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Se todos fossem iguais… – Paulo Afonso

Por Paulo Afonso, 13 de março de 2010 4:45

Crônica da madrugada

Imagine um mundo sem fronteiras, onde todos vivam felizes, como irmãos. Com esse sonho viveu John Lennon e milhões de pessoas, anônimas na maioria.

Com esse mesmo sonho, outras tantas vivem em prisões, em pleno terceiro milênio, pagando pelo crime de pensar diferente e desejar um mundo melhor.

Há dez anos vivemos em um novo século, em um novo milênio, na tão esperada Era de Aquário. Mas as coisas não mudaram. Antes de melhorar o planeta é preciso acabar com o lixo, que está em toda parte. Esse lixo, que estava escondido, começa a aparecer, na medida em que a faxina começa. E os vermes, baratas e ratos enlouquecem, pois não gostam de ambientes limpos. Vivem na imundície, na podridão.

Nós, humanos, habitantes desse pequeno planeta perdido no Universo, temos uma casa perfeita, em ambiente de luxo, onde tudo foi preparado para nos fazer feliz. Mas vivemos em constante luta, como acontece no Big Brother, onde uma dúzia de escolhidos poderia viver, por três meses, num verdadeiro paraíso, mas não fazem nada além de se devorar pelo dinheiro. Tal lá, como cá.

No nosso planeta ainda há fronteiras. Algumas delas abrigam países governados com mão de ferro por ditadores, eternos no poder, onde as prisões acolhem aqueles que pensam diferente dos governantes e acreditam que o mundo pode, e deve, crescer e evoluir em liberdade. Seu povo, atrasado, tristonho e oprimido, não experimenta as facilidades do mundo moderno. Parou no tempo, na época em que a ditadura começou. Não há democracia e o poder é transferido aos parentes próximos. Os que governam são os donos do país, tendo o povo como escravos. E quem desobedece passa 30 anos na cadeia, se conseguir sobreviver.

Há muitas nações nessas condições, mas todos já sabem que falo de Cuba, o centro das atenções dos noticiários atuais. As prisões estão cheias de condenados, cujo crime foi discordar do governo e pensar. Pensar! Essa é a diferença. É proibido pensar em Cuba. Pensar? Só para concordar!

O Brasil, que tem procurado impor-se ao mundo, rompendo fronteiras e se fazendo presente em outros países, poderia ter aproveitado a oportunidade de mostrar seu apreço pela liberdade. Por uma feliz coincidência, estávamos em Cuba quando aconteceu a primeira morte de um preso, em greve de fome. O que fez o nosso presidente? Condenou o prisioneiro Zapata por haver praticado tamanha tolice. Não caberia ao Brasil se intrometer em problemas internos de Cuba, mas o mesmo não se aplicou a Honduras, onde até a casa da Embaixada foi cedida ao ex-presidente Zelaya, deposto ao tentar dar o golpe da perpetuação no poder.

Nossos atuais governantes sabem, ou deveriam saber, o que é ter idéias diferentes dos ditadores e lutar pela liberdade. Afinal, o sucesso de todos eles nasceu no combate ao regime militar. Essa luta rendeu dividendos políticos e, até mesmo, ou principalmente, indenizações milionárias, muitas até sem merecimento. Há casos de guerrilheiros que, hoje recebendo indenizações, mataram ou mutilaram inocentes, que sobrevivem na miséria, sem qualquer ajuda do Estado.

Enfim, este é o mundo dos humanos, onde a escravidão não acabou e está mais viva do que nunca. Somos escravos do dinheiro, dos impostos, do que fazemos e, principalmente, do que pensamos. Um planeta onde o maior crime é ter idéias. Muitos já morreram por elas e continuarão morrendo.

Este artigo poderá desagradar a muitos. Pensei até em não escrevê-lo para evitar aborrecimentos. Se me calasse, seria menos uma voz na luta contra governos tiranos. Estaria contribuindo para a perpetuação da escravidão humana. Chegou a hora de protestarmos contra isso e condenarmos aqueles que apóiam esses ditadores.

Ou o Brasil toma, perante o mundo, uma posição que coincida com os anseios de liberdade de seu povo, ou estará sendo conivente com o que de pior ainda sobrevive no planeta. Saiamos de perto do lixo. Se ainda for possível.

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Fotos do Circuito das Estações 2010 – Outono

Por Paulo Afonso, 7 de março de 2010 14:01

Hoje cedo estive no Aterro do Flamengo, onde aconteceu a prova OUTONO do Circuito das Estações 2010. A prova cresce a cada ano. Mais de 12 mil competidores correram nas categorias de 5 e 10 km para ganhar a primeira parte da Mandala.

Fiz mais de 200 fotos e estou disponibilizando para download gratuito no Dicas do Timoneiro. Basta acessar a página, escolher a foto e baixar para o computador. São imagens em excelente resolução, no tamanho 1024×768.

