Me chamas de louca,
Porque te faço o dono das minhas verdades.
Porque minha boca te diz coisas
Que tua cabeça jamais ousou pensar.
Porque, quando estou a teu lado,
E te vejo calado,
Brinco com teu ar, tão sério,
de menino levado,
E me coloco sem mistério
Diante de ti.
E rio loucamente
De teus cuidados sutis, adolescentes,
Procurando saber dos meus desejos…
E conduzo tua mão carinhosa,
Ainda medrosa,
A interrogar do meu prazer quando me toca.
E minha boca, louca, te provoca.
Mas os meus olhos, esses,
Jamais te mentirão.
E eles te dizem, em silêncio,
Dessa minha eterna carência de mulher.
Imprimir












30 de novembro de 2008 at 20:00
Sonia
Mas que beleza de poema, com muita pimenta, cravo e canela.
Fiquei enfeitiçada por ele.
Você soltou o seu erotismo num belo poema de amor.
Meu abraço,
lu
[Resposta]
30 de novembro de 2008 at 20:57
Querida Sonia
” Poucas mulheres expõem suas carências ”
Ouso dizer que todas são carentes, infelizmente.
Abraços
[Resposta]
1 de dezembro de 2008 at 20:15
Sonia
Que lindo poema, adoreiiii
Beijos
[Resposta]
4 de dezembro de 2008 at 16:52
Sonia,
Ousado e belo este seu poema. Beijo, querida. Ana
[Resposta]