jul 14

O olhar da menina era doce. Só as crianças sabem fitar a gente assim. Seu cabelo, castanho, sedoso. Ficava amarrado no alto com umas florezinhas, mas deixava cair umas pontas de franja na testa. Pequeno rosto, cheio, de bochechas rosadas. O queixo tão marcante que, só por ele, se daria mais idade à dona. Ela se debruçava sobre um cachorrinho bicolor gostosamente aninhado em seus braços e nas suas saias volumosas. O vestido espalhava-se em volta, escondendo pernas e pés que deviam estar cobertos com meias e cetim. E trazer laços, talvez. Como fundo, um canto de jardim apenas esboçado, porque o importante eram as figuras da menina e do cão com seus olhares de mel. Mais que acolhedores eram convidativos aqueles olhares. Continuar lendo »

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jul 08

A vertigem e a noite, de repente, em pleno dia, na verdade de manhã. Depois disseram que caí que nem manga madura, enquanto o freguês habitual apregoava o também corriqueiro: — Moça bonita não paga, mas também não leva !, antigo pra chuchu ( com trocadilho, como diria um conhecido cronista). Continuar lendo »

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jul 08

Acorda, olhos fechados, pensamento entrecortado, agenda do dia - que dia é hoje?- chuva, pingos dentro da cabeça, sair de tênis, meia, que a dengue taí na esquina, ao lado, na espreita, à espera, pressa, depressa sempre, - onde o ócio criativo? Continuar lendo »

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