My Fair Lady / Uma Linda Mulher – Cristine Martin

Por Cristine Martin, 7 de fevereiro de 2010 7:25

Fiquei muito feliz ao ver que o Alma Carioca agora é Arte e Cultura, e que temos uma seção destinada ao Cinema. Como adoro escrever sobre filmes e livros, pretendo contribuir com alguns textos sobre o assunto. Para começar, aqui estão dois filmes leves e divertidos, que são ótimas sugestões para este final de férias, ou para quem quiser ficar em casa curtindo bons filmes durante o Carnaval.

Recentemente revi estes dois filmes e notei muitas semelhanças entre eles, tanto na história quanto em algumas cenas. Na verdade os dois filmes, além de várias outras obras, foram baseados na peça de George Bernard Shaw, Pigmalião.

Pigmalião

A peça de Shaw (escrita em 1913), por sua vez, baseia-se vagamente no mito grego de Pigmalião e conta a história do Prof. Higgins, um professor de fonética que aposta com seu amigo, o Coronel Pickering, que pode transformar uma vendedora de flores (Eliza Doolittle) em uma dama da sociedade apenas ensinando-a a falar corretamente e ensinando a ela as regras de etiqueta. Durante o processo de treinamento, Higgins e Eliza se aproximam, mas por fim ela decide casar-se com Freddy Eynsford-Hill, um jovem e pobre cavalheiro.

Bernard Shaw insistia que o final não poderia ser mudado, pois era impossível que Eliza e Higgins se casassem. Contudo, a versão cinematográfica de 1938, a versão musical de 1956 e o filme de 1964 usaram outro final, em que Eliza volta para a casa de Higgins e faz as pazes com ele, subentendendo que ao final eles acabariam se casando.

Graças a Pigmalião, George Bernard Shaw foi a primeira pessoa a receber o Nobel de Literatura (1925) e um prêmio da Academia (Oscar de Melhor Roteiro adaptado, 1938).

Em 1938 foi feita uma adaptação da peça para o cinema (Pigmalião), com Leslie Howard (o Ashley Wilkes de E O Vento Levou) como Higgins e Wendy Hiller como Eliza. O musical da Broadway (My Fair Lady – 1956) foi composto por Lerner e Loewe e estrelado por Rex Harrison e Julie Andrews.

lady-2

Devido ao sucesso do musical, que foi traduzido para muitos idiomas, a famosa frase usada por Higgins para ensinar Eliza, “The rain in Spain stays mainly in the plain“, foi traduzida para muitos idiomas; por exemplo:

  • Brasil: “O rei de Roma ruma a Madrid”
  • Portugal: “Atrás do trem as tropas vem trotando”
  • Espanhol: “La lluvia en Sevilla es una pura maravilla” / “La lluvia en España los bellos valles baña”
  • Francês: “Le ciel serein d’Espagne est sans embrun” / “La plaine madrilène plait à la reine” (Quebec)

Outros filmes baseados na peça foram Trocando as Bolas (Trading Places – 1983), com Eddie Murphy, Dan Ackroyd e Jamie Lee Curtis, Uma Linda Mulher e O Despertar de Rita (Educating Rita, 1983), com Michael Caine e Julie Walters.

Minha Bela Dama (My Fair Lady – 1964)

Esta é a versão para o cinema do musical da Broadway de 1956. A história é a mesma, assim como as músicas. Aqui Eliza Doolittle é interpretada por Audrey Hepburn. O filme recebeu oito Oscars, incluindo os de Melhor Filme, Melhor Ator (Rex Harrison) e Melhor Diretor (George Cukor).

Audrey está ótima no papel; ela é muito engraçada na primeira parte, antes da transformação do patinho em cisne; e quando já é uma dama, demonstra  classe e sensibilidade; gostei em especial da cena depois do baile, em que Higgins e O Coronel congratulam-se por terem conseguido convencer a todos que Eliza era uma dama, enquanto a ignoram completamente; a expressão de desapontamento e frustração dela diz tudo.

lady-3

Rex Harrison, como de costume, atua pouco e canta menos ainda; é impressionante como sua atuação aqui é idêntica à de Doutor Doolitle, outro musical (!) em que ele não canta, apenas fala. Surpreendentemente, recebeu o Oscar de melhor ator.

