Escolhas – Júlio César Anselmo de Castro

Por Júlio César Anselmo de Castro, 1 de setembro de 2010 15:28

A vida é uma grande sucessão de escolhas. Como seria nosso presente se em algum lugar do passado, ao invés de virar à direita tivéssemos tomado o caminho contrário? Onde estaríamos hoje se não fôssemos filhos dos pais que temos? Que rumo teria a existência de cada um de nós se não pudéssemos ter nascido brasileiros? Essa pergunta me persegue há muito tempo, ela me faz pensar muito mais antes de tomar qualquer decisão, antes de responder a alguma agressão. As atitudes, pequenas ou não têm conseqüências que podem ser desastrosas. O meio em que se vive de certa forma influencia nosso comportamento e tem papel fundamental na formação do nosso caráter, se sou tratado com violência, aprendo a reagir sempre do mesmo modo, se me tratam com carinho e respeito aprendo que é assim que devo tratar a todos com quem convivo. Esta passagem tão curta por este plano existencial deve ser voltada para a evolução, tanto pessoal quanto do grupo. Entender, perdoar, ouvir, respeitar, aceitar devem ser verbos obrigatórios de se conjugar todos os dias, devem ser requisitos básicos de nosso dia a dia desde o amanhecer até o instante em que voltamos ao nosso leito de descanso, depois da batalha contínua pela sobrevivência. Se pudermos melhorar o convívio com as pessoas, sejam parentes, amigos, colegas de trabalho ou mesmo aquele estranho que se aproxima de nós, com certeza o nosso estágio evolutivo será mais completo e fundamentalmente mais recompensador. Existe uma alegria que só podemos desfrutar que somente conseguimos sentir quando fazemos o bem aos outros, quando melhoramos o humor dos outros, quando levantamos a autoestima dos outros, quando proporcionamos o mínimo de felicidade aos que precisam estar ao nosso lado. Além de tudo que damos àqueles que se encontram ao nosso redor, podemos receber e desfrutar da satisfação de sermos sempre bem recebidos, convidados a estar com todos, citados em conversas mesmo quando ausentes. Não podemos esquecer de forma alguma que sempre seremos lembrados, então que esta lembrança seja de coisas boas, que seja de um comportamento exemplar, que seja de maneira carinhosa. Não tenho medo da morte, nunca tive mas fico apavorado só pensar que posso ser esquecido.

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Lionel Richie

Por Paulo Afonso, 31 de agosto de 2010 19:00

Fim de noite

All Night Long

Say you, say me

Hello

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Três enfoques – três cenas – Ana Lucia Timotheo da Costa

Por Ana Lucia Timotheo da Costa, 31 de agosto de 2010 18:46

Sol da tarde. Canteiro central que divide duas pistas de muito movimento. Dentro dele há um homem dormindo. Embriagado? Desiludido? Esperanças distantes? Isento ao barulho da rua lá está ele entregue, inerte. Foge da vida, como bem disse um dia Lowen.

Adiante um casal de cócoras, do lado de fora de um pequeno buraco, debaixo do viaduto. Conversam. Não há porta – apenas a indicação da entrada. Imagino que só há espaço para que andem semi-agachados. Devem usar o buraco para passarem a noite. Parecem ratos.

Percebo, à altura dos olhos, nos pilares dos viadutos, os escritos do ‘profeta’ Gentileza – Jesssuss, bonddadde, amorrr, pazz, alegrriia…

Tenho a cabeça confusa. Busco o porquê de tanto contraste. Carros tantos e caros, no meio daquelas cenas que me levam a questionar as diferenças. O desequilíbrio que grita sem que muitos o percebam. São insensíveis ou dissimulados?

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Trabalho com alegria – Edgard Santos

Por Edgard Santos, 31 de agosto de 2010 16:25

TRABALHO COM ALEGRIA RECOMPENSA EM DOBRO

Ele sorri porque é rico ou ele é rico porque sorri?

Eis uma questão que merece reflexão. Menciono Silvio Santos como um exemplo mais representativo desta verdade. Está cientificamente provado o valor terapêutico, rejuvenescedor e curativo do sorriso constante e natural e ele é prova cabal e irrefutável. Sua vida é um mar de realizações e vitórias. Faz do sorriso a sua marca, seu padrão de qualidade. No entanto, quantos Silvio Santos conhecemos? Muito poucos, infelizmente. Isto mostra a carência no mundo da alegria e do amor. Refletida nas guerras e no desentendimento. Carrancas e mau humor não trazem nenhuma vantagem, o que é ruim; e insistir nesta máscara é piorar o destino. Por outro lado, a alegria ameniza o estresse do trabalho, atrai mais clientes à loja e cria um ambiente harmonioso. Não é o aumento da clientela que faz sorrir os funcionários e o patrão, mas o contrário, como também não é o aumento do salário que faz sorrir o funcionário, que assim trabalha melhor, mas o contrário. Este comportamento, saindo do ambiente profissional para a vida lá fora é que vai mudar o mundo.

