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	<title>Alma Carioca - Arte e Cultura &#187; Carnaval</title>
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	<description>Manifestações culturais e artísticas</description>
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		<title>Maria, carnaval, cinzas &#8211; Terezinha Pereira</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 19:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Terezinha Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Terezinha Pereira]]></category>

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		<description><![CDATA[Era Maria. Somente. Teria sido Maria de flor ou de santa, como tantas são chamadas as Marias. Podia. Maria veio à luz ao acender das luzes de um carnaval. Sua folia primeira. Teria sido a única. Maria partiu nas cinzas do carnaval. Teria Maria vestido fantasia? Teria Maria sambado, com arte, o samba no morro? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Era Maria. Somente. Teria sido Maria de flor ou de santa, como tantas são chamadas as Marias.  Podia.</p>
<p style="text-align: justify;">Maria veio à luz ao acender das luzes de um carnaval. Sua folia primeira. Teria sido a única. Maria partiu nas cinzas do carnaval.</p>
<p style="text-align: justify;">Teria Maria vestido fantasia? Teria Maria sambado, com arte, o samba no morro? Teria sido porta-estandarte? Teria Maria puxado cordões aos olhos e sonhos de mil foliões?</p>
<p style="text-align: justify;">É, Maria. Tudo que vive, com o curso do tempo, cresce, amadurece, dá frutos. Inspira. Expira. Infla. Reflui. Então, perde o viço, o frescor, a força. Encarquilha&#8230; Perece. Vira pó. Cinzas.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é dito se Maria teria vencido os estágios do viver.  Ou se teria respirado apenas no durar de um tríduo de Momo. Maria partiu nas cinzas.</p>
<p style="text-align: justify;">As cinzas da quarta-feira. Cinzas dos ramos secos que, no ano passado,  louvaram a entrada triunfal do Mestre em Jerusalém.</p>
<p style="text-align: justify;">O corpo, os ramos queimados. A vida. O tempo. O fogo. Depois, o pó. Purificação. A transformação. O ressurgir.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo que não tenha puxado o samba com arte. Mesmo que não tenha sido porta-estandarte. Maria (re)surgiu com as cinzas.</p>
<p style="text-align: justify;">Que tenha apenas sido Maria nem de flor nem de santa. Simplesmente Maria.  Que tenha somente vivido um dia. Ou uma vida. De fantasia. Maria.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Inspirado em “Maria, carnaval e cinzas” &#8211; de Luiz Carlos Paraná, interpretada por Roberto Carlos no III FMPB- Festival de  Música Popular Brasileira, 1967</em></p>
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		<title>Orfeu Negro</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 10:12:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>

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		<description><![CDATA[sb_id = "3954";]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="445" height="364"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SVQ_9CuaDTc&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x234900&#038;color2=0x4e9e00&#038;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/SVQ_9CuaDTc&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x234900&#038;color2=0x4e9e00&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"></embed></object></p>
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		<title>Velhos tempos, antigos carnavais</title>
		<link>http://www.almacarioca.net/velhos-tempos-antigos-carnavais/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 16:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Afonso]]></category>

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		<description><![CDATA[Ter nascido no centro do Rio de Janeiro e ser sobrinho do fundador do Bola Preta é garantia de ter ALMA CARIOCA. Precisava escrever alguma coisa sobre os carnavais que vivi na minha infância. Procurei voltar mais de 50 anos no tempo, quando ainda era criança. Lembro que foi no início da década de 50, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;">Ter nascido no centro do Rio de Janeiro e ser sobrinho do fundador do Bola Preta é garantia de ter ALMA CARIOCA.</h2>
<p style="text-align: justify;">Precisava escrever alguma coisa sobre os carnavais que vivi na minha infância. Procurei voltar mais de 50 anos no tempo, quando ainda era criança. Lembro que foi no início da década de 50, quando deveria ter menos de 10 anos. Costumava ir ao sítio de meus tios,<strong> Álvaro de Oliveira</strong> e <strong>Nita</strong>, em<strong> Campo Grande</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O sítio tinha de tudo, de animais a árvores frutíferas. Até um riacho passava pela &#8220;<strong>Chez-Nous</strong>&#8220;, nome que meus tios escolheram para o local. Ficava na <strong>Estrada do Tinguí</strong>, um local afastado e deserto, bem diferente do que deve ser hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">O carnaval de rua em <strong>Campo Grande</strong> era repleto de <strong>Clóvis</strong>, com suas bexigas de boi, batendo sem parar.</p>
<p style="text-align: justify;">Meus tios beiravam os 50 e tantos anos. Nunca tiveram filhos e moravam no centro da cidade. Costumavam ir ao teatro, pois minha tia recebia entradas para todos os espetáculos. Não sei o que a ligava à classe artística, mas era bem conhecida no meio teatral. A primeira vez que fui a um teatro adulto, foi no <strong>Teatro Rival</strong>, um espetáculo de Teatro de Revista, com lindas mulheres seminuas. Ficamos num camarote, meus tios e um primo que, como eu, também não havia completado 18 anos. Foi inesquecível ver aquelas lindas mulheres com os seios de fora. Hoje, após tanto tempo, elas devem estar com 70 ou 80 anos.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Álvaro e o Bola Preta</h3>
