Category: Rosalí Amaral

Desvendando a História de Rapunzel – Rosalí Amaral

Por Rosalí Amaral, 7 de agosto de 2010 17:45

O conto de fada, cujo atrativo inicial sempre é a capacidade de encantamento e entretenimento, mostra subliminarmente valores, conflitos internos e todo um processo de busca do crescimento e autodescoberta das personalidades. E este conto de Rapunzel não é diferente.

Esta história tem seus mistérios devido aos verdadeiros sentimentos dos personagens, que estão encobertos pela narrativa aparentemente inofensiva do autor.

A bruxa, uma solteirona inveterada e invejosa, não pegava ninguém, e não suportava a idéia de não poder ter filhos. Com o roubo seguido de suas raras verduras pelos pai de Rapunzel, ela vislumbrou a chance de ter sua criança tão almejada.

Os pais, relapsos e cobiçosos de bens alheios, após o pedido da bruxa, ficaram com muito medo de serem vítimas de algum feitiço que pudesse dar cabo de suas vidas, então preferem entregar a criança recém-nascida para a bruxa.

Quando Rapunzel chegou à puberdade, a bruxa ciente dos atributos físicos da moça, e não querendo dividi-la com ninguém, aprisiona-a na torre. Não queria que ninguém
visse a bela moça que Rapunzel se tornou, ao contrário de si mesma. Tinha inveja da beleza da jovem.

Na medida em que se conhecem, Rapunzel e o príncipe seguem os seus instintos sexuais:

Ela, porque viu no príncipe o seu “admirável mundo novo”, ou seja, percebeu novas perspectivas de vida, de sair daquele lugar, de se ver livre da bruxa. Usa de sua sensualidade e luxúria para conquistar o príncipe. Saber que tem o “fruto proibido” e sua astúcia feminina foi o suficiente para atrair o moço.

Ele, por sua vez, se dizendo apaixonado por sua voz, e por ela, aproveita a oportunidade (uma garota sozinha na torre), e sacia seu desejo sexual. Se o odor foi irrelevante em toda a situação, imagino que antigamente era normal não se tomar banho diariamente.

A bruxa cortou os cabelos de Rapunzel não somente para atrair o príncipe, mas como uma forma de rechaçar a ex-virgem. Naquela época as cabeleiras grandes eram
símbolos de virgindade.

Rapunzel, após ser expulsa do castelo, encontrou um pequeno oásis no deserto, onde morava uma bondosa camponesa que lhe deu abrigo e ajudou-a a cuidar de seus filhos.

Sua sorte foi que o príncipe ficou eternamente grato por ela ter dado a ele a visão. Puderam se casar e então foram felizes para sempre.

Por fim, o motivo de os cabelos de Rapunzel crescerem demais foi porque a bruxa fazia para ela uma poção incrementada com tudo à base de jaborandi, ginkgo biloba, cafeína, uréia, que continham em seus nutrientes, ativos vasodilatadores que estimulavam a circulação sanguínea e, consequentemente, desobstruíam os folículos pilosos de sua cabeça. Além dos ingredientes citados, ainda continha crina de cavalo triturada. Quanto mais ela tomava, mais as madeixas cresciam.

Nesta história nota-se que cada personagem luta para alcançar os seus desejos e objetivos pessoais, cada qual usando as “armas” de que dispunha.Tudo bem atual, não é mesmo?

Esta é a humanidade.

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Reality Shows: realidade ou ficção? – Rosalí Amaral

Por Rosalí Amaral, 30 de março de 2010 5:49

piscina6A televisão, esse poderoso veículo de comunicação em massa, há muito tempo vem rompendo os conceitos antes estabelecidos, abalando valores e tradições em diversos aspectos.

Os responsáveis por estas mudanças são os grandes fenômenos e campeões de audiência mundial, os reality shows, ou seja, os shows da realidade, programas criados pelos meios de comunicação como forma de entretenimento, mas que expõem o cotidiano e a vida das pessoas, confinadas em determinados espaços, onde são observadas 24 horas por dia por câmeras estrategicamente espalhadas pelos diversos ambientes, sendo as imagens transmitidas ininterruptamente, para os telespectadores.

Este modelo de programa tem alcançado altos índices de audiência e aumentado, consideravelmente, o faturamento das emissoras, por seu custo relativamente baixoem relação à produção de novelas e seriados. E, com o excelente retorno financeiro, tem sua permanência garantida nas grades das programações, gerando cada vez mais investimentos publicitários, além de ser um canal de exposição para os participantes.

