Achei que não mais retornaria à Índia, pensando que a minha trupe estivesse cansada de tanto armar e desarmar barracas, depois de 70 textos e dezenas de milhares de palavras.
Contudo, enganei-me redondamente, pois muitas milhas ainda nos aguardam. Atendendo ao pedido de nosso Timoneiro e de todos os que aguardam mais notícias sobre esse imenso continente chamado Índia, aqui estamos com os pés na estrada, de novo.
Chamou a nossa atenção, em especial, a história que ouvimos sobre o escritor francês Marc Boulet, que nos idos de 1980 havia simulado ser um chinês, para escrever o seu famoso livro
Na Pele de um Chinês. E, animado com o sucesso de seus escritos optou por uma nova façanha, na década de 1990, que seria escrever um novo livro, dessa vez vivendo a experiência de um dalit (intocável).
Marc Boulet foi irredutível com sua família e seu editor que tentaram persuadi-lo a não viver aquele novo experimento, que trazia embutido em si, riscos bem maiores, se fosse descoberto, sem falar nos problemas de saúde.
Antes de se deslocar para Benares (também conhecida como Varanasi, cidade do estado de Uttar Pradesh, na Índia. Localizada nas margens do Rio Ganges. É uma das mais antigas cidades do mundo e a mais sagrada cidade da religião hinduísta), onde se daria a sua experiência, teve que passar por algumas transformações.
Como era muito branco, o seu dermatologista ajudou-o a escurecer a pele, através do uso de melanina, de modo a torná-lo um hindu original. E, para tornar a mudança mais verossímil, aprendeu o híndi, língua típica da etnia dos “munda”, da qual passaria a fazer parte, como se fosse um deles. À sua aparência física acresceu enormes bigodes, tão peculiares àquela gente.
Satisfeito com os resultados obtidos, falando fluentemente o híndi, tomou os caminhos das Índias, ao lado de sua esposa, que tinha a função de documentar a sua história.
Não podemos dizer que Marc Boulet tenha sido um mero aventureiro, pois preocupações sérias povoaram a sua mente, antes mesmo de partir:
“Tenho medo. Doenças, fome, miséria.
Onde vou dormir?
Em que calçada?
O que vou comer?
Nunca fiquei com o estômago vazio.
Para enchê-lo deverei fuçar as latas de lixo, os despejos de sujeiras que decoram as encruzilhadas das cidades indianas.”
O resultado desse ato corajoso foi o comovente livro, Na Pele de um Dalit, onde conta todas as agruras pelas quais passou, sendo um deles.
Ali, Ram Munda (nome indiano adotado por Boulet) conviveu com a miséria, a fome e o desprezo, situações que milhões de indianos pertencentes, principalmente, ao hinduísmo, vivem na pele, diariamente. E, como já vimos em outros textos, eles aceitam tudo, como se houvesse um destino a lhes comandar a vida.
Ram Munda não conheceu a Índia cantada e decantada pelo seu glamour, nas propagandas das agências de viagem e revistas turísticas, tampouco viu as mulheres deslumbrantes, exímias dançarinas, empencadas de jóias, tão conhecidas das novelas e dos filmes de Bollywood.
Durante o tempo em que viveu junto aos intocáveis (seis semanas), Marc Boulet experimentou de tudo que era comum à vida daquela gente: pediu esmolas pelas ruas de Benares, assediando turistas; foi humilhado, escarnecido e repelido por hindus de outras castas; dormiu nas calçadas; fez suas necessidades fisiológicas pelas ruas; comeu sobras de comida; foi impedido de entrar nos templos; teve até a própria sombra escorraçada.
Este é apenas o preâmbulo da história que nos foi contada. Queremos conhecer, mais a fundo, a história desse verdadeiro homem santo. Só pedimos aos leitores que nos aguardem com paciência. Precisamos reaprender a atravessar os abismos sociais que habitam aquele país, tão “espiritualizado” para os mais desavisados e tão cruel para com os dalits.
Are Baba!
Fonte de Pesquisa: O desafio de se tornar um dalit/ Reportagem de Carlos Herculano Lopes/ jornal Estado de Minas/ 13 de julho de 2009
Nota: este texto é uma homenagem à leitora Maria Tereza Alaggio, que gentilmente enviou-me a reportagem citada.
Namastê!
Veja também...