Julie Andrews foi a primeira opção para o papel de Eliza, mas a Warner Brothers não queria arriscar uma atriz de teatro pouco conhecida em um filme de 17 milhões de dólares (eles haviam pago 5,5 milhões pelos direitos do musical); Andrews recusou-se a fazer um teste para o papel. No ano seguinte, Julie Andrews ganhou o Oscar de Melhor Atriz por “Mary Poppins” (1964), enquanto Audrey não chegou a ser indicada.

Apesar de Audrey Hepburn ter se preparado exaustivamente e ter cantado durante as filmagens, 90% de suas canções foram depois dubladas por Marni Nixon. A voz de Hepburn pode ser ouvida nas partes faladas de “The Rain in Spain” e no início de “Just you wait“. Audrey Hepburn mais tarde admitiu que nunca teria aceitado o papel de Eliza se soubesse que suas canções seriam dubladas. Ela chegou a dizer a Julie Andrews que preferia que ela tivesse sido escalada para o papel.

Uma Linda Mulher (Pretty Woman – 1990)

Este filme também foi baseado em Pigmalião, mas também tem elementos de La Traviata e Cinderela. Na verdade, é um conto de fadas impossível. Uma comédia romântica divertida e adorável, mas não dá para ser levada a sério.

A idéia original para este filme era um drama sombrio sobre prostituição em Los Angeles no fim dos anos 80/início dos anos 90; Vivian seria uma viciada em cocaína, e o acordo seria que ela passasse uma semana com Edward, sem as drogas. Ao final, tudo daria errado e ele partiria sem ela.

Jeffrey Katzenberg, então presidente do Disney Studio, insistiu que a história fosse reescrita como uma comédia romântica. O filme foi um sucesso de crítica e tornou-se um dos filmes de maior bilheteria dos anos 90, e uma das comédias românticas de maior sucesso financeiro.

O empresário Edward Lewis (Richard Gere) está a negócios em Los Angeles. Ele compra empresas e as revende após dividi-las em empresas menores. Sem conseguir encontrar o caminho até seu hotel, ele aceita a ajuda de Vivian Ward (Julia Roberts), uma prostituta que se aproxima pensando tratar-se de um cliente em potencial. Por fim, ela passa a noite no hotel e ele propõe que ela seja sua acompanhante por uma semana. Graças ao cartão de crédito de Edward, Vivian toma um banho de loja e transforma-se em Cinderela. Uma Cinderela de coração de ouro, que chora ao assistir à ópera (La Traviata, claro). E por fim, o conto de fadas tem o final feliz esperado; Edward desiste de ser um pirata financeiro, Vivian torna-se uma mulher ‘honesta’ e todos vivem felizes para sempre.

lady-4

Parece brega, mas é realmente um filme adorável. Na minha opinião, é um dos únicos dois filmes em que a interpretação de Julia Roberts é boa e convincente (o outro é Flores de Aço); Richard Gere está adequado como Edward, e Hector Elizondo rouba as cenas como Barnard, o gerente do hotel e ‘protetor’ de Vivian. Os diálogos são interessantes e a direção de Garry Marshall acerta em cheio (ele repetiria a dose em O Diário da Princesa, outro filme delicioso e com história similar à de Pigmalião).

(quando Edward propõe montar um apartamento para Vivian)
Vivian: E como seria isso?
Edward: Eu a tiraria das ruas.
Vivian: Isso é apenas geografia.

Como diria Eliza Doolittle, “A diferença entre uma florista e uma dama não é como ela se comporta, mas o modo como é tratada”. Ao ser tratada como uma dama Vivian desabrocha, assim como Eliza.

Os dois filmes têm cenas similares; a primeira ‘aparição pública’ de Eliza é nas corridas em Ascot; Vivian vai ao jogo de pólo com Edward, onde ele deve encontrar os outros empresários. O momento de gala de Eliza é no Baile da Embaixada, enquanto o de Vivian é a noite na ópera. Ambas desistem da nova vida quando são maltratadas pelo ‘protetor’; ambos sentem a falta delas. Mais tarde, Eliza decide voltar, enquanto Edward vai à procura de Vivian, como seu príncipe encantado.

São dois filmes divertidos e leves, com boas músicas e boas atrizes; duas boas opções para a pipoca do fim de semana.

