A verdade de cada um - Paulo Valença Silêncios barulhentos - Jovimari Balotin



nov 26

Ás vezes me entrego ao sofrimento
como o corpo a uma rede:
sem defesas e sem querer sair.
E curto até o fim meu direito de sofrer:
choro
grito
clamo
reclamo da vida.

De repente,
paro.
Salto do sofrimento como que parasse a rede.
Coloco os pés no chão.
Levanto a cabeça.
Olho para o céu.
Solto uma risada bem boa.
E recomeço a viver.

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Publicado por Hila Flávia \\ tags:

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5 comentários para “Instinto de defesa - Hila Flávia”

  1. Paulo Valença disse: Reply to this comment

    Hila Flávia,
    Sua poesia “Instinto de defesa” está bem escrita, ou melhor, excelente.
    Você, como poetisa, sabe em poucas palavras nos sensibilizar, nos deixar em contato com o sentimento do belo. Meus parabéns!
    Abraço
    Paulo.

    P.S.: Em referência ao meu “A verdade de cada um:”
    Você expressou bem o que pretendi dizer. Na infância, fui vítima de comparações que, infelizmente, mesmo agora na velhice, ainda as amargo e, lembrando-as, de repente as coloquei no texto.
    A gente que escreve não pode fugir às recordações…
    Obrigado pela opinião inteligente e sincera.
    O mesmo.

    [Resposta]

  2. lu dias Bh disse: Reply to this comment

    Hila

    Você acaba de nos ensinar uma receita de como ser feliz.
    E é assim que deve ser.
    Pois a vida não nos oferece muito pouco tempo para curtir mágoas.
    E quem mais gosta da gente, deve ser a gente mesma.
    Ah! Se todas as pessoas fossem como você.
    Amei!!!!

    Beijos,

    lu

    [Resposta]

  3. GUTIERRITOS disse: Reply to this comment

    PREZADA HILA

    Ontem, ainda, estava um pouco deprimido.

    Triste com algumas armadilhas da vida, cansado com a luta do dia a dia.

    Parecendo que tudo que construí estava se desmoronando.

    Como um castelo de fantasia que acaba na realidade.

    Mas, como você poetou, de repente, começo a ver o outro lado da vida.

    E aí fico novamente radiante e contente em viver, pois restauro minha visão embaçada pela minhas decepções e vejo claramente que ainda sou feliz:

    Deus me deu a extraordinária felicidade viver meu pequeno mundo encantado ao lado da minha maravilhoso esposa Cidinha.

    Bonsoir.

    [Resposta]

  4. Hila Flávia disse: Reply to this comment

    Quem agora ficou de moral alta fui eu. Gente boa é o que vocês são. Abração. Obrigada.

    [Resposta]

  5. Ana Lucia Timotheo da Costa disse: Reply to this comment

    Hila,
    Há que ser assim, querida. A vida sempre nos traz surpresas. E difícil aquele que não oscila entre altos e baixos. Bonito poema. Beijo. Ana

    [Resposta]

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