<p style="text-align: justify;">Mas voltando aos meus tios, sempre ouvia a mesma história, contada por parentes, que o <strong>Álvaro</strong> havia sido um dos fundadores do <strong>Cordão da Bola Preta</strong>. Ele chegou a me mostrar a carteirinha de sócio do clube, do qual falava com muito orgulho. Falta-me memória, pois na época não dava importância ao fato, mas tenho quase certeza de que minha tia falou de seu antigo apelido, <strong>K-Veirinha</strong>, e também de <strong>Lord Trinca Ferro</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-17011" style="margin: 2px 10px 5px 0px; display: inline;" title="KVeirinha" src="http://www.almacarioca.net/wp-content/uploads/2010/02/KVeirinha.jpg" alt="KVeirinha" width="162" height="250" align="left" /></p>
<p>Com todas essas evidências, é quase certo de que o <strong>Álvaro de Oliveira</strong>, mencionado em vários sites da internet como fundador da agremiação, seja mesmo o meu tio, <strong>Álvaro de Oliveira e Silva</strong>, mas não posso jurar,  pois não encontrei o sobrenome Silva nas referências ao fundador.</p>
<p>Nosso amigo Gutierritos me enviou <a title="Álvaro" href="http://sodoiquandoeurio.blogspot.com/2007_02_01_archive.html">um link</a> onde <strong>Álvaro</strong>, o fundador do <strong>Bola Preta</strong> , é citado. Há, inclusive, uma foto do mesmo. É uma foto antiga, de 1949,  quando ele tinha 50 anos, mais ou menos, e eu estava com apenas quatro anos de idade.</p>
<p>Diz o artigo:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>Antigamente, todos os associados de destaque dos grêmios carnavalescos adquiriam um pseudônimo sempre precedido de aristocrático lord. Assim, <strong>Álvaro de Oliveira</strong> que, ainda garoto, de menor idade, conseguiu ser sócio dos Democráticos quando o alvi-negro tinah sede no Largo do Machado, ganhou sua alcunha. Deram-na, mais tarde, já na Rua do Hospício (hoje Buenos Aires), para onde o clube se transferiu, uma bem divertida: <strong>Lord Trinca Espinha</strong>. Continuou com ele da Rua dos Andradas e também na do Passeio, locais onde os valorosos &#8216;carapicus&#8217; estiveram instalados.</p>
<p>Só em 1918, depois da terrível epidemia de &#8216;influenza espanhola&#8217;, da qual, conseguindo escapar, ficou, no entanto, bastante magro, esquelético, perdeu sua antonomásia. Um amigo, vendo-o em tal estado exclamou: &#8220;Puxa, você parece uma caveira&#8221;. À tarde, na costumeira chopada do Bar Nacional, a turma homologou definitivamente o apelido: &#8220;Viva o <strong>K. Veirinha</strong>!&#8221; Nunca mais se deixou de chamá-lo por esse diminutivo ou de completar seu verdadeiro nome com ele: &#8220;o <strong>Álvaro K. Veirinha</strong>&#8220;.</p></blockquote>
<h3>Aos 80 anos, em 1976</h3>
<p style="text-align: justify;">Mais tarde, em 1976, meu tio Álvaro esteve no batizado de minha primeira filha. Ele deveria estar com seus 80 anos. Fiz esta foto e gostaria que os amigos comparassem as duas imagens, uma aos 50 e poucos anos, encontrada na internet,  e outra aos 80, para ver se há semelhanças que sugiram ser a mesma pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><img class="size-full wp-image-17012" style="display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px; border: 0px;" title="Alvaro de Oliveira, meu tio" src="http://www.almacarioca.net/wp-content/uploads/2010/02/Alvaro.jpg" border="0" alt="Alvaro de Oliveira, meu tio" width="468" height="480" /></p>
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		<title>Escolas de Samba cariocas e quesitos de julgamento – LuDiasBH</title>
		<link>http://www.almacarioca.net/escolas-de-samba-cariocas-e-quesitos-de-julgamento-ludiasbh/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 06:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>LuDiasBH</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[LuDiasBH]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui, nas Minas Gerais, não temos tradição em escolas de samba. Nosso carnaval, de modo geral, é mais restrito aos blocos. Por isso, para entender os meandros do julgamento, que acontece no Sambódromo, durante os desfiles, recorri-me a um texto do Frederico (endereço citado abaixo do texto) e à Wikipédia, como fontes de pesquisa. As [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui, nas Minas Gerais, não temos tradição em escolas de samba. Nosso carnaval, de modo geral, é mais restrito aos blocos. Por isso, para entender os meandros do julgamento, que acontece no Sambódromo, durante os desfiles, recorri-me a um texto do Frederico (endereço citado abaixo do texto) e à Wikipédia, como fontes de pesquisa.</p>
<p>As escolas de samba, no Rio de Janeiro, trabalham, com esmero, para brilharem nos desfiles. Iniciam com os ensaios nos barracões e, posteriormente, com os chamados “ensaios técnicos”, para que possam cronometrar o desfile e fazer o posicionamento das alas.</p>
<p>A disputa entre as escolas de samba é acirrada. Elas são divididas, em quatro grupos:</p>
<blockquote>
<ul>
<li>
<div>Grupo Especial (onde estão as principais escolas)</div>
</li>
<li>
<div>Grupo A (grupo de acesso)</div>
</li>
<li>
<div>Grupo B</div>
</li>
<li>
<div>Grupo C</div>
</li>
</ul>
</blockquote>
<p>Atualmente, o desfile é feito em dois dias (sábado e domingo), porque houve um grande crescimento, no número de escolas.</p>
<p>A campeã é declarada, na quarta-feira, logo após a contagem dos votos dos jurados. Também, anuncia-se a escola que foi rebaixada do <em>Grupo Especial </em>para o <em>Grupo A</em></p>
<p>No sábado seguinte, a campeã e as colocadas em segundo, terceiro e quarto lugares, e a primeira do <em>Grupo A</em>, voltam ao Sambódromo para o <em>Desfile das Campeãs</em>.</p>
<p>Dez quesitos são levados em conta, no julgamento das escolas de samba, de acordo com o estabelecido pelo regulamento oficial. São eles:</p>
<blockquote><p>
1- Bateria<br />
2- Samba-Enredo<br />
3- Harmonia<br />
4- Evolução<br />
5- Enredo<br />
6- Conjunto<br />
7- Alegorias e Adereços<br />
8- Fantasias<br />
9- Comissão de Frente<br />
10-Mestre-Sala e Porta-Bandeira.