- A Carvoaria – LuDiasBH
- Calendário Chinês e Feng Shui – LuDiasBH
- Um cio abstrato – LuDiasBH
- ALLÁHU AKBAR! – EXCLAMA SALSTIEL – LuDiasBH
- Espinhos e rosas – LuDiasBH
- O que é um Burakumin? – LuDiasBH
- Estaria Satã com a razão? – LuDiasBH
- Flamengo: A presidente Patrícia Amorim desabafa – LuDiasBH
- O Flamengo está roxo… de vergonha – LuDiasBH
- Miseranda – LuDiasBH
- CRACK: FISSURA E TUIM- LuDiasBH
- A magia de teus olhos – LuDiasBH
- Que droga de “aviãozinho”! – LuDiasBH
- Uberaba: A Cidade dos Espíritos – LuDiasBH
- Gotas de chuva e palavras – LuDiasBH
- Copa do Mundo: Bola na trave e lágrimas – LuDiasBH
- O Butim – LuDiasBH
- África do Sul, Apartheid e Futebol – LuDiasBH
- O cantar da Cotovia – LuDiasBH
- Prece de Cáritas – LuDiasBH
- O que você gostaria de saber sobre o futebol – LuDiasBH
- Tuaregues e camelos – LuDiasBH
- África: O que a Copa do Mundo fará por ela? – LuDiasBH
- Uma noite na África – LuDiasBH
- Doridas recordações – LuDiasBH
- Tu és! – LuDiasBH
- Fascinação – LuDiasBH
- Ponto de fusão – LuDiasBH
- Hila Flávia comenta – LuDiasBH
- DEUS, por que afligis meus irmãos? – luDiasBH
- Não iniba o amor – LuDiasBH
- Doce resignação – LuDiasBH
- Ceis vão sifu… e deixa o resto pra mim fazer, eu to falano! – LuDiasBH
- A França despe-se do véu e da burca, com todo direito – LuBiasBH
- Ortotanásia, Eutanásia e Distanásia – LuDiasBH
- Eu sou… – LuDiasBH
- Nômades: Viajantes do tempo enfrentam um drama na Índia – LuDiasBH
- O Violino e o Arco – LuDiasBH
- DOÑA SEBASTIANA OU “LA SANTA MUERTE” – LuDiasBH
- Natureza morta – LuDiasBH
- Tourada: Nem sempre o touro leva a pior – Olé – LuDiasBH
- Panu: A Servidão Infantil – LuDiasBH
- Champanhe! – LuDiasBH
- Conectada – LuDiasBH e Nina Araújo
- Brasil, o país dos torpedos – LuDiasBH
- Bate coração – LuDiasBH
- Soneto: O Morro Perdeu o Tom – LuDiasBH
- Diálogo entre Lucano e o Tribuno sobre o “Deus Desconhecido” – LuDiasBH
- Ver televisão: emburrece e engorda ou enriquece? – LuDiasBH
- Chico Buarque – Construção
- Ode ao trabalhador – LuDiasBH
- O trabalhador nos dias de hoje – LuDiasBH
- Perguntas de um operário que lê – Bertolt Brecht
- Trabalhadores ou imigrantes ilegais? – LuDiasBH
- Amor por inteiro – LuDiasBH
- As quatro grandes civilizações e a globalização – LuDiasBH
- Amor novo se avizinha – LuDiasBH
- Extremismo e Aldeia Global – LuDiasBH
- A Ouro Preto de Tiradentes – LuDiasBH
- A Ninféia – LuDiasBH
- Não pense grande, pense pequeno – LuDiasBH
- Dê poder a uma pessoa e descubra quem ela é – LuDiasBH
- A tragédia na Cidade Maravilhosa – LuDiasBH
- Droga, comida e obesidade – LuDiasBH
- O Escultor – LuDiasBH
- Carne: Não adianta um corpo sadio num planeta doente – LuDiasBH
- Tolas preces – LuDiasBH
- As Florestas de Bornéu – LuDiasBH
- Dia Mundial da Água (22 de março) – LuDiasBH
- A noite evanescente – LuDiasBH
- A Cultura Somali e a Clitorectomia – LuDiasBH
- A Poesia e o Crochê – Sandra Bose / Cristine Martin / LuDiasBH
- Sinal vermelho para certas palavras – LuDiasBH
- OSCAR 2010 – Premiados – LuDiasBH
- Dia Internacional da Mulher – LuDiasBH
- No dorso esverdeado das montanhas – LuDiasBH
- OSCAR 2010: Todos os indicados ao prêmio (um guia) – LuDiasBH
- Oscar: Os dez mais – LuDiasBH
- OSCAR: Como são feitas as escolhas – LuDiasBH
- A entrega do Oscar: A maior premiação do mundo – LuDiasBH
- Uganda: O Fundamentalismo Cristão mostra as garras – LuDiasBH
- As mulheres na cultura afegã – LuDiasBH
- Urgente: Uganda que aprovar pena de morte para Gays e prisão para Simpatizantes – LuDiasBH
- As mulheres sem sol – LuDiasBH
- CINEMA: O FANTÁSTICO SR. RAPOSO (STOP MOTION) – LuDiasBH
- Os Beribebuns – LuDiasBH
- O Casamento no Afeganistão – LUDiasBH
- O homem aziago e a meretriz – LuDiasBH
- Escolas de Samba cariocas e quesitos de julgamento – LuDiasBH
- Incansável diligência – LuDiasBH
- A menina e o menino – LuDiasBH
- Carnaval – A festa mais popular do Brasil – LuDiasBH
- Efeitos especiais: Por que eles fazem a diferença? – LuDiasBH
- AVATAR: O Maior Filme da História das Bilheterias – LuDiasBH
- A internet afastou as pessoas ou fez exatamente o contrário?
