Está ficando esquisito – Paulo Afonso
Os deputados americanos não aprovaram o plano de salvamento dos bancos. Seriam 700 bilhões de dólares para socorrer banqueiros em vez de serem usados para melhorar a vida no planeta e saciar a fome de tanta gente que vive na miséria.
Mas isso ainda vai mudar. As bolsas de todo o mundo despencaram, bancos estão sendo absorvidos por outros, maiores, para não falir. Até o fim da semana o pacote deverá ser aprovado. E tudo continuará como antes.
O que nunca será como antes é a floresta amazônica. O desmatamento continua acelerado, principalmente no Pará e em Mato Grosso.
Aquecimento global, fim da amazônia, derrocada do capitalismo, corrupção, políticos com ficha suja, violência, miséria, fome… São os assuntos do dia. De todos os dias.
Não vou escrever sobre isso. Melhor aproveitar o tempo para estudar as mudanças na ortografia. Preciso me acostumar a escrever jiboia, ideia, bemvindo (ou será benvindo?) e constatar que talvez sejamos os únicos a adotar as novas regras.
O que vai mudar?
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As paroxítonas terminadas em ”o” duplo perdem o acento circunflexo: enjôo, vôo -> enjoo, voo.
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Acaba o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” (crêem, dêem, lêem, vêem -> creem, deem, leem, veem).
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Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como em louvámos e louvamos.
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Fim do trema.
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K, W, e Y passam a fazer parte do alfabeto, que agora terá 26 letras.
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Não mais será usado o acento para diferenciar pára (verbo) e para (preposição).
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Eliminação dos acentos nos ditongos abertos, como jibóia, idéia, assembléia, heróica.
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Em Portugal desaparecem o ”c” e o “p” onde ele não é pronunciado, como em ”acção” e “adopção”.
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Em Portugal desaparece o h inicial de algumas palavras, como ”húmido”.
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Portugal mantém o acento agudo no “e” e “o” tônicos que antecedem “m” ou “n”. No Brasil se usa o acento circunflexo (académico/acadêmico, génio/gênio, bónus/bônus).
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Uso do hífen. Talvez seja o mais complicado. As regras ainda não estão claras. Vamos aguardar que a ABL se pronuncie sobre as novas regras.
Os revisores terão muito trabalho pela frente.
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Paulo,
o ditado é de antes de Cristo. a água corre é para o mar. O dinheiro corre é parqa os cofres dos banqueiros…
Quanto á mudança da ortografia de nossa língua portuguesa-com certeza
Com certeza vai nos confundir. Não vai facilitar para que não cometamos erros de grafia. Por ex: uso do x e do ch; dos ss, c e ç.
E na semântica, no reino dos significados e significantes? Fila com o sentido que tem no Brasil vai substituir bicha em Portugal? E vice-versa? Fila -fileira de pessoas atrás das outras – passa a ser bicha. E bicha passa a ser o quê?
Socorro ABL!
Abraços,
Terezinha
Paulo
Os banqueiros ganham dinheiro em demasia.
Que agora arquem com os prejuízos, repondo o que tiram do povo.
Seus lucros são vergonhosos. Não sei como ainda deixam a casa cair.
Em relação à mudança ortográfica, o meu medo é de que as editoras venham a elevar assustadoramente os preços dos livros, pois os atuais deverão sair do mercado, após 2 anos da vigência do decreto em janeiro/ 2009.
Não entendi o porquê de terem permanecido diferentes o uso de génio/gênio, por exemplo. Ou tudo ou nada.
Confesso que não vou esquentar a cabeça com isso. Há preocupações maiores como as mencionadas por você.
Abraços,
lu
DEAR LU DIAS
A mudança da ortografia é uma das coisas desnecessárias que jamais compreenderei.
Mas, você já está ficando preocupado com o preço da edição de seu livro?
Um abraço.