Nesta minha caixinha vermelha
Desenhada nas pedras e areias.
Impressa nos troncos e folhagens.
Ressaltada nas fronhas de travesseiros.
Estampada nos guardanapos dos bares.
Riscada nas laudas de um conto vulgar.
Cabem tantas e tantas coisas,
Umas antigas e outras novas.
Amores ardorosamente vividos.
Outros penosamente acabados.
Alguns outros a definhar.
Vai a trancos e barrancos,
Atravessando mil oceanos,
De constantes turbulências,
Aturdida, sem saber de fato,
Aonde quer chegar.
Pra frente vai navegando.
Rompendo malhas de algas.
Cortando correntezas bravias,
Em meio às borrascas da vida,
De acordo coo ânimo do mar.
Esta caixinha divina carrega:
Amores frágeis.
Amizades tênues.
Sonhos perdidos.
Ilusões rejeitadas.
Tristezas e mágoas.
Sentimentos confusos.
Impressões desfeitas.
Lembranças amargas.
Saudades irreparáveis.
Passageiros fantasmas.
Vai singrando à deriva,
Lutando pra não naufragar.
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Lu querida,
Suas figuras são sempre geniais. ‘Pra frente vai navegando.
Rompendo malhas de algas.’ é perfeita. A caixa vermelha não pode parar. Como diria um amigo ‘bate e apanha’. Mas ‘sacode e levanta a poeira’. Beijo. Ana
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 11:56
@Ana Lucia,
Aninha
Nunca vi uma caixinha mais potente e valiosa.
Como bem diz seu amigo: bate e apanha.
O pior é que apanha mais de que bate… risos.
Quero ver se em 2010 a minha possa bater mais e apanhar menos… risos.
Beijos,
lu
Ana Lucia respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 13:45
@Lu Dias BH,
A minha também vou programar para isto. Beijo
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 13:55
@Ana Lucia,
Aninha
Mande sugestões para mim.
Beijos,
lu
Ana Lucia respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 13:56
@Lu Dias BH,
Hahahahahaha. Você é impossível. Ano Novo já vou ‘cair’ no mundo…Beijo.
Mário Mendonça respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 13:55
@Lu Dias BH,
Lu
2010, promete mais do que “Tu imagina”
Ei Lu,
tenho minha caxinha vermelha bem guardada. Quando sinto saudades do momento desejado da emoção querida e do sonho vivido, recorro a ela bem guardada com retratos ,fotos, bilhetes,folhas e flores secas pelo tempo.
O que importa, se o coração dentro do peito ainda sente quente aquele momento.
” E pra frente vai navegando .. vai a trancos e barrancos…atravessando mil oceanos…. ” LINDO LU!
Bjs.
Pat
Vejo que guarda a sua caixinha vermelha com bastante cuidado.
Há muitas coisas dentro dela, que trazem boas recordações.
Toda a nossa história de vida está ali, tatuada com letras de fogo.
Não sei como o velho coração pode aguentar tantos trancos… e ainda navegar.
Beijos, doce Pat,
lu
Lu
O que a caixanha carrega é que faz “a vida interessante”.
Imagina não termos essas sensações ???
Abraços
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 14:04
@Mário Mendonça,
Verdade Mariozinho!
Ela carrega toda a nossa história.
Haja sensações!
Beijos,
lu
gutierritos respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 14:39
@Mário Mendonça,
MÁRIO
Intrometi no meio desta conversa.
A caixinha carrega um montão de recordações lindas e gostosas, tristes e trágicas, mas podemos tentar nos lembrar das boas – e são muitas.
A Lu deveria seguir este exemplo e deletar:
“Amores frágeis.
Amizades tênues.
Sonhos perdidos.
Ilusões rejeitadas.
Tristezas e mágoas.
Sentimentos confusos.
Impressões desfeitas.
Lembranças amargas.
Saudades irreparáveis.”
Ah, faltaram os passageiros fantasmas.
Fiz de propósito, Mário, somos nós, amigos virtuais, passageiros fantasmas, mas ela tem que realmente guardá-los na caixa dela, pois acredito que dentro dela cabemos, trazendo felicidade e instantes de alegria e felicidade.
Inté ( cumprimento de mineiro, uái )
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 15:34
@gutierritos,
Gutie
Vocês possuem um lugar muito especial em minha caixinha.
Lugar de honra, mesmo.
