Gurus indianos usam tênis ADIDAS – Lu Dias
A finitude humana é um estigma, que carregamos durante toda a passagem de nossa vida. Por mais que tentemos remover esse quelóide, a recidiva é questão de tempo. Principalmente, quando se vive num mundo estremamente veloz e materialista.
Alguns se afundam no trabalho, outros partem em busca de riquezas, alguns outros buscam o poder e tantos outros buscam a espiritualidade, como forma de transpor o medo do findar da existência, cada vez mais visível.
Todos os caminhos, se não passarem pelo equilíbrio, tendem a trazer consequências danosas à vida das pessoas. No entanto, um deles, deve ser visto com cuidado redobrado, sob o risco de se despencar no despenhadeiro do existir, antes do momento devido.
Refiro-me ao caminho que abre mão da realidade, como a melhor forma de escapismo: a busca pela espiritualidade a qualquer preço. Talvez pelo fato de privar a carne de todos os seus deleites, devidamente merecidos, como se a mortificação dessa, fosse a salvação da alma. Esquecendo-se de que carne e espírito são sagrados, na mesma proporção. E infinitamente belos.
Tais pessoas, ainda em vida, abandonam o corpo, para depositar o espírito nas mãos das mais esdrúxulas figuras e denominações: marqueteiros de auto ajuda, gurus, xamãs, homens santos, seitas exóticas, poderes sobrenaturais, etc, sem nenhuma reflexão. De modo que as superstições, capitaneadas pela fantasia, acabam levando muitos supostos “espiritualistas” à loucura. Destruindo o corpo e jogando a mente na mais completa insanidade.
A gente Ocidental, ao longo dos anos, elegeu a Índia como o altar da espiritualidade. Na imensa maioria das vezes, sem nada conhecer sobre a cultura do país, mas induzida pelos relatos de artistas e socialites, que vão e vêm sem nada conhecer de verdadeiro, a não ser os “spas” cinco estrelas.
Em Carma-Cola, a escritora indiana, Gita Mehta, fala sobre uma carta que recebeu de uma jovem encarcerada num hospício dos Estados Unidos. Reproduzo aqui, suas palavras:
“A autora (da carta) se descreve como tendo estado entre as centenas de milhares de ocidentais, que foram à Índia na crença de que encontrariam homens santos capazes de libertá-los do tédio e do desespero de um mundo cada vez mais materialista.
Logo após sua chegada, quando caminhava pela rua, a jovem encontrou um homem vestido com o manto de cor de açafrão da renúncia, que se ofereceu para ser seu mentor espiritual.
Encantada com o fato de que a iluminação já estava a seu alcance, tornou-se sua adepta, seguindo-o até uma caverna no alto do Himalaia, onde, lhe disseram, outros gurus espirituais estavam esperando para iniciá-la nos caminhos do misticismo oriental.
Então, sua iniciação começou.
Os gurus deram-lhe comida misturada com drogas. Quando ela ficou incapacitada, atacaram-na sexualmente.
Durante semanas, foi prisioneira sexual drogada de seus mestres, até que conseguiu escapar e encontrar o caminho de volta aos Estados Unidos – onde foi imediatamente hospitalizada como louca.
Agora, está no processo de obter sua libertação do hospital, capaz de rir de si mesma.
Finaliza dizendo:
- Porque depois de ler seu livro, me dei conta de que jamais deveria ter confiado em gurus que usam tênis Adidas”.
Nota: este texto é uma homenagem aos leitores de THANA/ MAHARASHTRA (ÍNDIA)
Fonte de pesquisa: Carma-Cola/ Gita Mehta/ Edit. Companhia das Letras
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Lu,
Radesh é a cara do pilantra ‘indiano’. Gostei da foto. E você?
Paulo
Lu Dias BH respondeu:
junho 25th, 2009 at 14:28
@Paulo Afonso,
Paulo Afonso
Já lhe disse que no casamento entre texto e ilustração você é um expert.
Vai ser bom assim na Suiça.
Não se pode falar mais na China (caiu do ranking…risos).
Ele representa a pilantragem da “espiritualidade monetária”.
E, como ele, há em todo o mundo.
