O que é um Dalit? – Lu Dias

Por LuDiasBH, 4 de fevereiro de 2009 21:12

A Índia, apesar de já ter adentrado no século XXI, talvez seja o país, onde as contradições sejam mais difíceis de serem aceitas por nós ocidentais.

O país é hoje um campo fecundo, para a tecnologia de ponta, assim como para as mais arcaicas posturas humanas, muitas delas ainda beirando o comportamento existente nos primórdios da civilização humana.

Na Índia, ainda vigora o sistema das castas, em que seres humanos podem ser considerados “impuros”, e por isso não fazem parte da sociedade em que vivem.

Esse sentimento é mais forte nas vilas, onde a modernidade demanda tempo para chegar, a ponto de manter uma visão estereotipada sobre o homem, ainda nos dias atuais.

Os “impuros” são normalmente expulsos de suas aldeias, para que não venham a contaminar as outras castas. Não podem nem mesmo utilizar os potes de água ou entrar nos templos.

Nas escolas, em certas cidades, não podem entrar nas salas de aula, devendo se manter do lado de fora. E naquelas em que lhes é permitido entrar, devem ocupar os últimos lugares.

São os conhecidos Dalits.

A palavra indiana Dalit significa “quebrado/pisado/oprimido”.

Na Índia há quase 30 milhões de Dalits, que não fazem parte, nem mesmo, do sistema hierarquizado das castas. Inexistem! Embora o princípio da intocabilidade tenha sido abolido na Constituição indiana, ele continua vivo na cultura do país.

Em Bombaim, cidade conhecida mundialmente pela sujeira, a grande maioria deles está instalada em numerosas favelas, buscando refúgio nas ruelas e calçadas atulhadas de lixo e cães vadios, ou pedindo esmola aos turistas, no centro da cidade.

Os Dalits são vítimas de uma opressão múltipla.

No tocante à religião, não possuem acesso aos templos. E só se dão conta do fosso em que vivem, quando se convertem ao islamismo ou cristianismo, pois o hinduísmo legitima o sistema de castas (praticado por mais de 80% da população), a ponto de os Dalits acharem, que é correto viver dessa maneira. E que assim deve ser, sem questionamento ou reclamação.

No plano político, embora correspondam a 15% da população indiana, não são ouvidos pelos dirigentes do país. Não possuem voz. Não são levados em conta.

No plano econômico, mesmo que os governos tentem garantir-lhes o direito de posse de terras cultiváveis, os proprietários rurais das aldeias usam de todo tipo de violência para expulsá-los.

O clamor dos excluídos e dos oprimidos indianos, é sufocado pelo poder tecnológico, econômico, político ou religioso que impera no país. Parte da Índia está se tornando um mundo rico em dinheiro, mas continua com sua pobreza mental no tocante ao respeito pelos direitos de todos os seres humanos.

Os Dalits na Índia (e Nepal) são excluídos de todo o bem comum e suas mulheres são violentadas e obrigadas a se prostituírem. São consideradas piores de que um cão, que vive na rua.

Entre os Dalits, 66% são analfabetos e a mortalidade infantil chega a 10%.

Vejamos se a escritora Glória Peres terá peito para tocar fundo no coração indiano, falando a respeito dessa gente, como faz a escritora indiana Thrity Umrigar no seu livro “A Distância entre Nós”.

Ou se limitará a mostrar a Bharathanatyama, a mais popular dança da Índia, com seus lindos e suaves movimentos e poses. Assim como a sua música, resultante da fusão musical dos diversos grupos étnicos e linguísticos do país, cujas letras seguem um caráter emotivo e descritivo. Ou ainda sobre a riqueza das castas superiores.

O mais interessante é ver como o nosso país vai incorporando a moda indiana no seu vestuário, com peças bordadas e coloridas, batas, saris, tecidos tingidos. Moda importada da Índia e adaptada para uso no Brasil.

Você já conhecia a lamentável situação dos Dalits?

Pesquise mais sobre o assunto.

 

 

Quem são os Dalits?

Opressão. Escravidão. Segregação. Palavras de ontem? Pense nisso.

 

Um dia na vida de uma intocável

Seu trabalho é recolher as fezes humanas em uma rua, usada como banheiro público.

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92 comentários para “O que é um Dalit? – Lu Dias”

  1. Paulo Afonso disse:

    Esse post chegou na hora certa. Ia pesquisar o assunto. Teria sido uma boa idéia colocar o Márcio Garcia no papel de um Daliti? Eu, quando vi, imaginei que Daliti fosse uma casta superior e intocável por isso, pela superioridade.

    lu dias bh respondeu:

    Paulo Afonso

    Você é ótimo!
    Este comentário era para quinta-feira… risos.

    Os “intocáveis” de lá, não possuem o mesmo sentido dos “intocáveis” de cá.
    Que tal a gente pedir uma inversão?
    Os de lá vem para cá e os de cá vão para lá?
    Quem sabe assim, poderíamos mudar a rota do caminho para as Índias?
    Grande beijo,

    lu

    neusa respondeu:

    é lamentael,chocante e nogento,mais em todo o ligar do mundo tem os dalits, felizmente
    esse mundo, não é de deus,
    qnta pobreza de sabedoria e humanidade! falta de amor ao próximo
    a humanidade caminha na crucificação do inferno
    é desumano! q tristeza
    bjos

    lu dias bh respondeu:

    Neusa

    Desculpe a demora em responder a seu comentário.
    Somente hoje eu o vi.

    Realmente, em todo o mundo há sofrimento, mas nem tanto assim.
    Veja a ser postado, o que fazem com as viúvas.

    Esse mundo é de Deus pois foi ele que o criou.
    E nós somos feitos a sua imagem e semelhança.

    Tenho a certeza de que ele sente pena por esses seus filhos humilhados e desprezados.

