Mudar pra quê? – Paulo Afonso

Por Paulo Afonso, 27 de outubro de 2008 3:08

Crônica da madrugada

 

Finalmente terminou. Já temos novo prefeito. As previsões se confirmaram e Eduardo Paes venceu por pequena margem, de menos de 60 mil votos.

O que fazer? Aos perdedores, entre os quais me incluo, só resta lamentar a grande oportunidade que o Rio perdeu e desejar que tenhamos uma nova chance.

Depois do fato consumado não adianta procurar culpados ou tentar enumerar os ses. Se os repórteres do Globo não tivessem divulgado o comentário de Gabeira sobre a vereadora Lucinha, se isso, se aquilo, não adianta mais.

A campanha mostrou, de um lado, seu lado limpo e ético. De outro, todas as artimanhas da política e o loteamento do Rio em 2009. Dívidas de campanha serão pagas em troca do apoio recebido, traficantes e milicianos tem tratamento de cabos eleitorais, e por aí vai.

O município do Rio já sofre com seus vereadores. Poucos se interessam pela cidade que os elegeu. A maioria cuida de seus próprios interesses. Basta acompanhar os noticiários e comprovar.

A cidade agora, por preferência popular, tem um governo alinhado com o governo estadual, o federal e, como disse Gabeira, com o Universal. Não venham depois, meus irmãos cariocas, protestar, reclamar, sair em passeata pela orla do Leblon, abraçar a lagoa, pedir paz. O que podia ser feito, já foi. Agora, resta orar.

E aguentar!

Bookmark e Compartilhe

Leia também...

Imprimir Imprimir        

Enviar a um amigo





Enviar a um amigo         88 views


    


3 comentários para “Mudar pra quê? – Paulo Afonso”

  1. Haydée Colussi disse:

    Paulo Afonso,
    Realmente é isso aí!!!
    Continuamos a ser reféns da ignorância de mais de 50% do eleitorado e do oportunismo de candidatos de segunda apoiados por grupos de última categoria e péssima qualidade.
    É uma pena o desperdício de alguém como Gabeira em troca deste outro aí, tão rasteirinho, tão tristemente lacaio.
    Se a voz do povo é a voz de um Deus onisciente, estamos mal pois Este que nos coube me parece “cego/surdo/mudo” coisa que num Deis é no mínimo imperdoável.
    Beijos
    Haydée

  2. Haydée Colussi disse:

    Paulo Afonso,
    Por favor corrige se puderes . É Deus e não Deis na sentença antes de Beijos.

  3. lu dias Bh disse:

    Paulo

    Lamento pelo seu desencanto.
    Mas a democracia é assim.
    Ora a gente ganha, ora a gente perde.

    E o carioca não me pareceu muito preocupado com seu Estado, pois foi a capital onde houve maior índice de abstinência (+20%).
    E segundo pesquisas, nas classes média e alta, principalmente.

    O feriado não é uma desculpa para os sem amor a sua cidade.

    No sul do país as pessoas estavam usando até canoas para chegarem ao local de votação, tão forte era a chuva.

    Até quando a nossa Cidade Maravilhosa sofrerá pela displicência dos “malandros cariocas”?
    Deviam ter vergonha, como cartão postal do país.

    Receba meu carinho e minha força.

    lu

    

Panorama Theme by Themocracy