
Amigos, como consultor de tecnologia da informação e de planejamento e inovação em negócios e projetos venho dizendo sistematicamente em meus escritos que estamos vivendo o cerne de uma revolução, de uma Revolução Digital. Talvez não a percebamos como tal por estarmos inseridos demais neste contexto, mas não podemos deixar que ela passe anônima.
Parece que todas as bases para o estabelecimento de uma nova sociedade muito diferente da que vivemos já estão desenvolvidas, foram testadas e funcionam; carecem somente de adoção e de escala, mais nada. A ciência e a alta tecnologia serão os pilares desta nova sociedade.
A próxima geração se utilizará de recursos como TVs holográficas em 3D ou inteligência artificial de forma tão natural como a que ouvimos música. Cidades ou países inteiros serão “iluminados” por sinal de internet gratuito de altíssima velocidade vindos por satélites, o WiMax. Virtualmente todo habitante deste planeta será detentor de um laptop ou netbook integrado com seu celular. Seus dados e arquivos pessoais residirão na “nuvem” da internet e serão acessáveis de qualquer sistema ou lugar do planeta. Seu sistema operacional deixará de ser baseado em janelas e será como uma mesa onde você manipulará os elementos naturalmente. Chips implantados no corpo para acesso a internet e efetuação de identificação e comércio. Software livre e o conceito “open source” amplamente praticados. A realidade se confundirá com a realidade virtual, pois será aumentada. Veja este exercício de futurologia:
Na medicina (curas de doenças antes impensáveis e o desafio face a novas doenças); na sociedade civil (identificação digital de pessoas e a hegemonia de novas etnias ou raças); no comércio eletrônico (rastreamento total de usuários da internet que somente permitirá usuários identificados por questões de segurança); na educação (ensino à distância como uma realidade ampla); na genética (mapeamento do DNA humano ainda no ventre materno, a seleção da característica física e de perfil psicológico de embriões e da eliminação de possíveis doenças); na construção de civil (cidades verdes e sustentáveis movidas por energias alternativas como a do vento, do Sol, da força das ondas do mar, ou pasmem, da energia gerada pela pressão da passagem de veículos em pistas ou pontes); no desenvolvimento sustentável do planeta (controle rígido da emissão de gases poluentes por empresas ou pessoas); no transporte e no uso de combustíveis alternativos (altíssima velocidade de locomoção e pasmem veículos movidos a água ou energia do Sol); no uso de recursos naturais e hídricos (controle de recursos escassos como madeira, petróleo, aço, água e reaproveitamento das chuvas); na organização de arranjos sociais (migrações, guerras, novas religiões irrompendo e outras sendo eliminadas); na política (novas nações, novas hegemonias mundiais como China, Índia, Brasil ou mesmo Israel em detrimento dos EUA); nos relacionamentos (o poder de redes sociais como forma de se relacionar com o próximo e uma mudança no conceito de família da forma como a entendemos hoje); no sistema financeiro internacional (uso de poucas ou mesmo de uma única moeda aceita muldialmente e a regulação internacional dos mercados); na economia dos mercados globalizados (substituição do sistema capitalista, socialista ou comunista por outro mais adequado a esta nova realidade, talvez uma monarquia com fortes bases religiosas). Tudo isso é uma questão de tempo, talvez não muito tempo. Parece que eventos como estes serão imperativos para o sustento das massas que crescem exponencialmente sobre a terra e demandarão algum controle para que possam continuar coabitando e utilizando-se deste planeta. Há uma competição entre estes elementos revolucionários de maneira que não sabemos ao certo que tecnologia prevalecerá pois num piscar de olhos aparece um novo conceito, uma nova empresa, um novo fato ou crise mundial que arranja estes elementos de outra forma impensável e um conceito tido como verdade absoluta é descartado por ter se provado inconsistente para a manutenção do futuro. A velocidade dos fatos é tamanha que tecnologia de ponta em alguns casos (vide fax e alguns celulares e computadores) já nascem obsoletas. É claro que isso não se aplicará a todas as sociedades mas a vida dos que forem deixados de fora deste sistema, desta revolução, poderá se tornar bem difícil, primitiva por assim dizer. Para melhor enriquecer o conceito eis ai uma das definições deste termo deveras abrangente:
Revolução: “Envolve uma mudança de algum paradigma importante e abrangente. Salto de uma estrutura para outra.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolução
No meu artigo anterior eu versei sobre uma ferramenta computacional que foi aclamada pelo expoente da comunidade científica no mundo ocidental (Harvard, Stanford, Yale, etc) e também pela mídia internacional como, a que de tão inovadora, reúniu todas as condições para abalar o império recém formado pelos rapazes da universidade de Stanford: Larry Page e Sergei Brin fundadores da empresa Google Inc., agora comandada pelo lendário executivo Eric Schmidt. Esta ferramenta poderá lançar as bases para se formar um novo império em sí ou tomar rumos diferentes complementando os mecanismos de busca atuais e sabe Deus no que daria isso. O nome da ferramenta é Wolfram|Alpha www.wolframalpha.com/examples . Seu lançamento foi um sucesso no mês de maio. Ainda que ela não tenha dito ao que realmente veio e mostrado todo o seu potencial; ainda que tenha apresentado alguma dificuldade na extração dos dados e esteja limitada ao idioma inglês, para mim já é um sucesso, e só nos resta esperar os investimentos se solidificarem nela e o público elevá-la a categoria que merece. Compare-a a um bebê. Precisa de cuidados e de crescimento para tomar seu rumo. E há muita gente séria cuidando desta criança.
