Hoje a cidade maravilhosa completou 455 anos e não poderia deixar de dizer que, como todos os brasileiros, amamos o Rio, como se tívessemos nela nascido.
Uma das músicas que mais gosto e que pode resumir meus sentimentos em relação ao Rio de Janeiro é Valsa De Uma Cidade, composição de Ismael Netto e Antonio Maria, com letra e melodia maravilhosas. Realmente uma grande homenagem à cidade maravilhosa, onde com ela cantamos os parabéns à linda aniversariante.
Que versos encantadores:
Vento do mar no meu rosto
E o sol a brilhar, brilhar
Calçada cheia de gente
A passar e a me ver passar
Rio de janeiro, gosto de você
Gosto de quem gosta
Deste céu, desse mar,
Dessa gente feliz
Bem que eu quis escrever
Um poema de amor e o amor
Estava em tudo que eu quis
Em tudo quanto eu amei
E no poema que eu fiz
Tinha alguém mais feliz que eu
O meu amor
Que não me quis.
Em tudo quanto eu amei
E no poema que eu fiz
Tinha alguém mais feliz que eu
O meu amor
E que música linda!
Vejam a interpretação de Rita Lee, em show que no Rio de Janeiro, na Praia de Copacaba, em 2007:
Muito se fala das praias do Caribe. Outros, mais sofisticados, preferem as praias do Mediterrâneo. Sem entrar no mérito da questão, Arraial do Cabo não fica nada a dever a esses paraísos.
Suas águas, cristalinas e ricas em nutrientes, chegam diretamente do Polo Sul através de correntes profundas. Em Arraial acontece o fenômeno da Ressurgência, o que torna a região uma das mais ricas em vida da costa brasileira. A Ressurgência consiste no afloramento das águas das correntes frias profundas originárias do Polo Sul, ricas em nutrientes que integram a cadeia alimentar dos animais microscópicos, que por sua vez, alimentam outros animais maiores. É comum encontrarmos tartarugas, golfinhos e até baleias nas águas de Arraial.
Algumas imagens minhas e de José Conde da Rocha, outro apaixonado por Arraial do Cabo:
Se você pretende passar suas férias, ou apenas alguns dias, veja onde ficar em Arraial do Cabo:
O “Circuito da Gávea”, inaugurado em 1933, foi planejado com o auxílio do automobilista Manuel de Teffé, recém-chegado da Europa, onde obtivera certo êxito. A pista, idealizada para fugir da mesmice das retas e partes planas, estendia-se por uma variedade de pisos de paralelepípedo, asfalto, terra e cimento, a partir do Hotel Leblon, subindo a Av. Niemeyer, contornando o morro Dois Irmãos, via Rocinha e Estrada da Gávea e retornando pela Marquês de São Vicente até desembocar outra vez no canal da Visconde de Albuquerque, a reta principal, a reta final. Um trajeto empolgante, com uma sucessão de rampas acentuadas, precipícios e curvas de raio fechado, como o famoso “S”, em cujas proximidades os corredores alternavam, subindo ou descendo, dezesseis curvas perigosas.
O pavilhão de chegada, em frente ao hotel, abrigava o serviço de cronometragem, os juízes, as comissões técnicas, autoridades e convidados. A poucos metros dali ficavam os boxes de abastecimento e reparos das baratinhas.
A restinga do Leblon, hoje recortada por avenidas, ruas e praças, cheias de suntuosos edifícios e ricas residências, quase se converteu em um vasto cemitério municipal, conforme projetou e quis, no início do século, o conhecido engenheiro André Rebouças. Não logrou seu intento, mas o que quer que tenha suspeitado de fantasmagórico, sobrenatural na região para respaldar sua predileção, parece ter se materializado muito mais tarde em mais de uma oportunidade e, por razões à primeira vista inexplicáveis, a maior parte dos acontecimentos sobrevindos guarda algum tipo de envolvimento com o Hotel Leblon.
A casa do Chico ficava pras bandas do quartel e distava da praia bem uns três botequins, de modo que esse esforçado andarilho, em sua longa peregrinação a caminho do mar, jamais chegava ao destino, embora se empenhasse em sair cedo, paramentando-se com os indispensáveis acessórios: tamanco, toalha e chapéu. Pelas onze da manhã, já com meia dúzia no lombo, algum passante lhe perguntava se não ia dar uma caída, ele, esquivo, respondia:
- Eu não. Botar o pé naquela areia suja, onde os cachorros fazem porcaria, e arrumar uma pereba, isso de jeito nenhum. Depois, o que me interessa é que a praia tá lá bonitinha e não vai fugir.
Desde seus primórdios, o Leblon caracterizou-se pela função residencial e pelo contexto social heterogêneo, com acentuada predominância da classe média, que chegou junto com o bonde, atraída pelos preços razoáveis dos lotes, pela praia e pela beleza paisagística.
Igualmente sensibilizada por essas virtudes, e porque a ocupação de Copacabana se adensava, representantes do segmento mais abastado, que fugiam do atropelo da cidade velha, vieram construir residências mais apropriadas ao seu conceito de civilização e estilo de vida, estabelecendo-se preferentemente à beira-mar.
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Recentemente o barquinho descobriu novos portos, navegando pelos mares da informação, em busca da verdade. E nasceu o "Blog do Timoneiro".
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