Algumas curiosidades:

  • Entre os atores considerados para o papel do prof. Higgins estavam Peter O´Toole, Cary Grant, Noel Coward, Michael Redgrave e George Sanders. Por fim, Rex Harrison foi chamado para repetir o papel que havia feito na Broadway, apesar de não conseguir cantar uma única nota; ele fala as letras das canções.
  • O papel de Eliza Doolittle também teve muitas candidatas: Julie Andrews (a preferida de Harrison), Elizabeth Taylor, Shirley Jones e Connie Stevens.
  • My Fair Lady foi uma das quatro produções a ganhar o Tony de Melhor Peça e o Oscar de Melhor Filme; as outras três foram A Noviça Rebelde, O Homem que não vendeu sua alma e Amadeus.
  • O título do filme “My Fair Lady” não aparece em nenhum momento, seja nas músicas ou nos diálogos.
  • Na cena em que Edward mostra o estojo de jóias a Vivian e o fecha rapidamente, quase prendendo os dedos dela, isso foi um improviso de Gere (foto acima). Como a reação e a risada de Julia foram naturais, os produtores decidiram manter a cena.
  • Christopher Reeve, Albert Brooks e Al Pacino foram considerados para o papel de Edward, mas recusaram. As candidatas ao papel de Vivian foram Valeria Golino, Molly Ringwald, Meg Ryan (a preferida da Disney), Michelle Pfeiffer, Jennifer Jason Leigh, Jodie Foster, Sarah Jessica Parker e Brooke Shields.
  • O casaco vermelho que Vivian usa no início do filme foi comprado por 30 dólares de um funcionário de cinema antes das filmagens; o colar que ela usa na ópera é uma jóia verdadeira e custa 250 mil dólares; havia um segurança da joalheria armado junto ao diretor durante toda a filmagem.
  • A Ferrari e a Porsche recusaram que seus carros fossem usados no filme, pois não queriam ser associados a uma história de prostituição. A Lotus Cars UK viu o valor potencial dessa oportunidade e aceitou. As vendas do Lotus Esprit triplicaram em 1990-1991.
  • A música que Richard Gere toca ao piano foi realmente composta e tocada por ele.

*     *     *

Para saber mais:
- Peça ‘Pigmalião’ na Wikipédia (em inglês)
- Filme ‘My Fair Lady’ no IMDb e na Wikipédia (em inglês e em português)
- Filme ‘Uma Linda Mulher’ no IMDb e na Wikipédia (em inglês e em português)

*     *     *

Vídeo: My Fair Lady – The Rain in Spain


Vídeo: Trailer de Pretty Woman

Bookmark e Compartilhe

Leia também...

Imprimir Imprimir        

Enviar a um amigo





Enviar a um amigo         97 views


    


11 comentários para “My Fair Lady / Uma Linda Mulher – Cristine Martin”

  1. LuDiasBh disse:

    Cris

    Pelo visto a nossa sessão (pasta) de cinema vai bombar (no sentido bom.

    Amei a sua presença, pois conheço a sua paixão por cinema e a sua capacidade em escrever sobre o assunto.

    Temos uma colaboradora do mais elevado naipe.

    Amiga, eu já vi o segundo filme nas duas versões.
    Mas, não sabia que a A. Hepburn havia sido dublada.

    Sem dúvida é um dos melhores filmes da década de 90, responsável por tornar, depois, a atriz Julia Roberts numa das atrizes com maior salário, no mundo.

    Quanto a Pigmalião, eu não o vi.
    Vou aproveitar a sua dica.

    “A diferença entre uma florista e uma dama não é como ela se comporta, mas o modo como é tratada”.

    O pensamento de Eliza Doolittle é de uma verdade que chega a doer.

    No tratamento é que reside todo o diferencial.
    O resto é mero complemento.

    Por isso, é possível encontrar damas em todas as classes sociais. Assim como escravas… risos.

    Cris, parabéns pela beleza de sua postagem.
    Como sempre, perfeita.

    Beijos,

    lu

    Cristine respondeu:

    @LuDiasBh, obrigada por abrir o meu boteco (hoje essa fala é minha!):-)

    Fico feliz por todos nós com o sucesso da nossa “sessão de cinema”; é sempre bom falar de bons filmes, e melhor ainda assisti-los.