    E nós devemos estar aqui, para aprender a ter amor ao próximo.
    E assim ser elevado para uma vida melhor.

    Obrigada pela sua visita.
    Volte sempre!

    Beijos,

    lu dias bh

  2. GUTIERRITOS disse:

    LU DIAS

    Embora com outros nomes, há, infelizmente, muitos dalitis neste país.

    A escravidão branca é um ” dalitismo “.

    Epa, criei um neologismo, por culpa da Malu.

    Gostei muito de seu texto e vou lembrar dos dalitis, de ora em diante.

    E quando houver um espaço de tempo, vou pesquisar a respeito.

    Agora, a exploração do trabalhador rural, em determinadas regiões do pais, é de uma exploração tão selvagem ( inclusive no interior do estado de S.Paulo – uma vergonha ) que podemos entendê-los como nossos irmãos dalitis.

    lu dias bh respondeu:

    Gutie

    Também temos os nossos Dalitis.
    Mas, apesar de todas as injustiças, ainda são melhores do que os Dalitis de lá.
    Não há nem comparação.

    E a escravidão negra, também.

    Depois vou pesquisar sobre os excluídos do Japão.
    Você ficará surpreso!

    Grande beijo,

    lu

  3. Paulo Afonso disse:

    Lu,

    Você deve estar perguntando por que postei esse artigo hoje em vez de fazê-lo amanhã.

    Respondo: Senso de oportunidade.

    A novela começou e a questão era o Márcio Garcia ser um Daliti. O que é isso? Eu não sabia. Muitos não sabiam. E o resultado está aí. Quase 100 visitas oriundas do Google em poucos minutos. Veja o contador que está logo abaixo do artigo. Impressionante!

    lu dias bh respondeu:

    Paulo Afonso

    Como já lhe disse, tenho uma capacidade imensa de entrar em sintonia com as pessoas com que estou ligada.
    Assim me acontece com o Carlos Manuel Marques.

    Estou sozinha em casa.
    A TV está desligada.
    Nunca vi um capítulo da novela, apenas a entrada.
    Nem mesmo li a respeito.
    Estou boquiaberta!

    Se não me dissesse eu não acreditaria.
    Hoje, fiquei pensando sobre o que escrever e me veio a vontade de continuar falando sobre a Índia, durante esta semana.

    Beijos,

    lu

    lu dias bh respondeu:

    Paulo

    Fiquei surpresa sim.
    Primeiro porque você sabia que a minha postagem era para amanhã.
    Segundo porque achava que o assunto não seria tocado na novela.
    Terceiro pela razão (?) que me levou a escrever sobre tal assunto, uma vez que
    não assisto novelas.
    Quarto, pela razão de nunca postar tão cedo os artigos do dia seguinte.

    Estou boquiaberta.

    Beijos,

    lu

  4. Paulo Afonso disse:

    Quando comecei a escrever o comentário estava em 84 views. Ao final já estava em 124. Todos chegando pelo Google.

    Convido a todos para que permaneçam e conheçam o nosso blog.

    lu dias bh respondeu:

    Paulo

    Agora é que estou tomando conhecimento deste contador.
    Nem sabia que existia.
    Sou meio desligada.
    Maravilha.
    Já são mais de 200 visitas.
    Estou com medo de mim e meus poderes paranormais… risos.

    Beijos,

    lu

    Paulo Afonso respondeu:

    Coloquei o contador ontem. E já são 281 visitas.

  5. Maria Izabel disse:

    Bem oportuno o seu comentário, eu só estáva esperando a novela acabar p/vir aqui pesquisar sobre dalitis,e aproveitando a deixa; como existem dalitis no Brasil! Como o significado da palavra diz: quebrado,pisado,oprimido,é a maioria dos Brasileiros.

  6. lu dias bh disse:

    Maria Izabel

    Devo lhe dizer que nunca vi um capítulo da novela.
    Apenas tive vontade de escrever sobre o tema.
    Só que os nossos Dalitis são bem melhores do que o deles… risos.

    Beijos,

    lu

  7. Hila Flávia disse:

    Vi num capítulo da novela uma cena que quase me fez morrer de rir: O pai da Juliana Paes pede ao Márcio Garcia que lhe faça a lista de sua ascendência até a sétima geração. Fiquei pensando isto no Brasil. Impossível. Acaba numa senzala, numa tribo de índio ou num danado dum português degredado. Tem, jeito não. Eu mesmo tenho uma comadre amada que conhece só até a mãe dela, que é filha de uma índia que morreu de parto e que ninguém sabia quem era, e de pai desconhecido. Ô preguiça, Meu Deus! Respeito tudo quanto é religião, mas essa da pessoa valer pelo que foram os seus, é de lascar. Muito pouco brasileiro passa neste teste. Minha ficha mesmo acho que é meio brava. Tenho cada ascendente e cada colateral, que valha-me Nossa Senhora dos Aflitos.

    lu dias bh respondeu:

    Hila

    Você e seu notável bom humor.
    E eu sempre rindo dos seus comentários.

    Se eu for buscar a minha ascendência, vou para numa senzala, numa tribo, numa dança de flamenco.
    Para lhe dizer a verdade não sei o nome de todos os meus bisavós.
    Eu chamo isso de falta de serviço, por parte daquela gente.

    Prefiro decorar os símbolos do alfabeto chinês.
    HAHAHAHAHAHAHAHA

    Grande beijo,

    lu

  8. cristovao disse:

    gostei muito bom….

    lu dias bh respondeu:

    Cristóvão

    Obrigada!
    Volte sempre ao nosso blog.