Abraços,
lu
Dizer o que mais, né Lu?
esta perda de rumo que, aliás, sempre aconteceu ao longo da história do homem, é cada vez mais forte. o homem, aqui e acolá, sempre precisa de algumas muletas. a busca de uma transcedência, sempre é meta, sobretudo daqueles que não aceitam nem o tempo como medida das coisas e, com ele, a finitude, e não compreendem que a sociedade prepara-lhes armadilhas que fazem dos shopings centers e das clínicas de beleza o altar de realizações.
por isto, muitos explodem. eu tenderia a não acreditar nestes caras, nem com, nem sem tênis. no ocidente, alguns estão entre os psicanalistas.
sair disto não é simples. e buscar o simples não interessa ao mercado do lucro.
Lu Dias BH respondeu:
junho 25th, 2009 at 17:25
@luzete,
Madrinha Luz
Os vendedores de felicidade encontram por todo lado, nas mais inesperadas figuras.
Sou muito cética quanto a isso.
Pois, acredito que qualquer mudança só pode se concretizar no coração do homem.
Acredito mais no que vem de dentro para fora.
E não vice versa.
A pessoa só muda, quando atinge a consciência plena de que é necessário, para a sua própria existência na Terra.
O guru, aqui, apenas codifica uma classe muito vasta de espertalhões em várias partes do mundo.
E, mais do que nunca, a humanidade parece precisar de muletas.
Obrigada, pelo carinho da visita.
Beijos,
lu
Em resposta a seu convite, aqui estou. O texto está muito interessante, e além da desventura da pobre moça americana (tênis adidas? aff…), gostei da parte inicial em que você fala sobre os excessos na busca da espiritualidade.
Sou mais como dizia o Confúcio: seguir o caminho do meio. Estamos no mundo, somos matéria, sujeitos às necessidades da matéria, e não podemos chegar ao extremo de negar nossa condição humana.
Porém, não somos só matéria. Temos uma alma que também deve ser alimentada com conhecimento, beleza, verdade, e principalmente com a interação com nossos companheiros de existência, os outros seres humanos. É através desse convívio que aprendemos as lições que devemos aprender, para evoluir e prosseguir em nosso caminho.
É verdade que o mundo ocidental deixa pouco espaço para o espiritual, e algumas pessoas podem buscar uma opção mais radical e, cegas, abandonar tudo em busca de um guru ou salvação. Na verdade o guru, seja qual for, é apenas um guia, mas quem trilha o caminho somos nós, e o melhor guru somos nós mesmos.
O problema é que poucas vezes ouvimos o que nosso “estômago” (ou podem chamar de intuição) diz, e acabamos fazendo grandes besteiras e indo atrás de gurus indianos com tênis adidas…
Você tocou no ponto quando disse “… sem nenhuma reflexão”. É isso mesmo, antes de seguir uma fonte externa de “sabedoria”, melhor usar a sabedoria interna e pensar um pouco antes.
Grande abraço, amiga!
Lu Dias BH respondeu:
junho 25th, 2009 at 18:10
@Cristine,
Cris
Como sempre, você é muito transparente nas suas respostas.
E as coloca de um modo a não deixar dúvidas.
Poderia resumir a minha resposta num parágrafo, que tão bem apresenta a sua postura.
“É verdade que o mundo ocidental deixa pouco espaço para o espiritual, e algumas pessoas podem buscar uma opção mais radical e, cegas, abandonar tudo em busca de um guru ou salvação. Na verdade o guru, seja qual for, é apenas um guia, mas quem trilha o caminho somos nós, e o melhor guru somos nós mesmos.”
Concordo plenamente com você.
Beijos,
lu
Lu,
Seu texto retratou de forma lúcida, licita e notória que o “elquilibrio” ou “homeostase” no caso fisiológico, é também válido para o mental/espiritual. A conexão com a realidade é necessária. Somos um produto evolutivo diferenciado pelo pensar consciente, isto pressuporia uma visão clara de si mesmo e do meio ao qual nos inserimos, sempre buscando o equilíbiro, o melhor. Ao contrário o contrário, em todos os aspectos. É confuso porque os animais por não pensarem não complicam…a não ser quando submetidos as imposições humanas…quanto a outra questão…é a história de vida refletida…
Messias
Lu Dias BH respondeu:
junho 25th, 2009 at 22:35
@messias,
Messias
Tudo é tão complicado!
