Melancolia x Nostalgia – Lu Dias
O bondoso mestre quedou-se,
ante a tristeza de seu discípulo,
corpo empenado, perdido no
emaranhado dos pensamentos.
No intuito de trazê-lo à vida,
resgatando-o de seus tormentos,
pediu-lhe que dissesse em que
nostalgia e melancolia se diferem.
O aluno saiu do transe alucinatório,
pra meditar nas palavras do guia;
pensou… pensou… e num vislumbre
de lucidez, analisou a diferença.
Nostalgia, meu mestre amado,
são lembranças de momentos
bons, que nunca se repetirão,
ficaram no passado eternizados.
Muito bem!- diz o sábio -
deixemos para trás o que não
se pode trazer ao presente, pois
cada tempo tem o seu legado.
Melancolia, meu pai espiritual,
é uma tristeza indefinida não
sei de quê, ou por que motivo
insiste em nos embaçar a lida.
Vem junto com um sentimento de
impotência e nulidade diante de tudo;
é um achar que nada tem sentido, é um
não se importar com o respirar do mundo.
Meu filho – diz o mestre a seu discípulo –
ambas são passageiras como as quentes
chuvas de verão; elas vem e vão, assim
como o dia dá lugar à noite.
Qualquer uma das duas é figura sombria,
a encher nossa vida de tristeza, mas,
faz-se necessário ser feliz agora, não
esperando pelo instante derradeiro.
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LU DIAS
Sou o primeiro a comentar.
Esperei até agora: 0,45 minutos para que ninguém o fizesse antes, de forma a homenagear a poetisa que fala dos olhos de Maya, mesmo mostrando a outra face da índia, onde gurus indianos usam usam tênis Adidas e também premiam seus escolhidos com o líquido sagrado, com ou sem açúcar, à vontade.
Bem, agora, os seus versos, como sempre, foram muito bem trabalhados, ensinando-me hoje sobre a nostalgia e melancolia, com a maestria da notável poetisa..
Coincidência ou não, o biológo Richard Dawkins falou hoje sobre o milagre da vida, ligado assim ao seu tema, tão maravilhosamente explorado em seus versos.
Ele estava em Paraty, eu não estava lá, mas o IGhost estava e contou-me tudo, tudinho mesmo.
Richard disse em alto e bom som: não desperdice a vida, ela é a única que você vai ter.
Aí li seus versos derradeiros: “faz-se necessário ser feliz agora, não
esperando pelo instante derradeiro.”
Aí pensei, a Lu tem razão, com melancolia, com nostalgia, acho que devemos nos divertir, alegrar, tomar uma cervejinha de vez em quando ( quando a Cidinha deixar, é claro ) e cantar, deixando as tristezas de lado, curtindo as saudades deliciosas, as noites mais nostálgicas ( aquelas que mais gostei foram no Rio de Janeiro, curtindo a lua de mel, é claro ), amar, amar muito mesmo, dançando ao som da Orquestra Tabajara do maestro Severino Araújo ( the best ), coladinho meu rosto e tudo mais na Cidinha.
Lu, tchau que a Cidinha está me chamando.
Se eu demorar mais, vou apanhar.
Aí que vai ter melancolia, sem nostalgia, a noite inteira.
Já vou. ( estou falando com a Cidinha )
Ah, não posso deixar de lhe dizer que vou escrever sobre a música Oh!, cantada pelo seu conterrâneo, o mineiro Ivon Cury, um dos maiores artistas brasileiros.
Aí, pare de me bater.
Ih, a coisa está ficando melancólica.
To índo.
Bonsoir.
Lu Dias BH respondeu:
julho 3rd, 2009 at 10:13
@GUTIERRITOS,
Gutie
Este poema nasceu de uma indagação feita no blog do LN.
Nunca tinha parado para definir a diferença entre as palavras melancolia e nostalgia.
Mas, de repente ficou muito claro para mim.
Tão claro quanto a luz da manhã refletida na Serra do Curral que serpenteia sobre minha Belô e que fica a menos de cinco quilômetros da minha janela.
E todos os dois sentimentos, embora façam parte de nossa vida, não deve nela serem armazenados por muito tempo.
Não podemos nos atar ao passado, de qualquer forma que tenha sido ele.
Assim como não podemos viver no futuro que a nossa mente idealiza.
O único lugar permitido à vida é o presente.
Este presente ontem foi futuro e amanhã será passado.
Tenho muita pena das pessoas saudosistas.
Vejo nelas uma carga enorme de sentimento de vítima e de incapacidade de adaptação no mundo atual.
Elas sofrem muito, pois vivem num tempo que não mais existe.
Parto do pressuposto de que, se estou vivendo bem o presente, terei um passado digno de registro e um futuro bem cuidado.
Mas, minha vida é agora!
E, é neste momento que dou o melhor de mim.
Obrigada por ter sido o primeirão.
Você me trouxe saudades do Justo. Lembra-se?
Era sempre o primeiro a abrir o blog do Nassa.
Um bom dia e um beijo no seu coração.
Beijos para a Dix.
lu
Lu,
Queria muito saber poetar! Assim. Começo e logo vira prosa.
Você faz de tudo. Poeta. Proseia. Narra. O diabo a quatro.
Amei a fala do aluno com o mestre.
Agora: entre melancolia e nostalgia, fico com melancia. É generosa no tamanho. Mas, de do pé não machuca. É alegre de cor, com as pintas pretas. É doce sem ser melado. Mata a sede. é presente.
Beijos,
TT
Lu Dias BH respondeu:
julho 3rd, 2009 at 19:22
@Terezinha,
Tê
É apenas uma questão de exercício.