A interpretação de realidade está sujeita ao campo dos conceitos e escolhas que consideramos como fato, ato ou possibilidade, adquiridos a partir de nossa consciência, desejo e conhecimento. O processo de construção da realidade é fundamentalmente social, onde a verdade é subjetiva e pode, às vezes, estar próxima da realidade, mas ela depende de situações, contextos e pensamentos, pois,  o que observamos, está ligado às escolhas e a todo o conjunto, que são mais normas do que evidências.

Como os reality shows ressaltam momentos de alegria, conflito, dor, amizade, etc., estimulados pela convivência dos participantes, o telespectador, ao assistir a esse tipo de programa, se distancia de sua realidade. E, mesmo sabendo que, o que vai ver não tem nada a ver com ela, passa a perceber coisas que não vê normalmente no seu dia-a-dia, levando-o a construir outras concepções de vida e comportamento.

Esses programas não operam com o real, mas sim com o que pode se adequar ao mundo interior fictício (aquele que foi criado) e com o mundo exterior (composto pelos telespectadores). O reality show é uma realidade do cotidiano mostrada de forma editada e camuflada em técnicas de ficção, onde os produtores para chegarem a seus objetivos, trabalham com vários conceitos de dramaturgia. Por isso, no momento de escolher os participantes,  eles optam por aqueles que têm maior potencial de conflito e interatividade.

Durante todo o programa, as expressões de poder, interesse, afeto e valores, bem diferenciadas entre os participantes, manifestam-se não somente no que eles dizem, mas através da postura, vestuário, expressões faciais, comportamento e histórias de vida desses.

Com isso, consegue-se transformar a espontaneidade das pessoas anônimas em produções artísticas; seus atos passam a se tornar espetáculos, onde a privacidade se choca com uma visibilidade real, permanente, consciente, insistente e direcionada.

Na verdade, os participantes se tornam verdadeiros atores, desempenhando papéis construídos de uma forma calculada e intencional. Em contrapartida, o preço que pagam por suas atuações e participações é bem real, seja ele positivo ou negativo, seja ganhando ou perdendo. Os reality shows, que são considerados jogos, operam sobre as noções do que é público e privado, sobre os indivíduos. Colocam em cheque princípios e valores morais e éticos, em função do lucro. Respondem ao desejo de audiência e estabelecem vínculos entre os participantes do programa e os telespectadores, transformando a relação entre o homem comum e a mídia. São, na verdade, grandes jogos de interesses. Dentre os vários motivos que atraem e levam as pessoas a se aventurarem nesse  tipo de programa, mesmo correndo o risco de se tornarem ridículas, idiotizadas ou até promíscuas diante de milhões de telespectadores, podemos perceber:

1- No campo psicológico, temos o exibicionismo, ou seja, o desejo de se expor em público; o voyerismo, prazer em ser observado intencionalmente por outras pessoas e o desejo de quebrar tabus e criar polêmicas.

2 – No campo financeiro, temos a busca por prêmios milionários em dinheiro e bens, sorteados durante os programas. Há a oportunidade de seus atores tornarem-se pessoas famosas e reconhecidas pela sociedade, garantindo-lhes contratos milionários, para exposição de suas imagens em revistas, shows, entrevistas e até a conquista de empregos em novelas e programas, permanecendo na mídia. Mas, o que acontece na grande maioria das vezes, é uma exposição efêmera e passageira.

E o telespectador, quais são os motivos que o leva a assistir e participar dos reality shows, assim como adquirir cotas de transmissões em canais fechados?

Sabemos que a curiosidade é inerente ao ser humano, essa vontade de bisbilhotar a vida alheia, impulso esse que pode ser considerado como atitude inconveniente e até condenável. Há também aqueles que consideram uma boa oportunidade para observarem e analisarem o comportamento das pessoas, que se altera diante de diversas situações surgidas e criadas durante o programa. E por fim,
a vontade de interagir com o programa, interferindo e decidindo diretamente sobre o destino dos participantes.

Diante do exposto, não há como negar o papel social desempenhado por este tipo de programa, na sociedade contemporânea.

