dez 03

Estamos todos penalizados com a situação do Estado de Santa Catarina, bem como de outras cidades do Brasil onde as águas têm feito vítimas e dado prejuízos. A vontade era de pegar a primeira condução e ir ajudar, mas não sendo possível, fazemos um pouco que seja por aqui mesmo.
Sempre me contaram e sempre ouvi falar de que o poeta aparece para falar pela multidão, para exprimir o sentimento quando é difícil fazê-lo, para ser um instrumento da solidariedade manifestada por escrito. E desta vez não foi diferente. De tudo que li o que mais me comoveu foi um texto, infelizmente sem autoria, chamado Começar de Novo. A informação é de que ele foi escrito quando de uma grande enchente na Argentina, que fez muitas e muitas vítimas. E um morador catarinense, atingido, fez do texto a tradução de seu sentimento:

Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa laje
Eu tinha rejeição por quem era da capital
Até que me deram abrigo e alimento
Eu tinha aversão a judeus
Até darem remédios aos meus filhos
Eu adorava exibir minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com hipotermia
Eu escolhia cuidadosamente a minha comida
Até que tive fome
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava os idosos
Até participar dos resgates
Eu não sabia cozinhar
Até ver na minha frente arroz e crianças com fome
Eu achava minha casa melhor de todas
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar seres anônimos
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até centenas deles me estenderem as mãos solidárias
Eu tinha segurança absoluta do meu futuro
Agora nem tanto
Eu vivia numa comunidade com uma classe política
Agora espero que a correnteza a tenha levado
Eu não lembrava o nome de quase ninguém
Agora guardo cada um no coração
Eu não tinha boa memória
Talvez por isso não me lembre de todo mundo
Mas terei o que me resta da vida para agradecer
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol
Não faz mais tanto frio
Graças a Deus
Vamos começar de novo.

Feliz de quem pode recomeçar e de quem não perdeu a esperança. Que a tragédia faça com que o solo seja respeitado bem mais do que a especulação imobiliária.
Se não tiramos uma lição do sofrimento ele se torna inútil e muito pior.

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dez 03

Sinto que meu amor por você
É coisa nova para mim
Beira as portas da Paixão
Cegueira
Perda dos sentidos
Do raciocínio lógico
Da razão
Quando me encontro com o ciume
Percebo, o quanto tenho a aprender
como fico confusa
Irada, num bom sentido
Sem chão
Beirando a loucura
Das palavras soltas, loucas
Desconexas
Sem prumo
Aprisionadas em minha boca
Minando o meu corpo
Envenenando minha mente
Adoecendo minha alma
Entristecendo meu olhar
Gestos e ações
Sinto que este amor
Me elevará a sabedoria
Ou as portas da loucura
VOCÊ
Que não se sabe amada
Por alguém sem limites
capaz de sangrar a si mesmo
Por um sorriso
Doar-se em vida
SIM
Sou um alguém de extremos
Alguém simples
Cujo a ambição
É ter seus carinhos
Sua admiração
Seu respeito, compreensão
Um alguém
Que quando pensa em seu sorriso
Te desnuda
E se sente estremecer de paixão
Alguém que ao fechar os olhos
Sente o seu cheiro
Perfume de sua pele, nua
O calor de seu corpo
Sua boca
A maciez de sua carne
Ao toque de minhas mãos
fecho os olhos
E sinto
O cheiro de desejo
Seu sexo
Seu gemido ao pé do ouvido
SIM
Sou ousada
Capaz de transgredir conceitos tolos
Sou alguém feliz
Por te amar na cama
Mais feliz ainda
Por poder rolar com você pelo chão
Adoraria trepar com você
Numa árvore
Numa barraca de camping
Num hotel
Na areia da praia
Em baixo das estrelas
Virada literalmente para lua
Hum
O que eu faria
Se me faltasse a imaginação
Talvez
E só talvez
perde-se o tesão

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dez 02

Nossa amiga e colaboradora Lu Dias pede para avisar aos amigos leitores que ficará ausente do blog por alguns dias. Ontem à noite recebi este email:

“Acontece que estou trabalhando na Cruz Vermelha. Tivemos uma resposta fora do comum na capital em relação às doações. Mas é muita coisa mesmo. Acabei de chegar agora e num cansaço feio. Mal dou conta de teclar. Se alguem perguntar por mim, diga que estou com o tempo todo tomado, mas que voltarei assim que puder.

