XXVIII - Mulheres - Epílogo

Bem, ficarei por aqui deixando com vocês, todas essas mulheres maravilhosas. Que sigam seus caminhos por nossa linda cidade do Rio de Janeiro, povoando ruas, praias, praças, shoppings e faculdades. Estudando, trabalhando… Vivendo! Algumas em apartamentos de luxo como Ana Paula, ou em subúrbios como Clarinha, outras subindo os morros, como Das Dores. E tem também aquelas sem ter para onde ir. Algumas até foram para longe, Paris! Caso queiram saber dos seus destinos, sinceramente, eu mesma não sei. Sou mulher também! E nós, as mulheres, não gostamos que guiem nossos passos, nos indicando aonde ir, o que fazer e o que não fazer, dando palpites em nossas vidas. De há muito somos donas de nós mesmas. Deixei, portanto, que seguissem seus destinos, obedecendo, apenas, aos seus corações. Que vivam sua liberdade!

Mas, ficou em mim uma curiosidade. Por exemplo: O que houve realmente com Marina naquela noite de tragicomédia? Foi um surto? Doparam a pobre? Foi só um pesadelo? E a Bel? Desmanchou o casamento? A Helena se tornou a neurocirurgiã que sonhou? E a Alice? Encontrou um motivo para viver? Venceu o câncer? Espero que sim! E a Marta esqueceu realmente seu Edu nos braços do belo italiano? E a Gilda fez o que sua amiga Marcela pedia se aproximando do marido dela? E se fez isso, conseguiu forças para resistir ao charme dele? E Analu? Virou uma top model internacional mesmo? E a turma dos sem teto? Onde foram parar? E a Silvia conseguiu se curar? Afinal, quem era o Dom? Um anjo, um maluco urbano, um milionário excêntrico? Ou apenas o alter-ego de Alice a lhe consolar? E Clarinha se deu bem na Bahia? E Márcia com suas amigas, se acostumaram à vida do interior? E Bia, como foi seu encontro com João? Ele estava realmente esperando por ela? E Ana Paula se livrou de empregada chantagista? E Cida com seu professor? Quem era o misterioso músico que tocava sax e encantava Alice? Seria o italiano de Marta na sua passagem pelo Rio? E Das Dores, meu Deus! Terá morrido de bala perdida? Ou não foi tão perdida assim? Quem sabe Luzia… Morreu ou não morreu?

Perguntas sem respostas. Ou melhor: Com mil e uma respostas. Mulheres que, em certo momento se encontraram, outras não. Mulheres com seus sonhos, desejos, problemas, angustias e alegrias. Mulheres que atravessam nossos caminhos por essa vida afora.

Mulheres de várias idades, níveis sociais e profissões. Mulheres que amam e odeiam. Mulheres que choram e riem. Mulheres fortes e mulheres fracas. Felizes e infelizes. Generosas e mesquinhas. Mulheres. Apenas e simplesmente mulheres.

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Um comentário para “XXVIII - Mulheres - Epílogo”

  1. Paulo Afonso disse: Reply to this comment

    Parabéns, Sonia. Suas mulheres são fantásticas. E o que começou de brincadeira acabou se transformando em 28 capítulos de histórias envolventes.

    Mulheres chega ao fim, mas seu talento e criatividade estão cada vez mais despertos e prontos para se manifestar. Aguardamos mais contos seus.

    [Resposta]

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