E o equilíbrio vai ficando a ver navios.
O homem tão racional e tão imaturo.
Pobre planeta Terra.
Abraços,
lu
Oi Lu,
Boa noite.
Que texto forte.. mas igualmente belo.
Será o tempo distante de suas palavras ou elas me pareceram diferentes?
Muitos beijos,
Lilian Sinfronio
P.S: Agora não me deixe mais inquieta… hehehe qual o motivo do e-mail.
Mais beijos
Lu Dias BH respondeu:
junho 25th, 2009 at 22:42
@Lilian Sinfronio,
Lílian
Estava com saudades de você.
Como ousa ficar tanto tempo sumida?
Vou me queixar no Procon.
Na verdade, apenas metade do texto é meu.
A outra metade pertence à escritora indiana Gita Mehta.
Coloquei as palavras dela, com a finalidade de que as pessoas possam ver que o assunto não é brincadeira.
Nos livros dela, ela se preocupa com esse encantamento do homem ocidental com o Oriente, em busca de curas miraculosas.
Estou tentando fazer uma pesquisa sobre a visão dos leitores sobre a chamada “espiritualidade” a qualquer preço.
Embora a amostragem seja muito pequena, ela é significativa para os meuss próximos textos.
Também estou realizando a mesma pesquisa, por e-mail, com aqueles que não gostam de deixar as ideias abertas ao público.
Vamos ver qual a posição das pessoas consultadas.
Beijos,
lu
LU
Assunto espinhoso, amiga.Religião não é fuga. Pressupõe conhecimentos,
opção de vida, livre arbítrio.
O que existe por trás de gurus e fundadores de religiões? Existe a
ignorãncia dos que, cegos, se deixam levar por fanáticos e espertalhões.
O mais grave são os poderosos “religiosos” que manipulam as pessoas
para exercer a sua dominação sobre elas.
Resultado: surgem o fanatismo,a passividade e a perpetuação do atraso,
Como nos mostra a India.
Beijos
M. Tereza
Lu,
Tudo o que foi criado pelo homem, foi criado pelo homem e não por Deus.
Niestche esclarece este ponto muito bem e as religiões todas tem os seus interesses e usam os mistérios, o desconhecido, para iludir e dominar as pessoas. Usam o nome de Deus em vão (pecado grave), apoiam governos corruptos em nome de Deus, apoiam os reis como seres especiais escolhidos por Deus para nos governar ( e nos sacanear). Os sacerdotes da India são da casta mais nobre, porque será?
A própria Bíblia é uma invenção humana, será que Deus iria se rebaixar para vir falar com os judeus, (o povo escolhido, por quem?), preocupar-se com sua escravidão, com sua salvação e depois mandar seu filho morrer na cruz pela humanidade, logo os judeus que não o aceitaram!
A Bíblia é um livro histórico, com a narração da vida do povo judeu, seus sofrimentos e costumes de acordo com época em que viveram.
Falam nos números cabalísticos, 3, 7 13 etc e por que? Foram inventados pelo homem e porque seriam tão especiais?
Acho número cabalístico o número Pi, porque este não tem explicação, e o teorema de Pitágoras, porque funcionam com qualquer tamanho de círculo ou de triângulo, não é mesmo? Seriam o Santo Pi e o Santo Teorema?
Abrs. do
GERALDO MAGELA
Lu Dias BH respondeu:
junho 25th, 2009 at 22:54
@GERALDO MAGELA,
Majela
Vão nos contestar.
Mas, penso exatamente como você.
Descobriram que eram mais de 80 os homens que escreveram os Evangelhos.
No entanto, apenas cinco foram escolhidos.
Os outros fazem parte dos Evangelhos Apócrifos.
Por que somente esses foram escolhidos?
Em que base foram feitas as escolhas?
São tantas dúvidas e poucas respostas.
Gostei muito do seu comentário.
O nível dos comentaristas deste blog é invejável.