    Também foi novidade para mim que a Audrey Hepburn havia sido dublada, os estúdios tinham o poder de decisão absoluto naquela época, e os atores tinham de se submeter a decisões que nem sempre eram as melhores.

    Mais tarde, quando ela fez Bonequinha de Luxo, queriam tirar Moon River do filme, mas felizmente não o fizeram. Ali podemos ver que ela tinha uma voz linda; aliás, era linda em todos os sentidos.

    Fique de olho, que em breve teremos mais dicas de filmes por aqui.

    Grande beijo, querida!

  2. Rosalí disse:

    Cristine,

    Que bela dupla de filmes!

    Sou fã de Audrey Hepburn, mas não me lembro de ter visto
    este filme. Com certeza vou vê-lo, adoro o tema.

    E o filme “Uma Linda Mulher”, pode até ser um conto de fadas
    impossível, não importa, pois eu sou fascinada por tudo desse
    filme, atores, a história, figurino, tudo mesmo.Nunca me canso
    de vê-lo.

    Parabéns pelo excelente texto e obrigada pelas dicas.

    Abraços,
    Rosalí.

    Cristine respondeu:

    @Rosalí, obrigada pelo comentário. Esse filme da Audrey Hepburn é muito gostoso, as músicas ficam na nossa cabeça por vários dias depois de assisti-lo.

    outros filmes dela que gosto muito são “Um clarão nas trevas” e “Um caminho para dois”, dois filmes bem diferentes entre si mas ambos ótimos. Já viu algum deles?

    Grande abraço!

  3. manoel rodrigues disse:

    Oi, Cristine
    Eu fiz um comentário logo depois do almoço, mas ele não chegou, até aqui, então vpu tentar repeti-lo.
    Eu não vi My Fair Lady na época em que ele passou no cinema, eu era mais ligado em faroeste e filmes de guerra, mas lembro que fêz muito sucesso. Quanto à Audrey Hepburn, eu fiquei com a lembrança que adquiri dos cartazes do filme “Bonequinha de Luxo”; eu sempre a imaginei como um bibelô.
    O filme Uma Linda Mulher eu vi duas vezes acompanhando a patroa, pois é necessário a gente marcar presença quando aparece um sujeito com ares de sedutor (Gere). A música Pretty Woman é uma delícia.
    Muito boa a sua matéria sobre os filmes; os detalhes são enriquecedores.
    Abraços
    Manoel

    Cristine respondeu:

    @manoel rodrigues, tem razão: quando o Richard Gere está em cena, é melhor tomar cuidado.. (risos)

    Obrigada pelo comentário, que bom que gostou do artigo. Realmente a Audrey Hepburn parecia uma bonequinha, mas de delicada só tinha a aparência, pois era uma mulher forte e corajosa.

    Grande abraço!

  4. GUTIE disse:

    Cristina

    Isto até é covardia.

    Um texto profissional, excelente, maravilhoso.

    Agora, queremos mais, pois já estamos ficando mal acostumados.

    Quanta beleza e arte juntas.

    Agora, lembro-me do filme My fair Lady e da música The Rain in Spain.

    E é uma cena famosa – uma das melhores – realmente.

    E imediatamente busquei-a na internet, para semear aqui as letras, cantadas no clipe:

    Servants
    Poor Professor Higgins
    Poor Professor Higgins
    Night and day
    He slaves away
    Oh, poor Professor Higgins
    All day long
    On his feet
    Up and down until he’s numb
    Doesn’t rest
    Doesn’t eat
    Doesn’t touch a crumb
    Poor Professor Higgins
    Poor Professor Higgins
    On he plods
    Against all odds
    Oh, poor Professor Higgins
    Nine pm, ten pm
    On through midnight ev’ry night
    One am, two am, three…
    Quit, Professor Higgins
    Quit, Professor Higgins
    Hear our plea or payday we
    Will quit, Professor Higgins
    Ay not I, O not Ow
    Pounding pounding in our brain
    Ay not I, O not Ow
    Don’t say “Rine,” say “Rain”

    Eliza
    The rain in Spain stays mainly in the plain

    Henry
    By George, she’s got it
    By George, she’s got it
    Now, once again where does it rain

    Eliza
    On the plain…On the plain

    Henry
    And where’s that soggy plain

    Eliza
    In Spain…In Spain

    The three
    The rain in Spain stays mainly in the plain
    The rain in Spain stays mainly in the plain

    Henry
    In Hartford, Hereford, and Hampshire

    Eliza
    Hurricanes hardly happen
    How kind of you to let me come

    Henry
    Now once again, where does it rain

    Eliza
    On the plain…On the plain

    Henry
    And where’s that blasted plain

    Eliza
    In Spain…In Spain

    The three
    The rain in Spain stays mainly in the plain
    The rain in Spain stays mainly in the plain”

    And now, teacher, translation, please !