Circuito das Estações 2010
Circuito das Estações 2010
Foi dada a largada

Foi dada a largada

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Parabéns, Rio! Cidade Maravilhosa festeja 445 anos de fundação.

Por Paulo Afonso, 1 de março de 2010 0:15

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Num cantinho do céu – Paulo Afonso

Por Paulo Afonso, 23 de fevereiro de 2010 15:45

É assim que me sinto, num cantinho perdido do céu, numa esquina silenciosa da Via Láctea, toda vez que, enfrentando os mosquitos, fico a olhar a beleza das estrelas no céu de Iguabinha.

Imagino quantos antepassados já fizeram a mesma coisa, tendo a mesma visão, as mesmas sensações.

O céu de verão nos oferece “As Três Marias”, com nomes de japonesas (Alnitaka, Alnilan e Mintaka), enquanto que, no inverno, somos dominados pelo Escorpião e a gigantesca estrela Antares. Para entender o gigantismo de Antares, só lendo o artigo que publiquei hoje cedo no Dicas do Timoneiro. As imagens falam por si.

A Wikipédia ensina que “Antares é uma supergigante vermelha, distante aproximadamente 600 anos-luz da Terra, 700 vezes maior que o diâmetro do nosso Sol, e aproximadamente 980 milhões de vezes o  volume da Terra.”

Olhando para o céu entendemos o nosso tamanho real e fica difícil compreender a razão de tanta arrogância, tanta intolerância, tanta insensatez.

Via Lactea

Olhar para o céu noturno, observar cada pontinho que brilha, é uma forma de meditar. Quando rezamos, falamos com Deus. Quando meditamos, Ele fala conosco. É a hora em que as coisas acontecem, as idéias surgem, a mente se abre, passamos a nos conhecer de verdade.

Certa vez um pastor, dessas novas religiões que aparecem todo dia, tentando me doutrinar, disse que nós, seres humanos, fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Os animais não tiveram esse privilégio e foram criados para servir ao homem. Pelo jeito ele imagina um deus de terno e gravata, talvez dando expediente em algum escritório inter-estelar, cercado de anjos-ministros.

Somos, sim, a imagem e semelhança de Deus por uma razão muito simples: tudo é feito da mesma essência, do mesmo material. “Assim como é em cima, é embaixo”, diz o conceito ocultista, atribuído a Hermes Trimegisto, antigo filósofo egípcio, sobre microcosmo e macrocosmo. Temos um universo dentro de nós. Tudo que vemos lá fora, olhando para o céu, já existe em nós mesmos. Somos uma partícula  da Natureza Divina. Somos Deus e não sabemos.

Os animais não são melhores ou piores do que nós. São parte da Criação, assim como nós, em diferentes formas e estágios evolutivos. A inteligência desses seres não deve ser menosprezada. Muitos deles se mostram muito mais inteligentes e sensíveis do que grande parte dos humanos.

Mas… por que falo disso tudo?

Sei lá. São os ares de Iguabinha.

Não deixem de ler os artigos sobre astronomia que escrevi para o Dicas do Timoneiro. Gostei tanto de escrever sobre o tema que acabei escrevendo aqui.

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Muito trabalho e acesso precário

Por Paulo Afonso, 20 de fevereiro de 2010 21:17

Somente hoje consegui um acesso mais rápido à internet, depois do período de Carnaval. Uso o Vivo 3G e, como a Região dos Lagos estava lotada, a velocidade de conexão caiu bastante.

Neste período deixei o Alma Carioca totalmente por conta de vocês. Usei o pouco tempo de acesso que tive para atualizar o “Dicas do Timoneiro” e, agora, o filho mais novo, o “Blog do Timoneiro“.

Blog do Timoneiro

Blog do Timoneiro

Todos os artigos sobre o Big Brother Brasil, que desagradavam aos leitores que frequentam estas páginas, estão agora no Blog do Timoneiro, assim como muitos outros textos sobre os mais variados assuntos.  Procuro fazer uma análise do programa e seus personagens, numa abordagem de mais alto nível. As novelas, minisséries, e tudo que acontece nas nossas TVs, têm agora um local apropriado. Em 20 dias já publiquei mais de 60 textos. O início é muito trabalhoso e do esforço inicial depende o sucesso ou fracasso de um blog.  Eu acredito no sucesso.

Dicas do Timoneiro

Dicas do Timoneiro

O “Dicas do Timoneiro” continua crescendo em ritmo acelerado. Acabo de publicar um artigo onde abordo um assunto que intriga muita gente: Por que o céu de verão é diferente do céu de inverno? Pretendo continuar com  a série, que foi inspirada no “Livro dos porquês“, do Tesouro da Juventude, minha leitura preferida.

Enfim, peço que visitem os dois blogs, comentando, divulgando aos amigos e inimigos. É difícil vencer a inércia inicial. A recomendação pessoal, neste momento, é o melhor caminho para ganhar visitas. Depois, com a ajuda do Google, as coisas caminharão sozinhas.

