Poucos, dentre nós, sabem que a maior célula do corpo humano é o óvulo, enquanto a menor é o espermatozóide. Mas, não usemos tais discrepâncias, como sinônimo de afastamento, mas sim de junção, de adição. Até porque, o nosso assunto de hoje, diz respeito ao amor no gênero humano. Não somente ao amor da afeição, do carinho, da simpatia, mas também ao que engloba a atração física, o do sentimento terno e ardente de uma pessoa por outra.
Sempre me pareceu que são os opostos que se atraem, quando o assunto é sedução. Cada um procura no outro aquilo que sente falta em si. Busca um complemento, numa tentativa de sanar suas deficiências. Por isso, a sujeição, como a vista nas mulheres indianas, destroi toda a magia do relacionamento, pois, esse tipo de amor não deve ser servil, mas altivo.
Um dos quesitos essenciais, para amar alguém, é admirá-lo. Nenhum relacionamento pode ter continuidade, quando a admiração toma o lugar da indiferença. Ninguém ama o que despreza ou desrespeita. O amor é muito exigente neste quesito. E muito sábio!
Lá no fundo, ao amar outrem, estamos amando, primeiro, a nós mesmos, pois inconscientemente o nosso corpo busca o que lhe falta, o que é necessário para lhe dar vida, para lhe dar ímpeto de se levantar a cada dia, para não morrer de solidão, neste mundo tão populoso e ao mesmo tempo tão desértico e solitário.
Sabemos que, nos primórdios da história humana, a união amorosa tinha maior interesse na subsistência dos envolvidos e de sua prole. Os perigos eram muitos, sendo necessário unir para crescer economicamente e sobreviver.
Embora não mais tenhamos que lutar contra tais perigos, a união amorosa apenas muda de vertente. Troca-se a subsistência do corpo físico, pela estabilidade e sustento do corpo mental ou espiritual (como quiser o leitor).
Não tememos mais as guerras tribais, a seca, a peste, a fome ou os animais selvagens. Mas, passamos a temer a solidão, o esquecimento, a falta de diálogo, a ausência de carinho, o desdém, a falta de cumplicidade, o estar a sós a dois.
É na capacidade de amar, que desabrocha a sexualidade, essa atividade de vital importância tanto para o corpo quanto para a mente, ultrapassando o limite de qualquer idade. Jamais existirá demarcação de tempo para o amor. Não me refiro, aqui, ao amor fraterno. Mas ao amor do desejo, da troca, da paixão, do suor, do diluir-se, do sonhar.
Sexo não é a mesma coisa que reprodução. Se assim fosse, seríamos uns pobres coitados, desiludidos e sem objetivo de continuar vivendo. O tempo seria o carrasco do corpo e esse, o túmulo da alma. A vida perderia o êxtase, pois o desfrute do corpo amado é um deslumbramento, do qual nenhum poeta será capaz de captar a essência.
Não nos neguemos este milagre!
Nós o merecemos como humanos que somos!

Todo este intróito é, para dizer que louvo a sensibilidade da novelista Glória Perez, ao dar vida ao amor dos casais: Cadore e Cidinha, Laksmi e Shankar.
Sem dúvida alguma, é uma das partes mais comoventes da novela, desmistificando o conceito errôneo que carrega a nossa sociedade capitalista, voltada apenas para a juventude, por ser essa composta por consumidores em potencial, de que a sexualidade morre com o passar dos anos. O que não é verdade!
Também é fato, que não estou abrangendo um tipo específico de ligação amorosa – aquela apregoada pelo casamento religioso do “até que a morte os separe”. Ninguém é obrigado a viver com outro, quando a magia já se tornou volátil, sem fonte de alimentação. Não suporto a ditadura da obrigatoriedade, assim como não suporto ditadura de espécie alguma.

Quero apenas enfatizar, ao tornar públicos meus pensamentos, que todo homem, assim como toda mulher, precisa amar, para não se tornar seco, duro e amargo. Nem que seja apaixonando-se pelo personagem de uma novela, de um livro, de um filme… ou o que quer que escolha.
De modo a reviver prazeres, a sentir o pulsar dos desejos, como uma forma de se sentir vivo.
O importante é a capacidade de amar.
É sentir-se aberto ao amor, em qualquer tempo.
Saber que se é capaz de ser contagiado por uma canção, por um poema, por um quadro…
Que se é capaz de maravilhar-se diante da vida, apesar de tudo.
