Não te darei trela, amor confuso,
Solo de aluvião, solo úmido
Chão que encharca a cor do coração
Não te darei cela, nem mesmo tentes,
Procure outro alguém, mostre-lhe os dentes
E sirva-se deste amor preguiça
Fraqueza, cipó, areia movediça
Que brigam para ter a conclusão
Não fiques a rondar meus pensamentos
Hoje me disponho a andar com os tolos
Esses que aplaudem o sol poente
Rimam vendo a vida diferente
Líricos, com o corpo na emoção
Se trombar comigo não te preocupes
Já não me convences, nem iludes
Largar de ser bobo e vá ser são !
“Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
-Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.”
(Poética - Manuel Bandeira)
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3 de dezembro de 2008 at 17:49
Nina e Vera,
Este poema de vocês me lembrou escritos do Wilde. Muito bom. Bjos. Ana
[Resposta]
3 de dezembro de 2008 at 19:57
Ana Lucia,
Oba! Mas menos. menos…
Adoramos todos o Oscar Wilde, né não?
Beijos poéticos e obrigada pelo sempre carinho, alma bonita de Icaraí!
Nina.
[Resposta]