Um grande beijo,
LU”

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dez 02

Nunca foi chegada ao batente.
Terceirizou a maternagem.
Como esposa passou longe da
dedicação e carinho.
Adora fofoca alheia.
Telefone é artigo de primeira.
Casa sempre abastecida.
Conta polpuda.
Tem sempre companhia.
Não tem insônias.
Nem mazelas.
É capaz de fazer uma visita
e preferir folhear uma revista.
Que mulher é esta
que me tira do sério
e me acorda o lobo?
Que me confunde os valores
e me aperreia os dias?
Sei que o feminino
há de entender muito
mais o que eu digo.

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dez 02

Então é NATAL! Natal de otimismo, e não de consumismo;
Então é NATAL! Natal de emoção, e não de corrupção;
Então é NATAL! Natal de um mito, e não de um conflito;
Então é NATAL! Natal da vitória, e não da discórdia;
Então é NATAL! Natal da felicidade, e não da contrariedade;
Então é NATAL! Natal de um tempo, e não de um tormento;
Então é NATAL! Natal de valorização, e não de persuasão;
Então é NATAL! Natal de glórias, e não de falsas memórias;
Então é NATAL! Natal da criação, e não da perdição;
Então é NATAL! Natal da paixão, e não da destruição;
Então é NATAL! Natal da solidariedade, e não da vaidade;
Então é NATAL! Natal de afinidades, e não de contrariedades;
Então é NATAL! Natal de alegrias, e não de folias vazias;
Então é NATAL! Natal de bondades, e não de perversidades;
Então é NATAL! Natal de paz, e não de destruição daquilo que se faz;
Então é NATAL! Natal do nascimento, e não do esquecimento;
Então é NATAL! Natal de merecer, e não de se engrandecer;
Então é NATAL! Natal do milagre, e não do massacre;
Então é NATAL! Natal da coragem, e não da miragem;
Então é NATAL! Natal do conserto, e não do tropeço;
Então é NATAL! Natal do amor, e não do rancor;
Então é NATAL! Natal de um menino ser, e não do poder;
Então é NATAL! Natal da justiça, e não da preguiça;
Então é NATAL! Natal de fantasias, e não de nostalgias;
Então é NATAL! Natal de uma flor, e não de uma dor;
Então é NATAL! Natal de uma nova esperança, e não de uma falsa festança;
Então é NATAL! Natal de harmonia, e não de agonia;
Então é NATAL! Natal da doação, e não da escravidão;
Então é NATAL! Natal da sobriedade, e não da inverdade;
Então é NATAL! E que esses nossos sonhos sempre vivos, são a esperança para um amanhã de justiça e paz cada vez mais próximos.

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publicado por Ailton Ferreira \\ tags:

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dez 02

PERDOAR é amar e estar,
É conquistar e glorificar!
PERDOAR é ver o próximo com gosto,
É estar próximo daquele que amo!
PERDOAR é deixar livre para aquele que vive,
É a bondade com liberdade!
PERDOAR é aceitar e deixar contar,
É acompanhar sem nada reclamar!
PERDOAR é crescer sem esmorecer,
É ser grande na humildade com verdade!
PERDOAR é ser para não morrer,
É dar para nada se apagar!
PERDOAR é ouvir para se redimir,
É sonhar para se calar!
PERDOAR é esquecer para de novo não acontecer,
É sinceridade com liberdade!
PERDOAR é paciência e consciência,
É convivência com decência!
PERDOAR é se dar e não tomar,
É doar para se alegrar!
PERDOAR é grandeza com realeza,
É esperar o dia raiar!
PERDOAR é fazer o Sol brilhar,
E a Lua ele iluminar!
PERDOAR são as estrelas em cada coração,
Para o amor brotar em cada ação!
PERDOAR são respostas a cada momento,
E que nos faz feliz em cada movimento!
PERDOAR é fantasiar para a amada se extasiar,
É sonhar com ela para a vida continuar!
PERDOAR é a sensibilidade da mente,
É a razão deixar ir em frente!
PERDOAR é se aproximar,
Para com Deus junto estar!
PERDOAR é perceber que junto a ti tem um Ser,
Que nunca te deixa morrer!
Que neste novo ano perdoemos e perdoemos infinitamente,
Para que a Graça de Deus esteja sempre com a gente!