</p></blockquote>
<p>Os jurados são indicados pela <em>LIESA</em> (Liga Independente das Escolas de Samba do RJ), de cuja entidade trinta membros participam. E, logo após a escolha, eles passam por um curso de treinamento, ministrado pela liga das escolas.</p>
<p>Durante o desfile das escolas, os jurados devem permanecer incomunicáveis, dentro de suas cabines, espalhadas pela avenida. Não podem, nem mesmo, fazer uso de celulares. As notas só podem ser reveladas, após a apuração dos resultados. Cada nota deve ser justificada, por escrito.</p>
<p>Cada quesito é avaliado por quatro jurados. Portanto, ao todo, são 40 jurados.</p>
<p>Para quem gosta de acompanhar os desfiles das escolas, nada como saber um pouco, sobre como se processa o julgamento dessas:</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Bateria</span> – É o coração pulsante da escola. E, dentro dela, muitos quesitos são levados em conta, tais como ritmo, criatividade, capacidade de empolgar os foliões, etc. A criatividade e a versatilidade são fundamentais, assim como a sua cadência, que deve estar em perfeita sintonia com o samba-enredo da escola.</p>
<p>Embora conste, na bateria, um grande número de instrumentos, é o conjunto do som, emitido, por eles, que é avaliado.</p>
<p>A bateria não é julgada pela quantidade de participantes inclusos, nela.</p>
<p>Aquele recuo, que todas (ou quase todas) fazem, já tendo um espaço destinado a elas, assim como a parada, em frente ao local, onde se encontram os jurados, não são obrigatórios.</p>
<p><strong>Samba-enredo</strong> – Leva-se, em conta, a letra e a melodia do samba.</p>
<p>A letra precisa estar em perfeita harmonia com o enredo, sem falar na riqueza dos versos. E, deve ser cantada por toda a escola, durante o desfile.</p>
<p>Na melodia, devem constar as característica rítmicas inerentes ao samba. Ela também deve ser capaz de ajudar os sambistas a fluírem com facilidade e leveza.</p>
<p>Problemas com o carro de som não tiram pontos da escola.</p>
<p><strong>Harmonia<em> </em></strong>– Leva em conta o entrosamento entre o ritmo da música, a bateria e o canto de quem interpreta o samba. Os participantes da escola têm a obrigação de cantar a música, junto com o puxador do samba. A alegria dos foliões é fundamental para a harmonia.</p>
<p><strong>Evolução</strong> – É o quesito, que julga a empolgação e a agilidade dos foliões, durante a passagem da escola pela avenida. É importante, que as alas estejam bem definidas. A escola tem que estar compacta, ordenada e coesa no seu deslocamento, sem correrias ou retornos. A alegria dos foliões é fundamental.</p>
<p><strong>Enredo</strong><strong> </strong>– É a apresentação do tema desenvolvido pela escola, assim como a sintonia entre esse e as alas. As fantasias e alegorias devem estar de acordo com o enredo. Antes de entrar em cena, a escola apresenta um roteiro de disposição de suas alas, que deve ser rigorosamente seguido.</p>
<p><strong>Fantasias</strong> – Devem estar de acordo com o enredo da escola, além de ostentarem beleza, originalidade e criatividade. Devem ajudar a contar a história proposta pela escola.</p>
<p>O material usado também é avaliado.</p>
<p><strong>Alegorias e adereços</strong> – Assim como as fantasias, elas devem ajudar a desenvolver o tema da escola cantado em seu samba-enredo. Material usado, disposição das cores, e significados são importantes no julgamento. Objetos que não fazem parte do desfile (isopor, caixas, papelões, etc.) não podem estar à vista.</p>
<p><strong>Comissão de frente</strong> – É responsável por saudar o público e apresentar a escola na avenida. Deve se exibir de forma coordenada e criativa. Quedas ou perdas de acessórios, durante o desfile, são levadas em conta pelos jurados.</p>
<p><strong>Mestre-sala e porta-bandeira</strong> – É o casal mais importante da escola. Os dois devem se apresentar com harmonia, graça e leveza, apresentando movimentos clássicos da dança.</p>
<p>A porta-bandeira leva o símbolo mais importante de sua escola, conhecido como <em>Pavilhão</em>. Ao casal cabe a tarefa de apresentá-lo ao público.</p>
<p><strong>Conjunto</strong><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong>– É a harmonia, a uniformidade e o equilíbrio artístico da escola. É o corpo da escola, responsável pela definição de sua nota.</p>
<p>Escolas empatadas, em primeiro lugar, serão desempatadas por sorteios, que determinarão qual quesito terá a nota válida para o desempate.</p>
<p><strong><em>Observação:</em></strong><strong> Segundo a minha fonte de pesquisa, suas informações são relativas ao Carnaval de 2007. Como o Carnaval é dinâmico, se algumas mudanças aconteceram de lá para cá, é mais do que natural. Mas, o núcleo da disputa continua o mesmo.</strong></p>
<p><strong>Peço aos leitores, que tiverem conhecimento de algumas mudanças, repassem-nas, na parte de comentários, para que o nosso texto esteja completo em 2011.</strong></p>
<p><strong>Fonte de Pesquisa:</strong></p>
<p>Frederico (<a href="http://flexus.wordpress.com/2009/02/24/carnaval-conheca-os-quesitos-para-avaliacao-das-escolas-de-samba/"><strong>http://flexus.wordpress.com/2009/02/24/carnaval-conheca-os-quesitos-para-avaliacao-das-escolas-de-samba/</strong></a>)</p>
<p>Wikipédia</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Desfile das Escolas de Samba &#8211; Rosalí Amaral</title>
		<link>http://www.almacarioca.net/desfile-das-escolas-de-samba-rosali-amaral/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 06:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rosalí Amaral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Rosalí Amaral]]></category>

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		<description><![CDATA[Grupo Especial Conforme o Regulamento Específico dos Desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial para o Carnaval 2010, teremos: - Os desfiles ocorrerão nos dias 14/02/2010 – DOMINGO com a participação de 6 escolas e 15/02/2010 – SEGUNDA-FEIRA com outras 6 escolas, à partir das 21:00 horas. O tempo de duração de cada escola [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;">Grupo Especial</h2>
