Ás vezes me entrego ao sofrimento
como o corpo a uma rede:
sem defesas e sem querer sair.
E curto até o fim meu direito de sofrer:
choro
grito
clamo
reclamo da vida.
De repente,
paro.
Salto do sofrimento como que parasse a rede.
Coloco os pés no chão.
Levanto a cabeça.
Olho para o céu.
Solto uma risada bem boa.
E recomeço a viver.
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26 de novembro de 2008 at 14:17
Hila Flávia,
Sua poesia “Instinto de defesa” está bem escrita, ou melhor, excelente.
Você, como poetisa, sabe em poucas palavras nos sensibilizar, nos deixar em contato com o sentimento do belo. Meus parabéns!
Abraço
Paulo.
P.S.: Em referência ao meu “A verdade de cada um:”
Você expressou bem o que pretendi dizer. Na infância, fui vítima de comparações que, infelizmente, mesmo agora na velhice, ainda as amargo e, lembrando-as, de repente as coloquei no texto.
A gente que escreve não pode fugir às recordações…
Obrigado pela opinião inteligente e sincera.
O mesmo.
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26 de novembro de 2008 at 21:41
Hila
Você acaba de nos ensinar uma receita de como ser feliz.
E é assim que deve ser.
Pois a vida não nos oferece muito pouco tempo para curtir mágoas.
E quem mais gosta da gente, deve ser a gente mesma.
Ah! Se todas as pessoas fossem como você.
Amei!!!!
Beijos,
lu
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26 de novembro de 2008 at 23:24
PREZADA HILA
Ontem, ainda, estava um pouco deprimido.
Triste com algumas armadilhas da vida, cansado com a luta do dia a dia.
Parecendo que tudo que construí estava se desmoronando.
Como um castelo de fantasia que acaba na realidade.
Mas, como você poetou, de repente, começo a ver o outro lado da vida.
E aí fico novamente radiante e contente em viver, pois restauro minha visão embaçada pela minhas decepções e vejo claramente que ainda sou feliz:
Deus me deu a extraordinária felicidade viver meu pequeno mundo encantado ao lado da minha maravilhoso esposa Cidinha.
Bonsoir.
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26 de novembro de 2008 at 23:51
Quem agora ficou de moral alta fui eu. Gente boa é o que vocês são. Abração. Obrigada.
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1 de dezembro de 2008 at 9:09
Hila,
Há que ser assim, querida. A vida sempre nos traz surpresas. E difícil aquele que não oscila entre altos e baixos. Bonito poema. Beijo. Ana
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