Pois, o estar-se apaixonado faz maravilhas.

Invente o amor!
Crie o amor!
Seduza o amor!
Sonhe o amor!
E nunca, mas nunca mesmo, sinta-se só!
Nota: este texto é uma homenagem ao amor desejo, em todos os tempos e em todas as idades.
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Lindo, lindo!!!
“Invente o amor!
Crie o amor!
Seduza o amor!
Sonhe o amor!”
Lu, sinto pena de quem se diz velho para amar… “é sentir-se aberto ao amor a qualquer tempo”. Você disse tudo neste texto cheio de paixão e amor.
E como uma música do Renato Teixeira – Terrra, Mar e Ar
“Você está comigo quando eu sonho
Em toda a minha vida terra, mar e ar
Você está presente no que eu penso
Nas decisões, nos atos, no que eu sinto
Em toda a minha vida terra, mar e ar
Eterna viajante do meu peito
Eu sei você existe um dia eu vou te achar
E nesse dia claro todas as vontades virão para te festejar
Eu sou só um cara
Solitário, caminhando, desejando
Esperando por você
Levo no meu peito bem guardado
Um lugar desocupado
Esperando por você”
Lu Dias Bh respondeu:
julho 2nd, 2009 at 10:43
@Jovimari,
Jovimari
Fico muito feliz ao encontrar o seu comentário.
Pois, tenho a sensação de que falamos a mesma língua.
Ao ver o destaque que a Glória Perez vem dando aos dois casais: Cidinha e Cadore, Laksmi e Shankar, fiquei profundamente comovida.
Este texto nasceu de um ímpeto de externar os meus sentimentos sobre o amor a dois.
Sei que posso não está de acordo com o pensamento de muitos.
Não importa.
Cada um tem a sua verdade.
A sua maneira de pensar.
O somatório delas somente enriquece.
Mas, já me alegra saber que você me compreendeu.
Pois, sei que é uma apaixonada pelo amor.
E o vê com a sua capacidade de sempre ressurgir, ainda que não seja na mesma fonte.
Mas, isso não importa.
O que importa é o estado em si.
O amor tem a capacidade de brotar, sempre.
E você bem sabe disso.
Quanto ao Renato Teixeira, é um dos meus.
Amo o trio: Fagner, Zé Ramalho e Renato Teixeira.
Gosto da exuberância com que cantam o amor.
O Caetano e o Chico também são duas doçuras.
Amiguinho, o seu comentário, acompanhado da letra TERRA, MAR E AR, deu uma enriquecida fantástica a meu texto.
Muito obrigada, por seu carinho.
Beijos,
lu
Posso falar com conhecimento de causa: o coração nunca envelhece. Muito menos o desejo, a estima, a busca, o encontro, a ternura, o carinho. Enganado está quem olha as pessoas pela aparência e não consegue ver a pujança de um coração batendo acelerado no peito de um apaixonado. Eterno mistério da vida: quando mais se vive mais se quer viver.
Lu Dias BH respondeu:
julho 2nd, 2009 at 12:23
@Hila Flávia,
Hila
E você já reparou com o amor rejuvenesce?
Melhora a pele, o humor, a alma.
O coração nunca envelhece, é verdade.
A capacidade de amar aumenta com os anos de vida.
Ninguém melhor que você para nos falar desse mistério.
Obrigada, minha doce Rapunzel, pela sua presença.
Beijos,
lu
Lindo texto, Lu!
Penso como a Hila: o coração não envelhece. Mesmo diferente da paixão da juventude, ou talvez até melhor, pois assentado em bases mais sólidas e sem tolas ilusões, o amor encontra seu caminho até os corações de pessoas que já viveram mais.
Grande abraço! ♥♥♥…
Lu Dias BH respondeu:
julho 2nd, 2009 at 12:33
@Cristine,
Cris
Também penso assim.
A capacidade de amar é contínua.
Parece até um fator genético.
Não concebo a vida sem o amor.
O amor é como o vinho, quanto mais velho melhor.
Beijos,
lu
Paulo Afonso
No lugar de “esperma”, conserte para ESPERMATOZOIDE, neste texto.
O marido está fazendo esta correção.
Obrigada!
lu
Lu Dias BH respondeu:
julho 2nd, 2009 at 18:01
@Lu Dias BH,
Paulo Afonso
Obrigada!
Se fosse simples assim…
O amor não é uma escolha.É um acaso.