- Bill Gates e o amor – LuDiasBH
- AVATAR em 3 D: Uma Nova Revolução no Cinema – LuDiasBh
- A medida de um homem – LuDiasBH
- Scanner corporal: segurança ou privacidade? – Lu Dias
- Cantiga de amor à Lua – Lu Dias
- O abutre e o espectro – Lu Dias
- Serra Leoa – Lu Dias
- Teu sorriso – Lu Dias
- Dalva e Herivelto – O outro lado da moeda – Lu Dias
- Herivelto Martins: até onde é culpado pelo sofrimento de Dalva? – Lu Dias
- Dalva poderia ter virado o jogo? – Lu Dias
- Dalva de Oliveira – Um hino ao amor – Lu Dias
- 1º Capítulo: Dalva e Herivelto param o Brasil – Lu Dias
- Tudo acabado entre nós – Dalva e Herivelto – Lu Dias
- Dalva de Oliveira – Segredo – Lu Dias
- Dalva e Herivelto – Quando a cabeça não pensa, o corpo padece – Lu Dias
- A era do rádio e Dalva de Oliveira– Lu Dias
- Dalva de Oliveira, a menina prodígio da voz de ouro – Lu Dias
- Principais personagens de “Dalva e Herivelto, uma canção de amor” – Lu Dias
- O poeta, o mestre e o amor – Lu Dias
- Dalva de Oliveira e o samba-canção
- Toda loucura é humana – Lu Dias
- Dalva e Herivelto, uma canção de amor – Lu Dias
- Fênix – Lu Dias
- Inda vai tarde! – Lu Dias
- Feliz Natal!
- A peleja – Lu Dias
- A carta – Lu Dias
- A água – Lu Dias
- A natureza – Lu Dias
- Intransigência – Lu Dias
- Pluralidade – Lu Dias
- Caixinha vermelha – Lu Dias
- A busca – Lu Dias
- A cigana e eu – Lu Dias
- Acídia e Ecocídio – Lu Dias
- A parição e o fruto peco – Lu Dias
- O ancião e a guerra – Lu Dias
- Quando o orgulho é maléfico – Lu Dias
- Coisas do amor – Manoel Rodrigues e Lu Dias
- Ponto de fusão – Lu Dias
- O menino, a canoa, o mar e eu – Lu Dias
- Quiprocó de amor – Lu Dias
- Você é um espírito de porco? – Lu Dias
- Música no ar – Lu Dias
- A louca, a rapariga e o moço – Lu Dias
- OS ZABBALIN E A CIDADE DO LIXO – Lu Dias
- Bem-te-vi – Lu Dias
- O mendigo e o malabarista – Lu Dias
- A magia de teus olhos – Lu Dias
- A magia do amor – Lu Dias
- A louca – Lu Dias
- A fera – Lu Dias
- José e Maria – Lu Dias
- Turbulências de uma poetisa louca – Lu Dias
- Busca insaciada – Lu Dias
- A vendedora e a doninha – Lu Dias
- Para minha mãe – Lu Dias
- Frutos (não) proibidos – Lu Dias
- Entrevistando o Timoneiro – Lu Dias
- A outra – Lu Dias
- Piupiu, Tiziu e São Benedito- Lu Dias
- Desamor – Lu Dias
- Um ato abstrato – Lu Dias
- O poder dos exemplos – Lu Dias
- Confúcio: Inteligência e Caráter – Lu Dias
- Recanto do Sabiá – Lu Dias
- Os Anjos, as Bichas e Cumad Comprida – Lu Dias
- Um poema aromático – Lu Dias
- Boldo, joio e trigo – Lu Dias
- E por falar em Hila – Lu Dias
- Pecado ou omissão? Corpo ou alma? – Lu Dias
- Amigo, meu doce amigo – Lu Dias
- Belisque-me, pra eu acreditar – Lu Dias
- A moça e o poço – Lu Dias
- Google, um site de buscas – Lu Dias
- Os Standing Babas, Are Baba! – Lu Dias
- A vedete da selva – Lu Dias