<p style="text-align: justify;">Conforme o Regulamento Específico dos Desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial para o Carnaval 2010, teremos:</p>
<p style="text-align: justify;">- Os desfiles ocorrerão nos dias 14/02/2010 – DOMINGO com a participação de 6 escolas e 15/02/2010 – SEGUNDA-FEIRA com outras 6 escolas, à partir das 21:00 horas. O tempo de duração de cada escola de samba será no mínimo 65 minutos e no máximo 82 minutos.</p>
<p style="text-align: justify;">- O desfile das campeãs, será composto pelas 6 primeiras colocadas do Grupo Especial à partir das 20 horas do sábado seguinte ao desfile.</p>
<p style="text-align: justify;">- O corpo de julgadores será composto por 50 MEMBROS, sendo 05 para cada um dos quesitos.</p>
<p style="text-align: justify;">- Além do que expôs muito bem, a Direção Artística do Desfile terá algumas comissões, que serão responsáveis por acompanhar as escolas de samba concorrentes, avaliando e propondo a aplicação de penalidades, se houverem. São elas:</p>
<blockquote>
<ul>
<li>Comissão de Concentração</li>
<li>Comissão de Cronometragem</li>
<li> Comissão de Dispersão</li>
<li> Comissão de Verificação das Obrigatoriedades Regulamentares.</li>
</ul>
</blockquote>
<p>As<strong> Escolas de Samba do Grupo Especial</strong> que desfilarão no sambódromo, versão 2010, serão:</p>
<h3><strong>DOMINGO, dia 14/02:</strong></h3>
<p>1ª) <strong>UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR</strong>:<br />
Enredo: “D. Quixote de la Mancha… O Cavaleiro dos Sonhos Impossíveis”.</p>
<p>2ª)<strong> IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE</strong>:<br />
Enredo: “Brasil de todos os Deuses”.</p>
<p>3ª) <strong>UNIDOS DA TIJUCA</strong>:<br />
Enredo: “É Segredo”.</p>
<p>4ª)<strong> UNIDOS DO VIRADOURO</strong>:<br />
Enredo: “México, o Paraíso das Cores, sob o Signo do Sol”.</p>
<p>5ª) <strong>ACADÊMICOS DO SALGUEIRO</strong>:<br />
Enredo: “Histórias Sem Fim”.</p>
<p>6ª) <strong>BEIJA-FLOR DE NILÓPOLI</strong>S:<br />
Enredo: “Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília do sonho à realidade, a capital da esperança”.</p>
<h3><strong>SEGUNDA-FEIRA, dia 15/02:</strong></h3>
<p>1ª) <strong>MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL</strong>:<br />
Enredo: “Do Paraíso de Deus ao Paraíso da Loucura, cada um sabe o que procura”.</p>
<p>2ª) <strong>UNIDOS DO PORTO DA PEDRA</strong>:<br />
Enredo: “Com que roupa… eu vou? Pro samba que você me convidou”.</p>
<p>3ª) <strong>PORTELA</strong>:<br />
Enredo: “Derrubando fronteiras, conquistando liberdade… Rio de paz em estado de graça!”.</p>
<p>4ª) <strong>ACADÊMICOS DO GRANDE RIO</strong>:<br />
Enredo: “Das Arquibancadas ao Camarote Nº1. Um ‘Grande Rio’ de Emoção na Apoteose do Seu Coração”.</p>
<p>5ª) <strong>UNIDOS DE VILA ISABEL</strong>:<br />
Enredo: “Noel: A Presença do Poeta da Vila”.</p>
<p>6ª) <strong>ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA</strong>:<br />
Enredo: “Mangueira é música do Brasil”.</p>
<ul>
<li>O GRUPO DE ACESSO (LIESA), composto por 12 escolas de samba, desfilará no sábado, dia 13/02.</li>
</ul>
<ul>
<li>O GRUPO RIO DE JANEIRO 1 (AESCRJ), composto por 12 escolas de samba, desfilará na terça-feira, dia 16/02.</li>
</ul>
<ul>
<li>Já os GRUPOS RIO DE JANEIRO 2, 3 e 4 (AESCRJ),compostos por 14, 15 e 8 escolas, desfilarão no domingo, segunda e terça-feira respectivamente, na ESTRADA INTENDENTE MAGALHÃES-CAMPINHO.</li>
</ul>
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		<title>Marchinhas de Carnaval &#8211; Beth Carvalho</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 09:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Lucia Timotheo da Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>

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		<description><![CDATA[Sugestão de Ana Lucia Timotheo da Costa sb_id = "3954";]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="445" height="364"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/V9_hL5PLdj8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x234900&#038;color2=0x4e9e00&#038;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/V9_hL5PLdj8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x234900&#038;color2=0x4e9e00&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"></embed></object></p>
<p>Sugestão de Ana Lucia Timotheo da Costa</p>
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		<item>
		<title>Carmen Miranda, a cantora rainha do carnaval na década de 30 &#8211; Terezinha Pereira</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 20:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Afonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Terezinha Pereira]]></category>

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		<description><![CDATA[Carmen Miranda, com sua imagem estilizada de baiana, roupas e turbantes coloridos, frutas tropicais na cabeça, pulseiras e outros balangandãs e sapatos de plataformas para compensar seus 1,53m deixou sua marca registrada no carnaval brasileiro. Cantora e atriz exótica, foi a primeira artista brasileira (nascida em Portugal, criada no Brasil), a fazer sucesso no cinema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Carmen Miranda, com sua imagem estilizada de baiana, roupas e turbantes coloridos, frutas tropicais na cabeça, pulseiras e outros balangandãs e sapatos de plataformas para compensar seus 1,53m deixou sua marca registrada no carnaval brasileiro. Cantora e atriz exótica, foi a primeira artista brasileira (nascida em Portugal, criada no Brasil), a fazer sucesso no cinema estrangeiro, em especial nos musicais de Hollywood.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos anos 30, Carmen gravou e fez sucesso no rádio com diversas marchinhas.  “Mamãe eu quero”, de Vicente de Paiva e Jararaca, segundo Ruy Castro, é a terceira canção brasileira mais conhecida no mundo, só perde para Aquarela do Brasil e Garota de Ipanema. (Mamãe eu quero foi gravada por Jararaca em 1936 e por Carmen Miranda para o carnaval de 1937. Ruy Castro conta na biografia que escreveu de Carmen Miranda que ela gravou 281 músicas, quantidade ainda não contabilizada por outra cantora brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes disso, a “pequena notável” já havia conquistado os ouvintes do Brasil com outros sucessos:  “Iaiá, ioiô, de Josué de Barros, 1929, “Ta-hi”, de Joubert de Carvalho, que também foi conhecida como “Pra você gostar de mim”, gravação de 1930. Depois vieram “Duvi-d-o-dó”, de Benedito Lacerda e João Barcellos (1936), “Cantoras do rádio”, marchinha de Alberto Ribeiro e João de Barro (1936), “No tabuleiro da baiana”, batuque de Ary Barroso (1936); “Camisa listada”, samba-choro de Assis Valente (1937), “O que é que a baiana tem?, samba típico baiano de Dorival Caymmi (1938). Não vou citar outros títulos. Melhor o leitor ver alguns vídeos famosos, partes de documentários e matérias que foram gravadas na época em que Carmen Miranda fez sucesso no Brasil, Estados Unidos e no mundo com seus filmes, suas músicas e seu carisma.</p>
<p style="text-align: justify;">Melhor do que ficar lendo sobre nomes de marchinhas (que tendo ou não sido compostas para o carnaval, acabaram sendo cantadas em muitos carnavais), sambas e de filmes em que Carmen Miranda, atuou será ver um documentário(partes 1 e 2)  e fragmentos de gravações de algumas de suas apresentações que foram preservadas:</p>
<p style="text-align: justify;">introdução e links para o artigo acima</p>
<p style="text-align: justify;">Carmen Miranda _ documentário, 1969 &#8211; Diretor: Jorge Ileli</p>
<p style="text-align: justify;">Cenas de sua vida e de seus filmes, mostrando seus números musicais de maior sucesso e de seu funeral, em agosto de 1955.</p>
<p style="text-align: justify;">parte 1:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_Dxyf7ELQE4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/_Dxyf7ELQE4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">parte 2:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gZRJuetVgh4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/gZRJuetVgh4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Embaixatriz do samba ( Cenas do documentário sobre Carmen Miranda, produzido na déc.90 pela TV-Cultura de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">– parte 1:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bE_aD8oTq-U&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/bE_aD8oTq-U&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">- parte 2:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="445" height="364" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gxHv9sbsT0o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="445" height="364" src="http://www.youtube.com/v/gxHv9sbsT0o&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		</item>
		<item>
		<title>O rei Momo: mitologia grega, circo, carnaval e cinema &#8211; Terezinha Pereira</title>
		<link>http://www.almacarioca.net/o-rei-momo-mitologia-grega-circo-carnaval-e-cinema-terezinha-pereira/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 08:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Terezinha Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Terezinha Pereira]]></category>

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		<description><![CDATA[O rei do carnaval brasileiro tem sua origem na mitologia grega. Momo, filho do Sol e da Noite, é conhecido como o deus da sátira, do sarcasmo, do culto ao prazer e ao entretenimento, do riso, da pilhéria, das críticas maliciosas, etc. Segundo a história, ele tinha o costume de criticar os feitos de outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O rei do carnaval brasileiro tem sua origem na mitologia grega.  Momo, filho do Sol e da Noite, é conhecido como o deus da sátira, do sarcasmo, do culto ao prazer e ao entretenimento, do riso, da pilhéria, das críticas maliciosas, etc. Segundo a história, ele tinha o costume de criticar os feitos de outros deuses. Uma vez, solicitado para opinar sobre obras de Zeus, Atena e Prometeu, fez-lhes severas críticas. Irados, os deuses o expulsaram do Paraíso, vindo ele cair no planeta Terra. Dizem que veio para tirar o sossego dos homens. Será?</p>
<p style="text-align: justify;">A cerimônia de coroação de Momo como rei vem do tempo da Roma antiga. Para os romanos, Momo era obeso e isso significava fartura e extravagância. Por isso,  elegiam mais belo soldado da tropa romana para ser coroado rei. Como rei Momo, o escolhido podia brincar, comer, beber e fazer o que tivesse vontade durante seu curto reinado. Terminada a festança, ele era levado ao altar do deus Saturno para ser sacrificado. Depois de morto, era velado e enterrado com todas as honrarias de “um chefe de estado”. Se “rei morto, rei posto”, a cada ano era eleito um novo rei Momo.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira representação do rei Momo no Brasil data de 1910 e foi encarnada pelo palhaço negro, artista Benjamim de Oliveira (natural de Pará de Minas), na opereta “Cupido no oriente”, de autoria de Benjamim de Oliveira e David Carlos, levada à cena no Circo Spinelli, no Rio de Janeiro. * No desenrolar da peça, Cupido (Eros), deus alado do amor, filho de Vênus, surge no palácio de um sultão e contracena com odaliscas, fidalgos, conselheiros e também com deuses e deusas da mitologia: Momo, Júpiter, Vênus, Saturno, Mercúrio, Baco, Plutão, Eolo, Vulcano, Esculápio, etc. Há registros de que essa peça tenha ficado em cartaz  no período de 1910 a 1912.</p>
