
Prédios suntuosos, edificados segundo critérios estabelecidos no Concurso de Fachadas da Avenida Central, foram sendo destruídos, alguns décadas depois, para dar lugar a outros mais altos, porém, sem o mesmo requinte artístico. à direita, a sede de “O Paíz“, na esquina da Rua Sete de Setembro, onde, em 1908, o repórter Gustavo Lacerda fundou a Associação Brasileira de Imprensa – ABI. O Jornal do Brasil e o Jornal do Commércio, entre outros, também se instalaram na avenida.
“A esperança de um bello dia sagrando uma bella data e uma bella obra desfez-se, infelizmente; o sol não veiu, e foi sob um aguaceiro impertinente e odioso, fino e pulverizado a começo, grosso e encharcante depois, que se fez hontem a inauguração da formosa avenida que foi, no dia da festa da República, a concretização mais evidente e irrecusavel das suas promessas de melhores dias. O ceo amanheceu turvo e torvo se conservou até a noite, como uma carranca de sebastianista impenitente… …a multidão que veiu para a rua e que a despeito do chuveiro se derramou pela grande via, enchendo-a de vida e movimento… …A fita inaugural da avenida fôra rota; a grande via estava aberta officialmente para o Rio de Janeiro; e por entre a massa popular, vibrante, exaltada, movida por um explicavel e justo enthusiasmo, a carruagem presidencial, onde se alliavam as figuras do chefe do Estado e do ministro que fizera a construcção admirada, desfilava vagarosamente diante das continencias da divisão e das acclamações do povo. (…)”
O Paiz, 16 de novembro de 1905.

Av Central, 15 dias após a inauguração:

Em 7 de setembro de 1904 comemorou-se o final das demolições para a abertura da Avenida Central. Na sua inauguração, em 15 de novembro de 1905, existiam trinta prédios prontos, cerca de oitenta em construção e raros lotes ainda à venda. À esquerda, na esquina da Rua São José, o prédio de propriedade da Irmandade do S.S. da Candelária, vizinho do primeiro edifício concluído, sede de Antonio Jannuzzi, Irmão e Cia.