Timoneiro Timoneiro


  


Capitalismo e meio ambiente

Por , 3 de outubro de 2008 12:55


Não podemos negar que o capitalismo entrou numa corrida maluca pelo lucro pecuniário, levando o planeta às raias da loucura. E nesse ensandecer consumista, quem está levando os piores golpes é o meio ambiente, supermercado de onde se tira a mercadoria, mas onde não se faz a reposição.

O uso da tecnologia pelo capitalismo é feita em várias vertentes, mas só que de uma maneira estúpida e irracional. Não podemos mais ignorar que os prejuízos causados ao planeta e, em consequência, ao ser humano, precisam ser detidos.

Podem persistir divergências acerca do tamanho do impacto sobre a vida na Terra, mas negar o óbvio torna-se cada vez mais impossível: a poluição, o aquecimento global, o desgaste da camada de ozônio, o lixo nuclear, o desgaste do solo e das poucas florestas que ainda restam, os perigos levados á saúde através dos conservantes alimentícios, os agrotóxicos cada vez mais poderosos, etc.

Nos últimos séculos o planeta vem inchando consideravelmente. O crescimento da população tem sido acelerado pelo avanço da medicina. E o mais preocupante é que tal inchaço vem se dando, principalmente, nos países mais carentes, social e economicamente mais atrasados, numa proporção de 9/1, ou seja, para cada criança nascida num país rico, nove nascem em um país pobre.

Os regimes do planeta, em especial o capitalista que possui a visão do lucro como objetivo imediato, nunca se preocuparam em elaborar e seguir um planejamento de modo a utilizar uma tecnologia raciocinada e não tão destrutiva como a que ora vemos.

Os grandes empresários, os governos que querem o crescimento a qualquer custo, não levam em consideração a saúde da Terra. Tudo é feito em curto prazo, como uma maneira de alcançar o máximo de lucro no menor tempo possível. Até mesmo os governantes, de quem os governados esperam bom senso, recusam-se a assumir a abordagem de tais temas, relegando-os às futuras gerações, como se urgentes não fossem. É a magnitude do uso das riquezas do planeta pelo capitalismo, sem se preocupar com a magnitude da finitude dessas.

Os problemas relativos ao desgaste de nosso planeta derivam, principalmente, do uso excessivo de energia. Pois frotas de automóveis multiplicam-se pelo mundo, poluindo a atmosfera, principalmente por meio do óxido de nitrogênio. Enquanto os transportes públicos, que deveriam minimizar o problema, são relegados a um segundo plano.

Os governos, na sua maioria, fazem parte da máfia que esconde os dados que revelam os riscos ambientais a que estamos expostos, manipulando e enganando a opinião pública, para que essa apóie todas as suas sandices. Doenças antigas, tidas como exterminadas, estão voltando com uma força muito maior, enquanto outras novas aparecem.

Rios, mares, lençóis freáticos e o ar se encarregam de transportar os dejetos desta nossa sociedade “tão” evoluída, por todo o planeta, antes tão azul. Troca-se hoje a simplicidade de vida pelo conforto retirado, a duras penas, do meio ambiente. Estaremos todos nós alienados e hipnotizados pela sedução do capitalismo, em vista de nossa negligência em relação à destruição ambiental que se processa ferozmente? Será que também acreditamos que os recursos da natureza, mãe generosa, são ilimitadamente disponíveis?

Melhor seria se ouvíssemos os nossos ancestrais, que nos ensinavam que muito melhor é prevenir do que remediar. A continuar no ritmo de destruição em que se encontram as riquezas naturais da Terra, não haverá muito a ser remediado. E, como um diz um velho ditado popular:

Quem não ouve conselho, ouve “coitado”.

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