Polianteia sobre a Índia
Nas minhas andanças pelo mundo virtual, encontrei o blog INDI(A)GESTÃO, escrito pela professora brasileira Sandra Bose, casada com um indiano. Ela mora na Índia há 10 anos. Fiquei horas perdida no blog, com mil assuntos, tão diversificado, quanto a própria Índia. E o mais interessante é a linguagem usada pela Sandra Bose, ao falar sobre aquele país. Ela é extremamente verdadeira no modo de colocar as coisas, tais como são na realidade. É uma fotógrafa do seu tempo, naquele país. De cara, apaixonei-me pelo jeito irônico com que escreve e por sua coragem em denunciar aquilo que não se ajusta a sua consciência.
Peço licença à minha conterrânea para repassar, aos meus leitores, uma síntese de algumas coisas imagináveis e outras inimagináveis encontradas em seu blog, e mais algumas outras miscelâneas sobre a Índia:
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Rupia é o nome dado ao dinheiro indiano, que traz Gandhi estampado em todas as notas. O nosso Real corresponde a 21 rupias indianas. Bem mais valorizado.
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O expressivo crescimento econômico e populacional da Índia (e China) é uma das maiores ameaças para o meio ambiente, principalmente no que toca à poluição do ar e rios.
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As mulheres pobres trabalham na construção civil, carregando areia, cimento, quebrando e carregando pedras, pela metade do salário que recebem os homens. Mesmo que produzam o dobro.
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Os animais de estimação do indiano sempre foram a vaca, a cobra, o rato e o macaco. Mas o cão já passou a ganhar a simpatia dessa gente. Os macacos mandam e desmandam naquelas terras, pois não conhecem o próprio galho.
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Quem for à Índia, deverá ter muito cuidado antes de assentar-se em um vaso, pois as cobras costumam aparecer onde menos se espera. Em vez de pensar que está eliminando uma Taenia saginata , um ofídio poderá fazer um “tour” por seu corpo.
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Apesar da badalada pureza da mulher indiana, em Calcutá, a organização das profissionais do sexo, já possui mais de 163 mil membros. Na horizontal, diz a bem humorada Sandra, os problemas relativos às castas inexistem. Logo, a posição horizontal é a mais democrática em todo o mundo.
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Não é preciso muito empenho para aliviar a bexiga, pois qualquer lugar serve. É comum ver homens urinando em postes e paredes assim como os cães. Basta expor a varinha mágica nesses lugares.
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À medida que melhora a economia indiana, vem aumentando a prostituição de garotas menores de idade. Muitas delas já são portadoras do vírus da AIDS. O que é uma pena.
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Os bebês de sexo feminino costumam ser mortos ao nascer. Isso só não acontece, quando falta coragem aos pais, para praticarem o infanticídio ou, se já são mais evoluídos e, por isso, superaram essa arcaica e tenebrosa tradição. Dentre as principais causas estão os motivos culturais e financeiros. O dote é um monstrengo para os pais da rapariga.
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O Rio Ganges possui peixes mutantes que aprenderam a comer carne humana, em razão do número de cadáveres humanos ali jogados. Deduzo que, quem come peixes do Ganges vira canibal.
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As castas, as sub-castas, os dalits, o sati e o dote são proibidos por lei. Mas na Índia, as leis não possuem nenhum poder sobre a realidade. O que é de direito, não existe de fato. Lá nem existem as firulas do “faz de conta”, como cá.
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As indianas não usam calcinhas debaixo do sari, uma peça de pano que possui 6 metros de comprimento, colocado em torno do corpo, sem nenhum tipo de costura, zíper ou botão. Também, com seis metros de tecido no corpo, tal proteção torna-se desnecessária.
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O trânsito é caótico, porque ninguém respeita suas leis, de modo que cada um faz o que tem vontade. Riquixás, motos, vacas, bicicletas, cabras, carros e pedestres são abençoados com os mesmos direitos.
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Os maiores perigos encontrados ao viajar para a Índia são: os atentados terroristas, estupros e desaparecimento de turistas. Deve-se procurar viajar em grupo, principalmente sendo mulher.
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O turista é visto como uma fonte de dinheiro, da qual se deve tirar a última gota. E também como um bobalhão, de quem se pode tirar até a alma. Por isso, o viajor deve pechinchar sempre e ficar atento aos charlatões que estão à espreita.
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Um estrangeiro tem que dar, no mínimo, 10 rupias como esmola ao mendigo, para que ele fique feliz. Eles acham que, todo estrangeiro é rico, carregam os bolsos cheios de “bufunfa”.
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O ayurveda, que significa “ciência da vida”, é uma ciência milenar da saúde holística, em que se trata o corpo e a mente, e não só a doença. Deve-se ter cuidado na escolha do tratamento, pois há muito charlatanismo. Olho vivo, viajante!
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As Folhas de Nadi (folhas de palmeira) fazem parte de uma arte divinatória. Devem ser parentas próximas da bola de cristal.
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O Japamálá é um rosário com 108 contas, utilizado como marcador em orações ou como contador de mantras. Simboliza a disciplina da repetição. Pode ser feito de rudrakshas (sementes sagradas), sândalo, tulasí (árvore sagrada da Índia), cristal ou pau-rosa. Também pode ser usado no pescoço como proteção.
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O bindi (gota), aquela pedrinha que enfeita a testa das mulheres indianas, também feita de um pó de tom avermelhado, corresponde ao terceiro olho, fundamental na cultura indiana. Possui conotação religiosa e social. É colocado entre as sobrancelhas, um pouco acima.
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Os mudrás são gestos simbólicos, feitos com as mãos. As posturas simbólicas dos dedos ou do corpo podem representar determinados estados ou processos da consciência. Dizem que os mudras originaram-se na dança indiana, que é considerada a expressão da mais elevada religiosidade.
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O indiano possui o costume de arrotar e soltar gases em público, com estrondo. Não confunda tal ato com as trovoadas das monções. O tempo continuará o mesmo, mas o cheiro…
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As brasileiras reclamam de morar na Índia, principalmente pela total falta de noções básicas de limpeza e higiene. Então que voltem para o seu país. Cada qual no seu cada qual.
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Muitos lugares no país são malcheirosos, uma vez que as vacas defecam pelas ruas, homens urinam em paredes e postes, o lixo é amontoado, etc. Dizem que é por isso que o incenso é muito usado e possui um cheiro bem forte.
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Segundo a professora Sandra Bose, o indiano gosta de levar vantagem em tudo. Jamais sai perdendo. Sem falar que o sistema capitalista vem fincando suas raízes ali, com muita profundidade. E ainda há gente, que pensa que a Índia só cultiva a espiritualidade. Santa inocência!
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Quem estiver se preparando para ir à Índia deverá primeiro, ler o livro CARMA COLA da indiana Gita Mehta, principalmente se for turista da classe-econômica ou, se for mulher.
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O filme WATER da cineasta indiana Deepa Mehta, que ataca questões cruciais da Índia, foi banido do país e a cineasta proibida de filmar no mesmo. Sentindo-se como “persona non grata”, ela se mudou para o Canadá. Nesse ínterim, o filme ficou famoso internacionalmente, quando a Índia, espertamente, passou a reivindicar as glórias e louros do mesmo, assim como deu permissão para que fosse passado no país.
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O filme do cineasta inglês Danny Boyle, SLUMDOG MILIONAIRE (Quem quer ser um milionário), com temática indiana, ganhou 8 Oscars e já se encontra em exibição no nosso país.
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A brasileira Mayana Barberino possui uma comunidade no Orkut, chamada MINHA SOGRA E UMA DRAMA QUEEN
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