Category: Ana Lucia Timotheo da Costa

Percepção – Ana Lucia Timotheo da Costa

Por Ana Lucia Timotheo da Costa, 2 de setembro de 2010 8:17

Bom poder olhar
O outro
E perceber
O que ele tem a dar.
No olhar a bondade
No braço o abraço
Nas mãos a dádiva
Na boca o desejo
No corpo a entrega
Na alma a doação
Na vida a esperança
De cada vez mais
Ser e fazer feliz.

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Três enfoques – três cenas – Ana Lucia Timotheo da Costa

Por Ana Lucia Timotheo da Costa, 31 de agosto de 2010 18:46

Sol da tarde. Canteiro central que divide duas pistas de muito movimento. Dentro dele há um homem dormindo. Embriagado? Desiludido? Esperanças distantes? Isento ao barulho da rua lá está ele entregue, inerte. Foge da vida, como bem disse um dia Lowen.

Adiante um casal de cócoras, do lado de fora de um pequeno buraco, debaixo do viaduto. Conversam. Não há porta – apenas a indicação da entrada. Imagino que só há espaço para que andem semi-agachados. Devem usar o buraco para passarem a noite. Parecem ratos.

Percebo, à altura dos olhos, nos pilares dos viadutos, os escritos do ‘profeta’ Gentileza – Jesssuss, bonddadde, amorrr, pazz, alegrriia…

Tenho a cabeça confusa. Busco o porquê de tanto contraste. Carros tantos e caros, no meio daquelas cenas que me levam a questionar as diferenças. O desequilíbrio que grita sem que muitos o percebam. São insensíveis ou dissimulados?

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Mais uma vez – Ana Lucia Timotheo da Costa

Por Ana Lucia Timotheo da Costa, 27 de agosto de 2010 0:26

Sempre a mesma coisa.
Deixavam-no só
Magoado
Sobressaltado
Perdido no nada
Da estrada.
Ainda assim
Esperava
Em cada manhã
Uvas do bom vinho
O pássaro colorido
O som exato
Um raio de brilho puro
Envolto em riso inocente.

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Aprendendo a nadar

Por Ana Lucia Timotheo da Costa, 26 de agosto de 2010 21:44

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Sem teto – Ana Lucia Timotheo da Costa

Por Ana Lucia Timotheo da Costa, 24 de agosto de 2010 16:41

Tinha no olho da rua
Sua morada.
Era sem terra sem ninguém
Mais nada.
Hóspede da estrada
Tinha o céu como coberta
Pão que lhe davam a esmo.
Não tinha
Pra onde voltar
Sem tremer
De tanto frio
Com estomago vazio.
Silêncio afiado
Dor áspera
Cortante.

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Portais – Ana Lucia Timotheo da Costa

Por Ana Lucia Timotheo da Costa, 20 de agosto de 2010 12:55

Em cada porta
Que abre
Há anúncio ou
Prenúncio
De algo.
Em cada sino
Que repica
Há início ou
Término do dia.
No suor derramado
Há presença de angústia
Peso do braço.
Que no novo dia
Haja sangue e leite
Portais de vida.

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Abençoado seja! – Ana Lucia Timotheo da Costa

Por Ana Lucia Timotheo da Costa, 18 de agosto de 2010 12:20

Chegou quando eu já
Não acreditava.
Tomou assento
E invadiu meu coração.
De beleza pura
Me comove.
Leva-me a passear
Pelos refúgios da paixão.
Os dias são mais claros
Se há chuva não percebo.
Veio de longe
A estrada é farta.
Caminhos diferentes dos meus.
O que sei
É que ele me basta
E me faz melhor.
Fartura de emoções
Em sintonia.

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