    Abraços,

    lu

  9. Terezinha disse:

    Gente,

    De minha quarta ascendência , sei que há portugueses e índios: a avó paterna e o avô materno são descendentes de portugueses. A avó materna tem ascendentes portugueses e índios. O avô paterno tem raízes na família de dona Joaquina do Pompéu, a Sinhá Braba, que é descendente de “nobres” portugueses. Agora, santo não sei de nenhum.Paratrasmente nada mais sei, nem minha mãe, nem os tios que ainda vivem. Castiço mesmo acho que não há nenhum. Também não sei o nome de meus trisavós.
    Quando eu estiver bem velhinha (rsrsrsrs) vou achar meus galhos de árvore. Se tiver tempo.

    TT

  10. lu dias bh disse:

    TT

    Isso de ficar futucando galho de árvore é para os bichinhos da floresta…
    Deixem os coitados dormirem em paz.
    Que judiação!

    Por isso que não sobra tempo para essa gente pensar sobre os absurdos feitos com os “dalitis”.

    Veja só: minha avó paterna e seu irmão casaram com dois irmãos.
    Os dois irmãos morreram e os concunhados casaram-se.
    Ambos já com filhos do primeiro casamento.

    Então há irmã da irmã do meu pai que não é minha tia, mas prima.
    E eu vou lá quebrar a cabeça com isso!

    Em que contribuiria com a minha vida e a do país tal informação?

    Cultura inútil!!!!!!

    Beijos,

    lu

    Paulo Afonso respondeu:

    Já pensaram que nossos bisnetos não saberão nada sobre nós? Nem nossos nomes? nem o que fizemos? Nem do que gostamos?

    Carpe Diem!

    lu dias bh respondeu:

    Paulo

    E o que isso fará de diferença na vida deles?
    Nadica de nada!

    Temos que aceitar a nossa temporalidade.

    O resto é viver bem, enquanto cá estamos.

    Beijos,

    lu

  11. [...] menos de 12 horas publicamos um artigo sobre os Dalits. Foi escrito por Lu Dias, de Belo Horizonte, que nem assiste [...]

  12. lu dias bh disse:

    Paulo Afonso

    Fico feliz com esta coincidência, pois o nosso blog ficou conhecido em todo o Brasil.
    Também houve a presença de outros países como Japão, EUA, Portugal…

    Você merece este reconhecimento, assim como todos os colaboradores.
    Estamos crescendo juntos, dentro da mais bela harmonia.

    O mérito deste resultado é uma homenagem a você, que nos prende ao blog através de seu carinho e generosidade, a nossos colaboradores fantásticos, pois aqui se vive um clima de carinho e respeito ao trabalho do outro e aos leitores antigos do blog, sempre a nos incentivar a escrever mais e mais.

    Divido com todos o sucesso deste post.

    Beijo carinhoso,

    lu

  13. Ana Lucia Timotheo da Costa disse:

    Lu,
    Depois de tudo que você me mostrou (aquelas fotos impressionantes da India – não mostrada pela Globo), se já não me interessava muito a novela, agora então (embora já soubesse sobre os dalits – que me lembram os párias excluídos) é que não vou ter mais curiosidade. Nojento a casta vir na frente de tudo. Onde fica o amor e as escolhas? Você, sempre, muito oportuna e sabida. Grande beijo. Ana
    (*) ainda estou às voltas com a doença de mamãe. Hospital é dose!

    lu dias bh respondeu:

    Aninha

    Obrigada, por estar aqui dando a sua ajuda, mesmo com a sua mãe hospitalizada.
    Haja generosidade!
    Continue me enviando notícias dela.

    Nunca vi um capítulo da novela, apenas a abertura.
    Nem imaginava que ia sair o assunto dos dalits.
    Imaginei que não.
    Mas acertei no alvo, para o conhecimento de nosso blog.

    Estou feliz por todos nós!

    Beijos,

    lu

  14. Messias disse:

    Lu,

    No foco, na ferida, no momento preciso…com a liberdade de mirar e largar a “flexa” – vamos ouvir a griataria…

    + 1 vez PARABENS!!!!

    BEIJO

    lu dias bh respondeu:

    Messias

    Estou mais feliz pela visibilidade que tal texto trouxe ao nosso blog.
    Como ele ainda é bebê, quanto mais visitas, melhor.
    Beijos,

    lu

  15. Gers disse:

    Fui chamdo de datit,hoje no serviço por uma senhora e nunca vi esta palavra e não gosto de tv,fiquei ofendido,mas valeu pela a matéria que me esclareceu isto

    lu dias bh respondeu:

    Gers

    Obrigada pela sua presença no nosso blog.
    Você é sempre bem-vindo.
    É pesquisando que vamos aprendendo sobre a vida.
    Venha sempre nos visitar.
    Vou continuar escrevendo sobre o assunto.
    Não deixe de ler.

    Quanto a essa senhora, deve ser uma babaca, que não faz nada e nunca
    aprendeu a respeitar as pessoas.

    Diga-lhe, que se ela vier a lhe chamar de “dalit” de novo, você vai
    mandar o nome dela e o endereço para o blog do Paulo Afonso, denunciando-a.

    Um abraço carinhoso

    Lu Dias

  16. Massayuki disse:

    Lú, Bem oportuna o seu comentário, como não assisto novelas não sei o que a TV mostra mas, é no jornal e até na veja aparecem reportagens sobre a india mas muito pouco dessa parte…Abraços Pedro.

    lu dias bh respondeu:

    Padim

    É muito interessante o assunto.
    Continuo falando sobre ele.
    Não perca o comentário de hoje.

    Agradeço a sua presença carinhosa.

    Abraços,

    Lu

  17. Jovimari disse:

    Lu,

    Parabéns pelo texto e pela sensibilidade de estar no lugar certo, com as palavras certas, no dia certo ou nem tão certo… rs

    A distancia entre nós eu li há mais de um ano e me lembro bem do sofrimento daquela mulher que serviu de coração e alma a sua patroa e recebeu como recompensa a desconfiança e hostilidade… triste.

