Num certo Colibri Lanches – Adrián de Limes
(Certa tarde, desempregado…)
Me sinto bem no balcão
Bem à vontade nos banquinhos redondos de fórmica
Bem aqui neste bar com cartazes pelo visto
De coisas
Que sumiram tem anos do mercado
Não adianta pedir hot-dog
Não entendem bulhufas
Mulheres não passam debaixo da porta
Passa uma
Que chama
Olhares tortos
Com o pão na boca
Operários de macacão azul
Pedem pão-com-manteiga
E taça de café-com-leite
Atendem pelo nome ouvem piadas
E sou tratado como freguês
Alguns penduram a conta
O homem tem cara de português
E eu sou o poeta da língua
Prazer
Email: poetargs@bol.com.br
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Bom lugar! O ruim é estar desempregado. Mas, em todo caso, está empregando bem o tempo, ficando no meio do povo. Antes isto.
Adrián respondeu:
junho 1st, 2009 at 15:55
@Hila Flávia,
Estar desempregado é uma boa desculpa para vagabundear.
Muitos não têm opção.
Quanto a estar no meio do povo, é fácil para quem pertence realmente ao
povo.
Assim, o que nos resta (ao povo) é procurar se expressar.
E, com tantas horas sobrando, não é difícil se expressar bem.
Mais difícil é não ficar devendo ao dono do estabelecimento comercial,
que também precisa de dinheiro para comer.
Um abraço, obrigado pelo comentário
Grandes momentos de nossa vida passamos a ver a vida passar.
Num certo Colibri lanches, numa praia, numa rua movimentasda, num shopping e até mesmo numa casa de orações.
Cada rosto é um rosto, cada um tem o seu jeito.
Volte sempre ao blog.
Abraços,
TT
Adrán respondeu:
junho 1st, 2009 at 15:46
@Terezinha,
E então, Terezinha?
E é nestes momentos que se encontra a poesia.
Quem pensa, pensa melhor parado.
Também quem quer poesia não vai encontrá-la se estiver à velocidade da
luz.
Abraços