1º Capítulo: Dalva e Herivelto param o Brasil – Lu Dias
1º Capítulo
Como já era de se esperar, a minissérie global DALVA E HERIVELTO, UMA CANÇÃO DE AMOR, de autoria de Maria Adelaide Amaral e direção de Denis Carvalho, parou, literalmente o país, ligando quase todos os televisores, como se estivéssemos num clima de Copa do Mundo.
A caracterização da época ficou perfeita. Os cenários são deslumbrantes. As coristas retratam com fidelidade aqueles áureos anos. Os carros mostrados são belíssimos Os atores apresentados cumprem com maestria o papel. Nesse primeiro capítulo, chamou a minha atenção, em especial, o ator que vive o mineiro Grande Otelo. O moço tem talento.
A narrativa da minissérie não é linear, ou seja, os acontecimentos não obedecem a uma ordem cronológica, como ocorre, na maioria das histórias. Os responsáveis pela minissérie brincam com o tempo, mostrando desvios e, para muitos, trazem certa complexidade na compreensão do enredo. Imagino que, alguns dos telespectadores tenham ficado um pouco perdidos, nesse primeiro capítulo. Mas, com o desenrolar da história, irão pegando o fio da meada.
A narrativa não-linear é muito usada, quando se quer contar muitos fatos, num espaço curto de tempo. Só, para que o leitor tenha uma idéia, apenas em um capítulo, o telespectador já conheceu a Dalva artista, casando-se com o Herivelto, mãe de dois filhos, moribunda, sofrendo traições e, também, uma gama de personagens da minissérie.
Esse tipo de narrativa trabalha com um vai-e-vem, no tempo. Sendo necessárias atenção e assiduidade, em relação à minissérie, por parte de quem a acompanha. É fato, que uma narração linear é bem mais clara, simples e direta. Se, por um lado, traz menos informações ao telespectador, por outro, permite que ele compreenda, com mais facilidade, o desenrolar da história.
Uma curiosidade na minissérie, que ora vai ao ar, é a presença da atriz Yaçanã Martins, filha de Herivelto e Lurdes, na vida real, e que fará o papel de sua própria avó.
Outra curiosidade é a presença dos chapéus.
Um homem alinhado não dispensava o seu, naqueles tempos. O difícil é imaginar como um item do vestuário, que além de proteger ou enfeitar a cabeça, ainda servia para indicar a hierarquia, função, condição social ou, até mesmo, o local de origem, pudesse desaparecer, quase que, por completo. Poucos serão capazes de definir o que significam as palavras: chapeleiro, chapelaria, chapeleira, gebada ou chapelada.
Também, é muito interessante observar o mobiliário da época. Muitas peças estão totalmente em desuso, nos dias de hoje. Vejam os rádios. Que maravilha! Muitos eram verdadeiras obras de decoração.
Será que alguns dos leitores sabem o porquê de existir, no comércio e nas repartições públicas, até meados do século XX, um móvel indispensável, chamado porta-chapéus? É claro, que era para dependurar chapéus. Mas, por quê?
Meus amigos leitores, amanhã, eu farei um novo comentário. Aguardo vocês.
Abraços,
lu
Perdeu o primeiro capítulo? Assista agora:
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2ª Parte:
3ª Parte:
4ª Parte:
5ª Parte:
6ª Parte:
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Ontem, após o primeiro capítulo, 67 internautas estavam simultaneamente em nosso blog. Liam os textos sobre a minissérie.
Lu Dias BH respondeu:
janeiro 5th, 2010 at 20:59
@Paulo Afonso,
Paulo
A rede Globo deveria dar algum incentivo pro blog.
Temos feito um ótimo trabalho.
Veja como foi o sucesso de Caminhos pras Índias, aqui.
Estávamos contatados até com o exterior.
Tivemos quase 400 mil acessos, pois os textos são acessados todo dia, ainda.
Ontem, à noite, só dava Dalva (veja a rima).