A vida é repleta de frases estimulantes que não condizem com a realidade.
Nua e crua, o mundo enxerga assim:
O filme “Last Chance Harvey” (última chance Harvey), em cartaz, “Tinha que Ser Você” em tradução ridícula, com Dustin Hoffman e Emma Thompson discute um tema duro, sem deixar de ser delicado. A história não é um mero romance de um homem e uma mulher que se encontram de forma improvável, já nos 60 anos, quando tudo tende a estar decidido e muito pouco resta a fazer. O filme descreve a vida de dois “losers” (pessoas fracassadas na vida) que se encontram e como eles apostam um no outro.
Uma das qualidades do filme é exatamente ser otimista sem ser brega, coisa rara numa cultura que preza por um otimismo de massa para retardados do tipo: “Confie no seu desejo que vai dar certo”. Não, na maioria das vezes, não dá certo, pouco importa o que você fizer.
O filme é uma anatomia do fracasso. Só a coragem pode desafiar o hábito do fracasso. A vida só sorri para os corajosos. Esta é a grandeza de Harvey, quando, aos 45 minutos do segundo tempo, arranca um sorriso da triste mulher envelhecida, até então atolada, como ele, no hábito do fracasso. E apostam numa vida improvável. Vem aos lábios: “Meu Deus, afaste de mim o cálice da covardia!”. Enquanto eu tiver coragem, minha alma respira.
A figura do “loser” é insuportável. Antes de tudo porque a maioria da humanidade é “loser” e você de 20 anos poderá ser um “loser” aos 50.
A diferença entre o título em português (romance “sessão da tarde”) e o título original (falando da última chance na vida de um homem) revela que a grandiosidade do filme não está exatamente no “amor improvável”. Mas na coragem de pessoas maduras enfrentarem o “aconchego” que o hábito pode dar, mesmo que seja o hábito da infelicidade, como diz a personagem de Emma Thompson quando confessa, ao final, mais ou menos assim: “É mais fácil quando me decepciono”.
Ele é um homem que sonhava em ser um pianista e virou um criador medíocre de jingles. Separado, sua esposa se casa de novo com um homem bem sucedido, alto e bonito. Há maior tormento para um homem baixinho, feio e pobre do que imaginar sua ex-esposa, gemendo delícias na cama entre as mãos de um homem rico, alto e bonito?
Harvey receberá dois duros golpes. Primeiro, será trocado por um jovem no emprego (ele recebe seu emprego de volta, e sua recusa será a chave de que escolheu mudar de vida); depois, sua filha escolherá o marido da mãe (o tal alto, rico e bonito) para levá-la ao altar -o filme se passa no momento em que ele vai a Londres para o casamento da filha.
Aliás, uma das qualidades do filme é não demonizar a ex-esposa e a filha como se elas fossem aquele tipo de mulher insensível e interesseira que habita os pesadelos dos homens fracassados. Todavia, faz parte do imaginário dos homens fracassados serem abandonados por suas mulheres. Se acreditarmos nas estatísticas, acreditaremos que as mulheres são (quase) sempre insensíveis e cruéis com seus maridos fracassados. Mulheres e filhos não suportam homens fracos e derrotados pela vida. São poucas as opções para os homens: ou o sucesso ou o sucesso.
Ele vive o inferno universal do homem derrotado: pouco dinheiro, competência medíocre, recusa sistemática das mulheres em considerá-lo parceiro. No voo para Londres, quando ele tenta entabular uma conversa com uma loira se ntada ao seu lado, ela o troca pelo travesseiro de forma fulminante.
Ela trabalha no aeroporto de Londres fazendo aquelas pesquisas chatas com os passageiros. Tem coisa mais chata do que ser parado por essas mulheres passadinhas, com o corpo se desmanchando dentro de vestidos foscos, fazendo perguntas pentelhas quando você sai de um voo de 12 horas?
Ela é uma mulher tímida, meio desajeitada, e já naquela idade em que a solidão é seu par. É triste se ver como um iogurte que lentamente atravessa o prazo de validade. Sua mãe, ela mesma trocada pela secretária do marido (eles fugiram para o sul da França), passa o dia atormentando a filha pelo celular.
Com um trabalho idiota, nossa heroína enfrenta a dura verdade de que a maioria das mulheres resseca diante do fracasso amoroso, apesar da propaganda enganosa dizer o contrário. Para as mulheres, os índices de sucesso permanecem monótonos como os desertos: leveza d’alma, beleza das formas.