O reality show, por ser um estilo de programa que trabalha com a subjetividade das pessoas, faz uma verdadeira apologia à formação e padronização de modelos de beleza e estética, comportamento e mentes, submetendo-os às regras das tendências da moda, decoração e formas perfeitas de corpo e rosto. O que interfere diretamente sobre a satisfação dos desejos de consumo dos telespectadores, induzindo-os a optar por novos gostos, padrões, preferências e formas de ser.

Se, os reality shows são odiados e desprezados por muitos, também são vistos e apreciados por milhões de telespectadores, que participam ativamente com seus votos através de ligações telefônicas e internet. E há aqueles que acham que devam ser vistos com cautela, ou seja, estando cientes sobre as estratégias  e os motivos interesseiros dos mesmos.

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Palavras e Preconceitos – Rosali Amaral

Por Rosalí Amaral, 12 de março de 2010 17:26

É claro que devemos ter o cuidado com o que pronunciamos. Afinal, a boca fala aquilo de que o coração está cheio.

Mas proibir a pronúncia de certas palavras só aumenta o foco do preconceito, que existe nas pessoas, e não nas palavras em si.

Existem algumas palavras politicamente corretas, na cartilha Cartilha do Politicamente Correto, que fazem com que ela fique mais parecida com uma cartilha de piadas.

Vejam se não tenho razão:

- Anão: (serve também para “baixinho” ou “tampinha”): Dizer pessoa verticalmente prejudicada ou pessoa verticalmente desavantajada ou verticalmente comprimida.

- Careca: dizer pessoa capilarmente desavantajada ou portador de um tipo especial de organização capilar. Aí, ao invés de cantar “é dos carecas que elas gostam mais”,é melhor cantar: “é dos que têm proposta capilar alternativa que  elas gostam mais”.

- Cabeça-de-vento: dizer indivíduo cérebro-atmosférico.

- CD Pirata: substituir por genérico da música (custa mais barato e tem o mesmo efeito).

- Desempregado: não-assalariado, pessoa que goza de lazer involuntário, indefinidamente inativo, temporariamente deslocado do mercado de trabalho, privado de vocação, em transição entre carreiras.

- Feio: dizer(para preservar a auto-estima dos assim designados)cosmeticamente diferentes. Na versão politicamente correta, a estória infantil ” O Patinho Feio” deveria ser “O Patinho Cosmeticamente Diferente”.

- Mudo: indivíduo vocalmente desafortunado ou oralmente prejudicado.

- Morto: pessoa terminalmente prejudicada ou pessoa não-vi va.

- Pesca: atividade criminosa que resulta na opressão e/ouextinção genocida das criaturas ictio-americanas (vulgos peixes).

- Suruba: poligamia consensual.

- Velho: maduro, experiente, cronologicamente abastado.

Fala sério!

Isso parece brincadeira, mas infelizmente não é!

Felizmente a sensatez falou mais alto e a SecretariaEspecial dos Direitos Humanos retirou de circulação e engavetou esta cartilha.

O policiamento da linguagem deve ser uma atitude ética, advinda da educação e do caráter.

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MULHERES… A Luta Continua – Rosalí Amaral

Por Rosalí Amaral, 8 de março de 2010 19:37

O Dia Internacional da Mulher foi criado em homenagem às mulheres de uma grande fábrica de tecidos em Nova York, que durante uma grande greve, morreram carbonizadas porque lutavam e reivindicavam melhores condições de trabalho.

Diferentemente do que muitos pensam, o objectivo desta data não é somente comemorar, mas sim discutir o papel da mulher na sociedade, num esforço para tentar diminuir o preconceito e a desvalorização da mulher.

É a luta por direitos, dignidade, respeito, liberdade e igualdade em todas as áreas da vida e entre todos os seres.

Através dessa luta ao longo do tempo, as mulheres têm conquistado cada vez mais espaços em áreas tipicamente masculinas, consolidando suas carreiras no mercado de trabalho em pé de igualdade com os homens.

Têm avançado nas conquistas de direitos civis, com a institucionalização de uma política específica para as mulheres e também direitos trabalhistas.

Nas universidades já se tornaram maioria, se destacando na literatura e cultura, vencendo provas desportivas, ocupando cargos importantes nas empresas, nas indústrias, áreas militares, aeronáutica, científica e governos.

Têm múltipla jornada de trabalho, atuam como profissionais, donas-de-casa, mães e esposas, exigindo-lhes muita dedicação, renúncia e planejamento.

A mulher hoje valoriza e julga importante para sua auto-estima, a autonomia e independência financeiras para a estabilidade em outras áreas de sua vida. Por isso não abre mão deste estilo de vida, que se tornou intenso e muitas vezes estafante.