    Beijo!

    lu dias bh respondeu:

    Jovi

    Já estava com saudades.
    Realmente estava com o tema certo na hora certa… risos.

    Acho que o livro A DISTÂNCIA ENTRE NÓS vai vender pra caramba, agora com a novela.
    Sem falar que é belíssimo.

    Beijo grande para você e o Fê

    lu

  18. Doracy Gomes disse:

    Fiquei pasma!! Inacreditável que nos dias de hoje ainda haja este tipo de preconceito.

    lu dias bh respondeu:

    Doracy Gomes

    É um prazer recebê-la em nosso blog.

    A primeira vez que li sobre o assunto, também fiquei pasma.
    Parece que ainda vivemos na Idade Média.
    E o pior que o preconceito é praticado como um ato de amor…pensam eles.
    A Glória Peres foi muito feliz em trazer tal assunto para a sua novela.

    Vou continuar falando sobre o assunto.
    Volte sempre.

    Abraços,

    lu

  19. Lu disse:

    Estou muito incomdada com o pensamento inaceitável sobre os dalits. Qual a essência desse pensamento que, apesar de não justificar, justifica essa rejeiçõa por esses seres humanos? Ah! E quanto a questão comercial em que o casamento se constitui? Qual será o preço de cada um de nós?

    lu dias bh respondeu:

    Lu

    Minha xará?
    Leia o post sobre o Hinduísmo e verá a origem dos dalits.
    Assim como o que será postado hoje, antes da novela.
    Amanhã, escreverei sobre a cultura, onde entra o casamento.
    Boa pergunta:
    Qual é o preço de cada um de nós?

  20. SANDRA disse:

    WOW!!!! E A 1º VEZ QUE VENHO NESTE SITE…ADOREI…TODOS VCS SÃO MUITO BONS DE COMETARIOS…VOLTAREI SEMPRE KK BJS

  21. lu dias bh disse:

    Sandra

    O que vai ser um grande prazer para nós.
    Os temas aqui são sempre muito diferenciados.
    Como o acesso tem sido em função dos “dalits” e da novela, trouxe para mim a responsabilidade de pesquisar e responder para vocês.
    Acolheremos você, com muito carinho.

    lu

    SANDRA respondeu:

    OBR…O PRAZER E TODO MEU…EU GOSTARIA DE SABER MAS DAS MULHERES SEPARADAS QUE VIVI NA INDIA,COMO ELAS SÂO VISTA PELA PELA CULTURA DELES…BJS OBS: ESTO MUITO FELIZ EU ESTA AQUI COM VC..KKK XAU

    lu dias bh respondeu:

    Sandra

    Segunda-feira eu vou começar a falar sobre a cultura da Índia.
    E vou entrar nesse assunto.
    Vou pesquisar com o maior carinho e repassar para vocês.

    Grande beijo,

    lu

  22. Mr. Zahta disse:

    Obrigado pela visita. Passei para avisar que recebi sua mensagem. Aliás, ótimo texto sobre os dalits, bem esclarecedor. Não li ainda todos os seus outros textos, mas existe algum motivo religioso para essas pessoas serem excluídas? Vou ler os outros posts, ok? Abraços e tchau!

    lu dias bh respondeu:

    Mr. Zahta

    Existe sim.
    A parte visível da exclusão vem do Hinduísmo, mas hoje, nas minhas pesquisas pude compreender que a crença foi apenas uma capa.
    Leia o meu texto sobre o Hinduísmo e mais tarde, no horário do jornal nacional,
    o que postarei.
    Mais uma vez, obrigada pela visita.
    Vamos sair com pós graduação na Índia… risos.

    Abraços,

    lu

  23. Thatiana disse:

    Lu,
    Acho super legal que você tenha buscado nesta novela uma outra visão realista e triste de uma cultura tão valiosa. Muita das vezes somos varridos pela onda das coisas prazerosas e fáceis. Que bom seria se em cada novela você nos mostrasse o outro lado da moeda!

    Beijos

    Thati

    lu dias bh respondeu:

    Thati

    Enquanto o assunto não for esgotado, vamos continuar com ele.
    Depois passaremos a outros.
    Já são 3 ou 4 posts sobre o tema.
    Hoje será postado outro.

    Que bom encontrá-la aqui!
    Estava com saudades!

    Beijos,

    lu

  24. Rodolfo disse:

    A importância relevante expressa nestas suas linhas, abrange todo um contexto cultural que muito não têm conhecimento, novelas vem e vão e só mostram o prazer coisas boas enfim, no tocante desse povo que vive DALIT.

    parabens
    abraços

    lu dias bh respondeu:

    Rodolfo

    O seu comentário é um grande incentivo para mim.
    Temos que pegar as novelas e extrair delas cultura para o nosso povo.
    Para isso, basta pegar o tema central.
    E esse tema era desconhecido de muita gente, pelo mundo todo.
    Vamos expor as entranhas do mundo.

    Obrigada pela visita.
    Volte sempre e não perca o texto de hoje à noite.

    Abraços,

    lu

  25. Viviane disse:

    Mt bom o seu texto explicativo,mas ainda tenhu uma dúvida .
    Como se define um daliti
    Qm dias a pessoa ki ela é um daliti?
    ela nasce um daliti ? qm diz q a criança é um daliti?qm q julga e determina isso?

    lu dias bh respondeu:

    Viviane

    Vou lhe dar o roteiro dos textos sobre o assunto aqui no blog.
    Para encontrá-los, basta ir em pesquisar (no final da página) e colocar
    LU DIAS.

    1- Caminhos para as Índias
    2- O que é um dalit?
    3- O Hinduísmo e os dalits
    4- Minha casta é o meu destino/ dalits

    Principalmente no último, você terá a sua resposta.
    Se ainda tiver dúvida, por favor, volte a me perguntar.
    O que eu não souber, irei pesquisar.
    Mas garanto que não mais ficará em dúvida.