É um drama para gente grande, nada a ver com romance adolescente. “Losers” de 60 anos têm a experiência do tempo contra eles, não têm uma segunda chance.
LUIZ FELIPE PONDÉ
Lu Dias BH respondeu:
julho 2nd, 2009 at 17:37
@anarquista,
Marinho Anarca
Pelo visto o texto mexeu com você, por deixar aqui pensamentos tão brilhante, embora eu não veja e não sinta a vida assim.
Antes de mais nada, é bom que saiba, que esta é a minha maneira de pensar e que cada um pode ter a sua, totalmente contrária.
Não vou me ater ao pensamento de Luiz Felipe Pondé (preferiria o seu), para tomar suas poucas frases:
1-Se fosse simples assim…
Seu pensamento passa-me uma sensação de impotência diante da vida, como se se devesse aceitar tudo que dela vier.
Eu sou pirracenta em demasia para aceitar jugos.
Talvez carregue o espírito errante de uma escrava, do tempo da escravidão, que hoje recusa as ordenanças impostas.
Posso me curvar diante de certas imposições sociais, mas não me quebr0.
Apenas cedo, temporariamente, para voltar com mais força contra tudo aquilo que me sufoca.
2- O amor não é uma escolha.É um acaso.
E onde reside a diferença nisso?
Não importa, se o amor é uma escolha ou um acaso.
O que importa é se você está aberto para o receber.
Se não estiver, ele pode passar na sua porta, sendo um ou outro, e você nem perceberá.
Sabe por quê?
Porque está com peninha de si, sentindo-se a pior das pessoas, julgando que não merece ser feliz.
E que tem que pagar por uma culpabilidade criada por si mesmo.
É cruel demais, quando nos transformamos em censores de nós mesmos e de modo a escolher a própria pena.
Lógico que o amor não é uma escolha.
Ele não gira sob o tango da razão.
O amor é fruto dos sentidos, das emoções, das necessidades da carne (pelo menos o amor de que falo em meu texto).
Mesmo assim, ainda é a coisa mais divina doada ao homem.
E se deve buscá-lo em qualquer que seja o tempo.
Antes que o coração torne-se árido, azedo e mau.
3-A vida é repleta de frases estimulantes que não condizem com a realidade.
Com qual realidade?
Com a sua?
Não há uma única realidade.
Cada um tem a sua.
Dependendo do prisma com que se olha para fora de si.
E quanto mais azedume houver em si, mais aterrorizante será a sua realidade.
Desde criança, aprendi com o meu avô, cuja instrução era unicamente empírica, que “todo problema tem o real tamanho que a pessoa dá a ele”.
Que proporções você dá a seus problemas?
Não adianta a vida ter frases estimulantes, se o nosso interior age como se fora o Muro de Berlim.
Ficamos numa redoma, criados por nós mesmos, esperando que alguém corajoso possa destroçá-la.
E os corajosos não farão isso, por acharem que não vale a pena e que estao perder tempo, quando há tantos outros caminhos mais fáceis e mais prováveis.
4- Nua e crua, o mundo enxerga assim:
Aqui você personifica o mundo.
Por que não disse EU…?
Como pode responder pelo mundo?
Não acha que é uma tarefa vã?
Só nesta pequena amostragem de comentários, veja que a sua premissa é falsa.
Leia, apenas, o comentário de Hila Flávia.
E, se possível, alguns textos dela.
Mário Donini,
você não traduziu aqui o seu pensamento real, pois é uma das pessoas mais inteligentes e sensíveis que conheço.
Jamais me sentirei uma “loser”, mesmo que o mundo me diga.
Serei apenas o que eu julgo ser.
O resto, não me importa!
Sei que, faz parte de seu divertimento, se opor a mim.
Cutucar-me….
Pode enganar os outros, mas a mim… jamais.
Obrigada, pela sua presença nos comentários do meu texto.
Foi muito enriquecedora, pois pudemos travar um bom debate.
Um abraço carinhoso,
lu
Hila Flávia respondeu:
julho 3rd, 2009 at 15:03
Dando pitaco no comentário do Anarquista, considero que o amor não é um acaso, nem uma sorte e nem coincidência. E muito menos um destino. O amor é uma decisão. Tenho plena convicção. Uma das poucas certezas que tenho na vida.
Cara Lu,
Excelente texto sobre o amor, sobre a vida, enfim!