Mas apesar de todos estes avanços e conquistas, a grande maioria delas ainda sofre com baixos salários, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvalorização na carreira profissional. Por isso, ainda há muito o que ser transformado, um longo caminho a percorrer.

Atualmente, muitas mulheres têm essa consciência coletiva, procuram lutar para acabar com todo o preconceito, diferenças, escravidão e sofrimento que muitas mulheres ainda sofrem aqui ou em qualquer outro lugar do planeta. E fazem isso com muita responsabilidade e charme.

Então, esse é o dia das mulheres que:

Lutam por um futuro e mundo melhores.

Buscam sua independência e identidade próprias, e sua consequente valorização.

Sobrevivem e resistem bravamente ao sofrimento e injustiças impostas a elas.

São profissionais competentes e de sucesso.

São companheiras, amigas e mães dedicadas.

Amam e consolam. Choram com os que choram.

Sonham e acreditam num mundo de paz e harmonia.

Parabéns a todos aqueles que valorizam e lutam de alguma forma pelo bem-estar e felicidade das mulheres, esses seres fantásticos.

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Desfile das Escolas de Samba – Rosalí Amaral

Por Rosalí Amaral, 10 de fevereiro de 2010 4:00

Grupo Especial

Conforme o Regulamento Específico dos Desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial para o Carnaval 2010, teremos:

- Os desfiles ocorrerão nos dias 14/02/2010 – DOMINGO com a participação de 6 escolas e 15/02/2010 – SEGUNDA-FEIRA com outras 6 escolas, à partir das 21:00 horas. O tempo de duração de cada escola de samba será no mínimo 65 minutos e no máximo 82 minutos.

- O desfile das campeãs, será composto pelas 6 primeiras colocadas do Grupo Especial à partir das 20 horas do sábado seguinte ao desfile.

- O corpo de julgadores será composto por 50 MEMBROS, sendo 05 para cada um dos quesitos.

- Além do que expôs muito bem, a Direção Artística do Desfile terá algumas comissões, que serão responsáveis por acompanhar as escolas de samba concorrentes, avaliando e propondo a aplicação de penalidades, se houverem. São elas:

  • Comissão de Concentração
  • Comissão de Cronometragem
  • Comissão de Dispersão
  • Comissão de Verificação das Obrigatoriedades Regulamentares.

As Escolas de Samba do Grupo Especial que desfilarão no sambódromo, versão 2010, serão:

DOMINGO, dia 14/02:

1ª) UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR:
Enredo: “D. Quixote de la Mancha… O Cavaleiro dos Sonhos Impossíveis”.

2ª) IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE:
Enredo: “Brasil de todos os Deuses”.

3ª) UNIDOS DA TIJUCA:
Enredo: “É Segredo”.

4ª) UNIDOS DO VIRADOURO:
Enredo: “México, o Paraíso das Cores, sob o Signo do Sol”.

5ª) ACADÊMICOS DO SALGUEIRO:
Enredo: “Histórias Sem Fim”.

6ª) BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS:
Enredo: “Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília do sonho à realidade, a capital da esperança”.

SEGUNDA-FEIRA, dia 15/02:

1ª) MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL:
Enredo: “Do Paraíso de Deus ao Paraíso da Loucura, cada um sabe o que procura”.

2ª) UNIDOS DO PORTO DA PEDRA:
Enredo: “Com que roupa… eu vou? Pro samba que você me convidou”.

3ª) PORTELA:
Enredo: “Derrubando fronteiras, conquistando liberdade… Rio de paz em estado de graça!”.

4ª) ACADÊMICOS DO GRANDE RIO:
Enredo: “Das Arquibancadas ao Camarote Nº1. Um ‘Grande Rio’ de Emoção na Apoteose do Seu Coração”.

5ª) UNIDOS DE VILA ISABEL:
Enredo: “Noel: A Presença do Poeta da Vila”.

6ª) ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA:
Enredo: “Mangueira é música do Brasil”.