    Beijo grande,

    lu

  26. herika disse:

    Com certeza vcs estão pegando super pesado com a pobre da autora da novela, eu q n via novela a tempos me interessei por essa.
    É tipico romance mamão com açucar e bla bla bla, mas mostra um lado do mundo q eu n conhecia, pra mim me abriu novos horizontes sobre a India pesquisei e parei aqui nesse blog muito interessante mas massivamente voltado pra criticar a novela…

    Paulo Afonso respondeu:

    herika,

    Onde você viu crítica à novela? Só encontrei elogios.

    lu dias bh respondeu:

    Herika

    Em primeiro lugar, muito nos honra a sua presença no blog.

    Quanto à crítica à novela, não há nenhuma, até mesmo porque não a assisto.
    Estou focando apenas a Índia.
    Ao contrário, temos feito elogio Glória Perez por estar tratando de um assunto tabu: dalits
    O que prova a sua coragem, a sua raça, a sua inteligência e o seu talento.
    Ao contrário do que pensa, muitas pessoas estão assistindo à novela em função do interesse despertado pelos assuntos do blog.

    Sou humanista e estou aproveitando a deixa para levantar os problemas dos dalits.
    Inclusive a novela tem sido de suma importância para a ONG que trata da causa dos dalits.
    Glória Perez tem todo o nosso incentivo.
    Ela é brilhante e busca apenas temas humanitários.

    Se possível, leia os outros posts sobre o assunto (são 6).

    Agradeço o carinho de sua presença.
    Volte sempre,

    lu dias

  27. LOreNa disse:

    eu adorei esse site

    eu minha mãe e minha irmã queriamos saber o q se trata de um dalit, e a situação dele. então resouvi pesquisar e achei direitinho o q eu queria

    tenho pena dos dalit .pois todos nós somos iguais, e nenhum de nós não somos um intocovel isso para mim e rasismo !!!

    nó somos esatamente iguais !!!

    lu dias bh respondeu:

    Lorena,

    também penso como você.
    Isso começou como racismo.
    Leia os outros textos que escrevi e saberá mais sobre eles.
    E venha sempre ser o nosso blog.
    Será um prazer.

    Passe para os seus amigos o nosso endereço.

    Obrigada, minha lindinha, pela visita.

    Beijos,

    Lu Dias

  28. [...] leitores, ainda embasbacados com a descoberta dos dalits, voltam, surpresos, a sua atenção para as castas, uma vez que acreditam numa sociedade liberal, [...]

  29. Aline disse:

    Oi Lu,
    Por passar um tempinho sem entrar no blog, fiquei surpresa e muito feliz de saber como está movimentado por aqui. PARABENS!!!!
    Não estou acompanhando a novela, mas confesso que fiquei bastante curiosa sobre o assunto depois que li toda sua explanação.
    Um grande bjo.

  30. lu dias bh disse:

    Aline

    Já estava com saudades!
    Realmente peguei um tema bom para a discussão.
    O pessoal está muito interessado.
    Estamos sendo lidos até no Japão.
    Eu não consigo pegar novela, pois não tenho paciência.
    Mas gostei do tema abordado.
    Você deve ter lido os 6 posts.
    Vamos ficar formadas sobre a Índia.

    Beijos e não suma!

    lu

  31. Mariangela disse:

    Como uma pessoa nasce Dalit, ele é filho de mãe solteira, pobre, ou o que? o que sei é que eles são intocáveis!

  32. lu dias bh disse:

    Mariângela

    Há duas maneiras de ser um Dalit:

    1-Se a pessoa nasce dentro de uma família de Dalits.

    2- Se ela não segue as leis de sua casta, então é expulsa dessa, com todos os seus descendentes e, junto com sua família, transforma-se em um Dalit (ou pária, ou intocável).

    Obrigada pela sua visita.
    Continue acompanhando os outros textos que virão.
    Grande beijo!

    lu dias bh

  33. Prezada Lu, mando-lhe um comentário, não sobre a novela, porque não vejo novela desde Pantanal (que ainda assisto reprise), mas sobre palavras da Índia, esse país tão fascinante quanto desconhecido ou mal interpretado.

    Enviei esse comentário a Fátima Bernardes, mas não recebi resposta. É sobre a origem e significado da palavra Satyâgraha. Assim mesmo, acentuada. Fi-lo porque Bonner tinha dado uma explicação sobre o significado da palavra totalmente deturpado. Como conheço Fátima desde menina, achei que poderia contribuir de alguma forma para que se verificasse melhor o que significava realmente Satyâgraha.
    Aos 26 anos ganhei um livro chamado “Minha vida e minhas experiências com a verdade”, de Gandhi, editado pela Editora O Cruzeiro. É o único livro escrito por ele mesmo e termina onde ele diz que sua vida se tornara tão pública que dispensava explicações por escrito. Não é uma autobiografia, mas tão somente uma explicação do trajeto percorrido até ele se tornar o ativista e, paradoxalmente, o líder espiritual que se tornou. Infelizmente não é mais traduzido para o português.
    Na página 312 tem o capítulo cujo nome é: Nascimento do Satyâgraha, que envio “editádo” aos leitores de Alma Carioca.
    “… Mesmo em gujrate, nós nos servíamos da expresão inglesa “resistência passiva”, para designar esse princípio…Quando, no decurso de uma reunião pública de europeus, compreendi que as palavras “resistência passiva” tinham um sentido demasiado estreito; que elas eram empregadas para designar a arma dos fracos; que podiam caracterizar-se pelo ódio e que nada impedia que se traduzissem pela violência, não pude fazer outra coisa senão erguer-me contra essas declarações para explicar a verdadeira natureza do movimento indiano…Ofereci, então, um prêmio ao leitor do Indian Opinion que apresentasse a melhor sugestão. Afinal, foi Maganlâl Gandhi que forjou a palavra Sadâgraha (de sat – verdade, e âgraha – firmeza)… Mas, para clareza maior, mudei a palavra para Satyâgraha que, depois, tornou-se o vocábulo corrente em gujrate para designar nossa luta…”
    Ou seja, Prezada Lu: Satyâgraha, com acento no primeiro a, significa Apego à verdade. Quem segue essa filosofia de vida é um Satyâgrahi.
    Um abraço.
    Eliana
    pretado.

    lu dias bh respondeu:

    Eliane

    Sua resposta originou um novo post.
    Não deixe de ler.