O amor é vida e dele faz parte integrante o sexo, pois o sexo é sagrado: Deus coloca uma vida no ato sexual, como pode ser pecado, uma coisa ruim?
Cristo também dizia o seu maior mandamento “Amai ao próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas”!
Veja que sabedoria, amar próximo como a ti mesmo quer dizer o que você escreveu, você deve se amar primeiro para depois amar alguém. Se a própria pessoas não se ama, não tem autoestima, como outra pessoa pode amá-la?
Eu não posso amar alguém que não se ama porque, como posso amá-la se ela mesma não se ama? Não é um amor egoista mas o amor complemento, como você escreve, que o amor é a junção de coisas complementares.
Saint Exupery já dizia : “Amar não é olhar um para o outro mas, ambos olharem para uma mesma direção”
O amor é construtivo e exige o crescimento das pessoas que se amam para se manter vivo e forte.
Um grande abraço por seu belíssimo texto
GERALDO MAGELA
Lu Dias BH respondeu:
julho 2nd, 2009 at 17:53
@GERALDO MAGELA,
Magela
Sei que existem mil teorias sobre o amor a dois.
Mas o vejo assim.
O que não significa que eu esteja correta.
Só sei vivenciá-lo assim.
Como alguém pode amar, aquele que não se ama?
Nem por bondade é possível.
O instinto preservacionista da vida não permite que você se destrua em funão do outro.
A menos que tenha perdido o juízo.
Amor é junção, é crescimento a dois…
O fardo fica muito pesado, quando é só um que o carrega.
Mas, quando um pega de um um lado e outro do outro, fica uma leveza só.
Obrigada, por sua presença querida e desejada.
Não suma.
Estou com saudade dos seus textos.
Fale-nos sobre a China.
Grande abraço,
lu
Lu, querida,
‘Um dos quesitos essenciais, para amar alguém, é admirá-lo.’Concordo plenamente. E assino embaixo quando você diz que o amor não tem idade. Claro! O amor é atemporal, mestra! Grande beijo. Ana
Lu Dias BH respondeu:
julho 2nd, 2009 at 18:51
@Ana Lucia Timotheo da Costa,
Aninha
O que muitos acham é que o amor é um apêndice da pessoa.
Não é verdade!
O amor é a pessoa no seu todo, na sua complexidade.
Ele é atemporal, o que não significa que brote sempre da mesma fonte.
Nesse ponto, estou com a filosofia do Vinícius…
Beijos,
lu
Mas que o amor aos 20 anos é bem mais gostoso… isso é.
Lu Dias BH respondeu:
julho 2nd, 2009 at 18:55
@Paulo Afonso,
Vixe Maria!
Aqui está um dos saudosistas.
E o saudosista nunca vive, porque ficou preso no passado.
Impregna-se tanto do passado, que perde a chance de ser feliz no presente.
Não penso assim!
Posso lhe dizer, que de todos os amores que passaram em minha vida o último é sempre o melhor.
Pois minha vida é agora.
Não existe o ontem.
Tudo é melhor agora, menos a ausência dos meus entes queridos (pais).
Abraços,
lu
Hila Flávia respondeu:
julho 3rd, 2009 at 15:04
Né nada, Paulo Afonso! É bom em qualquer idade, em qualquer época. è bom demais da conta.
Lu Dias BH respondeu:
julho 3rd, 2009 at 16:44
@Hila Flávia,
Falou e disse Rapunzel!
Beijos,
lu
nossa senhora, vim aqui dar uma espiadinha na produçao literária da querida afilhada e duas surpresas: uma, a presença do anarquista (oi mário, tudo bem, não é?). a segunda surpresa é que me deparo com dois tratados sobre o amor. um da lu e outro endossado pelo anarquista (é isto mesmo?)
mas difícil ir embora sem deixar um pitaquinho. mas difícil também deixar o pitaco. para ser breve, precisa-se de tempo!
mas vou apostar no clichê: amor tem idade, ou tem formas distintas de ser experimentado? acho que eu faria a minha reflexão por aí… acho que não tem idade, não tem hora, não tem tempo… mas contra ele, operam forças estranhas… (verdade, nem tão estranhas assim…)
beijo à lu de (quase) todos os dias e ao anarquista, motivo de algumas pequenas encrencas… mas sempre divertidas… (ah, se vc gostasse mais do PT… calma. calma. brincadeira, viu!)