<p style="text-align: justify;">Como comandante da folia do carnaval brasileiro, o rei Momo surgiu em 1932 (1933?), no Rio de Janeiro. Primeiro criaram um rei Momo na forma de um boneco de papelão. Esse boneco desfilou com um grupo de carnavalescos no centro do Rio de Janeiro e depois foi posto num trono e reverenciado como o rei da folia. No entanto, não obteve o sucesso esperado. No ano seguinte, resolveram escolher um homem bem gordo para Momo. A idéia partira de um cronista do jornal “A noite” e o primeiro rei Momo foi eleito lá mesmo, na redação daquele jornal. Assim, o colunista esportivo, Moraes Cardoso, possuidor das características momescas, foi coroado como o primeiro rei Momo. Saudado com confetes, serpentinas e lança-perfume, ele saiu com os foliões pela avenida afora. Gostou tanto que reinou até 1948, quando morreu. A moda de um rei Momo bem gordo pegou e continua como o símbolo do “dono” do carnaval do país.</p>
<p style="text-align: justify;">No cinema, a figura do rei Momo surge na mesma época, no semi-documentário “A voz do Carnaval”, primeiro filme falado produzido pela Cinédia, dirigido por Adhemar Gonzaga e Humberto Mauro, que estreou às vésperas do carnaval de 1933.  No roteiro, feito de cenas reais e de ficção, o rei Momo chega a praça Mauá, Rio de Janeiro, a bordo do rebocador Mocanguê. Ao descer, os foliões o saúdam calorosamente e o acompanham pela avenida até ao “Beira-Mar Cassino”, ponto de encontro e de espetáculos da época, onde lhe dão o trono. Dando-se conta do tamanho da pândega,  Momo não quer saber de trono e foge para  ver o Carnaval do Rio. As cenas que intercalam o percurso de Momo filmado em estúdio, mostram cenas dos desfiles do corso e as batalhas de confete com os ranchos e os cordões, registradas com som direto nas ruas do Rio.</p>
<p style="text-align: justify;">Destacam-se no filme as músicas e o elenco formado pelos artistas mais famosos da época: Gina Cavaliere, Lu Marival, Regina Maura, Elsa Moreno, Nana Figueiredo, Pablo Palitos (um famoso cômico argentino que faz o papel de Momo), Lamartine Babo, Paulo Gonçalves, Apoio Corrêa, Henrique Chaves, Jararaca e Ratinho e a nossa “pequena notável”, Carmen Miranda, que estréia oficialmente no cinema. Nesse filme ela canta &#8220;Moleque indigesto&#8221;, de Lamartine Babo e &#8220;Good-bye, boy&#8221;, de Assis Valente.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras músicas que, suponho, “fizeram Momo fugir do trono” nesse filme em que foi coroado rei do carnaval no Rio de Janeiro, continuam fazendo sucesso quando se fala em marchinhas de carnaval: &#8220;Linda Morena&#8221;, de Lamartine Babo,  &#8220;Aí, hein?&#8221;; de Lamartine Babo e Paulo Valença; &#8220;Boa bola&#8221;, de Lamartine Babo e Paulo Valença; &#8220;Fita amarela&#8221;, de Noel Rosa; &#8220;Mas como&#8230; outra vez&#8221;, de Noel Rosa e Francisco Alves; &#8220;Formosa&#8221;, de J. Rui e Nássara; &#8220;É batucada&#8221; de J. Luís de Moraes; &#8220;Vai haver o diabo&#8221; de Benedito Lacerda e Gastão Viana); &#8220;Vai haver barulho no chatô&#8221; (Walfrido Silva e Noel Rosa); &#8220;Trem blindado&#8221; (João de Barro); &#8220;Moreninha da praia&#8221; (João de Barro); &#8220;Alô, Jone&#8221; (Jurandyr Santos); &#8220;Opa, opa!&#8221;, etc..</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, pelo que se tem notícia, não existe nenhuma cópia preservada de “A voz do carnaval”. Assim, não podemos ver a primeira figura de rei Momo que foi levada às telas do cinema brasileiro.</p>
<p style="text-align: center;">*****</p>
<p style="text-align: justify;">* Costa, Haroldo. 100 anos de carnaval no Brasil. São Paulo: Irmãos Vitale, 2000.</p>
<p style="text-align: justify;">Silva, Ermínia. Circo-teatro _ Benjamim de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil. Rio de Janeiro: Altana, 2007</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Moleque indigesto, com Carmen Miranda:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="580" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/niNJSRFR6Aw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="580" height="360" src="http://www.youtube.com/v/niNJSRFR6Aw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x006699&amp;color2=0x54abd6&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>O folião &#8211; Epílogo &#8211; Manoel Rodrigues</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 11:31:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoel Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Manoel Rodrigues]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia do desfile, Oswaldo finalmente viu a sua fantasia, que vestiu envergonhado: ela simbolizava um guerreiro romano, constava de um saiote curto por cima de uma diminuta sunga branca e uma manta em diagonal, nas cores azul e branco da escola, sapatilhas parecidas com as de balé, com tiras trançadas que subiam pelas canelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No dia do desfile, Oswaldo finalmente viu a sua fantasia, que vestiu envergonhado: ela  simbolizava um guerreiro romano, constava de um saiote curto por cima de uma diminuta sunga branca e uma manta em diagonal, nas cores azul e branco da escola, sapatilhas parecidas com as de balé, com tiras trançadas que subiam pelas canelas quase chegando aos joelhos, e um adorno na cabeça que tinha duas antenas com libélulas nas extremidades. Nas moças até produzia certo charme. Mas Oswaldo tinha estatura mediana, era todo peludo, pesava quase cem quilos, um quinto deles concentrado no seu abdome, irrigado por muitos chopes tomados ao longo da vida, de modo que a sua figura era de uma “graciosidade” bizarra.</p>