Ajudar com dinheiro é fazer em grande escala a obra de melhoria. É ensinar tudo sobre pescaria. Preparar o anzol que é a vontade, adaptá-lo com as melhores iscas que são os pensamentos corretos e lançá-lo no meio propício a fartas colheitas o que só é possível graças a busca cujo maior auxílio é a oração. Orar é emitir palavras. Muito mais do que isso, é emitir som e, muito mais ainda, é mover os lábios e proferir o desejo ou a gratidão. É enfim uma vibração possante e capaz de vivificar o universo e transformar destinos. Quantos desejos possuímos no fundo do peito que finalmente não passam disso: desejos. Desejar não é conseguir, mas quando abrimos os olhos da alma e, com gratidão, vivemos o aqui e o agora, dando o máximo, podemos esperar o máximo também, pois tudo na vida é reciprocidade . Não nascem rosas em pés de cactos nem limões azedos em pés de laranja adocicada. Creio que ensinar e treinar com eficiência é colocar na frente o amor e os elogios, pois que fazem crescer a quem quer crescer. Educar é, pois, dentro deste contexto, ensinar a pescar.

SAÚDE, UM DOM NATURAL

Estar bem consigo mesmo, não apenas na aparência, é o conceito geral de saúde. Ausência de sintomas não é garantia de saúde verdadeira; uma energia ilimitada, vontade de correr, pular e dar cambalhotas é sinônimo de saúde. Simples assim. Estamos cercados por coisas que nos fazem adoecer. É preciso uma mente forte para não se deixar sugestionar por tais insinuações. A impressão que fica é de que a sociedade e a mídia impõem limites a nossa própria saúde. Elas dizem quando, de que, e porque temos que ficar doentes. A prova está nas campanhas negativas sobre doenças e nas propagandas de remédios. Convençamo-nos de que não deve ser e que não é assim. O homem é saudável por natureza posto que é filho de Deus, perfeito, e não nasceu doente, salvo raras exceções. Olhando por este prisma é natur al que não adoeça e viva a sua existência eternamente saudável.

A ESCOLHA DA PROFISSÃO

Muitos se encontram agarrados a tarefas árduas, executando-as sem o mínimo gosto porque, dizem, precisam disto para sobreviver e não encontram outro tipo de trabalho. Na verdade, não existem trabalhos indignos quando têm por objetivo beneficiar a sociedade da qual fazemos parte e todos servem ao nosso aprimoramento. No entanto, há aqueles que nos deixam felizes ao executá-los por atenderem a uma vocação que parte do fundo da alma. Encontrar esta vocação, este ideal, é a meta primordial do ser humano. Esta procura não deve envolver em primeiro plano o interesse por ganhos materiais elevados. O equívoco na escolha da profissão tem sido a causa de muitos fracassos. Ao optar por atividades que estão na moda, propaladas por promotores de concursos ou de cursinhos onerosos e concorridos pode o candidato estar se ndo levado por uma grande ilusão de mercado que pode acabar desviando-o do seu verdadeiro ideal.

ENCONTRANDO A VOCAÇÃO

A dúvida quanto ao que ser na vida é bastante comum entre os que estão se preparando para o mercado de trabalho. São numerosas as opções e ainda há a influência das partes interessadas em lucrar com a demanda de áreas que estão em evidência e acabam supervalorizadas.

Do ponto de vista da vocação é fundamental uma análise das carreiras oferecidas, que, obviamente são lucrativas, do contrário não estariam em evidência, mas uma auto avaliação quanto a predisposição, o gosto e a habilidade natural em relação a tais ofertas. As opções são muitas, porém precisa o interessado possuir condições de escolher a carreira e não permitir que esta o escolha, se não quiser ser mais um com o diploma na mão e exercendo atividade completamente distinta daquele que lhe custou muito tempo e muito dinheiro. Para que isto não ocorra, uma busca se faz presente, mas no interior de si mesmo, e não fora.

