“Não é charme.
Não é álibi.
Não é malcriação.
Não é desfeita.
Não é falta de caneta.
Não é desconsideração.
Não é falta de tempo.
Não é perda de senso.
Não é falta de atenção.
Não é pessimismo.
Não é intimismo.
Não é aliteração.
Não é retiro.
Não é o cupido.
Não é embromação.
Não é perda de memória.
Não é o fim da história.
Não é enrolação.
Não é caso encerrado.
Não é poema guardado.
Não é término de relação.
Não é amor proibido.
Não é desejo reprimido.
Não é ponto de exclamação.
É só falta de um dia inspirado.
É só falta de céu estrelado.
É só falta de direção.
É só essa incômoda perda de sensibilidade no céu da palma da minha mão.”
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