Tenho mesmo que deletar aquelas coisas citadas por você.
Mas, é tão difícil…
Seria como separar irmãos xipófagos.
As coisas boas e as ruins se entrelaçam.
Que bom que o nosso Mário tenha aparecido.
Já estava preocupada.
Abraços,
lu
LU DIAS
Nesta tua caixinha vermelho, acho que sou um dos passageiros fantasmas, mas uma amizade virtual sincera.
Fiquei imaginando por qual motivo a tua caixinha é vermelha?
Ai lembrei-me do partidão. Já te declarastes comunista- em uma das tuas crônicas.
Mas seria este o motivo da tua caixinha ser vermelha?
Acho que não.
Das flores, acho as rosas as mais bonitas.
E as vermelhas falam mais perto ao coração.
Acho que as nossas recordações cabem dentro desta caixinha.
Uns preferem-na branca, outros, cor-de-rosa ou azul ( Moá é azulão por toda a vida- fanaticamente azul ). Tem até quem prefere caixinhas pretas ( sou corinthiano, mas minha caixinha de recordações também e vermelha ).
A caixa vermelha tem a cor do sangue – que circula por todo o corpo e vai até o espírito ( a mente ) e nos leva principalmente a emoção e, como no caso da Dix – à paixão.
Por isso, minha caixinha é vermelha também.
Achei maravilhoso que escolhestes esta cor para guardar as recordações, apenas a bagagem está realmente um pouco pesada:
“Amores frágeis.
Amizades tênues.
Sonhos perdidos.
Ilusões rejeitadas.
Tristezas e mágoas.
Sentimentos confusos.
Impressões desfeitas.
Lembranças amargas.
Saudades irreparáveis.
Passageiros fantasmas.”
Epa, estou ai – um passageiro fantasma – certamente estarei em outras recordações.
Ah, Lu – gostaria que me deixasse entrar, como um bom amigo, nesta caixinha tua, nesta caixinha vermelha, como uma pessoa que adora tuas ideais e concepções de vida, que pensa em escrever para construir um mundo melhor, sem se importar para a autoria, que pensa que podemos fazer alguém feliz, nem que for por intantes, que adora ver um sorriso, mesmo virtual, mesmo na imaginação, e que pensa no semelhante como um dever solidário, consciente de que temos que acreditar, tê-la, a esperança,r como meu saudoso avô, sempre acreditou como uma companheira na vida eternamente.
Parabéns pelos teus versos.
Tua caixa vermelha não é um barco à deriva – pelo menos entendo que não – nela há muitas realizações, principalmente na solidariedade nos teus afazeres do voluntariado e mesmo quando escreves ao repartir teus ideais e lutas para um futuro melhor.
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 15:44
@gutierritos,
Gutie
Acho que não pegaste, assim como outros que comentaram, não perceberam que me refiro ao coração.
Veja bem:
Desenhada nas pedras e areias.
Impressa nos troncos e folhagens.
Ressaltada nas fronhas de travesseiros.
Estampada nos guardanapos dos bares.
Riscada nas laudas de um conto vulgar.
A gente não desenha corações nas pedras, areia, troncos, folhagens, nos guardanapos de boca?
O coração também não é bordado nas fronhas dos travesseiros?
Também não falamos sobre ele nos nossos diários, nos nossos contos?
Essa caixinha de guardar lembranças, eu nunca tive.
Não guardo nada.
Tenho uma prima que guarda até laços de presentes e papel de bombom.
Só guardo o que consigo levar na minha caixinha cinzenta.
Não gosto de lembranças, quer sejam boas ou ruins.
Gutie, é claro que você está dentro da minha caixinha vermelha, como um dos amigos mais queridos.
Eu o encontro muito mais do que encontro meus parentes… risos.
Obrigada pelos elogios a mim feitos.
Você é sempre muito generoso.
Beijos,
lu
GUTIERRITOS respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 21:07
@Lu Dias BH,
Realmente, não percebi, mas passei perto, quando disse:
“Das flores, acho as rosas as mais bonitas.E as vermelhas falam mais perto ao coração.”
Pode ver lá em cima.
Acho que tivemos outra interpretação quando lemos:
“Desenhada nas pedras e areias.
Impressa nos troncos e folhagens.
Ressaltada nas fronhas de travesseiros.
Estampada nos guardanapos dos bares.
Riscada nas laudas de um conto vulgar.”
Coitadinho do Gutie, que burrinho!