    Beijos,

    lu

  34. lu dias bh disse:

    Eliana

    Que prazer receber o seu comentário.
    É tão significativo que daria um post.
    Prometo-lhe que vou pesquisar sobre o assunto.
    Para lhe dar uma resposta a contento.
    Aguarde!

    Um beijo em seu coração!
    Volte sempre,

    lu dias

  35. herika disse:

    BOM EU TENHO Q PEDIR DESCULPAS A LU PQ EU POSTEI AQUI AO INVÉS DE RESPONDER A AOUTRO BLOG Q LI… LI MUITAS COISAS SOBRE ESSE ASSUNTO E NA HORA DE RESPONDER ACABEI RESPONDENDO ERRADO, LI TODOS OS COMENTÁRIOS DESSE BLOG E PEÇO DESCULPAS A LU E A TODOS Q LERAM….

    lu dias bh respondeu:

    Herika

    Minha amiguinha, todos nós cometemos enganos.
    O que é prova de nossa humanidade.
    Não tem que pedir desculpas coisa nenhuma.
    Como castigo terá que continuar lendo os nossos artigos sobre a Índia.
    Será um prazer tê-la como nossa leitora.
    Grande beijo,

    lu dias

  36. Flávia Rodriguês disse:

    Ah vleoo muitoo ! Nossa vooc me ajudou bastantee ! (N) A próxima vez vê se vooc diga direito o que significaa Okey ?!

    Beeijos !!

    AH quando eu achar o significado eu publico aki okey

    lu dias bh respondeu:

    Flávia

    Não entendi o seu recado.
    O que você quer saber?
    Não consegui captar.

    Grande beijo,

    lu

  37. Raphael disse:

    Primeiro gosataria de parabenizar, a vc e ao moderador, nem sabia que este tipo de site existia.
    Informação é sempre a melhor forma de protesto, embora não seja com este intuito que o artigo fora publicado. Porém é inevitavel, principalmente ao assistir o segundo video postado.
    Acho que muitos compartilham esse sentimento de indignação.
    Agradeço

    lu dias bh respondeu:

    Raphael

    Há cerca de dois anos fiz um comentário sobre o assunto dos dalits em um blog, tamanha foi a minha indignação.

    Achei muito bom que a Glória Perez tenha pinçado esse assunto para a sua novela.
    Assim podemos levar informação para as pessoas, levando em conta a motivação despertada pela novela.
    Os nossos artigos são sim, uma forma de protesto.
    Acredite, eu nem pego novelas.
    Aproveito os temas.

    Foi um prazer receber o seu comentário.
    Continue conosco, pois vamos trazer outros temas sobre a Índia.

    Abraços,

    Lu Dias BH

  38. Jovimari disse:

    Lu,

    O vídeo da “limpeza da rua” é chocante!!!

    No livro Shantaram, que foi um dos melhores que li nos últimos 2 anos, tem-se uma ideia bem definida sobre os problemas da Índia.

    A pobreza, os cheiros, a falta de saneamento, a vida nas favelas, as diferenças, o povo amável e conformado…

    Tantas vidas aceitando o inaceitável…

    Beijo!

  39. lu dias bh disse:

    Jovimari

    Aquele vídeo foi postado pelo Paulo, para enriquecer o tema.
    Também fiquei horrorizada.
    Aquilo mais parece o Inferno de Dante.
    Não conheço esse livro.
    Passe para mim o nome do autor.

    Grande beijo,

    lu

    Paulo Afonso respondeu:

    Esses vídeos estão no YouTube há quase dois anos. Não conhecia. Achei que seria uma maneira de ilustrar bem o que o texto explica. Ninguém faz idéia, de fato, do que seja o trabalho sujo. Assistindo ao vídeo não resta qualquer dúvida. Ela trabalha descalça, pisando na imundície.

    lu dias bh respondeu:

    Paulo

    Mesmo eu, que há uma semana venho pesquisando o tema com afinco, sentim repulsa ao ver os vídeos.
    É um absurdo que seres humanos vivam assim!

    Lu

  40. Jordânia disse:

    Olá Lu Dias bh…
    Adorei a matéria, estou acompanhando a novela e estou adorando-a, mas o fato dos dalitis é muito impugnante!
    Gostaria de saber se há algo (tipo ritual) que os dalitis possam fazer para se tornar um Casta?

    Beijo

  41. lu dias bh disse:

    Jordânia

    É um grande prazer recebê-la em nosso blog.
    Sinta-se em casa.
    Não Jordânia, não há nenhum ritual, a não ser a morte, que possa retirá-los da condição em que se encontram.
    Leia A ORIGEM DAS CASTAS.

    Mas os dalits que mudaram de religião, ou que conseguem estudar, formaram uma ONg, para tentar mudar as coisas por lá.

    Como já disse, existem 4 principais castas.
    Mas além dessas existem mais de 3.000 sub-castas.
    E elas vivem numa extrema miséria.
    Em muito pouco diferem dos dalits.
    Até a sombra deles é tida como motivo de sujar uma pessoa ou ambiente.
    E olhe que o que a novela mostra, ainda é romantizado, foge um pouco da realidade que é muito dura.
    Antigamente os dalits tinham que usar guizos nos pés para avisarem que estavam aproximando, dando tempo para as pessoas saírem de perto.