Lu Dias BH respondeu:
julho 2nd, 2009 at 20:23
@luzete,
Madrinha Luz
Diz o Mário Anarca que lê o nosso blog todos os dias.
Acho que é verdade, pois toda vez que entra, ele me confronta… risos.
E, se assim não fosse, não seria o Anarca.
A gente se pega mesmo (no bom sentido, uai).
Madrinha, estou com você, se ele fosse petista, seria outra pessoa.
Pelo menos mais feliz.
De bem com a vida!
Ulalá!
Nós ainda vamos converter mocinho.
Vamos dar tempo ao tempo.
Ainda bem que ele não vai ler o que ora escrevo.
Senão estaria f….ulminada.
Obrigada pelo carinho da visita.
A sua presença é uma luz neste blog.
Não suma, danadinha.
Beijos,
lu
Oi Lu, que texto maravilhoso!
Li em um livro outro dia que o exterior reflete o nosso interior. Fiquei pensando sobre isso, cheguei a conclusão que fazia sentido. Lendo o seu texto tive a certeza, pois o texto reflete exatamente essa sua forma de ver vida e como disse alguém em algum momento, a nossa vida tem a cor que a gente dá à ela. Se acreditarmos que o amor tem idade, para nós ele terá. Agora se pensarmos o contrário estaremos aberto a ele por toda vida e convenhamos que coisa boa amar.
Bjos
Lu Dias BH respondeu:
julho 2nd, 2009 at 23:20
@Agzelma,
Lindinha
Embora não tenhamos domínio sobre os acontecimentos que se desenrolam no mundo, pelo menos temos que ter sobre o que nos passa pela cabeça.
E se eu me acho uma pessoa especial, assim eu serei.
Nós somos o reflexo daquilo que pensamos.
É verdade!
O nosso exterior é o retrato de nosso interior, por mais que tentemos ocultar.
Basta olhar nos olhos.
Obrigada pela sua presença.
Transmita o meu abraço a Érika.
Aguardo por ela.
Beijos,
lu
LU DIAS
Muito obrigado.
Ler esse texto é confirmar que fiz a melhor das escolhas de minha vida.
Casei-me com a Cidinha Dix.
Nosso enlace é um diário ” reviver prazeres, a sentir o pulsar dos desejos, como uma forma de se sentir vivo.”
Todos os dias, junto com ela, mais acredito que ” o importante é a capacidade de amar.”
E pensamos que é maravilhoso ” sentir-se aberto ao amor, em qualquer tempo.”
Somos tão românticos juntos, sabendo que somos capazes de sermos ” contagiados por uma canção, por um poema, por um quadro…”
Entendemos como é belo amor, porque assim é “que se é capaz de maravilhar-se diante da vida, apesar de tudo.”
Em nós reina sempre aquela indissolúvel união, “pois, o estar-se apaixonado faz maravilhas.”
Só uma coisa, nós não inventamos o amor, não o criamos, ele sempre nos seduziu e não é apenas um sonho, é uma realidade, que comemoramos todos os dias, principalmente o dia 05 de julho, quando a união se consumou.
Obrigado, mais uma vez, por esse texto tão maravilhoso.
Obrigado mesmo.
Tchau.
Lu Dias BH respondeu:
julho 2nd, 2009 at 23:23
@GUTIERRITOS,
Gutie
Diga para a Cidinha Dix, que este texto fica dedicado a ela e a você.
Vocês dois são os grandes merecedores.
É um exemplo de que é preciso amar e amar e amar e amar, SEMPRE.
Penso que estamos na vida para isso.
Caso contrário,
O QUE ESTARÍAMOS FAZENDO AQUI?
Meu beijo grande para os dois,
lu
GUTIERRITOS respondeu:
julho 3rd, 2009 at 0:41
@Lu Dias BH,
E não percebeu a data ?
05 DE JULHO.
Foi no dia 4 e no dia 05.
Um dia eu conto melhor.
Lu Dias BH respondeu:
julho 3rd, 2009 at 0:59
@GUTIERRITOS,
Gutie
4 de julho não é o dia da independência do Tio Sam?
Não venha me falar que você é primo do Obama!
Eta menino cheio de encantamento…
Vixe Maria!
Abraços,
lu
GUTIERRITOS respondeu:
julho 3rd, 2009 at 1:23
@Lu Dias BH,
Lu Dias
4 de julho foi no civil.
5 de julho foi no religioso.
