Quando morrer vou querer um canto só meu.
Um espaço no espaço onde tenha muito gosto.
Quero andar leve como pluma pelas nuvens,
sem perigo de chover.
Quero viajar pela via - láctea de ponta a ponta,
num carro luminoso puxado por um cometa.
Quero um cantinho para costurar minha roupa,
que será da cor da lua,
deixar a máquina aberta, com a mesa de passar ao lado,
e o ferro ligado:
afinal, só gasto energia solar.
Quero ter tempo para ver nascer a flor,
sentir o cheiro das rosinhas e do alecrim.
Quero viver sem ser censurada pelo que falo, faço e sinto.
Quero cantar todo fim do dia
junto com os passarinhos.
Quero que meu corpo tenha a plena liberdade
que tem hoje apenas meu coração.
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22 de novembro de 2008 at 11:10
Amiga
Quanta sensibilidade em seus versos! Amei! Parabens! São lindos!
Abraços Sonia Quartin
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22 de novembro de 2008 at 11:51
Oi, Hila! Você sempre nos toca abordando a simplidade da vida e nos encanta com grandiosidade da sua escrita.
JR
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22 de novembro de 2008 at 17:33
Hila,
Que bom você imaginar um canto pra você depois desta passagem. Nunca me passou pela cabeça uma coisa assim. E sei, obviamente, que a grande certeza da vida é a morte. Beijo. Ana
[Resposta]
22 de novembro de 2008 at 20:38
PREZADA HILA
Gostei bastante de sua poesia.
Mesmo na morte, há esperança.
Talvez mesmo uma vida muito melhor.
Lindos seus versos finais:
“Quero que meu corpo tenha a plena liberdade
que tem hoje apenas meu coração.”
Boa noite.
[Resposta]
22 de novembro de 2008 at 21:31
Hila Flávia
O seu poema está tão terno como um raio de sol numa tarde de brisa.
Meus parabéns!
Abraços,
lu
[Resposta]