Arrazoar-se - Nina Araújo e Vera Borato O peso da cruz - Paulo Valença



dez 02

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente. Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia o melhor cachorro quente da região. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.

As vendas foram aumentando e cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses. E o negócio prosperava e prosperava . Seu cachorro quente era o melhor! Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu, e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.

Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo, agradando e prosperando e teve uma séria conversa com o pai:

- Pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão? Não acessa a Internet e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.

Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: _ Bem, se meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode estar com a razão!

Com medo da crise, o pai procurou um Fornecedor de pão mais barato ( e é claro, pior ).

Começou a comprar salsichas mais barata ( que era, também, a pior ). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.

Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta. Tomadas essas ‘providências’, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia na melhor Faculdade… quebrou.

O pai, triste, então falou para o filho: - ‘Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise. ‘e comentou com os amigos,orgulhoso:

- ‘Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise …’

Aprendemos uma grande lição: Vivemos em um mundo contaminado de más noticias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más noticias nos influenciarão a ponto de roubar a prosperidade de nossas vidas.

O texto original foi publicado em 24 de fevereiro de 1958 em um anúncio da Quaker State Metais Co. Em novembro de 1990 foi divulgado pela agência ELLCE, de São Paulo.

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Publicado por Terezinha Pereira \\ tags:

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3 comentários para “Procura-se boas notícias - Terezinha Pereira”

  1. Ana Lucia Timotheo da Costa disse: Reply to this comment

    TT,
    Que verdade! Sabe que às vezes me ocorre ficar mais ‘emburrecida’ e alheia para ser mais livre e sofre menos? Via de regra muita informação e alerta geram medo e desconfiança. E com isto a vida para. Beijo. Ana

    [Resposta]

  2. Terezinha disse: Reply to this comment

    Ana,

    Você reparou que o texto não é meu, né?

    O que eu quis foi repassar um texto que tenho guardado há mais tempo e que se adapta bém à situação atual do mundo- mercado- capitalista.

    Quem nem fica sabendo da crise - um monstro assustador a nos rondar _ acaba não sentindo seus efeitos e continua fazendo o que estava dando certo. Continua se esforçando para fazer tudo do melhor modo possível, para não perder a qualidade. Já estava dando errado, busca outro caminho, sempre de olho na luz no fundo do túnel.

    Beijos,
    TT

    [Resposta]

  3. Sonia Quartin disse: Reply to this comment

    Amiga
    Esse texto me lembrou uma grande verdade: para se prosperar em qualquer coisa é preciso, antes de mais nada, amar aquilo que se faz. O tal vendedor de cachorro quente amava o que fazia. Assim, comprava os melhores produtos,e então prosperou. E tanto faz se numa carrocinha de comida, ou num escritório super elegante. O que acontece é só consequencia.
    Beijos Sonia Quartin

    [Resposta]

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