Quando vejo os meus primeiros poemas, dou boas risadas.
Veja:
Entre melancolia e nostalgia,
fico com melancia.
É generosa no tamanho.
Caindo do pé não machuca.
É alegre de cor, com as pintas pretas.
É doce sem ser melado.
Mata a sede.
É presente adocicado.
Você acabou de fazer um pequeno poema.
Beijos,
lu
Lu Dias BH respondeu:
julho 4th, 2009 at 0:54
@Terezinha,
Tê
Não sei o que aconteceu com a resposta que dei a seu comentário.
Evaporou-se.
Mas vou repetir.
Poetar, quando se tem um pouco de domínio da língua, é questão de treino.
Hoje, morro de rir dos meus poemas de ontem.
Se eu os ler mil vezes, mil vezes faço correção.
Veja:
“Entre melancolia e nostalgia,
fico com melancia.
É generosa no tamanho.
Caindo do pé não machuca.
É alegre de cor, com as pintas pretas.
É doce sem ser melado.
Mata a sede.
É presente mais que adocicado.”
Você acaba de fazer um pequeno poema.
Veja que lindo!
Beijos,
lu
Lu Dias BH respondeu:
julho 4th, 2009 at 1:06
@Terezinha,
Senhor Timoneiro
Este comentário não está entrando.
lu
Lu Dias BH respondeu:
julho 4th, 2009 at 1:14
@Lu Dias BH,
Tê
Veja o comentário abaixo, pois não está entrando imediatamente abaixo do seu.
Beijos,
lu
Lu Dias BH respondeu:
julho 4th, 2009 at 1:10
@Terezinha,
(Nova tentativa)
Veja como você poeta bem:
Entre melancolia e nostalgia,
fico com melancia.
É generosa no tamanho.
Cai do pé e não machuca.
É alegre de cor, com as pintas pretas.
É doce sem ser melado.
Mata a sede.
É um presente açucarado.
Beijos,
lu
Lu Dias BH respondeu:
julho 4th, 2009 at 1:11
@Terezinha,
(Nova tentativa)
Veja como você poeta bem:
Entre melancolia e nostalgia,
fico com melancia.
É generosa no tamanho.
Cai do pé e não machuca.
É alegre de cor, com as pintas pretas.
É doce sem ser melado.
Mata a sede.
É um presente açucarado.
Beijos,
lu
Resposta
Terezinha respondeu:
julho 4th, 2009 at 13:29
@Lu Dias BH,
Entraram todos os comentários!
O que abunda não prejudica!
Beijos,
TT
Uma dos bons aprendizados da idade é saber que tudo passa. Passa o bom, o ruim, o melancólico, o feliz, o triste, o alegre, o nostálgico e o imediatista. Até o talco Ross passa. Lembra? Passa, passa, talco Ross, quero ver passar; passa, passa, talco Ross, para refrescar! Gente, como é que fui me lembrar desse gingle agora? Que é que é isso?
Lu Dias BH respondeu:
julho 3rd, 2009 at 16:21
@Hila Flávia,
Rapunzel
HAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAAHA
Gostei do talco Ross.
Será que ainda existe no mercado?
E como há gente precisando de passar talco Ross.
Aí está você nos porões da mente.
Cuidado!
Pode haver passagens perigosas.
Beijos, minha linda,
lu
Hila Flávia respondeu:
julho 4th, 2009 at 23:14
Imaginou se fico com a memória recente cada vez mais falha e me volto a lembrar dos talcos Ross da vida? Aí viro Brício de Abreu, testemunha ocular da história.
@Lu Dias BH,
Lu querida,
A melancolia é o último estágio da depressão(segundo os estudiosos do assunto). Quanto à nostalgia refere-se mais à saudade. Quanto uma outra ameaçam me pegar eu dou rasteira, sacudo a poeira e meto a cara. Carpedio(gostou da invenção?). É isto. Parto para agradecer e viver o dia. Beijo. Ana
PS – O Gutie me pediu que soltasse o gato. Viu o angú de caroço???
Lu Dias BH respondeu:
julho 4th, 2009 at 0:46
@Ana Lucia Timotheo da Costa,
Aninha
Tenho crises de depressão, desde que perdi minha mãe.
Tomo diariamente um comprimido de Prosac.
Em mim acontece o contrário.
Quando começo a ficar melancólica, significa que lá vem a doidinha da depreê.
Então, dou uma mexida na vida (rimou)…
De preferência dou uma breve viajada.
Então, volto outra.
De qualquer forma, as duas são terríveis.
Não solte o gatinho.
Ele pode ser morto na rua.
Beijos,
lu
Lu Dias BH respondeu:
julho 4th, 2009 at 11:21
@Ana Lucia Timotheo da Costa,
Apenas para teste, pois tentei várias vezes e o comentário não vai.
Obrigada!
lu
Lu Dias BH respondeu:
julho 4th, 2009 at 11:22
@Lu Dias BH,
Problema resolvido!
Tê
(Nova tentativa, fora do lugar)
Veja como você poeta bem:
Entre melancolia e nostalgia,
fico com melancia.
É generosa no tamanho.
Cai do pé e não machuca.
É alegre de cor, com as pintas pretas.
É doce sem ser melado.
Mata a sede.
É um presente açucarado.
Beijos,
lu
Resposta
Lu,
Os comentários estão aparecendo normalmente. Resolvido?
Paulo
Lu Dias BH respondeu:
julho 6th, 2009 at 13:46
@Paulo Afonso,
Obrigada!