Beijos,
lu
LU DIAS
Seu texto – sempre muito bem pesquisado – traz à lume um aspecto importantíssimo: temos que ter os olhos bem abertos para a maldade humana existente e que, muitas vezes, passa ao nosso lado e, por ingenuidade, não a conseguimos evitar.
Foi o caso da moça infeliz, crédula, que acabou em mãos bandidas e foi vítima de violências, que a marcaram certamente por toda a vida.
Como você muito bem colocou, temos que ter equilíbrio, nunca deixar-nos levar por fanatismo, por crenças, idealogias, sem que o bom senso nos traga à tona e nos deixe pelo menos pensar para agir.
Em minha mocidade, pela minha incredulidade, certa vez, fui levado ao tal do “cursinho”, promovido por religiosos, enganado que tudo não passava de um fim de semana no campo.
Fizeram-me e a todos uma verdadeira lavagem cerebral e quase todos ( eu confesso que não fui um deles ) saíram de lá dispostos a salvarem o mundo dos pecados e consagrar a glória de Deus.
Mesmo assim acabei por frequentar a Igreja, pois não a vejo como um mal e penso que ela até pode ser um sustentáculo para todos os seres humanos, que passam muitas vezes por dramas íntimos.
Certo – como você sabe – tenho fé na existência de Deus, pois a vida não teria sentido sem Ele, mas não sou daqueles que seguem dogmas e crenças, muitas vezes incompreensíveis e irracionais.
Para você, novamente, meus parabéns pelo seu texto e um amplexo do tamanho do mundo.
Lu Dias BH respondeu:
junho 25th, 2009 at 23:04
@GUTIERRITOS,
Gutie
A minha intenção neste texto, foi repassar a vivência da escritora indiana Gita Mehta.
Jamais acreditei que qualquer mudança possa se processar fora de mim.
A transformação só se efetua quando é interior.
Quando perdi minha mãe, pensei em deixar a vida de lado.
Até que um dia compreendi que precisava continuar vivendo por ela e pelos que me amam.
Até então, não havia conseguido força exterior, para me sustentar.
A partir dessa reflexão, vi que a força para continuar vivendo, só poderia sair de dentro de mim mesma.
Foi quando me aprumei.
Não há força inconsciente.
Os vislumbres dela, que nos apresentam em determinados momentos, são forças do corpo, no sentido de salvar a própria pele, por um determinado tempo.
A única força constante e poderosa é a que nasce de nossa própria reflexão.
A que vem da comunhão entre corpo e alma.
A que vem do querer ser mais que um passageiro do trem da vida.
E, se Deus existe, Ele deve ser maior do que tudo isso junto.
Infinitamente maior.
Beijos,
lu
GUTIERRITOS respondeu:
junho 25th, 2009 at 23:16
@Lu Dias BH,
LU DIAS
Cada dia que passa, vejo o seu crescimento espiritual, não só a maneira de se expressar, mas um caminhar ao topo, sem que você perceba, sua mente está cada vez mais desenvolvida, mais atenta, mais atrevida, mais graciosa, mais bonita.
Veja a sua força de expressão ao definir-se:
“A única força constante e poderosa é a que nasce de nossa própria reflexão.
A que vem da comunhão entre corpo e alma.
A que vem do querer ser mais que um passageiro do trem da vida.”
É isto: não somos somente um passageiro do trem da vida, somos seres vivos certamente criados por uma força muito mais poderosa, que mantém esse infinito elo de vida.
Assim, podemos caminhar, crescer e muito, além de todos os horizontes imagináveis, pois temos o infinito todo para vasculhar.
Um dia
Já disse uma vez:
Deus não é o fim e nem o começo.
Deus é a incógnita do infinito.
E o infinito é Deus.
Lu Dias Bh respondeu:
junho 25th, 2009 at 23:57
@GUTIERRITOS,
Gutie
Você vai terminar me catequizando (brincadeira).
Obrigada por prestar atenção em mim.
Tomara que eu deixe de virar gente pequena e cresçaaaa….
Abraços para você e a Dix
lu
GUTIERRITOS respondeu:
junho 26th, 2009 at 1:31
@Lu Dias Bh,
Você pequena ?!
Acho que já está do tamanho do Mineirão.