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dez 02

1
O velho estaciona o carro e, como se medisse o gesto, devagar saltando, fecha a porta e adentra no bar.
Sentado no tamborete, o rapaz fitando-o, indaga:
- Tudo certo, seu Gilson?
Sentando no tamborete defronte, o idoso responde:
- Tá, tudo bem.
Silenciam. O rapaz prende a atenção à rua, que, ante o início da noite, diminui o cruzar de veículos e pedestres.
Na calçada oposta, a luz do poste está mais fraca.
- Aquela lâmpada vai logo se queimar.
- É, também já notei, seu Gilson. Mas… o senhor não vai querer nada?
Sorrindo, o homem graceja:
- Se quero? Claro que quero, Romeu. Você já me viu chegar e não beber? Não, deixe, que eu mesmo pego a cerveja.
Levanta-se e sempre devagar, retira a garrafa do freezer ao lado. Depois, retirando o copo da bandeja à lateral, retrocede ao balcão, onde bebe.
Seu Gilson não quer mais pensar. Há quantos dias, noites, reflete? A falta de apetite, a perda de peso, o nervosismo que o acomete de súbito…Com sua mãe também foi assim. Teme que a doença seja a mesma que por medo, deixou de fumar, que, até o nome não pronuncia…
- Outra cerveja?
Desperta com a indagação:
- Quero, quero.
Coxeando da perna esquerda, o rapaz então se aproxima. Como se não lhe percebesse o defeito, o velho, com nobreza, foge a vista.
No poste, a iluminação pisca, pisca. Morrendo.
Estendendo o braço, Romeu liga o som, na prateleira vizinha.
A música irrita o freguês:
- Tem consciência, Romeu: baixa isso!
Atendendo-o, o rapaz retrocede ao tamborete. E mais uma vez põem-se calados.
Um menino passa na calçada e grita, em provocação:
- Acorda, Romeu!
- Vai te lascar, “dorme-sujo!”.
Gozando a irritação causada, o menino sorrindo, distancia-se.
O sensato lhe será consultar um médico, tirar essa dúvida, encarar a realidade. Talvez tudo não passe de sua imaginação. Não se encontre doente, esteja - como sempre - apenas imaginoso, pessimista.
Ligeiro bebe, enquanto Romeu cabeceia, cochilando.

2
Ela vence a escadaria que liga o morro à avenida. É alta, esguia, loura. Em calças compridas vermelhas, blusa branca e sobraçando a pasta colegial, move-se com graciosa pressa.
Na mercearia de Elias, o negro percebe-a:
- Lá vai a “Xuxinha” estudar.
Aí, Elias, que é gordo e vermelho, sorrindo, com ironia:
- É. As meninas desse lugar são bastante estudiosas…
O freguês se faz de desentendido:
- Por quê o senhor diz isso?
O comerciante então se afastando a fim de despachar o menino que se avizinha do balcão:
-Ô Negrão: isso de estudar é pra tapear, elas vão é paquerar, e depois pra os motéis.
O outro após soltar a risada dobrada:
- Eita, língua ferina da peste!
Elias, sorrindo:
- Que vai querer, esse menino?
- Um pacote de café e um de arroz.
No fim da rua, a figura loura desaparece ao dobrar a esquina.
Pensativo, o negro estende os olhos ao morro defronte. Nas casas construídas através de invasões, e envoltas nas trevas da noite, com a luminosidade das lâmpadas se destacando, enchendo o mundo de uma poesia tristonha. Quantos dramas ocorrem agora naquelas casinhas? Em qual dessas, mora a lourinha que há pouco desceu a escadaria longa e estreita? Ah, quantos contrastes, mistérios! Contudo, talvez esteja nisso a razão de se valorizar a vida. Sim, porque todos nós temos uma cruz… E, quantos não a suportam?
- Vai outra dose, moreno?
- Mas, é claro!

3
Passando defronte ao bar, ela desperta a atenção do velho, que comenta:
- Vê que lourinha gostosa!
Romeu então a seguindo com os olhos:
- É a nossa “Xuxinha” do bairro.
O idoso:
- E vai estudar nessa hora?
Romeu sorrindo, com malícia:
- “Me engana, que eu gosto…” Vai é “transar” por aí.
- Lamentável.
Diz baixinho, o velho. Ainda uma adolescente e prostituindo-se. Provavelmente, a pobreza seja a maior responsável. O pai recebendo uma “mixaria”, ou mesmo, desempregado. A mãe submissa, preocupada em administrar a despesa, cuidar dos filhos. A mocinha bonita, sonhadora, vendo novelas, os exemplos de filmes, ouvindo conversa de amigas experientes. O namorado explorando-lhe carícias. O meio no qual vive… Humana, acaba se prostituindo. Mas, assim é a vida, o mundo. O quê ele pode fazer? Se até mesmo teme a provável doença que começa a pressentir, que devagarinho domina-o…
Agita a cabeça, como se desejasse não mais pensar e querendo se limitar ao presente:
- Outra dose, bem reforçada, Romeu.
O rapaz ergue-se e, sorrindo:
- O senhor hoje está inspirado.
Aí, com dificuldade, puxando a perna, dirige-se à prateleira.
Na calçada defronte, a luz pisca, morrendo.
- A lâmpada pifou, Romeu.
- Problema dela.
A sensação boa da embriaguês domina o velho. E ele não mais pensa na doença temível, no futuro negro. Mas, será mesmo? Sim, está decidido: procurará o médico.
A rua torna-se mais escura sem a iluminação do poste. Apenas um ou outro pedestre é visto, quando banhado pelos faróis de um carro.
- Escuridão danada!
- Pois é, seu Gilson. Assim escuro, com tantos assaltos… O melhor é mesmo se ficar em casa, se fica mais protegido. Tranqüilo.
Quando não se tem em que pensar… Conclui intimamente, o velho. Bebe. Depois, com a voz mais grossa, embriagado deixará o bar, para retornar na noite seguinte, como se mantivesse um ritual, dolorosa fuga às reflexões.
Então, com os olhos sonolentos, Romeu o seguirá e, de repente, sentirá uma coisa… Enquanto sua perna doente treme, nervosa.

