dela “bombam!!”
Entendo que ela está contribuindo, com certeza… a novela é fundamental p/ até mesmo promover a India.. mas se ela não abordasse “tão sutilmente” certos temas, a pressão na imprensa seria muito maior… acho que é isso que me deixa desestimulada para assistir a novela… depois da aula de cultura que tive com vc!! Estou esperando ela mostrar os anjos intocáveis, as Panteras dalits e etc..
bjão
Cris
Lu Dias BH respondeu:
agosto 1st, 2009 at 11:14
@Cris Lacerda,
Cris você está se esquecendo da parte das doenças mentais, que pululam no país.
Está se esquecendo da Ivone e do Tarso.
Com um trabalho brilhante do personagem doutor Castanho.
Quanto ao caso dos dalits, passa a ser referência para qualquer tipo de miséria.
Peguei você, danadinha!
Beijos,
lu
Cris Lacerda respondeu:
agosto 1st, 2009 at 17:33
@Lu Dias BH,
kkkkkkkkkkkkkkk
Pegou nada!! Estamos a falar da India… o restante da novela é outra história!!
Com certeza essas personagens que você citou são tb a realidade de uma parte (não sei a percentagem) do país. E os atores e atrizes estão desenvolvendo os papéis com maestria!! Já assisti alguns capítulos com eles…
Mas ainda quero ver o povo nas ruas, no trabalho, no ônibus comentando sobre as panteras dalits, os anjos intocáveis, o Ganges.. etc…
Oh, Glória Perez… por favor, atende aí meu pedido!! rrsr…
bjão p/ todos..