Parece que não entendeu que consegue arrastar multidões e tem o poder da comunicação.
Pode até modificar alguma coisa no mundo. Um pouco só porque a humanidade é teimosa. Entretanto, posso lhe garantir que você já me influenciou muito. Quem está me catequezindo é você.
Obrigado pelas suas lições de autenticidade e lealdade com seus principios.
Eu é que sou tão pequenininho, que estou fazendo um esforço hercúleo para crescer, sou apenas uma semente, mas tenho esperança de ser um dia uma árvore.
Agora boa noite ou bonsoir, como queira.
Lu,
Muito bom o artigo e também a polêmica dos comentários.
Acredito que haja um poder superior em algum lugar deste mundo ou mesmo do espaço. O ser humano não seria capaz de construir esta perfeição que é a própria natureza.
Também não me apego a dogmas, a crenças_ coisas que a razão desconhece. Acredito no acaso. Creio que toda ação que praticamos nos traz consequencias. Boas ou não. e que cada um de nós é responsável pelas consequencias de seus atos.
Quando faço uma oração é para agradecer ( Oba, acabo de acordar e tenho um dia inteiro pela frente para viver!) ou para que obtenha o dom do discernimento para escolher o caminho que me leve a um melhor lugar.
Estar viva é o gvrande presente.
Beijos,
TT
Lu Dias Bh respondeu:
junho 25th, 2009 at 23:40
@Terezinha,
TT
Estou encantada com o teor dos comentários.
O grupo está bem amadurecido, apesar das diferenças, o que é normal e salutar.
Mas, o modo como cada um se coloca, é de uma beleza ímpar.
Os comentários dariam um outro texto.
Muito mais rico e mais completo.
Beijos,
lu
Contam que paz se escondeu de tal maneira que ninguém a encontrava. Foi procurada no fundo do mar, no alto das montanhas, nas cavernas mais profundas, do espaço, nas florestas e matas fechadas, nas cidades, nos campos, nos desertos e nas grutas. Em todos os lugares existentes no mundo conhecido e desconhecido. E sabem o lugar onde ela havia se escondido? No coração humano. Quem a procurou fora de si mesmo, nada achou. Quem escutou o próprio coração e perseguiu o autoconhecimento teve por resultado encontrá-la.
Lu Dias Bh respondeu:
junho 25th, 2009 at 23:42
@Hila Flávia,
Hila
Acredito que junto com a paz, estejam o amor, a bondade, a compaixão, o perdão, a sensatez, o ecumenismo.
Não há outro lugar em que se possa procurar.
Beijos,
lu
D.Lu
Ah! alguém ja disse que tudo que é demais sobra, e como boa mineira que sou desconfio de tudo pois as pessoas não trocam nem a roupa para nos enganar,outras sao ingénuas demais e acreditam até em papai noel. Essas pessoas precisam de Deus .
Bjos
Zi
Lu Dias Bh respondeu:
junho 26th, 2009 at 10:56
@zilma,
Zilma
Você tem toda a razão.
Mas é preciso, também, saber como fazer a busca de Deus.
É nesses momentos que os espertalhões entram em cena.
Todo cuidado é pouco!
Beijos,
lu
Lu
Enquanto as pessoas continuarem a querer de modo fácil a evolução sem trabalho interno árduo, sem buscar dentro de si próprias a Luz que traz a paz, serenidade, união com o Todo e o amor fraternal, vai existir esses seres perdidos nas trevas do próprio coração e estes vão continuar enganando e usando as pessoas p/ atingirem o objetivo mais obscuro do seu coração.
Enquanto as pessoas não reconhecerem dentro de si, a força, o amor, a centelha divina e a Luz, vão continuar com o sofrimento, o vazio do coração e o atraso evolutivo.
Só há um caminho… silêncio interno, em busca da unidade com a Luz divina do centro do peito.
É como li hoje no livro Em Busca da Luz, de Ergom Abraham e Inti-Rá: “Jesus pregava no deserto”… isto é um simbolismo e na verdade queria dizer que “Jesus pregava aos corações desertos”…
Cris
Lu Dias Bh respondeu:
junho 25th, 2009 at 23:45
@Cris Maria,
Cristina
É incrível como as respostas se complementam.