<p style="text-align: justify;">Na ida para o sambódromo, no metrô, ele não tinha coragem de olhar para os lados. Já na concentração, tomou algumas cervejas, ele nunca iria entrar na avenida de “cara limpa”. E , quando já estava quase na hora, uma moça veio por trás dele e deu, sorrateiramente, um beliscão nas suas nádegas. Esse episódio e mais as cervejinhas tomadas, produziram um efeito avassalador: assim que entrou na Sapucaí, com o povão da arquibancada popular aplaudindo freneticamente, Oswaldo se transfigurou : ergueu os braços, olhos fixos no céu como se estivesse em transe hipnótico e começou a sambar. Quer dizer, ele pensou que estivesse sambando. De fato, ele fazia uns movimentos desordenados, totalmente em descompasso com o ritmo que vinha do puxador do samba e da bateria, e era alguma coisa parecida com os passos de ganso de um soldado russo marchando, misturado com danças de candomblé, era esquisito mesmo. Mas ele não estava nem aí, exceto quando o chefe da ala veio falar com ele, justo quando ele dava uma abaixadinha :</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; “Qualé”, cara, estás dançando frevo? Aqui é samba, ó “mané”!</p>
<p style="text-align: justify;">Passado esse lance, Oswaldo continuou arrepiando na avenida : parou na frente das câmeras de televisão, mandou beijos para as arquibancadas, fez reverências para os camarotes. E de tanto rodopiar, entrelaçou suas libélulas com as de outra moça da mesma ala, acabando por derrubar a garota ao tentar desencaixar os adornos e, para não machucá-la, acabou ele também indo ao chão por cima da menina. Embora tenha sido um acontecimento rápido, abriu uma clareira na ala, que foi o motivo, soube-se depois, para a perda de meio ponto no quesito “harmonia”.</p>
<p style="text-align: justify;">Oswaldo chegou exausto e rouco ao final da avenida, mas ainda elétrico, sua adrenalina estava lá em cima. Tinha certeza que a escola havia feito um bom desfile, porém ficou preocupado se o incidente não traria prejuízos para a escola.</p>
<p style="text-align: justify;">E de fato trouxe. A sua escola acabou sendo rebaixada por diferença de menos de meio ponto para a última colocada a permanecer no grupo de elite.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde esse dia, ele nunca mais quis saber de carnaval. Primeiro, por se sentir culpado em relação ao prejuízo causado. Segundo, pela repercussão dada ao incidente, pois um jornal, desses mais populares, mostrou a fotografia dele e da menina caídos, atracados, e um comentário ligando a cena aos quesitos de julgamento dos desfiles:</p>
<p style="text-align: justify;">“Libélula cabeluda e invejosa ataca na avenida, prejudicando a harmonia e a evolução da escola”.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa mesma foto foi exposta no mural noticioso existente no seu local de trabalho. Por cima da legenda impressa, escrito em caneta tipo “pilot”, num vermelho berrante, colocaram outro título em alusão a um filme famoso: “A Bela e a Fera”. Só que, em face do olhar raivoso da menina, capturado pelo fotógrafo, puxaram uma seta indicativa de que ela seria a fera do título.</p>
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		<title>Alô, alô Carnaval &#8211; Um filme de 1936 &#8211; Terezinha Pereira</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 07:02:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Terezinha Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Terezinha Pereira]]></category>

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		<description><![CDATA[A lembrança mais forte que tenho de Carmen Miranda é a de sua foto no caixão. Era agosto de 1955 e eu ainda não havia completado 7 anos de idade. Não me lembro se vi a matéria a respeito da morte e velório de Carmen Miranda na revista Manchete ou em O Cruzeiro. Estou certa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A lembrança mais forte que tenho de <strong>Carmen Miranda</strong> é a de sua foto no caixão. Era agosto de 1955 e eu ainda não havia completado 7 anos de idade. Não me lembro se vi a matéria a respeito da morte e velório de Carmen Miranda na revista Manchete ou em O Cruzeiro.  Estou certa de que era a primeira vez que eu via um defunto maquiado: lábios vermelhos, rouge e mais cabelos penteados, unhas vermelhas e vestido com um belo tailleur vermelho. Uma belíssima mulher, sem vida, num caixão. (Estaria ela esperando o príncipe que acorda as belas moças das histórias?) Depois disso, a não ser esporadicamente, em jornais ou revistas, li artigos sobre “a pequena notável”, ouvi algumas de suas músicas pelo rádio e algumas imagens pela televisão. Naquele tempo, as ondas do rádio eram curtas e a televisão custou a chegar com força ao interior do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2002, assisti a uma palestra da pesquisadora, doutora em Literatura Comparada, professora da UFMG, Eneida Maria de Souza, com o tema Carmen Miranda. A fala da prof. Eneida, os vídeos que ela apresentou durante a palestra e alguns textos me fizeram saber da importância da personagem que representou  a primeira grande marca da cultura brasileira no exterior. Não importa se cheia de balangandãs, vestida de baiana, turbantes coloridos e frutas tropicais na cabeça.  Essa palestra deu-me uma imagem diversa de nossa Carmen.</p>
<p style="text-align: justify;">Há muito o que falar a respeito da “pequena notável”, que media 1,53 e gingava seu corpo de forma graciosa e sensual, por cima de sapatos de elevadas plataformas. No entanto, o objeto deste artigo é um musical de 1936: “Alô, alô carnaval”, de Adhemar Gonzaga e Wallace Downey, lançado  no Rio de Janeiro em janeiro de 1936 e em S. Paulo, em fevereiro. Segundo os historiadores do cinema, esse filme é um dos mais ricos e belos musicais do cinema brasileiro. Causou sensação e foi recorde de bilheteria na época. Também agradou nas 4 vezes em que foi relançado (em 52, 74 -sob supervisão do diretor Adhemar Gonzaga,  83 e 2002- com a presença de Braguinha, 90 anos, co-autor do roteiro e autor de algumas músicas do filme). Em todos os relançamentos Alô, alô carnaval atraiu público e elogios da crítica. O que haverá de extraordinário nesse filme quase sex&#8230; agenário?