Bom, depois de ter ficado 7 meses esperando um beijo (5 deles apenas paquerando sem ele sequer me ver), ter namorado durante três longos anos de idas e vindas (e ainda não descobrimos os motivos de tantas voltas), no final de 2000 nos separamos apenas uma vez e, três meses depois, reatamos e decidimos nos casar.
O ano seguinte foi um ano muito legal, afinal estava na tão sonhada universidade de veterinária. Ele me ajudava muito e, de repente, me vejo com dois celulares, o meu e o dele, sim, porque de uma hora pra outra ele resolveu me monitorar, mas isso é uma outra história. Resolvemos então nos casar no ano seguinte. O pedido de casamento foi muito engraçado. Ele fez um rabisco de uma casa numa folha de papel e perguntou se eu moraria com ele nela. Claro que tive que perguntar, afinal depois da primeira declaração de amor (que vai ficar pra outra história), eu tinha que perguntar, né? Batata, era um pedido de casamento!
Escolhemos o dia 29 de junho de 2002, sábado, às 10 horas da manhã. Estava eu vestida de noiva num dia de sol maravilhoso, na porta da igreja, atrasada mais de 40 minutos, e o noivo… no altar! Era um sábado, véspera do final da copa do mundo, onde o Brasil foi pentacampeão, mas ainda não sabíamos disso!
Vou voltar 2 dias antes do casamento, quando a floricultura resolveu que não ia poder fazer o meu buquê. Quase pirei. Liguei pra minha mãe na mesma hora, danada da vida. Afinal, como eles fazem isso há dois dias do casamento, que seria de manhã, o que reduzia o meu tempo em, no mínimo, 12 horas! Mas Deus é ótimo! Mãe é mãe! Em uma hora conseguimos uma moça que estava de viagem marcada pro mesmo dia, mas ela adiou a viagem e fez meu buquê! Ele foi entregue à meia-noite de sexta-feira, o casório era no dia seguinte.
Sábado 29-06-2002: Acordei às 5 da manhã, a produção já estava lá. Maquiagem (ficou ótima), cabelo (horrível), vestido lindo! Tudo pronto! Mas… O carro não chegava. O fotógrafo não conseguiu tirar uma foto sequer de mim em casa. O noivo se comunicava pelo Nextel de 5 em 5 minutos. E eu quase chorando! Nem acreditava que o dia que mais esperei, desde que o conheci, havia chegado! Cheguei à igreja 40 minutos atrasada.
Na porta da Igreja, descobri que não podia descer do carro, porque a Sprinter que estava trazendo todos os nossos padrinhos, estava quebrada a uns 30 quilômetros de distância dali. Mas enfim tudo se resolveu e eu entrei sozinha na igreja; meu pai é falecido e não quis entrar com outra pessoa. Estava 80 minutos atrasada.
A festa foi linda, na realidade foi um almoço. E a disputa pelo noivo começou ali mesmo. A sogra e a noiva! Nossa, percebi isso quando meu então marido, me pediu uma refeição, eu mais do que depressa, pedi ao garçom que providenciasse. O que eu não sabia é que a mãe dele ouviu e, sem dizer nada, foi fazer o mesmo. Chegamos as duas ao mesmo tempo e apresentamos um prato de comida cada uma. Ele não sabia o que fazer. Eu permaneci ali e ela também! Afinal ela queria ver se ainda tinha poder de mãe! Não desci do salto, apenas disse, “tudo bem meu amor”, de amanhã em diante sou eu mesmo quem vou te servir”. Até o final da festa foi tudo muito bem! E partimos pra nossa lua de mel que só foi acontecer um mês depois!
Na próxima semana eu conto como foi a lua de mel (teve até enterro)!
Sou Erika Affonso de Carvalho, moro no Rio de Janeiro, técnica em arquitetura, técnica em contabilidade e radiologista. Atuo na área de saúde, no setor de diagnóstico por imagem, ministro aulas de física, anatomia humana e proteção radiológica em cursos de ensino pós-médio. Sou editora e webdesigner do site clicwebsite.com.
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31 de agosto de 2008 at 18:30
Erika
Vou acompanhar os próximos capítulos com ansiedade, pois um “round” com sogra no meio, não é fácil.
Ou seja, casa-se com o filho e leva a mãe de presente…
Não há amor que resista a esse tremor de sentimentos.
Gostei muito do seu texto.
Abraços!
[Resposta]
31 de agosto de 2008 at 19:35
@lu dias Bh: Obrigada. Mas na real os problemas com a sogra aconteceram durante o namoro. O dia do casamento foi uma deixa p ela saber q eu estava no comando! Mas tem muita história pra contar! abços
[Resposta]
11 de setembro de 2008 at 12:33
[...] A festa terminou por volta das 6 horas da tarde, já era noite, meus primos ainda iriam para Muriqui (região de praia) que é próximo a Conceição de Jacareí, onde íamos passar a lua de mel. Pegaríamos uma carona com eles até Itaguaí para pegarmos o ônibus direto para Conceição. Seria muito mais rápido e a lua de mel nos aguardava. Afinal, ficamos 1 semana sem nos ver pra dar saudades, e o grande dia havia chegado. [...]