Category: Rio Antigo
Rio Antigo – Rio Comprido
O bairro do Rio Comprido já foi um dos mais nobres da zona norte do Rio, onde era considerado ‘chique’ morar nas suas ruas, além de desfrutar de um clima excepcional.
Com a contrução do Elevado da Paulo de Frontin e do Túnel Rebouças, o antigo glamour desapareceu, mas o bairro permanece na memória daqueles que se interessam pela história da nossa cidade.
A leitora Luciene nos enviou algumas fotos antigas do Rio Comprido. São fotos caseiras, recebidas por intermédio de amigos de uma comunidade de fotografia no orkut, o que torna o acervo único e muito mais interessante. Aqui estão as imagens, partilhadas entre os leitores do Alma Carioca.
Largo do Rio Comprido:
Av. Paulo de Frontin – 1920 e a Igreja de São Pedro:
Av. Paulo de Frontin – 1928:
Rua Aristides Lobo, 238 – (1924)
Rua Aristides Lobo, 238 (entre 1925 e 1930)
Que saudades de um tempo que passou. E você, tem fotos antigas do Rio?
Rio Antigo – Hotel Balneário – Urca
O Hotel Balneário da Urca (foto) deu lugar ao Cassino da Urca. Mais tarde, neste mesmo prédio, foi instalada a TV TUPI.
Lembranças de um tempo em que o Rio de Janeiro era a Cidade Maravilhosa.
Esta é uma foto rara. Milhares de fotos do Rio Antigo já passaram pelas minhas mãos (ou pela minha tela), mas esta é a primeira vez.
Agradeço à minha amiga Maria Helena Rubinato por me enviar essa preciosidade.
Aos saudosistas – Paulo Afonso
Não é segredo que nasci no coração do Rio, na esquina da Av. Presidente Vargas, que havia sido inaugurada um ano antes. Em frente ao sobrado onde nasci ficava o Largo do Capim (bem em frente ao Banco Central).
Aos seis meses fui morar no Leblon, na Rua Acari, atual José Linhares. Conheci um Leblon sem edifícios, com muitas casas, onde havia muitos terrenos disponíveis na Av. Delfim Moreira. As pitangueiras e os biquinhos de lacre dominavam o imenso areal.
Ontem recebi um email de meu amigo Rogério Barbosa Lima com muitas fotos do Leblon e da Lagoa Rodrigo de Freitas. São fotos daquela época. Reavivam a saudade. Li, outro dia, a frase de uma menina que morreu de câncer. Em sua sabedoria ela dizia que “saudade é o amor que fica”. Verdade. Aqui estão algumas dessas fotos:
Vista de parte do Leblon e um pedacinho da Lagoa, na década de 1960.
À esquerda, a Favela da Praia do Pinto e no alto o terreno do Flamengo, já com o muro construído para delimitá-lo.
A avenida à direita da foto é a Afrânio de Melo Franco, onde ficam a Igreja dos Santos Anjos e o Paissandu Atlético Clube (pode-se ver sua sede já construída e as quadras de tênis e “bowls”).
Ao lado do Paissandu ficava a Delegacia do Leblon, que hoje atravessou a rua e passou para a calçada do lado onde aparece a favela nesta foto.
Este trecho, do lado de Ipanema, vizinho à Rua Montenegro (atual Rua Vinicius de Morais), praticamente só de casas, resistiu até o final dos anos 60.
A duplicação das pistas da Avenida Epitácio Pessoa ocorreu no final da década de 1960.
Notar a praia, com areia branca, que ali existia.
Ao fundo, o Corte do Cantagalo, não visível na foto.
Margem da Lagoa Rodrigo de Freitas
Favela da Catacumba
Foto do Correio da Manhã, de 21/03/1968, tirada a partir da Favela da Catacumba.
Pouco tempo depois a favela foi removida.
Gostaram?
Rio Antigo – Jornal O PAIZ
Prédios suntuosos, edificados segundo critérios estabelecidos no Concurso de Fachadas da Avenida Central, foram sendo destruídos, alguns décadas depois, para dar lugar a outros mais altos, porém, sem o mesmo requinte artístico. à direita, a sede de “O Paíz“, na esquina da Rua Sete de Setembro, onde, em 1908, o repórter Gustavo Lacerda fundou a Associação Brasileira de Imprensa – ABI. O Jornal do Brasil e o Jornal do Commércio, entre outros, também se instalaram na avenida.
“A esperança de um bello dia sagrando uma bella data e uma bella obra desfez-se, infelizmente; o sol não veiu, e foi sob um aguaceiro impertinente e odioso, fino e pulverizado a começo, grosso e encharcante depois, que se fez hontem a inauguração da formosa avenida que foi, no dia da festa da República, a concretização mais evidente e irrecusavel das suas promessas de melhores dias. O ceo amanheceu turvo e torvo se conservou até a noite, como uma carranca de sebastianista impenitente… …a multidão que veiu para a rua e que a despeito do chuveiro se derramou pela grande via, enchendo-a de vida e movimento… …A fita inaugural da avenida fôra rota; a grande via estava aberta officialmente para o Rio de Janeiro; e por entre a massa popular, vibrante, exaltada, movida por um explicavel e justo enthusiasmo, a carruagem presidencial, onde se alliavam as figuras do chefe do Estado e do ministro que fizera a construcção admirada, desfilava vagarosamente diante das continencias da divisão e das acclamações do povo. (…)”
O Paiz, 16 de novembro de 1905.
Av Central, 15 dias após a inauguração:
Em 7 de setembro de 1904 comemorou-se o final das demolições para a abertura da Avenida Central. Na sua inauguração, em 15 de novembro de 1905, existiam trinta prédios prontos, cerca de oitenta em construção e raros lotes ainda à venda. À esquerda, na esquina da Rua São José, o prédio de propriedade da Irmandade do S.S. da Candelária, vizinho do primeiro edifício concluído, sede de Antonio Jannuzzi, Irmão e Cia.















