Sentados no gramado da pracinha
Nervosa e impaciente ela falava
Pondo um fim ao nosso amor
Enquanto meus olhos marejavam.
Eu não lhe ouvia as palavras
Pois nada mais representavam
Apenas viajava pelo seu corpo
Que da minha alma fora morada.
Comecei por seus olhos castanhos
Que infinitas vezes beijara
Passando por seus lábios carnudos
Que o meu corpo abocanhava.
Os seios arfantes, agora de tensão
Quantas vezes pulsaram triunfantes
Sob o toque acariciante de minhas mãos
Meus tesouros, meus bebês, meus infantes.
Aquela cintura de boneca esguia
Meus braços atavam-na com paixão
Agora partia e me deixava solto
No mar revolto de minha perdição.
Debaixo das calças jeans, minha fenda
O meu porto de desejos e salvação
O meu jardim de delícias puras
O entroncamento de nossa união.
Ela partiu, beijando-me o rosto
Que pra mim nada representou
Pois eu acabara de morrer ali
Inumado na fenda de nosso amor.
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1 de dezembro de 2008 at 9:19
Discussões, término, partida. Processos geradores de sofrimentos. E na grande maioria das vezes, sempre para um dos lados. Que vida pendular levamos, não? Paraíso, purgatório, paraíso…
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1 de dezembro de 2008 at 16:07
Lu,
Que poema de despedida intensa. É como diz o Carlos - os altos e baixos das ligações vividas. O meu beijo. Ana
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1 de dezembro de 2008 at 21:23
Muito lindo, Lú
Espero que não tenha cido uma real despedida.
Beijos
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1 de dezembro de 2008 at 21:32
Querida Lu Dias
Uma pequena colaboração.
A MORTE, AMOR
Sempre ouvi que tua sombra, perpassava
pelos parques, entre os salgueiros,
debruçando nos bancos a brancura
de tua forma adolescente.
Sempre ouvi que abandonavas
teus vestidos no leito dos rios
e surgias da noite repartindo
teu corpo no ventre da cidade.
Os mais velhos comentam ( apaziguados? )
que na transparência de teus braços
um segredo mais fundo espicaça
os desejos ( espúrios? ) dos espíritos.
Mas ninguém me falou nunca da distância
que vai de minha angustia a teu silêncio.
Nunca me disseram que existe um tempo
refluindo a teu regaço de vertigem.
E toda vez que me consomes o fôlego
no torvelinho de teu mar, de dentro
uma dobra da vida se desdobra
e a morte, no amor, se gasta sutilmente.
Autor : desconhecido.
Abraços
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1 de dezembro de 2008 at 22:40
Marques
É verdade.
Penso que esperamos demais da vida.
Mas para mim, muitas términos e partidas trazem me paz.
Não sou de ruminar.
E sempre, faço o possível para que não seja eu a estar no lado baixo da balança.
A não ser quando a partida se dá por morte.
Aí sim, eu me esfacelo.
Grande abraço,
lu
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1 de dezembro de 2008 at 22:44
@Ana Lucia Timotheo da Costa:
Aninha
É que estou despedindo do blog por uns dias.
Acabei de chagar agora da Cruz Vermelha, onde trabalhei cerca de 10 a 12 horas.
Estou um bagaço.
Sou responsável pela seção de sapatos… separar e amarrar cada par.
É um serviço que poucos gostam de fazer.
Cheguei num grande cansaço.
Tomei um banho, da cabeça aos pés e o corpo pede cama.
Por isso devo me ausentar esta semana.
Grande beijo,
lu
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1 de dezembro de 2008 at 22:47
@Mário Mendonça:
Mário
Que lindeza de poema.
Estou sentindo que o autor desconhecido é você.
Depois de um dia laborioso, nada melhor que ouvir teus versos lindos.
Veja o comentário que fiz para Aninha.
Você é muito fofinho!
Beijos,
lu
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1 de dezembro de 2008 at 22:52
@Maria Avila:
Maria Ávila
Não foi uma real despedida amorosa minha.
Acho que caiu como uma luva para um amigo.
Mas devo me ausentar do blog esta semana.
Estou com muito trabalho na Cruz Vermelha.
Veja o meu comentário para a Aninha.
Agora estou numa overdose de cansaço, pois mal enxergo a tela.
Beijos, minha lindinha,
Lu
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2 de dezembro de 2008 at 1:36
LU DIAS
Passei correndo por aqui, inundado de trabalho.
Li e gostei.
Li também os demais.
No final de semana, vou voltar e comentar.
Desculpe-me, mas a Cidinha está me intimando.
Já vou, Cidinha.
Tão bão.
Já vou.
Tchau, se não a Cidinha vai dar um fim neste pobre Gutierritos.
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3 de dezembro de 2008 at 21:41
Lú, gostei muito também deste texto, como das outras voce está maravilhosa.
Abs.
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4 de dezembro de 2008 at 11:35
Lu Dias,
A sua poesia “Inumado na fenda do amor” é a despedida, a lembrança que fere, na volta do desejo… Excelente!
Abraço
Paulo Valença.
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6 de dezembro de 2008 at 23:57
Tadinho!
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10 de dezembro de 2008 at 22:46
@Hila Flávia:
Hila
Eu também fiquei com um dó dele…
Mas no mínimo deve ter merecido.
HAHAHAHAHAHAHAH
Beijos,
lu
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10 de dezembro de 2008 at 22:47
@GUTIERRITOS:
Gutie
Obrigada pela passagem por aqui, mesmo cansado.
Voltei.
Beijos,
lu
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10 de dezembro de 2008 at 22:49
@Paulo Valença:
Paulo
Obrigada pelo carinho do comentário.
Estou de volta.
Abraços,
lu
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10 de dezembro de 2008 at 22:51
@Massayuki:
Padim
É sempre uma alegria deparar com um comentário seu.
Trabalhei igual a uma condenada na Cruz Vermelha.
Espero ganhar umas férias no litoral catarinense… risos.
Abraços,
lu
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