Dormi, de sábado para domingo, de um dia para outro, solteiro/casado.
Agora, entendeu ?
Ou ainda não ?
Cidinha, por favor, estava apenas contando para a Lu.
Tchau, que a melancolia já começou a pintar no pedaço.
É só cantando a música Oh! do Ivon Cury ou solfejando com os versos poderosos.
Lu,
Continuando a divagar sobre o amor tenho a opinião que é impossível se amar alguém que não tem amor próprio, autoestima elevada, porque se a própria pessoa não se ama não há de ser a segunda pessoa que vai consegui-lo.
Existem casos isto sim, e a vida está repleta deles, de pessoas que acham que amar um outro é se rebaixar, se humilhar, satisfazer todas as vontades do outro, não ter personalidade própria. São aqueles que se desesperam porque pensam que amam muito mas na realidade, exatamente por não se amarem como Cristo falou, não tem direito de exigir amor dos outros.
Se você mesmo não se ama, como é que o outro pode amá-lo?
A relação rei/escrava ou rainha/escravo é muito comum e explica claramente o que acontece nestes casos de amor em que não há troca, somente dominação e sofrimento. É um amor para masoquistas que acabam sempre encontrando um sádico para satisfaze-lo. Isto não é amor mas escravidão, tortura, flagelo, e só leva à loucura e à destruição.
Abrs. do amigo
GERALDO MAGELA
Lu Dias BH respondeu:
julho 2nd, 2009 at 23:31
@GERALDO MAGELA,
Amiguinho
Pode até haver uma tentativa de se amar alguém que não possui autoestima.
Eu disse ten-ta-ti-va, pois o generoso não aguenta o tranco por muito tempo.
Não é todo mundo que nasceu com a generosidade de Madre Tereza de Calcutá ou de São Francisco.
Chega num ponto, quando você vê que está caindo no abismo junto com a pessoa que pensava salvar, a sua opção é de se auto proteger.
Imagine se eu vou acreditar que alguém que não se ama vai poder me amar…
Bizarro!
Fico feliz por ver que minhas ideias encontram ancoradouro em seus pensamentos.
Não deixe de ler o meu poema NÃO SEJA BREVE.
Gosto muito dele!
E de você também… risos.
Abraços,
lu
Lu,
Andei sumida. Mas estou viva.
E, viva o amor.
Não teve jeito. Lembrei-me de Vinicius:
“De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.”
TT
Lu Dias BH respondeu:
julho 3rd, 2009 at 17:38
@Terezinha,
Minha TT
Eu estava morrendo de saudades de você.
Pensei que houvesse tirado férias.
Vinícius, grande Vinícius!
O poema que agrega este verso é maravilhoso.
Beijos,
lu
Lu
Amar é necessário em qq idade.
Tenho observado, até por grupo de amigas, que a grande maioria de mulheres,
sem compromisso, estão sozinhas e mulheres bonitas, inteligentes, cultas e financeiramente independentes.
Tenho uma comadre que vai fazer 80 anos e falou para o meu filho, seu afilhado. que tinha arranjado um namorado de 80 anos. Insistiu para que eu fosse conhecê-lo e marcou num clube perto da minha casa onde haveria um
baile de 3a.idade. Fiquei impressionada com a quantidade de senhoras sozinhas que estavam no baile. A coordenadora do evento coloca dançarinos
para dançar com essas senhoras e todas emperequetadas curtem a noite toda
(19:30h às 23:00h).
Fiquei feliz de encontrar o Anarquista e ainda bem que ele não comunga com
a retórica petista.
beijinhos
Lu Dias BH respondeu:
julho 6th, 2009 at 15:24
@célia maria,
Celita
Fico feliz em a encontrar por aqui.
Você sabe o quanto a estimo.
Vive no meu coração.
Amar… amar… amar…. esta é a única razão da vida.
Não entendi o porquê da retórica petista.
Viajei na maionese.
O Anarca é o lado esquerdo de mim, por opção.
Se eu disser que sou Serra, ele vira petista.
Já entendi o jogo… risos.
Beijos,
lu
Que texto estou embebecida com as palavras é LINDO.
Beijos
Zi
Lu Dias BH respondeu:
julho 8th, 2009 at 22:00
@zilma,
Zi
Sinto uma alegria imensa quando a encontro por aqui.
E mais ainda quando aprova o que escrevo.
Mais que ninguém sabe do carinho que dedico a você.
Beijo no coração, minha lindinha,
lu