Toda manhã eu me desperto
Com um anjo enrolando meus cachos
Em volta de seus dedos macios
Misto de ternura, meiguice e afagos.
E vem aquela preguicinha manhosa
Mistura de dengo e pachorra
E essa dama preguiçosa
Cai de novo na modorra.
E o meu anjo já cansado
Dessa sua interminável adoração
Sapeca-me beijos nos olhos
Na face, na boca e nas mãos.
Tenho uma leve impressão
De que este meu anjo meloso
Quer apenas confirmar
Se ainda me bate o coração.
E com uma voz rouca e melosa
(só as mulheres conhecem o hino)
Abro os olhos, bem dengosa:
- Meu amor, eu tô dormindo!
Ele então me cobre até o pescoço
E vai saindo bem de fininho
Abraço-me a seu travesseiro
Ainda repleto de seu cheirinho.
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25 de novembro de 2008 at 8:56
Lu
Acordar assim é tão lindo e gostoso. Contar, compartilhando, mais bonito ainda. Que texto tão macio, bem escrito como tudo o que fazes e de verdade. É ótimo abraçar o travesseiro com cheirinho do amor da gente.
Deia
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25 de novembro de 2008 at 9:12
FELIZARDA!
Felicitações concisas,
CMM
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25 de novembro de 2008 at 10:57
Lu,
Maravilha pura! Ainda por cima acordar envolta em cachos e abraços. Abençoada seja! Beijo. Ana
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25 de novembro de 2008 at 22:55
@Haydée Colussi:
Deia
A minha filha sempre diz que faço poemas até para os gatinhos, mas que nunca faço um para ela e o pai.
E, atendendo a pedidos, solto o primeiro aqui no blog.
A cena é verdadeira.
Nunca soube o que é deitar ao lado do meu anjo, ou me levantar sem passar por essa cena, sem o “Eu te amo!”.
Obrigada pelo carinho de sempre.
Beijos,
lu
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25 de novembro de 2008 at 23:01
@Carlos Manoel Marques:
CMM
Pelo menos em relação ao amor marital não vou ter o que me queixar da vida para S. Pedro.
Tenho um monte de questionamentos para o velhinho em relação ao amor no mundo, mas não em relação ao amor a mim.
Talvez ele tenha a questionar o amor de mim para os outros, pois está sempre aquém do que deveria ser.
Somos muitos dadivosos na cobrança e nada generosos na oferta.
E eu me coloco entre esses.
Poucos seres humanos entram no topo da pirâmide em relação à dádiva.
Obrigada pelo carinho com que compartilha do que escrevo, o que muito me honra.
Grande beijo,
lu
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25 de novembro de 2008 at 23:09
@Ana Lucia Timotheo da Costa:
Aninha
Este gestual já faz parte da união.
Parece até um ritual tribal… risos.
E você nem imagina como sou preguiçosa para me levantar.
Nós temos uma combinação de que, aquele que levantar por último arruma a cama.
Claro que a vítima sempre sou eu.
Mas tenho as minhas trapaças.
Chamo-o para lhe contar um fato de extrema importância, mas precisa ser baixinho, bem pertinho de mim.
Assim que ele se deita a meu lado, pulo fora da cama e digo:
- Levantei primeiro!
Sei que ele já manjou a minha esperteza e a compartilha comigo, mas sempre finge que foi ludibriado.
Este é meu anjo!
Obrigada pelo carinho com que me visita nos meus posts.
Um grande beijo,
lu
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26 de novembro de 2008 at 0:08
LU DIAS
Gozado em casa, a primeira que levanta é a Cidinha Dix.
É eu que fico lá com os travesseiros todos.
E por que isto acontece?
Fácil.
A Atena ( a cachorra brava) começa a querer sair de seus aposentados e se põe a fazer a alvorada de “auau” intermitente, às 5:45 horas em ponto.
Às 6:00 horas, a Cidinha Dix levanta, quietinha para não me acordar ( eu finjo que estou dormindo). Aí primeiro, ela tem que espantar o Carinhoso (ex-Chino),, pois ele dorme na garagem, que é aberta. E se a Atena o pegar, adeus Carinhoso: vira farinha na boca da Atena.
A coisa mais difícil para a Cidinha é espantar o tal de Carinhoso, pois ele fica se enrolando no chão e só sai com jatos de d´água, da mangueira que rega nosso quintal.
Depois a Cidinha solta a Atena, que vai fazer suas necessidades. Aí, é a Linda, que, escutando todo o barulho, desde a alvorada da Atena, começa a latir lá do quarto do Flávio e o acorda, para variar.
Aí, coitadinha da Cidinha, tem que se recolher Atena, para dar liberdade à Linda, que também vai fazer suas necessidades.
Ouvindo o barulho todo, a Amarela, que dorme em um dos quartos, nos fundos lá quintal, resolve que também é hora dela fazer seu ” xixi” e a Cidinha guarda a Linda no quarto ( porque a Linda quer continuar dormindo) e dá liberdade à Amarela.
Nessas alturas, já são quase 8:00 horas, nossa empregada chega, e a Cidinha Dix desiste de voltar para a cama, onde ainda me mantenho dormindo até às 8:30 horas.
Só acordo às 8:30 horas, quando cafezinho já está pronto, a mesa, com pão e mantega, leite quentinho, queijo branco e doce de abóbora, já está posta, quando lavo meus olhos, alimento-me e faço todos meus asseios e vou ao trabalho.
Que maravilha, aqui em casa.
Lar, doce lar.
Ah, que sono.
Eu sou dois.
A Cidinha é dez.
Bonsoir.
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26 de novembro de 2008 at 0:44
@GUTIERRITOS:
Senhor Gutie
Agora entendo o porquê de tantas palavras permeadas de amores inesgotáveis a minha amiga Cidinha Dix.
Ela o mima em demasia.
E espertinho como é, ela põe a mão na massa e você põe a mão no verbo.
Você não é um marido comum.
Sua alteza é um príncipe a caminho do reinado.
Espertinho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E a Sarita Dix acreditando em tanta fidelidade, cantada em verso e prosa.
Bem que se diz: quando a esmola é grande demais, o santo desconfia.
Menos a Santa Dix.
Acorde, minha amiguinha, pois o Gutie está exaurindo as suas forças.
Siga o exemplo do meu poema e verá o mundo cor de rosa.
Eu sabia que o Gutie batalhava por manter uma certa vantagem.
Agora descobri qual…
Cidinha Dix, desse jeito vamos voltar à era das cavernas…
Ei amiguinha, não avacalhe com a nossa luta de anos e anos.
Eles nos devem centenas de anos de serventia, quando fomos suas escravas.
Se tem alguém que merece fazer todo este serviço é ele.
Deixe Linda, Amarela, Azul, Atena, Grécia, Carinhoso… tudo por conta do “imperador Gutie”.
Com os poderes a mim instituídos pelo Paulo Afonso Cachoeira, eu a declaro LIVRE de hoje em diante.
Um beijo no coração dos dois!
lu
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