</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, os críticos procuram explicar a razão. Seria o clima carnavalesco, em todas as suas concepções? O consenso ficaria por conta do simples  espectador,  do apreciador de música popular brasileira ou de filmes-revista ou filmes musicais&#8230;  Um  ponto, que agrada a muitos, pode nos levar a refletir: a apresentação de diversos  nomes, grandes “cobras” do cancioneiro popular:  Francisco Alves, Mário Reis, Dircinha e Linda Batista, Braguinha (João de Barro), Joel de Almeida e Gaúcho, Almirante, Lamartine Babo, Hervê Cordovil e orquestra, Barbosa Júnior e Muraro, ao piano, etc. E mais Carmen Miranda e sua irmã Aurora. É um outro motivo de reflexão. Dizem que Aurora e  Carmen Miranda provocaram um grande rebuliço no público nas suas apresentações de “Querido Adão” (Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago) e “ Cantores de rádio” (Braguinha, Lamartine Babo e Alberto Ribeiro).</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto ao enredo de <strong>Alô, alô Carnaval</strong>, pode-se dizer que é muito fraco. O filme conta a história de dois endividados  autores e produtores de revistas musicais, Arthur e José, que procuram um empresário português e lhe pedem para financiara  montagem de um espetáculo que os livre da situação de miséria. O português se nega a fazê-lo, porém por outras razões, acaba se envolvendo em  dificuldades. Os brasileiros se aproveitam da situação quando o empresário lhes pede ajuda. Vingam-se, obrigando o empresário a saldar todas as suas dívidas por meio de recursos duvidosos e superfaturamento. Meio a esse fraco argumento, as mais de vinte músicas são cantadas, orquestradas, dançadas, encenadas e  enchem olhos e ouvidos dos espectadores, até então acostumados a ouvi-las apenas pelo rádio.  Uma curiosidade do filme com relação a tradicional indumentária de Carmen Miranda está relacionada ao fato de ser essa uma das suas raras apresentações sem roupa de baiana.</p>
<p style="text-align: justify;">Caro leitor, Carmen Miranda dá pano pra manga e pra turbante.  Pretendo falar mais um pouco sobre ela e seus filmes em que festeja o carnaval. (Olha o carnaval chegando por aí, minha gente!)  Por enquanto, fiquemos com a letra e imagem de suas músicas em Alô, alô carnaval.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Querido Adão</h3>
<h3 style="text-align: justify;"></h3>
<h4 style="text-align: justify;">(Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago)</h4>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">Adão<br />
Meu querido Ãdão<br />
Todo mundo sabe<br />
Que perdeste o juízo<br />
Por causa da serpente tentadora<br />
O nosso mestre<br />
Te expulsou do paraíso.<br />
Mas em compensação<br />
O teu pobre coração<br />
Que era pobre, pobre<br />
Muito pobre de amor<br />
Cresceu e eternizou meu Adão,<br />
O teu pecado encantador.</p>
<p style="text-align: justify;">Querido Adão:</p>
<p><object width="445" height="364"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/L2IK-Y3-2CE&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6&#038;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/L2IK-Y3-2CE&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"></embed></object></p>
<h3 style="text-align: justify;">Cantores do Rádio</h3>
<h4 style="text-align: justify;">(Braguinha, Lamartine Babo, Alberto Ribeiro)</h4>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">Nós somos as cantoras do rádio<br />
Levamos a vida a cantar<br />
De noite emabalamos teu sono<br />
De manhã nós vamos te acordar</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">Nós somos as cantoras do rádio<br />
Nossas canções, cruzando um espaço azul,<br />
Vão reunindo<br />
Num grande abraço<br />
Corações de norte a sul</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">Canto pelos espaços afora<br />
Vou semeando cantigas<br />
Dando alegria a quem chora</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">Canto pois sei<br />
Que a minha canção<br />
Faz estancar a tristeza que mora<br />
No teu coração</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">Canto pra te ver mais contente<br />
Pois a ventura dos outros<br />
É a alegria da gente</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;">Canto e sou feliz só assim<br />
E agora peço que cantem<br />
Um pouquinho pra mim</p>
<p style="text-align: justify;">Cantores de rádio: </p>
<p><object width="445" height="364"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bsJJ3YPhlzE&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6&#038;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/bsJJ3YPhlzE&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Agora, quem viu e gostou dos vídeos de Carmen Miranda e Aurora, gostará de ver o “Um Pierrot Apaixonado”, de Noel Rosa e Heitor dos Prazeres, com Joel e Gaúcho, marchinha que também contribuiu para o sucesso de “Alô,alô carnaval”. Muita gente ainda se lembra do caso daquele Pierrot apaixonado que vivia só cantando por causa de uma fútil e bela Colombina.  Outrossim,  vai recordar  que o apaixonado acabou chorando. Chorando! Pois a Colombina&#8230; A Colombina&#8230; A Colombina entrou num botequim e bebeu todas. Bebaça, qualificou o enamorado de cacete e o mandou tomar sorvete com o Arlequim. O Pierrot, sentindo, do amor, o triste fim, quereria a companhia do fanfarrão Arlequim? Nada disso. Depois do levar o grande “chute”, foi tomar vermuth com amendoim! E assim termina mais uma “commedia dell&#8217;arte” e uma marchinha de carnaval entra para o rol dos clássicos da música brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Um Pierrot Apaixonado:</p>
<p><object width="445" height="364"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KRu9kWHiBDM&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6&#038;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/KRu9kWHiBDM&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;rel=0&#038;color1=0x006699&#038;color2=0x54abd6&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"></embed></object></p>
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