- Animália – Lu Dias
- Depressão ou tristeza – Lu Dias
- Mix de água, dor e cheiro – Lu Dias
- Tu és meu grande amor – Lu Dias
- Elas abundam e desbundam – Lu Dias
- Homens são apenas homens – Lu Dias
- Condimentos – Um toque de midas – Lu Dias
- A Exilada – Lu Dias
- Você e eu – Lu Dias
- A Vida e o Porto – Lu Dias
- Globesidade: Acúcar engorda, adoece e mata – Lu Dias
- A paixão é démodé – Lu Dias
- Alcinea na Amazônia – Lu Dias
- A deusa de ônix – Lu Dias
- O temporal – Lu Dias
- O Albinismo e a Feitiçaria – Lu Dias
- O mensageiro do vento – Lu Dias
- Prestando contas sobre a viagem à Índia – Lu Dias
- Dr. Castanho e as doenças mentais – Lu Dias
- Sou Zeus! – Lu Dias
- Um poema para aplaudir Anita – Lu Dias
- O vulcão Norminha – Lu Dias
- Cortando o mal pela raiz – Lu Dias
- Alguém pensa em mim – Lu Dias
- Shankar e a busca por Santidade – Lu Dias
- Se eu fosse a Glória Perez – Rosali Amaral
- Eu absolvo Bahuan – Lu Dias
Imprimir
Enviar a um amigo
593 views
Paulo Afonso
Estamos de novo com o pé na cultura da Índia.
É bom recomeçar nossa viagem.
Já vi a gravura que adicionou ao texto.
Fantástica!
Estou lendo o livro para buscar mais conhecimento.
Abraços,
lu
E prosseguimos a viagem! Are Baba!
O Marc Boulet é mesmo corajoso; admiro pessoas que vão fundo na pesquisa e preparo para fazer seu trabalho. E o trabalho dele é impressionante: em vez de apenas observar, ele *viveu* a miséria e a discriminação por que passam essas pessoas; é um relato confiável e inestimável para compreendermos qual a realidade dos dalits.
Parabéns pelo artigo, amiga, e conte conosco na segunda fase dessa jornada (e quantas vierem pela frente!)
Grande abraço!
Lu Dias BH respondeu:
julho 20th, 2009 at 13:32
@Cristine,
Cris
Também admiro esses seres corajosos, que despojam de uma vida “auspiciosa” para enfrentar o desconhecido, de modo a conhecer a realidade de perto.
São pessoas como o Marc Boulet que nos passam a verdade nua e crua.
Eles a vivem para nos transmitir através da própria alma.
Não há como dizer NÃO.
Ele estava lá!
Foi testemunha de um tempo.
Sentiu na própria pele o que ouvira dizer.
Cris, teremos muitas novidades.
Aguarde!
Beijo no seu coração!
lu
Lú, Esse Marc Boulet, não quiz escrever sem ter realmente participado e vivido no meio, não é para qualquer pessoa, so os diferenciados, é de admirar.
PARABÉNS pelo retorno ABS.
Lu Dias BH respondeu:
julho 20th, 2009 at 16:21
@Massayuki,
Massinha
Pessoas como ele eu costumo chamar de “seres especiais”.
Vou repassar para vocês o relato, assim que terminar de ler o livro.
Tenham paciência… risos.
Grande beijo no coração!
lu
Lu,
Adorei esta matéria sobre o texto do Marc Boulet. Também pensei enviá-lo a você e acabou que me esqueci.
Fiquei muito curiosa a respeito do livro e agora estou feliz. Você vai contar pra nós.