    Só o que muda a situação dessa gente é o mundo (principalmente os países ricos de que a Índia depende) exigir que não mais continuem a viver assim, dando ouvido à ONg.

    Obrigada por sua visita.
    Volte sempre.
    Se tiver mais dúvidas, poderá me escrever. Se eu não souber, vou pesquisar.
    Pois já denuncio essa situação há mais de 3 anos.

    Grande beijo,

    lu

    Jordânia respondeu:

    Não, não tenho mais dúvidas.

    Obg por responder e a respoosta foi ótima

    bjo

    lu dias bh respondeu:

    Jordânia

    Continue conosco.
    Qualquer coisa, procure-me.

    Beijos,

    lu

  42. Jovimari disse:

    Lu,

    Aqui está a minha dica do livro:

    Shantaram
    Gregory David Roberts

    Shantaram é um romance baseado na vida do autor, Gregory David Roberts. Em 1978, por causa de seu vício em heroína, Roberts cometeu uma série de roubos e foi condenado a dezenove anos de prisão. Em julho de 1980, em plena luz do dia, ele conseguiu escapar pelo muro da frente da prisão de segurança máxima em Victoria, vindo a ser, nos próximos dez anos, o homem mais procurado da Austrália. Sua jornada levou-o a Nova Zelândia, Ásia, África e Europa, mas passou a maior parte do tempo em Bombaim – onde montou uma clínica de atendimento médico gratuito para moradores de favela e trabalhou como traficante de armas, falsificador, contrabandista e membro de um dos mais carismáticos ramos da máfia de Bombaim. Shantaram relata tudo isso e muito mais. É uma história épica e hipnótica de favelas super lotadas e hotéis de cinco estrelas, amores românticos e torturas em prisões, guerras entre facções de máfia e filmes de Bollywood, gurus espirituais e sangrentas batalhas. O enredo tece uma teia sem costuras de personagens inesquecíveis, aventuras extraordinárias e evocações magníficas da cultura indiana. Este livro notável pode ser lido como um grande e prolongado suspense, assim como uma meditação surpreendentemente bem escrita sobre a natureza do bem e do mal. Trata-se de uma história comovente de um homem foragido que perdeu tudo – lar, família e alma – e voltou a encontrar sua humanidade enquanto vivia no limite selvagem da experiência. Nenhum romance desta grandeza foi escrito antes e ninguém além de Greg Roberts poderia tê-lo escrito agora. Greg David Roberts nasceu em Melbourne e viveu na Índia, Nova Zelândia, Alemanha e Suíça. Ele fala quatro idiomas e viajou extensivamente pela Ásia, África e Europa. Atualmente, dedica-se inteiramente à carreira de autor e vive em Melbourne.

  43. lu dias bh disse:

    Jovi

    Obrigada.
    Achei tão interessante que vou sugerir ao Paulo como “dica de livro”
    Vou comprá-lo.
    Precisamos motivar nosso povo a ler.
    Beijos,

    lu

  44. Moacyr Praxedes disse:

    Lu

    Você, o Paulo Afonso e todos os colaboradores deste blog estão de parabéns com o sucesso dos posts sobre a Índia e, principalmente deste, que foi a abertura. Estão chegando quase na casa dos 5.000 conforme eu previa. Some todos e veja o número de visitas que o blog teve nessas duas semanas. Vocês merecerem, pela qualidade dos artigos que estão sendo postados. Vida longa para o Alma Carioca- Literatura. Parabéns a todos.
    Moacyr

    lu dias bh respondeu:

    Moá

    Realmente o nosso blog foi muito feliz ao ser um dos primeiros a trazer o assunto à luz, com objetividade, clareza e muita pesquisa.
    Agora já brotaram muitos.
    Mas o nosso blog continua no foco.
    Agradeço-lhe também, pelo trabalho feito junto a seus colegas.
    Ainda temos muito o que escrever.
    Obrigada pelo carinho e pela boa-vontade com que sempre me ajuda nas pesquisas.
    Beijos,

    lu

  45. Paulo Afonso disse:

    Obrigado, Moacyr. A Lu tem visão e escreveu sobre o assunto do momento. E o fez muito bem. Não o conheço, não conheço a Lu, mas devo parabenizá-lo pela grande mulher que o acompanha.

    lu dias bh respondeu:

    Paulo Afonso

    O sucesso não é meu, mas seu e de todos os colaboradores do blog.
    Apenas estava na hora certa, no lugar certo, com o tema certo.
    Nada mais que isso.
    E pode ter a mais absoluta certeza, que a minha motivação principal e fazer o blog conhecido.
    Estive no salão hoje, cortando o cabelo, e lá deixei o endereço do nosso blog.
    Como já disse:
    Sucesso só tem valor, quando repartido.
    Tanto o Moá quanto eu, somos pessoas simples.
    Somos aquele tipo que parece que a gente já conhece há dezenas de anos
    Somos pessoas extremamente simples, tenha a certeza disso.

    Beijos de nós dois,

    lu

  46. ROSA MEL disse:

    É amigos, é a mais pura realidade, nua e crua!!!
    Parabéns Luzinha pelo tema abordado, mas tu viste que mesmo pertencendo a casta a mulher é muito humilhada?

    Estou deixando aqui um pouco do que já li, se tu achares incoveniente, numa boa pode deletar.

    Eu creio que que já desencarnei e não sei, porque este tipo de coisa está me atingindo em cheio…que coisa horrorosa…

    QUEM SÃO OS DALITS ???
    Poucas pessoas no mundo tem experimentado um nível de abuso e pobreza como os 300 milhões de Dalits ou “intocáveis” da Índia.