Na próxima semana estarei de volta ao Rio. Desejo um bom domingo a todos.

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Velhos tempos, antigos carnavais

Por Paulo Afonso, 11 de fevereiro de 2010 14:41

Ter nascido no centro do Rio de Janeiro e ser sobrinho do fundador do Bola Preta é garantia de ter ALMA CARIOCA.

Precisava escrever alguma coisa sobre os carnavais que vivi na minha infância. Procurei voltar mais de 50 anos no tempo, quando ainda era criança. Lembro que foi no início da década de 50, quando deveria ter menos de 10 anos. Costumava ir ao sítio de meus tios, Álvaro de Oliveira e Nita, em Campo Grande.

O sítio tinha de tudo, de animais a árvores frutíferas. Até um riacho passava pela “Chez-Nous“, nome que meus tios escolheram para o local. Ficava na Estrada do Tinguí, um local afastado e deserto, bem diferente do que deve ser hoje.

O carnaval de rua em Campo Grande era repleto de Clóvis, com suas bexigas de boi, batendo sem parar.

Meus tios beiravam os 50 e tantos anos. Nunca tiveram filhos e moravam no centro da cidade. Costumavam ir ao teatro, pois minha tia recebia entradas para todos os espetáculos. Não sei o que a ligava à classe artística, mas era bem conhecida no meio teatral. A primeira vez que fui a um teatro adulto, foi no Teatro Rival, um espetáculo de Teatro de Revista, com lindas mulheres seminuas. Ficamos num camarote, meus tios e um primo que, como eu, também não havia completado 18 anos. Foi inesquecível ver aquelas lindas mulheres com os seios de fora. Hoje, após tanto tempo, elas devem estar com 70 ou 80 anos.

Álvaro e o Bola Preta

Mas voltando aos meus tios, sempre ouvia a mesma história, contada por parentes, que o Álvaro havia sido um dos fundadores do Cordão da Bola Preta. Ele chegou a me mostrar a carteirinha de sócio do clube, do qual falava com muito orgulho. Falta-me memória, pois na época não dava importância ao fato, mas tenho quase certeza de que minha tia falou de seu antigo apelido, K-Veirinha, e também de Lord Trinca Ferro.

KVeirinha

Com todas essas evidências, é quase certo de que o Álvaro de Oliveira, mencionado em vários sites da internet como fundador da agremiação, seja mesmo o meu tio, Álvaro de Oliveira e Silva, mas não posso jurar,  pois não encontrei o sobrenome Silva nas referências ao fundador.

Nosso amigo Gutierritos me enviou um link onde Álvaro, o fundador do Bola Preta , é citado. Há, inclusive, uma foto do mesmo. É uma foto antiga, de 1949,  quando ele tinha 50 anos, mais ou menos, e eu estava com apenas quatro anos de idade.

Diz o artigo:

Antigamente, todos os associados de destaque dos grêmios carnavalescos adquiriam um pseudônimo sempre precedido de aristocrático lord. Assim, Álvaro de Oliveira que, ainda garoto, de menor idade, conseguiu ser sócio dos Democráticos quando o alvi-negro tinah sede no Largo do Machado, ganhou sua alcunha. Deram-na, mais tarde, já na Rua do Hospício (hoje Buenos Aires), para onde o clube se transferiu, uma bem divertida: Lord Trinca Espinha. Continuou com ele da Rua dos Andradas e também na do Passeio, locais onde os valorosos ‘carapicus’ estiveram instalados.

Só em 1918, depois da terrível epidemia de ‘influenza espanhola’, da qual, conseguindo escapar, ficou, no entanto, bastante magro, esquelético, perdeu sua antonomásia. Um amigo, vendo-o em tal estado exclamou: “Puxa, você parece uma caveira”. À tarde, na costumeira chopada do Bar Nacional, a turma homologou definitivamente o apelido: “Viva o K. Veirinha!” Nunca mais se deixou de chamá-lo por esse diminutivo ou de completar seu verdadeiro nome com ele: “o Álvaro K. Veirinha“.

Aos 80 anos, em 1976

Mais tarde, em 1976, meu tio Álvaro esteve no batizado de minha primeira filha. Ele deveria estar com seus 80 anos. Fiz esta foto e gostaria que os amigos comparassem as duas imagens, uma aos 50 e poucos anos, encontrada na internet,  e outra aos 80, para ver se há semelhanças que sugiram ser a mesma pessoa.

Alvaro de Oliveira, meu tio

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Dois Córregos no blog do Reinaldo Azevedo (Veja)

Por Paulo Afonso, 8 de fevereiro de 2010 17:39

Dois Córregos e o nosso blog estão no blog do Reinaldo Azevedo. Além da matéria, há um comentário meu, respondido pelo Reinaldo.

Para acessar, clique aqui.

Agradeço ao Carino, que foi quem descobriu a matéria.

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