Estou aguardando.
Creio que a India tenha ficado impregnada em vc. Ao invés de começar outra jornada em direção diversa, retorna à India.
Beijos,
TT
Lu Dias BH respondeu:
julho 20th, 2009 at 18:30
@Terezinha,
TT
É verdade, a Índia entrou por todos os meus poros.
Mas, recebi muitas mensagens lamentando o fim de nossa epopeia.
Então resolvi, ir até o fim da novela.
Gosto de atender a meus leitores, com muito carinho.
Eles merecem!
Já comprei o livro.
Vou lhes contar tudo.
Ainda estou terminando um outro, sobre os parses indianos.
Lindinha, obrigada pelo carinho da visita.
Beijos,
lu
Lu, grata pela citação.Vi qie você age sempre dentro da ètica.
O livro deve ser muito interessante, porque é a visão jornalística de
uma pessoa de outra cultura.
Estou curiosa. Você lê e nos dá tudo “mastigadinho” e com seu tempero
inconfundível.
Nós é que somos agradecidas a você,sabe?
Com meu abraço
Maria Tereza
Lu Dias BH respondeu:
julho 20th, 2009 at 22:31
@Maria Tereza,
Tê
Sou eu quem lhe agradece pela reportagem enviada.
Você é uma daquelas joias preciosas que a gente encontra pela vida.
Vou ler sim, e contar tudo.
Aguarde!
Grande abraço,
lu
LU DIAS
Como é bom vê-la retornando ao lar, esse cantinho querido.
Torci muito para que voltasse a escrever sobre as índias.
Achei extraordinária o enfrentamento do escritor com a realidade, viver o real e não a fantasia, para dele extrair ensinamentos e reflexões.
Ah, o texto prometido, lá na postagem do Paulo, ficou para outro dia.
Vou repensá-lo.
Talvez o venha postar mais para frente.
Agora que tudo está muito bem é mais sábio que se pode fazer.
A poesia que está quase pronta.
Fazer poesia dá trabalho.
É muito mais difícil do que escrever, pois é pura inspiração.
Aquele momento e pronto. Se passou, temos que aguardar.
Mas vou terminar.
Parabéns pelo seu texto.
Lu Dias BH respondeu:
julho 20th, 2009 at 23:39
@GUTIERRITOS,
Gutie
É sempre auspicioso encontrar você comentando os meus textos.
Mais que isso, a sua presença é uma honra muito grande, para essa sua virtual amiga.
A pedido de vocês, aqui estou a escrever sobre a Índia.
Agora, estamos fazendo o nosso Ph.D.
Temos que buscar matérias mais complexas… risos.
Fazer poesia não é moleza.
Toma um tempo danado.
Quantas vezes você fizer revisão, terá o que consertar.
E, se não há inspiração no momento, é como tirar leite de pedra.
Are Baba!
Estou aguardando com carinho.
Obrigada, meu terno amigo.
Beijos para você e a Dix.
lu
Lu querida,
Que homem de coragem! Encarna literalmente os seus personagens, hein? Beijo. Ana
Lu Dias BH respondeu:
julho 21st, 2009 at 13:27
@Ana Lucia Timotheo da Costa,
Aninha
A gente nem consegue imaginar como pode existir pessoas assim.
São capazes de sair de si, para enxergarem o mundo no seu lado mais cruel.
Fiquei encantada com este francês.
Logo, logo, estarei lhe contando as suas façanhas.
Beijos,
lu
Lu,
Que bom este retorno. O que é bom nunca nos cansa. É um aprendizado constante. E esta saga ainda promete muita emção.
Beijos!
Lu Dias BH respondeu:
julho 21st, 2009 at 16:33
@Jovimari,
Jovimari
Depois de tanto carinho recebido por parte de meus leitores, eu não poderia de deixar de retornar à Índia.
E o faço com muito gosto.
Espero esta à altura de vocês.
Grande beijo!
Obrigada pelo carinho,
lu
Lu,
Incrível este Marc Boulet!
É um extraordinário escritor que quer vivenciar as experiências reais de uma pessoa para descrevê-las com mais veracidade. Isto se chama paixão pelo que se faz e é uma lição para todos nós.
Você também Lu, nos faz perceber o seu amor e sua paixão no que faz e o mais importante, nos transmite este amor e esta paixão.
Muito obrigado.