    Por 3.000 anos eles tem vivido num ciclo de discrimação e desespero sem esperança de escape. Para os Dalits, dor e sofrimento são parte da vida. Eles estão presos a um sistema de castas que nega a eles adequada educação, água potável, empregos com decente pagamento e o direito à terra ou à casa própria. A cada duas horas Dalits são assaltados e duas casas de Dalits são queimadas. A cada dia, dois Dalits são assassinados. Discriminados e oprimidos, Dalits são freqüentemente vítimas de violentos crimes. Em 15 de Outubro no Estado de Haryana, cinco jovens Dalits foram linchados por uma multidão por tirarem a pele de uma vaca morta, da qual eles tinham legal direito para fazer. A Polícia, segundo consta, ficou parada sem nada fazer e permitiu que a violência continuasse. Em 1999, vinte e três trabalhadores agrícolas Dalits (incluindo mulheres e crianças) foram assassinados por seguranças particulares de um fazendeiro de alta-casta. O crime deles? Ouvir a um partido político local com considerações que ameaçavam o domínio do fazendeiro sobre Dalits locais como mão de obra barata.

    Embora leis contra a descriminação de castas tenham sido aprovadas, a discriminação continua e pouco é feito para processar os acusados. Em anos recentes, porém, tem havido um crescente desejo por liberdade entre os Dalits e castas baixas hindus. Líderes como Ram Raj tem vindo a frente exigindo justiça e liberdade da escravidão das castas e da perseguição. Uma detalhada “Carta dos Direitos Humanos dos Dalits” foi redigida com apelos para a Comunidade Internacional e para a ONU, na esperança que isto colocaria um pressão possitiva sobre o Governo Indiano. Mas pouco tem mudado – até recentemente.

    Em Outubro de 2001, líderes Dalits se encontram com 740 líderes cristãos na Índia em uma histórica reunião. Pela graça de Deus, os líderes Dalits reconheceram que a verdadeira esperança e liberdade para seu povo não será encontrada numa revolução social, mas em uma nova crença. Eles concordaram em permitir que as pessoas sigam a Cristo, se estas pessoas decidirem por isso. Os líderes cristãos, em troca, se comprometeram ajudar esse movimento em massa, apesar dos riscos envolvidos.

    Originalmente, alguns anos atrás, o líder Dalit (especificamente Ram Raj e outros) tinham se encontrado com certos cristãos na Índia que tinham recusado aceitar este esmagador número de pessoas em suas igrejas. Desencorajado, os líderes Dalits, como o líder Dr. Ambedkar então se converteram ao Budismo. Pela graça de Deus, a porta está agora aberta para milhões experimentarem esperança e verdadeira liberdade através de nosso Senhor.

    Fatos sobre os Dalits:

    • A cada dia, três mulheres Dalits são estrupadas

    • Crianças Dalits são freqüentemente forçadas a sentarem de costas nas suas salas de aula, ou mesmo fora da sala;

    • A cada hora, duas casas de Dalits são queimadas;

    • A maioria das pessoas das castas altas evitarão terem Dalits preparando a sua comida, por medo de se tornarem imundos;

    • A cada hora, dois Dalits são assaltados.

    • Em muitas partes da Índia, Dalits não são permitidos entrar nos templos e outros lugares religiosos;• 66% são analfabetos;

    • A taxa de mortalidade infantil é perto de 10%;

    • A 70% são negado o direito de adorarem em templos locais;

    • 57% das crianças Dalits abaixo da idade de quarto anos estão muito abaixo do peso;

    • 300 milhões de Dalits vivem em Índia;

    • 60 milhões de Dalits são explorados através do trabalho forçado;

    • A maioria dos Dalits são proibidos de beber da mesma água que os de castas mais altas.

    300 milhões de Dalits estão escravizados e sem esperança debaixo do julgo do hinduísmo.
    Você pode fazer alguma coisa quanto a isto!
    COMECE ORANDO!

    “QUANTO AS LÁGRIMAS DERRAMADAS SÃO POUCAS PARA LAVAR A SUJEIRA DO MUNDO….QUIÇÁ DA ÍNDIA.”

    Parabéns Lú…parabéns Paulo e a todos os que estão nesta luta cerrada contra as loucuras dos povos…..
    beijos meus….
    Mel

    lu dias bh respondeu:

    Mel

    Já estava com saudades de seus comentários.

    A situação dos dalits e das subcastas (mais de 3.000) são apavorantes.
    O seu comentário veio enriquecer os meus textos.
    Assim os leitores verão que tudo é realidade e não ficção.
    Gosto muito de quando complementam e enriquecem os meus comentários.
    E não suma, doce mel.

    Beijos,

    lu

  47. Paulo Afonso disse:

    Transcrição de comentário recebido de Vânia de Albuquerque:

    Meu comentario não é sobre os mangliks. Estou colocando-o aqui porque não achei como fazê-lo no texto sobre os dalits. Enfim, queria apenas pontuar que a loucura de Hitler estribou-se no hinduísmo, inclusive usando a suástica.Me pergunto por que nunca encontramos isto explicitado em nenhum lugar – talvez por isso o sistema de castas ainda continue tão forte na India. O Holocausto concentrou todo o horror não deixando espaço para a denúncia dos horrores anteriores e posteriores´perpetrados aos “filhos da poeira”.Seria muito útil abordar essa questão que tem mais ramificações do que podemos supor…

  48. Afonso disse:

    Dalit pra mim são os politicos que não fazem nada, que ganham as custas do sacrificio humano.
    Esses sim são a vergonha de um povo que trabalha e leva o pais nas costas.
    Quanto a novela, duvido que editem realmente o que é a Índia.
    Sujeira, a mulher não vale um tostão furado, escravos, entre coisas piores .
    Brasília está cheio de dalits.

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