Abraços,
lu
Lu querida,
Desde muito cedo ouvia mamãe(que era funcionária pública) comentar que muitos homens iam trabalhar de chapéu e paletó. O paletó penduravam na cadeira e o chapéu no porta-chapeus. Isto dava a impressão que eles estavam por perto, cumprindo o expediente, quando na verdade estavam fazendo ‘visage’ nas esquinas da cidade. Beijo.
(*) mas se vc reparar a moda dos panamás está voltando.
Lu Dias BH respondeu:
janeiro 5th, 2010 at 21:08
@Ana Lucia,
Aninha
Pensei que os chapéus estavam sujeitos apenas aos rodeios.
Que engraçado, saber que a moda está voltando.
O bom é que vai dar emprego pra muita gente.
Há muita cabeça para cobrir.
Realmente há essa história de os funcionários (e até professores), na época, deixarem o chapéu e o palitó no local e escapulirem.
Beijos,
lu
Oi, Lu
Essa minissérie vai ser gostosa de se acompanhar. A vida do casal era publicamente tumultuada e ambos eram talentosos.
Eu sou velho, mas não peguei a época dos chapéus. Basta, no entanto, olhar as fotos antigas, para ver que a peça adornava a cabeça de todos. Acho que era uma maneira de se proteger do sol e da chuva. Como os bonés de hoje. Só com muito mais charme. O ato de se tirar o chapéu para um cumprimento era fidalgo.
Abraços
Manoel
Lu Dias BH respondeu:
janeiro 5th, 2010 at 21:14
@manoel.rodrigues,
Nel
A minissérie está belíssima.
A caracterização da época está impagável.
Os atores estão perfeitos.
E como é lindo ver uma época tão diferente da nossa.
Acabamos por aprender muito.
E que charme era usa um panamá, um chapéu de massa..
Só que os cabelos ficavam muito ensebados, principalmente, devido ao excesso de brilhantina… risos.
Beijos,
lu
Lu, perdi, Lu, perdi. Completei ontem 43 anos de casada e acabamos saindo para jantar. Quando chegamos a minissérie estava acabando.
Acompanhei hoje, pelo Alma Carioca e concordo com você: A Globo está devendo ao site uma significativa parte de sua audiência.
Estou achando lindo. Não como Maysa, até porque, Larissa era a reencarnação de Maysa e porque Jaime Monjardim se superou, fez um trabalho de profundo amor, respeito e admiração pela figura da própria mãe.
Mas me surpreendi com Adriana Esteves. Embora continue não gostando da voz dela, o gestual, a interpretação está sincera, bonita. Fábio Assunção está excelente, me parece, porque não me lembro de Herivelto como figura pública.
De Dalva sim, no fim da carreira, cantando Bandeira Branca, ovacionada pelo público.
Os demais personagens parecem ótimos, sobretudo Grande Otelo.
Lu, lembrei-me que conheci o Ubiratan. Ele era camera-man da Tupi e eu dançava em alguns daqueles programas da década de 60.
Obrigada pela chance de ver o primeiro capítulo. Fico devendo essa ao Paulo. Eu, a Globo e uma parte da torcida do Flamengo.
Bjsss.
Lu Dias BH respondeu:
janeiro 6th, 2010 at 0:44
@Caminada,
Cami e Eric
Recebam o meu abraço carinhoso pelo dia de ontem.
Que maravilha!
Como o amor pode ser sólido, apesar de todos os percalços da vida.
Concordo com você em relação à Maysa.
Eu fiquei tão apaixonada por aquela minissérie, que acabei comprando tosos os cds da cantora.
Sei que a Adriane Esteves tem se esforçado muito.
Mas, acho que a presença dela ainda está muito marcada no humorístico Toma Lá Dá Cá.
O tempo foi muito pequeno entre um papel e outro.
Cami, também estou gostando muito da atuação do Fábio Assunção.
É um mulherengo de mancheia.