4
Ali está o carro azul-escuro, com os vidros “fumê” meio descidos.
O motorista envelhecido, gordo, espera-a.
Apressa-se. Hoje, irão ao bar à orla da praia. Ao som do piano, comerão lagostas, com vinho branco, importado.
Nesses instantes, o homem lhe será gentil. Bem vestido, com o jeitão de rico industrial, causará boa impressão aos freqüentadeores do recinto luxuoso. Também se sabendo analisada, ela sorrirá e, com elegância, agitando os cabelos longos para trás, prosseguirá a refeição. Sob a mesa, sentirá a perna quente provocando-a. Depois… Na cama, se submeterá ao louco capricho dele.
- Eu não gosto assim.
A voz dele então se tornará mais cheia, prepotente:
- Mas eu gosto. Vire-se!
Obedece. E sente o corpo quente, pesado, colado nas costas. A respiração nervosa. E a temível penetração que a humilha, fazendo-a sentir-se pequenina, um objeto. Tudo, menos mulher. Assim até quando?
- Demorei muito?
- Nada. Também cheguei agorinha.
Então, a mão de dedos curtos e grossos abre a porta.
Mais uma vez ela adentra no automóvel, que se afasta em velocidade, enquanto com a mão livre, o homem lhe acaricia a coxa macia, longa. Em silêncio, ela fita o vidro sobre a direção, como em busca de proteção ao que sente e ao que sofrerá logo mais.
O carro distancia-se, com o gordo excitado ao imaginar o que curtirá.
A mão corre-lhe sobre a coxa. Superior, o “coroa” sorri e, apressa mais o veículo.
Ela cerra os olhos, numa resignação dos vencidos. Um dia, talvez seja outra. Diferente. Apenas, simplesmente, uma mulher. Com um vazio vencendo-lhe o peito, sorri, tristemente.

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dez 02

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente. Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia o melhor cachorro quente da região. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.

As vendas foram aumentando e cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses. E o negócio prosperava e prosperava . Seu cachorro quente era o melhor! Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu, e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.

Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo, agradando e prosperando e teve uma séria conversa com o pai:

- Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão? Não acessa a Internet e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.

Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: _ Bem, se meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode estar com a razão!

Com medo da crise, o pai procurou um Fornecedor de pão mais barato ( e é claro, pior ).

Começou a comprar salsichas mais barata ( que era, também, a pior ). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.

Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta. Tomadas essas ‘providências’, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia na melhor Faculdade… quebrou.

O pai, triste, então falou para o filho: - ‘Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise. ‘e comentou com os amigos,orgulhoso:

- ‘Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise …’

Aprendemos uma grande lição: Vivemos em um mundo contaminado de más noticias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más noticias nos influenciarão a ponto de roubar a prosperidade de nossas vidas.

O texto original foi publicado em 24 de fevereiro de 1958 em um anúncio da Quaker State Metais Co. Em novembro de 1990 foi divulgado pela agência ELLCE, de São Paulo.

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publicado por Terezinha Pereira \\ tags:

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dez 02

Onde achar a noite
que o dia abocanha
Onde a dor arranha
quem nunca lhe estranha
Onde a vida encara
quem relativiza
Onde olhar bondade
poluindo a brisa
Onde forçar o caos
engessando o amor
Onde afagar o mal
para ter dissabor
Onde seduzir a sorte
com a força do braço
Onde entreter a morte
e matá-la de inchaço
Onde se tece gente
nos trilhos do exemplo
E onde se molda o corpo
com a força dum templo?

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publicado por Nina Araújo \\ tags:

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Dicas do Timoneiro


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