E para mim, já existe uma resposta bem clara.
Estou a ler e compreender verdades profundas.
“Só há um caminho… silêncio interno, em busca da unidade com a Luz divina do centro do peito.”
É verdade!
Beijos,
lu
Ola Lu, li so comentarios anteriores e suas respostas e acho que ‘gurus’ existem em todo o mundo com ou sem Adidas. Cabe a nós discernir o q é correto ou não. Penso q todo mundo ja teve uma situação em sua vida em q não via + sentido em nada, e sentia-se perdido; quer seja por uma perda, uma morte, uma separação…ou uma busca interior sabe-se lá pelo que! Olha resumidamente, se cada vez na minha vida q fiquei sem rumo seguisse um guru hoje já teria quem sabe aberto igrejas, tendas e outras vertentes de ‘guruzismos’ (se é q esta palavra existe?! rsss). Tenho minha fé, mas é intrinseca, é minha, e sigo somente o meu coração e minha consciencia, só assim posso dormir com tranquilidade.Peço desculpas àqueles q são seguidores fiéis de alguma religião, mas eu infelizmente até hj ñ consegui me identificar com nenhuma. Bjinhos querida, obg pelo convite e bom fds.
Lu Dias Bh respondeu:
junho 26th, 2009 at 10:58
@Kátia,
Katia
Estava com saudades desse seu humor escancarado.
Dei boas risadas.
Está impagável:
“… se cada vez na minha vida q fiquei sem rumo seguisse um guru hoje já teria quem sabe aberto igrejas, tendas e outras vertentes de ‘guruzismos’ (se é q esta palavra existe?! rsss).
Você é ótima.
Não aceito a sua ausência dos meus comentários.
Beijos,
lu
Gutie
Não confunda a sua admiração por mim, com a minha capacidade.
Quando gostamos muito de alguém, tendemos a ver apenas os pontos positivos.
Mas, na verdade, não sou fácil!!!!!
Você me fez lembrar do meu arqui inimigo e apaixonado A., quando escreveu dizendo que eu teria muito mais a contribuir num blog do tamanho do do Nassa.
E, hoje, diz que lê todos os dias o nosso blog.
Fico feliz, pois ele só enriquece este nossa pedacinho que está se avolumando mais e mais.
Mas, por favor, permita-me brigar com o Paulo Afonso, sempre que possível.
Dificilmente alguém consegue tirá-lo do sério.
E eu já o fiz… a começar pela carta da escritora holandesa…. risos.
Já sei o ponto fraco dele, uai!!!!!
Sabia que ele já quis me trucidar?
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
Beijos,
lu
LU,
Acho que o corpo e o espírito andam sempre juntos. O espírito evoluirá cada vez mais que a evolução do corpo. Corpo que compreendo significa também a cultura, educação e tudo que o homem adquire durante a sua vida. Portanto, quanto mais evolução humana também deverá ter evolução espiritual. Não falo de evolução financeira, falo de toda a evolução que o homem possa adquirir durante a sua existência. É uma simbiose, um dualismo.
Não sei se me fiz entender, pois como você sabe não sou muito bom nas letras.
Abraço,
Manoel
Lu Dias Bh respondeu:
junho 26th, 2009 at 12:00
@Manoel Matos,
Nel
Deixe de onda.
Você é uma pessoa sábia, em todos os sentidos.
É dono de uma reflexão, capaz de colocar muita gente no bolso.
Vamos acabar com essa timidez de escrever para o público.
Abraços,
lu
Lu querida,
Infelizmente ainda existem muitas pessoas que buscam fora o que trazem dentro de si. Por isto nunca acham a saída. Beijo. Ana
Lu Dias Bh respondeu:
junho 26th, 2009 at 19:51
@Ana Lucia Timotheo da Costa,
Aninha
O que não encontrarmos dentro de nós, não existirá em lugar algum.
Será uma busca em vão.
Concordo com você.
Beijos,
lu
Lu
Não ia comentar este assunto, “mas não tem como ficar omisso”.