Abrs. do amigo
GERALDO MAGELA
Lu Dias Bh respondeu:
julho 22nd, 2009 at 23:40
@GERALDO MAGELA,
Magela
Estou apenas terminando um livro para começar a ler o livro do Marc Boulet.
Vou lhes contar as passagens mais interessantes do livro.
Aguarde!
Também admiro alguém que tenha a coragem de vivenciar aquilo que está além de sua compreensão.
Realmente, o nome disso é paixão.
Eu, de certa forma, apaixono-me com muita facilidade pelas pessoas e por tudo que faço.
Procuro dar o melhor de mim.
Gosto que as pessoas notem que, para mim, é prazeroso estar fazendo aquilo.
E que saibam que estou aprendendo junto.
Magela, estou com saudades de seus textos.
Quando virá o próximo?
Obrigada pelo carinho de sua presença.
Gosto muito de você!
Beijo no coração,
lu
Lu,
Que bom tenha voltado a escrever sobre a India, vou desarrumar as malas para continuar acompanhando e aprendendo sem sair de casa.
Me surpreende este escrito que abandona tudo para sentir na pele o que é ser um dalit. Com certeza uma forma única de avaliar a profundidade de tanto sofrimento que este povo parece não dar conta, aceitando como destino.
bjooos
aline
Lu Dias BH respondeu:
julho 24th, 2009 at 18:52
@aline,
Aline
Já estava com saudades.
Que bom que tenha reaparecido.
A partir de segunda-feira, narrarei as peripécias deste escritor.
Siga-me!
Beijos,
lu
´Lu,
Com tantos apelos, acho que vou desarrumar as malas também, para continuar esta viagem com você.
Mas este escritor é de uma coragem única – a realidade não poderia ser melhor contada! Sentir no próprio cerne tantas adversidades não é para qualquer um!
Messias
Lu Dias BH respondeu:
julho 24th, 2009 at 18:50
@messias,
Messias
Contarei a história dele, a partir da segunda feira.
Gostaria que acompanhasse.
É fantástica.
Não suma!
Beijos,
lu
Lu..
Estava aqui pensando que energia foi essa que moveu o Marc Boulet a realizar um trabalho dessa natureza… não só coragem, mas predestinação e obstinação. Predestinado no sentido de que nada acontece por acaso e seria necessário alguém neste mundo passar por isso para relatar com precisão a vida dura na India e pelo que percebi para isso toda a proteção foi disponibilizada para ele, apesar de tudo. Ainda não sei o quão fantástica foi a experiência dele, mas acredito que ele não estava sozinho nessa empreitada (me refiro ao lado sutil da Vida). Obstinado porque não desistiu diante de tanto sofrimento e dificuldades e seu objetivo foi atingido.
Parabéns para ele… missão cumprida!
Parabéns a você, por trazer à luz dos leitores mais este aprendizado!
bjos
Cris Lacerda (que não é pantera!! kkkkkk)
Poxa! Não gostei, foi só dar uma viagenzinha e voltei a descasar novamente.
Vou fazer uma grande viajem e não volto mais.
Apesar de tudo,
beijos,
Moacyr.
Lu Dias BH respondeu:
julho 24th, 2009 at 22:52
@Moacyr Praxedes,
Moá
Gato sai de casa, rato faz festa.
HAHAHAHAHAHAAHHAHAHAHA
Beijos, meu fofinho,
lu
oh. chente!!! que homem carente esse!!! kkkkk
Sossega Samucaaaa!!
Adorei ver vocês hoje!!
bjão
Lu Dias BH respondeu:
julho 25th, 2009 at 0:08
@Cris Lacerda,
Panterinha
Viu que home mais carente!!!
Vixe Maria!
Samuca está precisando de fazer uns shows.
Já está nos braços de Morfeu… risos
O bichim chegou cansado.
E eu amei ver Pantera filha e Pantera mãe.
Quem espera, sempre alcança (se não cansar antes).
Beijos no Gê!!!
Are Baba!
lu
Oi gente, prazer sou uma estudante na qual meu colegio fara uma semana sobre a India entao estamos fazendo varias pesquisas foi onde encontrei este Blog e me chamou muita atencao pelos temas abordados como esse do Marc Boulet achei muito interessante porque sao poucas as pessoas que vão fundo na pesquisa para realizacao perfeito de seu trabalho.
Venho tambem pedir uma ajuda para vcs se possivel..
Entre as castas indianas quais sao as diferencas de Linguagem?
Agrade;o desde ja!
Parabéns pelo artigo
=)