Maternidade – Ana Lucia Timotheo da Costa
A maternidade
Caiu-lhe como luva.
Apagou o fogo que
Tinha de rua.
Compreendeu o mistério.
Estava ali, palpável
Em dois olhinhos negros,
Dependentes,
A perscrutá-la.
Com ele aprendeu
A suavidade da palavra:
Ela, funkeira de primeira.
Dava-lhe o seio empinado,
De menina,
Farto de leite para o fruto
De um fortuito amor.
Seguia a luta,
O dia a batalhar
Mas virou fera
A fera-mãe capaz
De encarar…
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Ana,
parabéns pelo poema. Acho ser mãe um milagre! Embora nós homens, mesmo os mais sensíveis, não compreendemos os mistérios feminis, saiba que nos resta a ternura diante da maternidade.
Um beijo.
Charles Silva.
ANA LÚCIA
Esses versos são puros, reveladores da maior dádiva divina, o prazer de ser mãe, dividida sempre, é claro, entre o céu e o calvário do dia a dia.
Nada, penso, tem a dimensão, quase infinita, do amor materno.
Nada.
Desafia todos os sacrifícios e deixa de lado os prazeres egoístas, para se dedicar à vida que gerou, tão linda e que ama e amará até o final da sua existência.
E esse amor é o prazer e a alegria que Deus concedeu à mãe, mesmo que passe privações e sofrimentos, nele sempre haverá a ternura e o carinho.
Um abraço.
Estão lindos estes versos, Aninhaaaaaaaaaaaaa!! Puro sentimento!
beijos de Nina,
Charles querido,
Mãe há de ser sempre mãe, né? Lugar de destaque…Obrigada pela leitura e comentário. beijo. Ana
Gutie querido,
‘ dividida sempre, é claro, entre o céu e o calvário do dia a dia’. É isto aí. Incrível como se conhece o amor ‘de verdade’ através da maternidade. A história – ele(a) ou eu? E a resposta é ele(a), nunca mais a gente. Beijo em vc e na Cidinha. Ana
meNina,
Ser mãe é extraordinário sentimento. É a descoberta do amor incondicional. Bjo. Ana