    Bricandeirinha.

    Sei que és uma extraordinária tradutora e por que não trazer-nos também a tradução da letra desta música ?

    Parabéns, Cristina, é sensacional ter uma escritora com teu talento em nosso blogue.

    Cristine respondeu:

    @GUTIE, Olá Gutie!

    Obrigada pelo comentário e elogios, não sei se mereço tanto. Mas podem ficar acostumados sim, taí um assunto sobre o qual adoro escrever, em breve tem mais.

    Vou fazer a tradução da letra assim que puder, é um desafio (aceito)!

    Grande abraço!

    Cristine respondeu:

    @GUTIE, cumpri minha palavra, aqui está a tradução da letra da música. Mantive “o rei de Roma ruma a Madri”, pois já está consagrado no filme; o restante é uma tradução mais ou menos livre. Que tal?

    “[Criados]
    Pobre Professor Higgins
    Pobre Professor Higgins
    Noite e dia
    Trabalhando como escravo
    Oh, pobre Professor Higgins
    O dia todo
    Caminhando
    Para cima e para baixo até adormecer
    Não descansa
    Não almoça
    Não come nem um pãozinho
    Pobre Professor Higgins
    Pobre Professor Higgins
    Ele se esforça
    Apesar das dificuldades
    Oh, pobre Professor Higgins
    Nove da noite, dez da noite
    Até a meia noite todas as noites
    Uma hora, duas horas, três…
    Pare, Professor Higgins
    Pare, Professor Higgins
    Ouça-nos, ou iremos embora no dia
    do pagamento, Professor Higgins
    Ei, não Ai, Ôu, não Oh
    Martelando em nossas cabeças
    Ei, não Ai, Ôu, não Oh
    Não diga “Rai,” diga “Rei”

    [Eliza]
    O rei de Roma ruma a Madri

    [Henry]
    Santo Deus, ela conseguiu
    Santo Deus, ela conseguiu
    Mais uma vez, quem foi a Roma?

    [Eliza]
    O rei…o rei

    [Henry]
    E aonde foi o rei?

    [Eliza]
    A Madri…a Madri

    [Os três]
    O rei de Roma ruma a Madri
    O rei de Roma ruma a Madri

    [Henry]
    Em Hartford, Hereford e Hampshire

    [Eliza]
    Raramente roem os ratos
    É muita gentileza sua

    [Henry]
    Mais uma vez, quem foi a Roma?

    [Eliza]
    O rei…o rei

    [Henry]
    E aonde foi o danado do rei?

    [Eliza]
    A Madri…a Madri

    [Os três]
    O rei de Roma ruma a Madri
    O rei de Roma ruma a Madri”

    Grande abraço!

    GUTIE respondeu:

    @Cristine,

    Perdoa-me pela demora em fazer estes comentários.

    Minha semana foi muito atribulada. Estive demasiadamente ocupado com meu trabalho e com afazeres com a minha família.

    Estava brincando quando te pedi a tradução ( é que sei que és uma excelente tradutora ) e, para minha surpresa, ei-la, complementando brilhantemente o teu texto maravilhoso.

    Parabéns pela tua tradução, que veio enriquecer, ainda mais, a Alma Carioca, pois acredito ser a única disponível, em nossa língua, na internet.

    Muito obrigado.

    Cristine respondeu:

    @GUTIE, obrigada, Gutie! Não sei se minha tradução dessa música é a única, provavelmente não deve ser (e nem mesmo a melhor), mas fico feliz que tenha gostado.

    Quanto aos afazeres, quem não os tem? Apesar de vivermos sempre correndo, é gostoso trocar uma ideia aqui no Alma Carioca com os amigos.

    Abraços!

    

Panorama Theme by Themocracy