Calendário – Mário Mendonça

Por Mário Mendonça, 31 de outubro de 2008 1:45

Tantas, mas tantas caras felizes
E eu aqui perdido
No naufrágio do mar de mim mesmo.

Em minha memória
Percebo somente tua ausência
Causada por esperas e demoras.

Fecho minhas pálpebras de seda
E sonho com colunas brancas
Atravessando distâncias.

E, antecipo minha solidão
Num calendário sem datas
Prefixadas ou razão.

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11 comentários para “Calendário – Mário Mendonça”

  1. Sonia Quartin disse:

    Mário
    Gostei muito dessa poesia em versos simples e diretos, sem lucubrações de frases complicadas a herméticas. Gostosa de ler e entender o pensamento.
    Parabens!
    Sonia Quartin

  2. Ana Lucia Timotheo da Costa disse:

    Mário,
    Voce já percebeu que o ser humano é mestre em colocar o céu no inferno dos outros? Garanto que muitas destas caras felizes que você percebe não são tão felizes assim. Não diz o ditado que ‘quem vê cara não vê coração?’ Quanto à dor da ausência esta eu conheço de perto. É real e concreta. E dói. Belo poema. Abraço. Ana

  3. lu dias Bh disse:

    Mário

    Meu garoto poeta.
    Que beleza de poema!
    Fiquei encantada ao vê-lo.
    Não adianta ficar escondendo esse seu dom maravilhoso, pois eu vou atrás.

    Nós vamos colocar colunas brancas para atravessar a distância que liga a felicidade até você.
    Sabe por que amiguinho?
    Por que a felicidade está em nós e não nos outros.
    Buscá-la nos outros é uma perda de tempo.

    Mas eu sei como são os poemas.
    São fingidores e muitas vezes transporta a dor dos outros para si, de modo que possa dar vida aos versos.

    Mário, precisamos não nos amarrar em esperas ou demoras e deixar que essas aconteçam, sem um calendário prefixado, chegando sem razão alguma.
    Pois a qualquer tempo que chegarem, chegam bem.

    Seu poema é tão lindo e terno quanto você.
    Grande beijo,

    lu

  4. Haydée Colussi disse:

    Mário
    Esse isolamento na multidão que contas como que sem revolta, conformado, é de uma tristeza sem medida.
    Esse texto prá mim tem uma delicadeza carinhosa, quase um afago, mesmo sendo muito parecido com um grito que pede socorro.
    Teu poema é lindo!!!
    Entra e vai até o fundo do sentir da gente.
    Muito bonito mesmo.
    Parabéns pelo teu saber dizer tudo tão bem.
    Beijo
    Haydée

  5. Sissi disse:

    Mário

    Achei muito lindo o seu poema. Há dias em que também eu me sinto assim. Mas depois o sol volta a brilhar de novo. São as alternâncias da vida. Continue escrevendo.
    Beijocas,
    Si

  6. Mário Mendonça disse:

    Queridas Sonia, Ana, Lu, Haydée e Sissi.

    Grato pelas palavras de carinho e incentivo.

    Se hoje esboço algum rabisco, é graças a convivência com feras da escrita que nem vocês, especialmente a Lu Dias, que me incentiva desde o blog do Nassif, da Renata, do Romério e da Inara.

    Lu, muito obrigado por ter postado.

    Abração a Todas.

  7. lu dias Bh disse:

    @Mário Mendonça:

    Mário

    Onde escrevi “poemas” leia “poetas”

    Tudo é mérito seu, meu pupilo.
    Apenas o empurro para a frente com o dom maravilhoso que tem.

    Abraços,

    lu

  8. GUTIERRITOS disse:

    MÁRIO

    Outro dia, por email, dizia a Lu Dias, que você tinha muita sensibilidade e força de expressão.

    Agora, graças a Deus, você apareceu por aí e com uma bela poesia !

    Meus parabéns.

    Quero bis.

  9. Dirley disse:

    Mario,
    tardei para conhece-lo, o que lamento.
    Poema maravilhoso.
    Sobra impressão que você pleiteia um ” agito”…
    Abraços,
    Dirley.

  10. Mário Mendonça disse:

    Caro Gutierritos

    Grato pela força, mas ainda estou aprendendo.

    Ainda bem, que tenho uma excelente professora…..rsrsrs

    Abraços

  11. Mário Mendonça disse:

    Caro Dirley

    ” muita calma nessa hora ”

    Grato pela força, mas tenho uma grande inspiração,
    e Tu sabe que é…..

    Abraços



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