Dalva e Herivelto, uma canção de amor – Lu Dias

Por LuDiasBH, 30 de dezembro de 2009 0:06

A rede Globo de Televisão vem brindando o público brasileiro com documentários e minisséries, que contam a trajetória de nossos ídolos musicais. Assim foi com Maysa (minissérie) e Raul Seixas (documentário).

Desta vez é a talentosa autora, de televisão e teatro, Maria Adelaide Amaral, quem escreve “Dalva e Herivelto, uma canção de amor”, enquanto Denis Carvalho comanda a trupe, com Adriana Esteves e Fabio Assunção nos papéis de Dalva e Herivelto.

Para quem não se lembra, a autora, acima citada, foi responsável pelo sucesso das minisséries A Muralha, Os Maias, A Casa das Sete Mulheres, JK e Queridos Amigos.

Normalmente, os espectadores ficam curiosos, para saber de onde o autor tirou tanto conhecimento sobre a vida dessa ou daquela pessoa. No que se refere à nova minissérie, que se inicia na segunda feira próxima (dia 4), Maria Adelaide diz como se inteirou da vida do casal:

“Li e pesquisei muito, e conversei com as pessoas da família e outras que conheceram bastante a vida dos dois. Depois, priorizei os momentos mais importantes da vida deles. Contei com a ajuda de duas pesquisadoras, que foram atrás de todas as bibliografias possíveis em arquivos de jornais, revistas, museus, além de biografias dos personagens. A minissérie não se baseia em nenhum livro. Ela se baseia em todas as entrevistas, as intensas consultas aos jornais e revistas da época (que forneceram material para inúmeras cenas de brigas do casal, inclusive). Ao longo da pesquisa foram lidos vários livros: o do Pery, do Jonas Vieira, do João Elísio Fonseca e a biografia de Grande Otelo,escrita por Sérgio Cabral.”

Quando lhe perguntaram sobre qual cena foi mais difícil para escrever, ela responde:

“A cena em que as crianças, Pery e Bily, são mandadas para o internato por um juiz da Vara da Família. Também foi bastante desconfortável escrever algumas cenas em que Herivelto mentia e agredia Dalva. Mas havia uma dinâmica um tanto complementar (e neurótica) entre os dois. Ele foi um marido delicadíssimo para a Lurdes, sua segunda mulher.”

Dalva de Oliveira nasceu pobre, na cidade paulista de Rio Claro/SP, filha de mãe portuguesa e pai mulato, marceneiro e tocador de saxofone, nas horas vagas. Teve passagem por orfanato e uma infância com poucos brinquedos. Foi faxineira, costureira e, chegou a ser considerada por Villa-Lobos, como a maior cantora brasileira, até então. Depois, juntou-se à dupla Branco e Preto, depois Trio de Ouro, da qual fazia parte seu futuro marido, Herivelto Martins.

Herivelto Martins é considerado um dos maiores compositores brasileiros, de todos os tempos. Dentre às suas consagradas composições, podemos citar Praça XI, Que Será, Caminhemos, Quarto Vazio, Caminho Certo, Segredo. Muitas de suas músicas tornaram-se sucesso na voz de Dalva de Oliveira.

A vida conjugal de Herivelto e Dalva foi sempre muito tumultuada. Após 10 anos de casamento e dois filhos, Pery e Ubiratan, separaram-se, protagonizando um grande escândalo nacional, divulgado pela imprensa, que há muito se alimentava de suas brigas.

Após a separação, Dalva começou a sua carreira solo, fazendo muito sucesso. Recebeu o cetro de Rainha do Rádio e, sem dúvida alguma, foi uma das cantoras mais amadas por seu público.

Casou-se, depois, com o argentino Tito Climent, que passou a administrar sua vida, inclusive retirando-a do Brasil, por uns tempos.

Gravou com a famosa Orquestra de Roberto Inglez e, cantou diante da Rainha da Inglaterra. Na Argentina, cantou com os Bandoneóns de Francisco Canaro e seu grupo de tangos.

Aos 47 anos apaixonou-se por Nuno, então com 19 anos.

Em 1965, sofreu um acidente com seu carro, sendo levada agonizante para um hospital. Reabilitada, voltou a cantar, trazendo uma cicatriz que lhe rasgou o rosto.

Herivelto conheceu Lurdes Torelly, seu grande amor e companheira pelo resto da vida, que lhe deu três filhos: Fernando, Yaçanã e Herivelto Filho.
Algum tempo depois Dalva e Lurdes tornaram-se muito amigas, sendo Lurdes o esteio de Dalva até o fim de sua vida.
Herivelto teve duas mulheres muito especiais: Dalva e Lurdes.