” a busca da satisfação, pela religião, e a Adidas, tem tudo a ver ”
” o meu guru, é o dono da IURD ”
Abraços
LU :
o entusiasmo;isto é,ter DEUS dentro de si e ser capaz de conduzir docilmente nossos
irmãos do Planeta Terra , constitui-se algo inerente à sua pessoa.Louvo à TRINDADE SANTA por ter vc. como amiga.Agora tenho condições de externar-lhe o quanto sua presença me fortalece nesta caminhada.Leio seus textos,cérebro e coração pulsam embevecidos.O DOM da palavra lhe foi dado.Você o sabe,o amor nunca se divide;sempre multiplica incomensuravelmente.Assim seja sua vida :dádiva da TRINDADE SANTA a i { LU } minar nossos campos tão gerais destas minas preciosas = palavras,atitude,coerência.
Sem açúcar,mas com muito afeto.
Jeanete Maria Lino
P.S.:não consegui enviar o comentário para o blog.Bloqueou tudim.
Jeanete Lino
Lu Dias Bh respondeu:
junho 28th, 2009 at 22:22
@Jeanete Lino,
Amiga, já passei o seu comentário para o artigo.
Você acaba de me dizer coisas lindas:
“.Leio seus textos,cérebro e coração pulsam embevecidos.O DOM da palavra lhe foi dado.Você o sabe,o amor nunca se divide;sempre multiplica incomensuravelmente.”
Obrigada, mil vezes obrigada!
Beijos,
lu
Lu,
durante a leitura do seu artigo senti que você através da caneta transcreve o que esta em sua alma. Minha amiga este dom é para poucos. Suas palavras envolvem e despertam no leitor a curiosidade de chegar ao fim do texto para saber até onde você vai chegar com o assunto e a que conclusão devo ou não chegar.
Lu, o ser humano é muito complicado, somos milhões com gens diferentes vivendo em um mundo consumista. A busca por gurus, livros de auto ajuda e outros….. é normal. Mas esquecemos de buscar interiormente. Passarmos mais tempo conosco tentar conhecer e silenciar nossa mente tagarela é menos traumático que conhecer um guru de tênis adidas.
Amiga, tô correndo da maioria dos indianos e dirá guru, hem
Escreva mais , escreva sempre minha escritora adorada.
Beijos
Pat
Conhecendo a pessoa iluminada que há em você.
Que tudo tem para se sentir a melhor entre todas.
Mas mesmo assim, faz a sua generosidade jorrar por onde quer que esteja.
Só me resta lhe dizer:
Muito obrigada!
Beijos, minha linda,
lu
Lu,
Suas matérias são sempre interessantes e instrutivas.
É fato provado que a India é o berço do fanatismo religioso. Por que isto, se o próprio Buda nos ensinou o caminho do meio?
Parece que o homem esquece que ele possui uma mente que pode levá-lo às alturas ou destruí-lo, dependendo do uso que fizer dela.
Tudo precisa ser analisado, a religião também. Ela pode ser a armadilha do fraco ou a fortaleza do sensato e do buscador que acredita em Deus e quer ir mais além. Beijos,
Hoje eu acordei inspirado, risos …
Edgard Santos
Edgard Santos
Lu Dias Bh respondeu:
junho 30th, 2009 at 17:34
@Edgard Santos,
Professor
É um paradoxo um país, que se celebrizou com o “caminho do meio”, seja hoje uma rota de enganos.
Acontece que o Budismo não apita muito por lá.
É uma reduzida minoria, enquanto o Hinduísmo corresponde a mais de 80% dos habitantes.
Não deixe de ler o meu próximo texto.
Você irá ficar boquiaberto com o que vou contar.
Obrigada pela visita.
Abraços,
lu
Lu,
É impressionante como a fuga da realidade pode nos provocar caminhos tão terriveis. Muito triste a história da jovem. Sei que existem na India gurpos de ONGs fazendo campanhas contra estes enganadores.
Bjoos
Aline
Aline
Muitas vezes, a mim parece, que o ser humano necessita de sentir-se enganado.
Ele precisa acreditar na mentira que lhe está sendo dita.
Até como uma forma de se sentir especial, diferente dos outros.
Mas, a fuga da realidade não dura muito tempo.
Por isso, é melhor deixar os pés na Terra.
Beijos,
lu