É grave a crise
Dezembro é, tradicionalmente, o melhor mês para as atividades comerciais no Brasil. Os três primeiros meses do ano costumam ser os piores. No início de minha vida profissional trabalhei numa empresa de propaganda e isso ficava bem evidente. O ano só começava em abril e tinha seu ponto alto em outubro, novembro e dezembro.
O que vemos em 2008? A crise começou a se agravar nos últimos meses do ano, tradicionalmente excelentes, e chega em dezembro com força total. Quando pensamos que a trilionária injeção de dólares vai mostrar resultados, vemos exatamente o contrário do esperado. As demissões acontecem em todo o mundo numa escala crescente. O Brasil, que seria atingido por uma marolinha, sofre os mesmos efeitos, já que não somos uma ilha (talvez Cuba, por sofrer há anos um bloqueio absurdo, seja menos atingida pela crise), e já começam as demissões e queda na produção.
O dólar passa de R$2,50. Ninguém sabe onde vai parar. Será que aquele americano estava certo quando falou que há um plano de trocar o dólar por uma nova moeda, o Amero? Claro que a substituição seria feita na base de dez para um, trocando uma moeda que estaria sem valor, o dólar, por uma moeda forte. Mas, se é assim, por que o dólar sobe? Não deveria cair? Coisas da ilógica da economia.
“I believe that banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies. If the American people ever allow private banks to control the issue of their currency, first by inflation, then by deflation, the banks and corporations that will grow up around the banks will deprive the people of all property until their children wake-up homeless on the continent their fathers conquered.”
Isso foi dito por Thomas Jefferson, em 1802.
“Eu acredito que as instituições bancárias são mais perigosas às nossas liberdades do que exércitos em alerta. Se o povo americano um dia permitir que bancos privados controlem sua moeda, primeiro através da inflação e depois pela deflação, os bancos e as corporações que crescem com estes bancos vão tirar do povo todas as suas propriedades, até que suas crianças acordem sem as casas que seus pais conseguiram erguer.”
E chegamos lá!
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Caro Paulo
Entendo que o mundo real, caminhou para uma situação virtual, com a especulação mandando na produção.
Aqueles patamares em TUDO caminhava e estava, uma hora iria estourar, estas famigeradas bolhas.
Tenho alguns colegas, que produzem algumas das comodities mais valorizadas do mercado, e nem eles acreditavam na valorização virtual em que as mesmas chegaram, um dia, teria que voltar pra realidade, voltou.
Acho ainda, que a negatividade esta sobre valorizada, nos levando ao pânico, e automáticamente, a economia ao freio.
Tenho em mente, que os BRIC´s, segurarão o rojão dessa recessão, e o nosso Brasil, passará ileso, desta situação.
Abraços.
Paulo Afonso respondeu:
dezembro 6th, 2008 at 4:39
Tomara, Mário. Tomara que você esteja certo.
Mário,
‘e o nosso Brasil, passará ileso, desta situação.’ Tiro o chapéu para seu otimismo. Eu, honestamente, acho que o nosso país já mostra claramente que vive um situação bastante complicada. As desigualdades aumentam a cada dia. Um abraço. Ana
Paulo Afonso respondeu:
dezembro 6th, 2008 at 4:57
Também acho que a coisa está pior do que parece. Estão escondendo a gravidade da doença, seguindo os conselhos do presidente.
@Mário Mendonça: Eu vivo da propaganda nos sites. Os melhores meses seriam os três últimos do ano. Estão péssimos. Fico imaginando como será janeiro. Mas não me preocupo. Deixo isso para meus credores que, em sua maioria, são bancos. Foram eles quem criaram a situação. Agora aguentem.
PREZADO PAULO
Gosto muito de fugir da realidade e vir até essa cachoeira maravilhosa ( a cachoeira do Paulo Afonso ), mergulhar fundo no esquecimento e esfriar a cabeça nas suas águas geladas e calmas.
Como no programa do Amaury, aqui é o lugar para sonhar e viver intensamente como se nada tivesse acontecendo do lado de lá, a realidade.
Entretanto, meditar um pouco sobre o que ocorre neste mundo louco, talvez, seja mesmo necessário.
E vou também surfando nas marés de otimismo do Mário Mendonça.
Estamos ao meio de uma acomodação drástica, onde a especulação, no Tio Sam, tornou possível a um camponês comprar um castelo de nobre, mesmo que fosse por poucos dias, experimentando a vida da corte.
O fato é que há uns dois anos, o preço do barril de petróleo estava um pouco a cima do patamar atualmente negociado.
Apenas dois anos e nada mais.
A especulação no mundo tomou de assalto todas as economias.
E quando o castelo se desmoronou, o camponês perdeu a morada da nobreza e seus financiadores foram a falência, levando com eles o resto do mundo.
Mas ainda acredito no Brasil, pois nossos bancos não avalisaram as aventuras americanas e estão firmes.
Cultivamos, entretanto, em nosso país, um clima que gerou temores.
Será que vou perder meu emprego ? Invisto ou não em meus negócios ? Compro ou não esse carro ?
Ah, sabe, vou economisar ! Sei lá o dia de amanhã.
Mesmo que o crédito seja restabelecido, há o medo, no seio de nossa população, da inadimplência.
É evidente que, principalmente, nossos exportadores estão enfrentando grandes e graves prejuízos.
Mas o mercado interno desenvolveu-se e, tão logo esses temores acabem se dissipando, acredito que voltaremos a sorrir.
Boa noite.
Paulo Afonso respondeu:
dezembro 6th, 2008 at 4:42
Acho que quem está em melhor situação são os Cubanos, que aprenderam a viver isolados do mundo graças ao embargo americano. Quanto a nós… vamos esperar que escapemos dessa crise, pois ela tende a agravar-se.
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