Fonte de pesquisa: Globo.com/ Hermínio Belo de Carvalho/ Sucacruz

Nota: Acompanhem aqui mais informações sobre a minissérie, que retrata parte da vida de um dos casais mais polêmicos da música brasileira.

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13 comentários para “Dalva e Herivelto, uma canção de amor – Lu Dias”

  1. Lu Dias BH disse:

    Amigos

    Não tentem decifrar estas linhas do texto.
    Trata-se de um erro de postagem.

    Abraços,

    lu

    Lu Dias BH respondeu:

    @Lu Dias BH,

    Complementando o aviso acima:

    Lu Dias BH respondeu:

    @Lu Dias BH,

    hahahahahahah

    Elas não reproduzem no comentário.

    lu

  2. Caminada disse:

    Lu querida, tenho andado complicada. Levei dias sem computador e quando chegou estava sem som.
    Li, dentro do possível, suas mensagens, mas não podia respondê-las. A dor nas costas, de digitar num pequeno netbook, não me permitia. Eu respondia às mensagens absolutamente urgentes, até porque vendemos nossa amada Ipiabas.
    Mas estou feliz de tentar acompanhar com você essa nova minissérie, uma das poucas coisas a Globo, que francamente, me interessa.
    Dalva e Herivelto me recordam meus pais, os gostos deles, os comentários sobre os artistas, o encanto de ambos pela voz de Dalva, a ausência, para eles fatal, da voz de Dalva no Trio de Ouro.
    Tomara eu tenha tempo suficiente para estar presente e participar. Não imagino Adriana Esteves, com aquela voz, simplesmente falando, como Dalva, mas artistas surpreendem.
    Feliz 2010 e muito carinho.
    Bjsss.

    Lu Dias BH respondeu:

    @Caminada,

    Cami

    Tenho acompanhado a sua saga com o seu computador… risos.
    Essas máquinas são muito temperamentais.
    Imagino que pertençam ao sexo feminino.

    Não se preocupe, pois eu sei que conto sempre com o seu carinho e o seu incentivo.

    Aquela minissérie sobre a Maysa deixou-me fascinada.
    Tanto é que passei a colecionar todas as músicas gravadas por ela.
    Que voz linda!
    Quanta sonoridade!

    Confesso que já ouvi muito pouca coisa na voz da Dalva de Oliveira.
    Nunca me interessei muito por ela.
    Também fui assim com a Maysa, com quem me encantei depois.

    Depois que a gente vê a história de vida do artista, o trabalho dele passa a ter um prisma diferente.
    Estou ansiosa pela minissérie.

    Já li algumas reportagens dizendo que a Adriane Esteves está muito bem no papel.
    Veremos!
    Como você bem disse, artistas surpreendem.
    Alguns encarnam o papel com perfeição.

    Grande beijo pra você e pro Eric.

    Desejo-lhe felicidades em todos os dias de 2010.

    lu

  3. Cris Lacerda disse:

    Lu.. que bacanaaaa!!
    Bom, confesso que não estava por dentro da vida desse casal.. até conheço uma ou outra música… desculpe minha ignorância, amiga!! rsrsrs
    Mas com certeza, assim como foi com a India, será mais uma saga e mais um aprendizado e cultura..
    Obrigada
    Parabéns!!

    Cris Panterinha

    Lu Dias BH respondeu:

    @Cris Lacerda,

    Panterinha

    Também confesso que quase nada sabia sobre os dois.
    Agora que estou pesquisando.
    A minissérie durará apenas uma semana.
    Serão cinco capítulos.

    Gosto muito das minisséries.
    Sempre aprendemos com elas.