COMO CONHECER O DOM QUE NOS FOI DADO POR DEUS

Todas as pessoas, sem exceção, são dotadas de um talento especial que precisa ser escavado e descoberto. Mesmo possuindo habilidade em várias áreas, há uma em que nos sobressaímos mais do que as outras pessoas e que poucos sabem fazer tão bem como nós; é esta que está aguardando dentro de nós para ser desenvolvida e foi Deus quem ali a colocou. Como Deus se encontra também em nosso interior, se recorrermos a Ele em prece silenciosa, não custaremos a descobrir o verdadeiro dom que Ele nos outorgou. Recorrer a testes vocacionais com psicólogos pode trazer bons resultados, mas, nada mais seguro do que Aquele que nos criou ditar-nos o que é melhor para as nossas vidas. Quando queremos recorrer exclusivamente a auxílios materiais para todo tipo de situações e esquecemo-nos de Deus é que surgem as dúvidas e os atropelos.

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Um bafejo de vida – LuDiasBH

Por LuDiasBH, 31 de agosto de 2010 0:09

Grande parte do território brasileiro sucumbe à seca. A chuva partiu para outras terras, deixando-nos com os olhos permanentemente no horizonte à sua procura. Peçamos aos céus que nos presenteiem com fartas chuvaradas, para lavar a nossa alma e molhar o nosso chão.

A terra cheia de sulcos mostra suas artérias.
As cores em derredor são débeis e queimadas
Como vasilhames de cerâmica, já bem gastos.
As árvores despem-se das folhagens delicadas.

As palmeiras são resistentes ao abrasamento,
Desfraldam ao longe suas velas rotas e mortiças,
Tremulando, como se fossem quebradiços navios
Á deriva num mar de tristeza e esquivança.

O ar envolve a terra macilenta e esfogueada,
Tremeluzindo e ondeando em lençóis de calor,
O tapete transparente de plástico ressequido,
Por onde desfilam tristes miragens incolores.

Contudo, o céu permanece extremamente belo.
Seu azul de metileno borrifa morros e planícies,
Anila a terra abrasada pelo escaldo da tarde,
Como se quisesse lhe fazer doces carícias.

Nos fiapos de capim pardo animais buscam comida,
Com as costelas à mostra, piedosamente resignados.
Vixe Maria! No horizonte não há um sopro de chuva,
E na terra agonizante só existe um bafejo de vida.

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Terry Winter – Summer Holiday

Por Paulo Afonso, 30 de agosto de 2010 19:14

Fim de noite

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Relíquias do Beato Padre Eustáquio em Poá, Romaria e Belo Horizonte

Por Terezinha Pereira, 30 de agosto de 2010 12:09

por Terezinha Pereira

Padre EustaquioDesde que veio da Holanda para o Brasil, Pe. Eustáquio recebeu o respeito e a consideração das pessoas com as quais conviveu. “Saúde e paz” era o seu lema. A partir de sua morte, em 1943, Pe. Eustáquio passou a receber em Belo Horizonte, a veneração de milhares de devotos que partem dos mais diversos pontos do país. A ele são atribuídos diversos milagres e curas.

Quando Pe. Eustáquio era vigário em Belo Horizonte, Juscelino Kubstichek exercia a função de prefeito da cidade e pôde acompanhar de perto sua obra de fé e dedicação aos menos favorecidos e a todos que o visitavam. Por essa razão, JK e sua esposa dona Sara acabaram se tornando devotos de Pe. Eustáquio e dele teriam recebido graças. Esses fatos foram lembrados na mini-série JK, exibida pela televisão em 2006, tendo Pe. Eustáquio sido representado pelo ator Gilberto Marmoros.

Para agosto deste ano, quarto ano da beatificação de PE. Eustáquio, foram preparadas diversas celebrações para homenageá-lo, tanto em Belo Horizonte como em outras cidades onde viveu.

Amigos e familiares de PE. Eustáquio, em companhia do padre Alfred Bell, de Roma, postulador geral do processo de beatificação, virão da Holanda para participar das festividades e entregar oficialmente à congregação franciscana no Brasil algumas relíquias que pertenceram a ele. Serão doadas relíquias às paróquias de Romaria, Minas Gerais e de Poá, em São Paulo, algumas das cidades o beato trabalhou. Outras relíquias serão entregues a Padre Vinícius Maciel, Superior da Congregação Franciscana no Brasil, em Belo Horizonte.

Na cidade de Poá, em 30 de agosto, será inaugurado o Museu Padre Eustáquio, num antigo casarão construído por Pe Eustáquio, na Paróquia N. Sra. De Lourdes.

Em Romaria, será inaugurado um memorial, que tem o objetivo de resgatar a vida e a obra de Padre Eustáquio.

Em Belo Horizonte, na paróquia dos Sagrados Corações, Igreja de Pe. Eustáquio, a visitação ao túmulo do beato estará aberta durante todo o dia e haverá celebração de missa de duas em duas horas. Uma cerimônia especial será realizada às 20h, pelo arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Azevedo. No dia 31 de agosto, a família de Padre Eustáquio recebe o Diploma de Honra ao Mérito “In Memoriam”, na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

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