E agora mais uma tecnologia acaba de sair do forno. A Realidade Aumentada, termo traduzido do inglês Augmented Reality. Uma extensão do 3D assim por dizer. Digna de ser chamada revolucionária. Imagine que você tenha um livro qualquer em suas mãos, e seu computador diante de você com uma câmera e seu browser numa página qualquer indicada pelo livro. Tão logo você aproxime a câmera do livro a página da web projeta o livro no computador e todo o conteúdo do livro salta vivo em 3D na sua frente lhe ensinando a cozinhar por exemplo, ou cantando uma música para você ou lhe ensinando inglês. Pegou a idéia? não? Vamos imaginar um outro cenário: Você mulher, parada em um posto de gasolina, ou em uma oficina autorizada com seu BMW zero. Você precisa trocar o óleo e não sabe como, está com pressa, mas por algum motivo não sabe como fazer pois há outras dez mulheres na mesma condição na sua frente. Você vai até o balcão solicita o óculos 3D disponível para aquele modelo de seu carro e ao utilizar o mesmo e olhar para o seu motor, toda a cena ilustrando a troca de óleo salta na sua frente, diante do motor do seu carro, e você é virtualmente conduzida a realizar a troca do óleo com um assistente virtual que pode ser quem você quiser ou quem a BMW contratou virtualmente: um ator, um músico, um expert. Há inúmeras utilidades ou inutilidades para se fazer.
Não acredito no futuro como o detentor de todas as soluções em sí, mas naïve seria deixar passarem desapercebidas as mudanças que ele preconiza. Não estou dizendo que com elas você vai se tornar mais feliz ou menos satisfeito, não afirmo que o mundo vai se tornar melhor ou pior, porém diferente. Afirmo que estas mudanças já foram pensadas e já estão prontas para ganharem escala e tornarrem-se operantes, e que dentro de uma geração talvez venhamos a ser ridicularizados pela forma que usávamos o Google ou o radical Iphone. Duvida? Mostre a uma criança de dez anos uma vitrola e um disco de vinil ou narre para ela como você fazia suas pesquisas escolares na Barsa… Haverá agora uma tarefa para esta nova geração que nós iremos formar, sim nós formaremos esta geração: a tarefa de organizar-se, mudar suas leis vigentes, criar hábitos sustentáveis e compatíveis com a nova realidade, quebrar os paradigmas, educar-se, alterar padrões de comportamentos alguns para melhores outros serão duros de se conceber, mas que serão adotados em detrimento do todo, da ordem social e seu controle com mão de ferro. Impensável tudo isso se configurar sem a apologia e convergência dos governos. Mas isto é papo pra outro artigo.
Vou deixar por conta de sua imaginação e dos links abaixo para você vislumbrar o que lhe reserva o futuro da realidade aumentada.
Meu artigo anterior- Wolfram Alpha, nova revolução na internet
Solução da Sony – www.youtube.com/watch?v=w_6mn3RVavE&NR=1
Solução da BMW – www.youtube.com/watch?v=P9KPJlA5yds
Solução da Apple – www.youtube.com/watch?v=rgXzdUb_fug
Solução da Asus – www.youtube.com/watch?v=T4FAKjfppp0
Se você tinha dúvidas que uma imagem valia mais que mil palavras creio que mudou seus conceitos após assistir a estes vídeos. Até o próximo artigo, onde darei prosseguimento com mais um texto de algum ítem acima listado sobre esta revolução que tem como lema: Decifra-me ou devoro-te. Vamos decifrá-la juntos para não sermos devorados por ela e deixados para trás.
Cordialmente.
Vanderlei Martinianos, MBA, MSc candidate
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