Reencontro – Edgard Santos
Num belo dia, lindo sol surgente
Enquanto a aurora a vida principia
Cá dentro um verso de louvor carente
Espera a vez e, mudo, se anuncia
A grande força de graça imanente
Consolidada na fé que é seu guia
Quer abraçar, modificar o mundo
Ouvir o ser que sofre lá no fundo
Neste momento, anjos de paz e de luz
Como pastores em campos sagrados
Descem unidos pelas mãos de Jesus
Distribuindo bênçãos pelos prados
Ensangüentados como ao peso da cruz
Arrependidos, sujos de pecados
Envergonhados, estendida, a mão
Clama, rasteja, por favor, perdão!
Inesperado! Consumada a reza
Eis que tal luz cuja beleza é rara
E que a nenhum filho jamais despreza
Envolve o ser como se imaginara
Halo de pureza, não dói, não pesa
É Deus, Jesus, comigo cara a cara
Feliz, entre lágrimas e conselhos
Ouço tudo, absorto e de joelhos
Já nesse instante se desfaz todo o mal
É derretida a dor que não é pouca
Junta-se aos restos dos meus fardos tal
A alegria desvairada e louca
Todas a mágoas, todo o fel e sal
Que um dia deixei que me manchassem a boca
Foram veneno mortal e intragável
Castigo bruto, da alma inseparável
E agora parto, pronto pra jornada
O amor, o bem é tudo o que me espera
Com o coração e a mente renovada
Sinto o frescor e o som da nova era
Não tenho nada que me empeça, nada
De continuar com esta luz e, pudera
Ver se espalhar por todo esse universo
Uma semente apenas do meu verso
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O bom é isto: viver por gostar da vida!
O bom é isto: viver por gostar da vida! E morrer sem temer a morte!
Edgard Santos respondeu:
março 31st, 2009 at 21:42
@Hila Flávia,
Você acertou, eu acho que é por aí.
Edgard santos
Egard
O seu poema passa-me a sensação de que vive a paz na sua plenitude.
Que lindo!
Tomara que a vida seja assim para você, tornando-o um ser iluminado.
Beijos,
lu
Edgard Santos respondeu:
março 31st, 2009 at 21:45
@lu dias bh,
Lu,
Sinto-me um ser iluminado e abençoado. Mas a vida nem sempre é pacífica. Temos os nossos percalços, o que não nos impede de viver a felicidade. Bjs,
Edgard Santos
Edgard,
nesta sua viagem, na certa, encontrará o amor.
Deixou lastros, dos que mais nos pesam na vida:
“Todas a mágoas, todo o fel e sal
Que um dia deixei que me manchassem a boca
Foram veneno mortal e intragável
Castigo bruto, da alma inseparável”
TT
Edgard Santos respondeu:
março 31st, 2009 at 21:41
@Terezinha,
Toda vez que leio estes versos me emociono. Adoro, também, a sua forma de comentar. Beijos,
Edgard Santoa