    Beijos,

    lu

  4. Caminada disse:

    Lu, oi, é bom contar com sua presença na vida da gente; mesmo quando a vida fica tumultuada e nos impede de participar e responder.
    Como você, Dalva, por ela mesma, não me interessava muito. Eu era jovem, a bossa-nova estava quase surgindo, os artistas mais ouvidos até então, em casa, eram Dick Farney, Sílvio Caldas, Dorival Caymi, Aracy Cortes, Elizethe Cardoso.
    Mas chegou Maysa e ela nos fascinou. Não pertencia a movimento algum, era simplesmente Maysa.
    Tenho um especial dela dirigida pelo Abujanra para a TV Cultura que mostra uma Maysa que nem a minissérie talvez tenha mostrado.
    E que maravilha ter visto a minissérie, perceber o orgulho daquele filho com uma infância que suponho, tão difícil, conhecer a atriz Larissa Maciel.
    Maysa valeu o ano de 2009 na programação da Globo.
    Espero que o personagem Dalva de Oliveira consiga ser tão fascinante quanto Maysa, e o quase impossível: que Adriana Esteves consiga um grande desempenho e consiga superar o timbre da própria voz.
    Um beijo
    FELIZ 2010

    Lu Dias BH respondeu:

    @Caminada,

    Cami

    Também fiquei fascinada com a minissérie sobre a Maysa.
    A Globo vai ter que gastar muita energia para superar aquela maravilha.
    A Larissa Maciel foi fantástica.
    Dona de uma interpretação belíssima.

    Realmente não vi o especial dirigido pelo Abujanara para a TV Cultura.
    Deve ser muito lindo.

    Quanto a Adriana Esteves, tenho lido que ela vem se saindo bem.
    Estou ansiosa para vê-la como Dalva de Oliveira.
    Espero que nos surpreenda.

    Meu sonho é ver uma minissérie revivendo Elis Regina, minha cantora predileta.
    Tenho quase tudo dela.

    Amiguinha, vamos aguardar para ver.
    Espero que nos surpreendamos.

    Obrigada por suas palavras carinhosas.

    Grande beijo,

    lu

  5. GUTIE disse:

    LU DIAS

    Meu saudoso pai era um amante da boa música,principalmente da seresta, onde ele ficava encantado, principalmente, com o Francisco Alves, o Sílvio Caldas ( o caboclinho querido ), o Carlos Galhardo e, entre eles, é claro a maravilhosa voz de Dalva de Oliveira.

    A vitrola antiga da casa de meus avós guardaram uma coleção imensa de discos de vinil, onde aprendi, quando criança e adolescente, também a ouvir, admirado, todas as músicas da época de meus pais.

    Uma destas músicas, a Ave Maria no Morro, apresentei-a, em postagem, como já tomastes conhecimento, inclusive onde respondi a questão da sintonia.

    Talvez seja até uma telepatia! Mas falar sobre isto é inacreditável.

    Eu estava até adivinhando que irias fazer postagens sobre a minissérie.

    Vou aguardá-las e prometo, professora, ler todas.

    Mas não esqueças das dicas, antes para preparar, se der tempo, é claro, um pequeno texto, com os versos e música que possa a ver com teu escrito.

    Conheço, portanto, essas músicas todas que povoam minha cabeça desde a mais tenra idade.

    Por sinal, já percebestes, amo a música.

    Só mesmo a divina e inigualável Cidinha Dix para rivalizar com ela e passá-la para trás (hahahahahahaha).

    Gostei muito do teu texto. Foi bastante esclarecedor.

    Parabéns.

    Lu Dias BH respondeu:

    @GUTIE,

    Gutie

    Fiquei tão encantada com a minissérie sobre a Maysa, que estou apostando fundo nessa que virá.

    Acho as minisséries muito bem elaboradas e bem mais interessantes que as novelas.
    Talvez pelo fato de serem mais rápidas.

    Amigo, não consegui entender direito o que quis me dizer:

    “Mas não esqueças das dicas, antes para preparar, se der tempo, é claro, um pequeno texto, com os versos e música que possa a ver com teu escrito.”

    Também gosto muito de música.
    Confesso que Dalva de Oliveira não se encontra dentro das minhas preferências.
    Não gosto muito do sofrimento na música.
    Tenho, no meu MP4 apenas três músicas da Dalva.

    Estou gostando da sua coluna musical.
    Tenho aprendido muito.

    Você sabe tudo de música.
    Vixe Maria!
    Que coisa fantástica!

    Abraços,

    lu

  6. Jovimari disse:

    E vamos aguardar então esta história de vida tão cheia de altos e baixos.

    Lembrei-me da Edith Piaf, que eu não conhecia a vida e depois do filme passei a admirá-la e muito. Foi maravilhosa, sofreu perdas, lutou, cantou, sorriu e chorou em proporções muito iguais, eu acho.

    Beijo!

  7. [...] A cantora Dalva de Oliveira, vivida pela atriz Adriane Esteves, é a estrela maior da minissérie. Sobre ela já falamos na postagem Dalva e Herivelto, uma canção de amor – Lu Dias. [...]



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