  • O GRUPO DE ACESSO (LIESA), composto por 12 escolas de samba, desfilará no sábado, dia 13/02.
  • O GRUPO RIO DE JANEIRO 1 (AESCRJ), composto por 12 escolas de samba, desfilará na terça-feira, dia 16/02.
  • Já os GRUPOS RIO DE JANEIRO 2, 3 e 4 (AESCRJ),compostos por 14, 15 e 8 escolas, desfilarão no domingo, segunda e terça-feira respectivamente, na ESTRADA INTENDENTE MAGALHÃES-CAMPINHO.
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AVATAR: Eu vi o filme – Rosalí Amaral

Por Rosalí Amaral, 1 de fevereiro de 2010 6:48

Amigos leitores,

Antes mesmo de ler sobre o filme AVATAR, aqui em nosso blog, eu já me encontrava encantada com as informações recebidas, através de outras fontes. Ao tomar conhecimento das postagens, que aqui foram feitas, fiquei mais ansiosa para vê-lo.

Finalmente vi AVATAR, que traz para a tela um espetáculo de tecnologia com efeitos especiais fantásticos e inovadores.

Fiquei fascinada pelo jogo de cores, formas, as belas imagens e uma trilha sonora emocionante. A sensação dessa nova tecnologia em 3D é única, inovadora, realmente impressionante.

A trama simples e previsível se torna irrelevante, neste caso, diante de tanta beleza e novidade. O que vale é a abordagem feita sobre a relação do homem com a natureza, em que a sede de poder e domínio motiva-o a desrespeitá-la e, com isso, ele tenta destruir o que há de mais sagrado e essencial para a vida.
Excelente filme de guerra, ação, aventura e romance, onde é visível o embate maniqueísta entre o mal, simbolizado pela tecnologia, contra o bem, representado pela natureza.

O filme AVATAR também nos traz mensagens de paz e integração entre os seres vivos.

Ressalto a personagem encantadora de Neytiri, com sua coragem, força, determinação e grande amor pelos seus e também as cenas dos voos incríveis de Jake e Neyteri nos seus “banshees”.

Maravilhosos e fantásticos! Que emoção!

Por tudo isso e muito mais, posso lhe afirmar que amei esse filme, apenas ressalto que o roteiro poderia e tinha plenas condições de ser mais caprichado e trabalhado.

Mas, isso não diminui em nada o seu esplendor. Foi inesquecível fugir por duas horas e meia da vida real, para esse mundo emocionante de Pandora.

Por fim, me fez relembrar como é fascinante ir ao cinema.

E mais, já estou com vontade de repetir a dose.

O almacarioca.net está de parabéns ao abrir uma pasta exclusivamente para o Cinema.

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Milagres acontecem, no Haiti – Rosalí Amaral

Por Rosalí Amaral, 23 de janeiro de 2010 7:19

Em fração de segundos,
Todo o meu ser é sacudido,
Por tremores, em ondas sísmicas,
Causados por terrível terremoto.

E, antes que me dê conta,
Sou tomado por nuvens de poeira.
Meu chão logo desaparece.
Sou tragado por toneladas
De concreto e escuridão.

Meu grito de socorro é abafado,
Pelo gigante, que me prende o corpo.
Choro de impotência, diante
Da força e fúria da natureza.

Uma dor estranha invade o peito.
Nada compreendo!
Nada posso entender!
Minha vida está por um fio.
Será que vou morrer?

Já não basta sermos um povo,
Que é por demais carente,
Onde o cotidiano é viver lutando
Por sobrevivência e direitos humanos

Não posso culpar Deus,
Pelos vis desatinos do homem.
Durante séculos e séculos,
Com suas próprias mãos,
Vem dando sua contribuição,
Para a total destruição da terra.

Não tenho tempo para chorar,
Nem posso entrar em desespero.
Tenho que me concentrar,
Na esperança de renascer pra vida.

São dias intermináveis e sombrios
De fome, sede e solidão.
Dias de ansiedade e sofrimento
Mas, também, de muita fé e oração.

Mas, eis que surge um feixe de luz.
Ouço vozes, bem ao longe.
Somente me resta esperar,
Que possam me encontrar.

Quando essa luz se amplia,
Meu destino é traçado,
E, então sou resgatado.
Agora, estou livre enfim!

Nos braços daquele homem,
Meu anjo salvador,
Celebro minha liberdade,
Mesmo em meio à dor.

Ergo meus braços e sorrio.
Sinto imensa alegria de viver.
Com uma certeza no coração, exclamo:
- Milagres acontecem! Estou aqui, pra quem quiser ver!

(Este poema foi inspirado na cena do menino de 8 anos, resgatado após 8 dias de soterramento, no terremoto que vitimou o Haiti.Vale a pena ver o vídeo.)

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