Porisso que a Cidinha Dix bate com a vassoura.
Esse cara merece mesmo.
Eu não havia percebido – entendi outras coisas.
Mas agora que falastes ficou mais claro.
E achei os versos ainda mais bonitos.
Parabéns.
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 21:37
@GUTIERRITOS,
Gutie
Não foi apenas você.
Às vezes, quem escreve um poema acha que o texto está claríssimo.
Só que está para ele e não para os outros.
Sem falar que um poema tem mil e uma interpretações.
Todas estão corretas.
Eu, egoisticamente, quis passar a minha interpretação.
Mas pode ser aquela caixinha onde guardamos nossas lembranças.
Vocês estão corretíssimos.
E que bom que assim seja.
Beijos, meu doce amigo,
lu
LU
Não esqueças, por favor, de dar um olhadinha no texto do meu filho, como havia pedido, por email.
E fale para a Cristine também, pois, ela adora as questões ambientais.
Inté ( herança dos mineiros que fundaram minha cidade – eh, Minas Gerais.
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 14:41
@gutierritos,
Gutie
Não vi artigo de seu filho.
Vou procurar, agora.
Abraços,
lu
Oi, Lu
Cheguei agora e fui favorecido por saber que a caixinha vermelha é o coração. Pois eu lhe digo: o meu coração não conduz quaisquer dessas sensações ou sentimentos que, lindamente, você citou. O meu só é ocupado pelo que hoje existe ou remanesce: pelo amor novo (ou peloinacabado): pelo amigo fiel sempre presente; pelos sonhos em gestação.
O resto mandei para o arquivo da memória, para compor a minha história. O que me incomoda e que já mandei alguns para a lixeira, mas ainda não consegui esvaziá-la.
Abraços e parabèns, os sentimentos e sensações descritos estão soberbos.
Manoel
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 18:05
@manoel rodrigues,
Nel
Eu não acredito no que disse.
E tenho razões para tanto.
Em qualquer tribunal eu ganharia esta causa.
Está surpreso?
Acontece amigo, que você não pode abrir mão de sua matéria-prima.
Sabe por quê?
Você é poeta!
E essa é a bagagem dos que escrevem.
Não há como esvaziar-se dela.
Como comporia a história de seus personagens?
Eles só existem em suas emoções, nos seus sentimentos, na maneira como sente as dores e os prazeres da vida.
Portanto, a sua caixinha vermelha está repleta de todos aqueles sentimentos,
Caso contrário não seria você esse escritor fabuloso que aqui deixa, não a sua história, mas a de muitos outros personagens que, no frigir dos ovos, são pedaços de sua própria história.
Viu como eu ando discordando de você?
Estou na minha fase de rebeldia.
Abraços,
lu
manoel rodrigues respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 18:46
@Lu Dias BH,
Oi, Lu
Primeiramente, eu não sou poeta.
Segundamente, como dizia o Odorico Paraguassú, você confundiu um pouco a matéria prima utilizada na confecção de qualquer texto. Ela é feita com emoção, sim, como você mencionou, não necessariamente com os fluídos do coração.
Aliás, estou me lembrando de uma fabulosa crônica do Fernando Sabino, o título é a “A Última Crônica”, sobre a comemoração de aniversário de uma menina humilde. Com certeza, ela não foi escrita sob efeito do que deveria existir no coração do escritor, naquele momento, e sim com o impacto que a cena lhe causou.
É isso, o escritor utiliza os sentidos, e mais o seu poder de criação/imaginação, ou só o seu poder criativo, para compor as suas obras. Se assim não fosse, por exemplo, um redator de textos de humor estaria frito todas as vezes que seu coração fosse invadido por sensações incômodas.
Abraços
Manoel
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 20:24
@manoel rodrigues,
Menino Nel
Quando escrevemos, nas entrelinhas estamos trazendo à tona parte de nós mesmos.
Por mais que pensemos não dizer nada a nosso respeito.
Segundamente você é um senhor poeta, ainda que não tenha a certeza ddussi,
Terceiramente, um abraço de fim de domingo,
lu
Lu,
Acho que minha caixinha vermelha é uma “caixona”… que traz dentro dela inúmeras caixas…
Há caixas de diversos tamanhos e de todas as cores;
Há caixas que me trazem paz, outras que me fazem chorar e outras que me emocionam profundamente;
Há caixas que por inúmeras vezes, quis jogar fora, mas não consigo;
Há caixas que ocupam um espaço especial, nela há pessoas queridas, que fazem das palavras, mundos imaginários e mais humanos.