No meu texto de ontem, eu faço um elogio ao ator que faz Grande Otelo.
Ele é excelente.
Obrigada pelo carinho.
Beijos no coração,
lu
LU DIAS
Realmente, o Brasil parou.
Hoje, no trabalho, percebi que realmente a minissérie está encantando – esta é a palavra certa, encantando todos. E havia a promessa de não perdê-la.
Acho até que a audiência de hoje foi até melhor que a primeira.
Agora, seu texto está muito bom, com todos os ingridientes necessários a uma excelente observação.
Realmente, alguns ainda não estão percebendo a narrativa não linear e misturando um pouco a história. Mas acredito que a tendência deles é desaparecer.
Como bem mostrastes, a Globo está, realmente, dando um show, mostrando com excelência imagens da época, muito bem feitas, nem parecendo uma novela, até pintando como um produção cinematográfica. Uma perfeição.
Sobre o porta-chapéus a Cidinha deu uma explicação lógica ( mas vou aguardar o teu veredito ) Disse ela para te falar que naquele tempo quase todos usavam chapéus e daí ninguém iria ficar com o chapéu na mão ao ser atendido na repartição ou estabelecimento.
Ah, meu saudoso pai vendia chapéus Ramenzoni, Cury e Prada. E havia em casa um porta-chapéus.
E ele tinha um rádio Phillips, importado da Holanda, um dos primeiros que chegaram em minha cidade – diz ele que foi na década de trinta. Até pouco tempo, ainda funcionava. Dá para acreditar ?
Meu saudoso pai dizia-me que o rádio era a maior atração da rua – todos ficavam à porta da casa, ouvindo o Rádio, que poucos tinham acesso. E aí todos esses cantores eram ouvidos.
Acho que foi um tempo mágico.
Parabéns pelo teu texto.
Lu Dias BH respondeu:
janeiro 6th, 2010 at 0:50
@GUTIE,
Gutie
Resolvi fazer uma síntese dos capítulos, de modo que as pessoas possam compreender a minissérie melhor.
Veja o o último texto postado e me diga o que achou.
Estou escrevendo de uma maneira mais direta.
Os chapéus Prada vendidos por seu pai, são dessa marca famosa, que até o papa usou nos chinelos?
Diga a Cindinha que ela deu metade da resposta.
No final da minissérie eu revelarei.
Estou feliz com o sucesso de nosso blog.
Ele está sendo acessado nos mais diferentes locais deste nosso país.
Amigo, obrigada por sua presença querida.
Beijos,
lu
Que maravilha achar voces….vou ter que ficar até de madrugada lendo tudo…bom demais…uma delíca. Bjos com amor.
Marli Rabelo.
Lu Dias BH respondeu:
janeiro 8th, 2010 at 0:35
@Marli,
Marli
Marvilha é ganhar você, aqui no nosso blog.
Nunca mais vamos nos desgrudar.
Escrevi mais de 100 artigos sobre a novela Caminhos das Índias.
Não precisa ler tudo hoje… risos.
Beijos, minha fofa,
lu dias
Lú, acho que a audiencia dessa minissérie deve estar alta, até eu estou assistindo.
Achei que teve cortes bruscos mas, como tenho pequenas lembranças desse romance muito comentado na época estou entendendo.
O que mais gosto são das musicas até a artista que interpreta a Dalva está bem parecida com ela….hoje tem mais.
Abraços
Lu Dias BH respondeu:
janeiro 8th, 2010 at 18:12
@Massayuki,
Massinha
A minissérie está mesmo bonita.
Saiba que o Paulo Afonso está postando todos os capítulos.
Se quiser rever, basta vir aqui no blog.
Além disso, eu faço um apanhado de cada capítulo.
Para que as pessoas possam entender melhor.
O espaço de tempo é muito curto.
Eles acabam cortando parte da história.
O que é uma pena.
Hoje é o último dia.
Não suma!
Abraços,
lu