Há uma caixa em especial em que coloquei um nome com letras maiúsculas, não porque me confunda ou tenha medo de perde-la, mas porque nominando-a, tenho a certeza de que meus amigos virtuais, são também reais.
Nesta caixinha encontra-se escrito ALMA CARIOCA.
Beijo! e amei sua poesia.
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 22:14
@Jovimari,
Você escreveu um comentário que é um maravilhoso poema.
Veja:
ALMA CARIOCA
Eu não tenho uma caixinha,
Com minhas lembranças,
Mas, uma caixona.
Dentro dela, há inúmeras caixas:
De diversos tamanhos
E de todas as cores.
Há caixas cheias de paz.
Outras que me fazem chorar.
Outras que me emocionam.
Algumas, eu já quis jogar fora,
Mas não consigo.
Há caixas ocupando um espaço especial.
Nelas se encontram pessoas queridas,
Que tecem com as palavras,
Mundos imaginários e humanos.
Mas, há uma caixa especial.
Nela coloquei um nome,
Com letras maiúsculas.
Não porque me confunda,
Ou tenha medo de perdê-la,
Mas, porque a nominando
Terei a certeza de que,
Meus amigos virtuais
Serão também reais.
Nesta caixinha encontra-se escrito:
ALMA CARIOCA.
Jovimari respondeu:
dezembro 13th, 2009 at 22:45
@Lu Dias BH, Mas que coisa mais linda!!!
Ser fera com palavras dá nisso… transforma, maravilhosamente, em poesia a prosa… e ainda me deixa a sensação de que sou poeta tabém.
Parabéns!!!! Beijos!
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 14th, 2009 at 12:00
@Jovimari,
Jovi
Os seus textos são poesia pura.
Não se surpreenda.
Beijos,
lu
Genteee… só tem artista neste blog.. tirando eu, claro! rsrsrs..
Todos os poemas aí p/ cima estão linduuussss!!
Acredito que minha caixinha já é velhinha… carregada de experiências vividas ao longo de várias outras vidas.. experiências que às vezes voltam para completar algum ciclo que ficou incompleto no passado.
Mas, minha caixinha está igual “Denorex”… sempre cabe mais um!!
Ou melhor,,, sempre cabe mais uma emoção, mais um sentimento, mais amor, mais Luz, mais Vida…mais Tudo!!
bjão
Cris Panterinha..
Panterinha
Você é mesmo única.
HAHAHAHHAHAHAHAH
Chamar a sua caixinha de Denorex… risos.
Gostei do convite, ainda que indiretamente:
“Mas, minha caixinha está igual “Denorex”… sempre cabe mais um!!
Ou melhor,,, sempre cabe mais uma emoção, mais um sentimento, mais amor, mais Luz, mais Vida…mais Tudo!!”
Hoje eu estava precisando de dar essa gargalhada.
HAHAHAHAHHAHAHAHAH
Panterinha louquete, beijos,
lu
Cris Lacerda respondeu:
dezembro 14th, 2009 at 22:20
@Lu Dias BH, Lu… kkkkkk pára de rir de mim!! Eu acho que não é Denorex nao!! eu queria dizer aquele desodorante da propaganda que diz que “sempre cabe mais um”… como não lembrei o nome, mandei logo o Denorex..rsrsrs
O mais importante é que meu coração já tem muita bagagem… mas ainda tem algum lugar de sobra p/ mais experiências…rs
bjão..
p.s: e pára de rir de mim!! Tb tenho meus dias de “mico”!! kkkk
Cris Panterinha
Lu Dias BH respondeu:
dezembro 14th, 2009 at 23:44
@Cris Lacerda,
Panterinha
HAHAHAHHAHAHAHAAHA
É Rexona… hahahahahahhaha
Beijos,
lu
Cris Lacerda respondeu:
dezembro 15th, 2009 at 9:14
@Lu Dias BH,
Ah.. é mesmo!!! kkkkkkkkkk
Refazendo a frase:
“Mas, minha caixinha está igual “Rexona”… sempre cabe mais um!!
Ou melhor,,, sempre cabe mais uma emoção, mais um sentimento, mais amor, mais Luz, mais Vida…mais Tudo!!”
Bjão Lu…
Cris Panterinha